Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

1 de abril de 2015 00:49

Notícias desta quarta-feira, dia 01/04/15

Segundo mandato do governador Raimundo Colombo (PSD) só deverá começar a dar seus primeiros passos a partir do segundo semestre. Até lá é só enrolação.


Governo só começará em julho

É voz corrente em Florianópolis que o segundo governo de Raimundo Colombo (PSD) começará somente em julho. Até lá nada de vulto será feito. Enquanto isto o governo vai tocando as obras já contratadas no primeiro mandato, e espanando a poeira que insiste em se acumular em todos os setores da gestão estadual desde sua segunda posse. Não se trata de meias palavras do governador. A ordem é explícita. Nada pode ser investido.

A precaução de Colombo está embasada nos indicadores econômicos para 2015 e 2016. A queda de receita nos cofres públicos de todo o país é algo notório e acabará por atingir principalmente os Estados mais industrializados, como Santa Catarina. Diante dos fatos as Secretarias de Estado já estão cientes que quaisquer demandas que surgirem no primeiro semestre ganharão no máximo um carimbo de protocolo.

No fim da história Colombo acabará ‘ganhando’ 2015 de graça. É que dificilmente o que for encaminhado no segundo semestre deste ano junto as Secretarias de Estado será executado ainda este ano. Sendo assim, 2015 será um ano de receitas inconstantes e de pouquíssimas despesas.

Ainda assim o governo não deverá ser atingido por nenhuma crise política de vulto. Antes do final do ano o governador deverá começar a assinar os convênios do novo Fundam com as prefeituras, o que deixará os prefeitos, novamente, anestesiados. Na Assembleia Legislativa já está sendo articulada a entrada do PSDB na base do governo, o que significará plena estabilidade parlamentar. Paralelo a isto, a ampla reforma administrativa anunciada pelo governador, que criaria graves problemas políticos com seus aliados de primeira linha, já está sendo transformada em uma reforminha meia boca.

E assim, com um livro de Maquiavel embaixo de um braço, e o de Sun Tzu embaixo do outro, Colombo vai tocando seu governo, esperando que no fim tudo dê certo. Até porque, se não deu certo ainda, é porque não chegou ao fim.

 

 

Só observando

Prefeito de Maracajá, Wagner da Rosa (PMDB), diz não ter preferências no que diz respeito ao candidato de seu partido que tentará sucedê-lo a partir da eleição municipal do ano que vem. De acordo com Wagner caberá exclusivamente ao PMDB a tarefa de indicar o nome. “Quem for escolhido terá o meu apoio sem ressalvas”, enfatiza. O prefeito também dá a entender que está se mantendo distante das articulações que visam a composição da coligação que apoiará em 2016. “Está tudo encaminhado para mantermos a mesma coligação de 2012, quem sabe agora com o PSDB junto. Mas todas estas questões estão sendo tratadas diretamente pelo PMDB”, comenta.

 

Taca-le pau

As duras críticas que vêm sendo feitas pelo deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) ao Governo do Estado estão sendo endossadas pelo vereador araranguaense Luiz do Bailão (PDT), que ontem esteve em Florianópolis conversando com o parlamentar. Minotto tem feito defesas contundentes aos direitos do funcionalismo público estadual, e em especial aos do magistério. Também tem cobrado de forma sistemática a redução do número de Secretarias Regionais, como forma de diminuir as despesas do governo de Raimundo Colombo (PSD). “Eu tenho dito pro Rodrigo Minotto: taca-le pau”, comenta Luiz do Bailão. O deputado, por sua vez, ressalta que suas manifestações estão plenamente alinhadas com os princípios do PDT. “Sou da base do governo, mas o que está errado será criticado”, ressalta.

É só avisar na missa

Ex-vereador de São João do Sul, Sandro Bendo de Lima (PMDB), diz estar mais do que convicto que caso concorra novamente unida, em 2016, a dupla composta pelo prefeito João Rubens do Santos (PMDB) e pelo vice, Moacir Teixeira (PTB), ganhará a eleição municipal sem grandes dificuldades. “Não precisa nem fazer santinho. É só avisar na missa”, comenta Sandro. De fato a manutenção da dobradinha desequilibra a oposição, já que Moacir tem transito livre dentro o PP, de onde é oriundo. Os progressistas, principais adversários do PMDB no município, até agora não conseguiram um substituto a altura para suprir a saída de Moacir dos quadros do partido.

Alex diz que não

Por falar em São João do Sul, ex-prefeito Alex Bianchin (PT) tem dito sistematicamente que não será candidato ao executivo ano que vem. Nas reuniões que vêm sendo promovidas pela oposição no município, os correligionários de coligação têm insistido em uma nova candidatura do petista, que permanece irredutível. “Já dei minha contribuição pessoal em 2004 e 2008. No futuro pode até ser que eu volte a colocar meu nome a disposição, mas em 2016 esta possibilidade não existe”, comenta o ex-prefeito, que cita lideranças como Erivaldo Maciel Pereira, Edson Pereira Trajano e Caraí João de Borba como nomes capacitados para a disputa e o exercício do poder executivo. “Se reaglutinarmos nosso grupo político a vitória será uma consequência natural”, enfatiza Alex Bianchin.

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