Religião     12 de março de 2018 14:00
São João do Sul

Agricultor conta história de fé em Nossa Senhora


Para muitas pessoas, a fé é uma tábua de salvação quando o mar está revolto. Em situações de perigo, ou quando a saúde está debilitada, até em meio às dívidas… Bem, os motivos para se buscar ajuda na fé são muitos. No caso de Carlos Alberto Pereira, o Betão, morador de São João do Sul, onde também é agricultor, tudo aconteceu de uma hora para a outra. “Tive um AVC. Estava no centro de São João do Sul quando passei mal e meus amigos me levaram para o posto de saúde. Depois chamaram minha mulher e me transportaram para Torres”, relembra. Um AVC, ou Acidente Vascular Cerebral, ocorre quando o fornecimento de sangue a uma parte do cérebro é impedido por uma obstrução ou hemorragia. As duas causas principais são estreitamento, revestimento, endurecimento ou enfraquecimento dos vasos sanguíneos (artérias); e/ou engrossamento do sangue. Para Betão, foram 5 dias na UTI, em estado grave e outros 5 no quarto. “Quando cheguei em casa foi que senti. Chorei bastante”, diz. Foi aí que o agricultor resolveu apelar para sua santa de devoção, Nossa Senhora Aparecida. “Lá no hospital, eu fiz a promessa. Disseram que eu só ia andar de cadeira de rodas, então eu pensei: no terceiro ou quarto ano, no rodeio de São João do Sul, quero entrar de joelhos no começo da cancha e ir até uns cem metros”, relata. Apaixonado por cavalos e rodeio, Betão buscou no costume um jeito de agradecer à santa, se seu pedido fosse concedido. Ninguém sabia, e quando o tempo da promessa se completou, Betão contou à esposa e ao patrão do CTG. Obviamente, ninguém se opôs, e prestes a fazer três anos após o AVC, o agricultor pôde cumprir sua promessa. Com a imagem da santa sobre o cavalo branco da família, e ao lado da esposa, Betão ajoelhou-se na arena e agradeceu por estar bem. “Quando me viram, as vizinhas choravam, ficaram todos surpresos. E eu não contava para ninguém. Era eu que ia laçar na abertura, então fui o primeiro a entrar”, acrescenta. O derrame, claro, deixou sequelas, mas estas podem ser consideradas mínimas perto do que os médicos acreditavam que seriam. “Levei mais de 20 dias para comer com a mão direita, e fiquei com uma certa fraqueza. Graças a Deus hoje, estou 100%”, diz. Devoto de Nossa Senhora desde sempre, Betão não tem dúvidas e afirma com certeza que houve intercessão da mãe de Jesus para que ele pudesse melhorar. “Imagina se não teve. Se não tivesse, eu não caminhava. Diziam que eu nunca mais ia andar, e eu tenho muita fé. Rezo sempre, a qualquer hora, e algo de bom aconteceu, por que estou aqui. Se precisar, rogo por ela de novo”, declara.

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