03/07/2017 13:07

Alissandra Paganini- Vida boa como um pastel fresquinho


Já é tradição. Um bom lugar para namorar, celebrar uma data especial, curtir um fim de semana depois da igreja, é no Pimenta Pastéis. Com uma estrutura bonita e um sabor inconfundível, a pastelaria que conquistou Sombrio e região é mantida por um tripé inquebrantável. O casal Ronivon Oliveira Machado e Fabiana Trindade Machado, há 22 anos teve o filho Aleksander, e os três formam o Trio Pimenta. A coluna de hoje não tem só sabor de pastel, tem sabor de união e muito, muito trabalho.

De mudança
Em novembro ou início de dezembro, nosso prédio  próprio ficará pronto, e queremos inaugurar em março. É uma conquista mesmo.

Pastel de quê?
Quando o assunto envereda para o carro-chefe do Pimenta, é Fabiana quem
assume a palavra, com bom humor e alegria. “O negócio do pastel já existia, e nós compramos o do antigo proprietário. Não acreditávamos que o pastel venderia tanto. A massa é a mesma até hoje. Vimos potencial, compramos e vamos sempre inovando,
colocando novos sabores. De 50 sabores foi para 80, sempre colocando mais coisas, as tábuas, porções, equipamentos melhores. Era tudo muito manual”.

Casal jovem
Quando nos conhecemos, eu tinha uns 15 anos, e a Fabiana, uns 12. Quando eu tinha 18, fomos morar juntos. O Aleks nasceu em abril do ano seguinte. Faz 22 anos que
somos casados.

Empregos
Trabalhei de empacotador de mercado e lavador de carros. Tudo que é coisa.
Depois comecei a trabalhar com vendas, fui promovido a supervisor e fiquei nesse
ramo. Comecei a fazer faculdade, mas tive que parar, o Aleks era pequeno ainda. Então fiquei só no trabalho e cuidando da família. Sempre fomos do comércio, trabalhando
em várias coisas, mas no empreendedorismo. Não queríamos trabalhar para ninguém, queríamos ter nosso próprio negócio.

Viagem só de vinda
Em 2007, viemos para Santa Catarina, e aqui começamos praticamente do zero. Abrimos a pastelaria seis meses depois. Quando o Aleks fez 12 anos, começou a ajudar a gente. Assim que ele aprendeu a segurar uma bandeja, colocamos ele para trabalhar também. Durante dois anos ficamos com duas pastelarias, uma aberta na Lagoa de Fora no inverno, e outra na praia, no verão. Depois, em março de 2011, abrimos uma em Sombrio.

Coração do Pimenta
Não tem um segredo. É uma receita que é nossa. Temos dois pasteleiros que trabalham junto. Eu supervisiono, cuido todos os dias, mas somos nós três que fazemos este processo. A cozinha é o coração da pastelaria.

Investimento
Voltando ao assunto da casa nova do Pimenta Pastéis, Roni transparece que é nos detalhes que mora o sucesso. “Nós queremos que a pessoa chegue, coma, mas não saia com cheiro. Por isso investimos muito no novo prédio. Tem que ter aquele aroma gostoso de pastel, não o cheiro de fritura”.

O tripé
Para Ronivon, Fabiana é a companheira desde sempre, em todas as horas.
Aleksander, que já se formou em administração e faz pós-graduação, possui uma personalidade tímida, mas define muito bem o que sente trabalhando com os pais desde cedo. “São dois guerreiros, e uma inspiração”.

Mão na Massa
Roni também se envolve na produção dos pastéis, inclusive, relata como produz mais um dos sucessos do Pimenta. “A gente queria fazer um pastel com linguiça no recheio. Comprei uma linguiça, que era boa, mas no pastel, não gostamos. Então eu mesmo, com uma receita do meu pai, fiz a linguiça, mista. Todos os recheios somos nós que fazemos e testamos”.


05/06/2017 11:53

Alissandra Paganini- Produzindo alimento do corpo e da alma


A coluna desta semana tem gosto de doce, o sabor do sucesso de quem sempre trabalhou no que gosta e que acompanha a continuação de sua história. Silvano Cláudio Pereira, pessoa de temperamento calmo e de vida discreta, cresceu e
formou família, literalmente, com a mão na massa. Cerca de 90% da região de Balneá-
rio Gaivota, Sombrio e Jacinto Machado recebe os pães que só a Padaria Silvana sabe
fazer. O carro chefe são os pães fatiados, de xis e cachorro-quente, que são feitos com o
mesmo carinho de 30 anos atrás. O dono da panificadora hoje tem mais tempo para se dedicar aos seus passatempos, e visita o negócio que criou apenas para prestar consultoria aos filhos. Silvano foi casado durante 32 anos com Neuza Janete, que faleceu em 2002, e vive com Magna Teixeira Bastos, já há 5 anos. No entanto, ele relembra com carinho dos tempos de muito trabalho, e fala do começo de tudo com o
doce sabor da nostalgia.

De berço
Já crescemos no ramo da padaria. Em 1969 meu pai
fundou a Padaria Real, na avenida Nereu Ramos, Centro
de Sombrio. Depois, ele faleceu e em 1985, resolvi sair
da sociedade a abrir uma padaria aqui no bairro Januária.
Nós fornecíamos pães para o restaurante Japonês, e o seu
Ideki Kokitsu, dono do lugar naquela época, pediu que eu
colocasse a panificadora perto do restaurante para não
andar tanto, porque era longe. Foi quando vim para cá.

31 anos de história
Estamos sempre modernizando, agora fazendo instala-
ções novas, sempre trabalhando direitinho, prezando pelo
atendimento, pela qualidade, fazemos reuniões para cuidar
disso. Os filhos vêm no mesmo ritmo que sempre foi, e
graças a Deus, já faz 31 anos que estamos ali na padaria.

Mão na Massa
Falei para o seu Ideki: ‘olha, eu só tenho dinheiro para construir,
para as máquinas não’. Ele respondeu: ‘Pois constrói que eu te dou o
dinheiro das máquinas e tu me paga em mercadoria’. Na época vendi
alguns bens, e não precisei da ajuda dele. Comprei as máquinas
de uma padaria que estava fechando em Araranguá. No início era só
eu e a esposa, depois vieram os filhos, e a gente contratou funcioná-
rios. Até hoje forneço para o restaurante Japonês, assim como outros
shoppings.

Continuação
Os filhos quiseram ficar conosco. O mais
novo se formou em administração e assumiu
essa parte. O José Artur está na produção,
e a Silvana ficou de confeiteira. O Sandro,
meu genro, faz a parte de vendas e entregas.
E de uma época para cá eu só dou apoio,
ajudo nos projetos.

31 anos de história
Estamos sempre modernizando, agora fazendo instala-
ções novas, sempre trabalhando direitinho, prezando pelo
atendimento, pela qualidade, fazemos reuniões para cuidar
disso. Os filhos vêm no mesmo ritmo que sempre foi, e
graças a Deus, já faz 31 anos que estamos ali na padaria.

Um Homem do Bem
Gosto de fazer de tudo um pouco, de estar na padaria, de estar na comunidade, trabalhando com algo
voluntário,canto na igreja e trabalho na Amja (Associação
de Moradores da Januária). Gosto muito do trabalho voluntário, sem ganhar nada em troca.

Devoto
Sou devoto de São Sebastião, Santa Rita de Cássia e
Santa Luzia, que me ajudou muito quando sofri um acidente
e quase perdi a visão de um olho.
Netos
Os netos são tudo, né! Meu xodó, tanto os quatro de sangue, quanto os dois de coração, netos da minha esposa.
E os filhos dela se tornam meus filhos também.


22/05/2017 14:39

Alissandra Paganini- Sucesso bom como café com rosca em família


Uma das qualidades de um bom empreendedor é o pioneirismo, a coragem de fazer algo novo, original. E se um empreendedor pioneiro tem ao seu lado um sócio à altura, é mais um passo vencido rumo ao sucesso.

Foi com coragem, ousadia e uma relação de respeito e confiança que os irmãos José e Jardilo Machado criaram uma marca que tem peso em toda a região e fora dela.

O Polvilho Machado, no mercado desde 1978, surgiu das mãos de quem nunca deixou de trabalhar e de prezar pelo que é mais importante, valorizando suas origens, mas com um olhar promissor para o futuro.

Para esta coluna, conversei com seu Zequinha, o segundo de sete irmãos que cresceram em São João do Sul aprendendo na prática como se fazer um bom polvilho e uma empresa forte.

Com a mão na terra

Começou com meu pai plantando mandioca, fazendo farinha, e levando de carro de boi para vender no Rio Grande do Sul. Foi assim que ele comprou um pedacinho de terra aqui e ali, e fomos tocando a vida. Depois que casei, com aquele problema de pouca terra, passamos da farinha para o polvilho, e conseguimos conquistar uma vida melhor.

Migrantes

Em 1978, eu e meu irmão mais novo, Jardilo, viemos para a Vila São Cristóvão e abrimos um comércio. Aqui não tinha nada. Colocamos uma fecularia, que era minha profissão, e que ainda está funcionando, em parceria sempre com ele. Hoje, claro, os mais jovens tomam conta, meus genros e os filhos do meu irmão.

Companheira de uma vida

Quando solteira, minha esposa, Solange, morava no Barro Preto, em Santa Rosa do Sul, e nos encontramos na Bela Vista, onde tinha um salãozinho de baile. E deu certo. Namoramos dois anos, casamos, e fomos morar nas terras do meu pai, na Nova Fátima. Ficamos lá 10 anos, e depois viemos para São Cristóvão. Ela é minha vida, sempre vivemos um pelo outro. Ela é minha enfermeira, e quando ela precisou, fui o enfermeiro dela. Sempre foi uma mulher trabalhadora, e somos felizes. Estamos quase fazendo 50 anos de casados. O segredo é procurar uma pessoa correta, que goste das mesmas coisas, e pensando em viver sempre em união.

Inovação

O reduto do polvilho era aqui. Antes só se fazia para o gasto, mas começou a dar certo e as pessoas passaram a produzir mais. Trabalhávamos com a fabricação de polvilho, mas nos mercados só vendiam pacotes de meio quilo e vinha de muito longe. Decidimos embalar sacos de um quilo, então, e deu certo. Fornecemos para os mercados grandes, inclusive.

O sucesso

Acho que pela qualidade que a gente sempre prezou, buscando que o cliente ficasse satisfeito com o que comprasse. Até porque, se um produto não tiver qualidade, e não tiver um bom atendimento, não vai adiante.

Jardilo Machado

Minha parceria com Jardilo, meu irmão, sempre teve muito respeito, muita confiança. Hoje entreguei o negócio na mão deles, do Jardilo e dos meus genros e sobrinho.

 


15/05/2017 13:11

Alissandra Paganini- Um novo jeito de fazer medicina


Ah, o frescor da juventude! Aquela sensação de mudança contínua, de inquietude, de
busca pelo melhor e de saúde. É desse jeito que vive o médico Yves Galli
Neto, que entrou na universidade aos 17 anos, formou-se aos 23, e tem a própria clínica aos 27. O rapaz é precoce, mas cheio de maturidade. Com uma família que
rodou metade do Brasil, Yves está conquistando muita gente por onde passa e espalhando um novo conceito sobre a procura pela qualidade de vida.
Na coluna desta semana, o assunto é saúde, e –por que não? –inovação.

De norte a sul
Quando passei para o vestibular em medicina, ganhei do pai uma viagem de presente e vim para Bombinhas, em Santa Catarina. Decidi me mudar, mesmo com emprego garantido e promissor em Rondônia. Eu não me sentia em casa, e quando faltavam seis meses para me formar, inventei um concurso em Florianópolis e vim, mas na verdade, era só para conhecer. Peguei o carro e vim parar em Brusque. Na Secretaria de Saúde, falei que queria um emprego e como tinha vagas, me deram uma. Cheguei em
Rondônia e avisei que viria embora. Meu pai vendeu a clínica lá e viemos de carro para o sul, sempre com a ideia da clínica própria.

Filial
Sombrio surgiu em sua história no final do ano de 2016, quando uma amiga e cliente de Sombrio fez um tratamento na clínica de Brusque, e com os resultados a mãe dela também se interessou. Foi assim que o Dr. Yves iniciou os atendimentos na cidade.
Depois de pouco mais de três meses, a procura aumentou de forma muito rápida, e o médico deixou de atender na garagem da família Baltazar, que o acolheu como a um filho, e abriu a primeira filial de sua clínica. “Agradeço muito aos Baltazar por
sua acolhida”.

Esse cara é meu pai
Sabe a pessoa que não erra nunca? É meu pai. A partir de 2000, meu
pai mudou para Brasília, mas nasci em Rondônia. Sempre moramos
juntos. Meu pai é um homem muito visionário, e o que eu sou hoje e
no lugar onde cheguei, deve-se muito a dele. A clínica de Brusque,
por exemplo, foi uma meta que ele traçou quando ele mesmo saiu
da faculdade, em 1977. Ele pensou: ‘vou ter um filho, e ele vai abrir
uma clínica comigo e vamos trabalhar juntos’. As coisas foram acontecendo, então.

Dr. Inovador
Trabalhamos com uma visão diferente. Muitas pessoas perguntam:
‘Mas não é bobagem falar desses detalhes?’, eu digo que depende.
Você quer viver cem anos doente ou saudável? Se a resposta for doente, considere o que eu digo, bobagens. Mas se quiser qualidade
de vida, o ponto está aí. O bom da medicina de hoje é que graças à internet, o conhecimento está ao acesso de todos.

Energia da Fé
Acredito muito na energia, mas antes de qualquer coisa, pergunto se
a pessoa acredita em Deus. Respeito quem não acredita, mas para
quem acredita, água benta é energia, oração é energia, e eu procuro
trazer isso para o dia-a-dia, de forma consciente. Eu não vinculava
uma coisa à outra, mas hoje eu vejo que existe, e minha vida mudou
depois disso.

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