22/05/2017 14:39

Alissandra Paganini- Sucesso bom como café com rosca em família


Uma das qualidades de um bom empreendedor é o pioneirismo, a coragem de fazer algo novo, original. E se um empreendedor pioneiro tem ao seu lado um sócio à altura, é mais um passo vencido rumo ao sucesso.

Foi com coragem, ousadia e uma relação de respeito e confiança que os irmãos José e Jardilo Machado criaram uma marca que tem peso em toda a região e fora dela.

O Polvilho Machado, no mercado desde 1978, surgiu das mãos de quem nunca deixou de trabalhar e de prezar pelo que é mais importante, valorizando suas origens, mas com um olhar promissor para o futuro.

Para esta coluna, conversei com seu Zequinha, o segundo de sete irmãos que cresceram em São João do Sul aprendendo na prática como se fazer um bom polvilho e uma empresa forte.

Com a mão na terra

Começou com meu pai plantando mandioca, fazendo farinha, e levando de carro de boi para vender no Rio Grande do Sul. Foi assim que ele comprou um pedacinho de terra aqui e ali, e fomos tocando a vida. Depois que casei, com aquele problema de pouca terra, passamos da farinha para o polvilho, e conseguimos conquistar uma vida melhor.

Migrantes

Em 1978, eu e meu irmão mais novo, Jardilo, viemos para a Vila São Cristóvão e abrimos um comércio. Aqui não tinha nada. Colocamos uma fecularia, que era minha profissão, e que ainda está funcionando, em parceria sempre com ele. Hoje, claro, os mais jovens tomam conta, meus genros e os filhos do meu irmão.

Companheira de uma vida

Quando solteira, minha esposa, Solange, morava no Barro Preto, em Santa Rosa do Sul, e nos encontramos na Bela Vista, onde tinha um salãozinho de baile. E deu certo. Namoramos dois anos, casamos, e fomos morar nas terras do meu pai, na Nova Fátima. Ficamos lá 10 anos, e depois viemos para São Cristóvão. Ela é minha vida, sempre vivemos um pelo outro. Ela é minha enfermeira, e quando ela precisou, fui o enfermeiro dela. Sempre foi uma mulher trabalhadora, e somos felizes. Estamos quase fazendo 50 anos de casados. O segredo é procurar uma pessoa correta, que goste das mesmas coisas, e pensando em viver sempre em união.

Inovação

O reduto do polvilho era aqui. Antes só se fazia para o gasto, mas começou a dar certo e as pessoas passaram a produzir mais. Trabalhávamos com a fabricação de polvilho, mas nos mercados só vendiam pacotes de meio quilo e vinha de muito longe. Decidimos embalar sacos de um quilo, então, e deu certo. Fornecemos para os mercados grandes, inclusive.

O sucesso

Acho que pela qualidade que a gente sempre prezou, buscando que o cliente ficasse satisfeito com o que comprasse. Até porque, se um produto não tiver qualidade, e não tiver um bom atendimento, não vai adiante.

Jardilo Machado

Minha parceria com Jardilo, meu irmão, sempre teve muito respeito, muita confiança. Hoje entreguei o negócio na mão deles, do Jardilo e dos meus genros e sobrinho.

 


15/05/2017 13:11

Alissandra Paganini- Um novo jeito de fazer medicina


Ah, o frescor da juventude! Aquela sensação de mudança contínua, de inquietude, de
busca pelo melhor e de saúde. É desse jeito que vive o médico Yves Galli
Neto, que entrou na universidade aos 17 anos, formou-se aos 23, e tem a própria clínica aos 27. O rapaz é precoce, mas cheio de maturidade. Com uma família que
rodou metade do Brasil, Yves está conquistando muita gente por onde passa e espalhando um novo conceito sobre a procura pela qualidade de vida.
Na coluna desta semana, o assunto é saúde, e –por que não? –inovação.

De norte a sul
Quando passei para o vestibular em medicina, ganhei do pai uma viagem de presente e vim para Bombinhas, em Santa Catarina. Decidi me mudar, mesmo com emprego garantido e promissor em Rondônia. Eu não me sentia em casa, e quando faltavam seis meses para me formar, inventei um concurso em Florianópolis e vim, mas na verdade, era só para conhecer. Peguei o carro e vim parar em Brusque. Na Secretaria de Saúde, falei que queria um emprego e como tinha vagas, me deram uma. Cheguei em
Rondônia e avisei que viria embora. Meu pai vendeu a clínica lá e viemos de carro para o sul, sempre com a ideia da clínica própria.

Filial
Sombrio surgiu em sua história no final do ano de 2016, quando uma amiga e cliente de Sombrio fez um tratamento na clínica de Brusque, e com os resultados a mãe dela também se interessou. Foi assim que o Dr. Yves iniciou os atendimentos na cidade.
Depois de pouco mais de três meses, a procura aumentou de forma muito rápida, e o médico deixou de atender na garagem da família Baltazar, que o acolheu como a um filho, e abriu a primeira filial de sua clínica. “Agradeço muito aos Baltazar por
sua acolhida”.

Esse cara é meu pai
Sabe a pessoa que não erra nunca? É meu pai. A partir de 2000, meu
pai mudou para Brasília, mas nasci em Rondônia. Sempre moramos
juntos. Meu pai é um homem muito visionário, e o que eu sou hoje e
no lugar onde cheguei, deve-se muito a dele. A clínica de Brusque,
por exemplo, foi uma meta que ele traçou quando ele mesmo saiu
da faculdade, em 1977. Ele pensou: ‘vou ter um filho, e ele vai abrir
uma clínica comigo e vamos trabalhar juntos’. As coisas foram acontecendo, então.

Dr. Inovador
Trabalhamos com uma visão diferente. Muitas pessoas perguntam:
‘Mas não é bobagem falar desses detalhes?’, eu digo que depende.
Você quer viver cem anos doente ou saudável? Se a resposta for doente, considere o que eu digo, bobagens. Mas se quiser qualidade
de vida, o ponto está aí. O bom da medicina de hoje é que graças à internet, o conhecimento está ao acesso de todos.

Energia da Fé
Acredito muito na energia, mas antes de qualquer coisa, pergunto se
a pessoa acredita em Deus. Respeito quem não acredita, mas para
quem acredita, água benta é energia, oração é energia, e eu procuro
trazer isso para o dia-a-dia, de forma consciente. Eu não vinculava
uma coisa à outra, mas hoje eu vejo que existe, e minha vida mudou
depois disso.


08/05/2017 13:24

Rosa que proporciona muito perfume


Esta coluna foi feita a quatro mãos, assim como tudo na vida do casal Altair Isoppo da Rosa e Marilene Daboitt da Rosa. Depois que se casaram em 1979, logo no dia seguinte deixaram a comunidade onde nasceram, a Garuva, para se estabelecer no centro de Sombrio. Assim, com um começo modesto, mas com muita vontade de crescer, o casal formou uma família, empreendeu e hoje possui uma loja e uma filial, aberta em 1998. Junto com a discrição e a timidez, os dois são unidos pelo companheirismo e o trabalho árduo, de onde nasce esta história de quem, unidos, fez da vida um tempo de vitórias.

 

O Armazém do Rosa

Marilene: Começamos em um pequeno espaço e as vendas eram feitas no balcão. Vendíamos tudo pesado na hora, feijão, farinha, tudo em porções. A pessoa comprava só o que queria levar e nós comprávamos tudo em saca. Era uma pecinha bem pequenininha. Eu lembro que, quando ele buscava feijão na Garuva, descia do ônibus e vinha até o armazém com aquele saco nas costas, desde a rodoviária. Depois compramos uma bicicleta e ele mesmo entregava as compras dos clientes.

 

Saudade da minha terra

Marilene: Foi difícil acostumar a morar no Centro da cidade. Era só nos dois, não conhecíamos ninguém, não tinha um carro para passear. Um saía e o outro cuidava do armazém, e não fechávamos nos domingos. Ver os pais era só durante a semana.

 

Frutos

Marilene: Estávamos sempre juntos, trabalhando. Os filhos chegaram, e foram criados ali dentro do armazém, comigo.

 

O Supermercado Rosa

Marilene: Foi apertando o espaço para morarmos e aumentando o tamanho do mercado. No início, a concorrência, bem aqui do lado, era difícil. Fomos aguentando, meu sogro ajudando.

 

Hobby

Altair: Eu jogava futebol, mas era perna de pau. Depois vim para o Sombrio e parei.

Marilene: Nós namorávamos, e fomos a um jogo no Jaguarari. Lembro que ele foi cobrar um escanteio e fez um gol, direto. Aí casamos, nos dedicamos ao trabalho e paramos.

 

Garuva

Altair: Nosso alicerce está lá, nossa vida. Meu pai está lá. A ideia foi dele de sair, mas eu queria ficar lá, gostava da Garuva. Porém, ele teve a visão de que aqui a gente crescia mais.

 

O amor

Altair: A gente se conheceu na Garuva, se encontrava lá em casa, estudava juntos. E ali começou. Somos apaixonados até hoje.

 

Religião

Altair: Somos católicos, vamos sempre à igreja. Devotos de Santo Antônio e já fomos festeiros.

Marilene: Deus está acima de tudo para nós, Ele nos dá força, nos anima no trabalho.

 

Infância

Altair: Desde os 14 anos já trabalhava com comércio. Meu pai tinha armazém lá na Garuva. Sou o mais velho de cinco irmãos.

 

Futuro

Altair: Hoje já estamos mais parados, aposentados. Os filhos tocam mais os negócios.

Marilene: Os filhos quiseram tocar, assumiram. E nós quisemos descansar um pouco, deixar para eles. Somos felizes porque eles quiseram seguir nossos passos. Se eles não quisessem, nós teríamos parado, não iriamos aguentar.

 


24/04/2017 11:17

Um nome que se fez tradição


Um empresário de suces so precisa ter visão de futuro, coragem, auto nomia e… memória. Por que não? Lembrar de onde veio, de quem sempre esteve ao seu lado, de como foi o tortuoso caminho até alcançar seus objetivos também é importante. Aliás, este é um dos alvos desta coluna, prestigiar as histórias, longas ou curtas,
de quem olha para trás e sabe que venceu os grandes desafios para se tornar um empreendedor. Mas, voltando à memória, esta está sempre fresca em Adelino Zilli. O
patriarca de uma família unida e perseverante, relembra datas e detalhes em uma conversa descontraída sobre a vida, recordando os sonhos, as lutas e a alegria de poder sorrir sabendo que as vitórias vieram do suor de quem realmente gosta de trabalhar.

Família e Amigos
“Nos reunimos em um paiol reformado, aqui em Timbé. É nosso centro de encontro. Fizeram uma festa para mim, de aniversário, e convidaram só meus amigos de jogo. Foram uns 30. Foi muito bom”.

Empreendendo
“No dia 1° de abril de 1963, às 7 da manhã, abri uma loja aqui em Timbé. A Loja Alvorada, para não usar o nome Zilli, que já era usado pelo meu pai. A primeira coisa que vendi, foi um chapéu. Dali para frente, trabalhando sempre. Ia a São Paulo fazer compras. E em 1985, passei a vender eletrodoméstico e móveis. O meu sonho era ter três lojas: Timbé do Sul, Turvo e Araranguá. Hoje tenho 20”.

Árvore Genealógica
“Nasci em Timbé do Sul, em 1937. Éramos em cinco. Eu trabalhava com meu pai na Loja Zilli, e quando casei, ele me deu uma loja e o começo foi por ali. Naquela época, era só a venda de tecidos. Minha mulher, Anair, veio de Meleiro, e éramos vizinhos de porta. Eu via ela sempre do outro lado da rua. Depois de três anos de namoro, casamos em 8 de setembro de 1960. Naquela época, pegamos ônibus e fomos a Porto Alegre, para passear e fazer compras também. Temos quatro filhos, Tadeu, Tiago, Mari e Maria das Graças, e sete netos. Hoje tenho 80 anos e vou aos 95”.

Crença
“Sou muito religioso, devoto. Vou à missa, participo das procissões e tem imagens de
santos pela casa toda. Sou bastante religioso”.

Hobby
“O que eu mais gosto é de trabalhar. Quando fecho a loja, jogo canastra com os amigos,
ali na praça, duas ou três vezes na semana”.

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