Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

4 de fevereiro de 2015 00:01

Notícias desta quarta-feira, dia 04/02/15

Deputado que ficou na terceira suplência em Outubro passado tomou posse ontem sob fortes aplausos na Assembleia Legislativa


Mota é ovacionado em sua posse

Deputado estadual Manoel Mota (PMDB) foi surpreendido na tarde de ontem pela reação das galerias da Assembleia Legislativa a sua posse, na condição de terceiro suplente do parlamento catarinense. Ao ser chamado para assinar a ata que lhe outorgava a condição de deputado estadual pela sétima vez, cerca de 200 pessoas começaram a entoar de forma uníssona o nome de Mota, o aplaudindo de forma sistemática. Visivelmente emocionado, o deputado se postou estático, olhando para àqueles que o homenageavam. Instantes antes os também suplentes Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro (PMDB), e Fernando Agostini Coruja (PMDB) haviam sido empossados, mas nenhuma manifestação mais acalorada aconteceu, além dos tradicionais aplausos.

Em seu pronunciamento Mota deixou de lado a conhecida retórica em que aborda a necessidade de obras para a região Sul do Estado, e se deteve, na maior parte do tempo, a falar sobre sentimentos. Sentimentos relacionados à esposa Maria da Graça, aos filhos Alexandre, Marcos e Adriana, e aos netos. Sentimentos relacionados aos amigos, correligionários e em especial àqueles que têm votado nele ao longo de sua carreira política.

O tom humanista do pronunciamento, que durou cerca de dez minutos, suscitou uma série de manifestações de outros parlamentes, que se congratularam com Vampiro, Coruja, mas especialmente com Mota. A mais longa intervenção partiu do deputado José Milton Scheffer (PP), que se dedicou a reconhecer a longa e profícua carreira parlamentar de Manoel Mota, a quem classificou de amigo de ideais.

 

Cortando tudo

Pouco antes da posse dos suplentes de deputado na Assembleia Legislativa, governador Raimundo Colombo (PSD) fez um pronunciamento dando conta de seus objetivos junto ao governo para o próximo quadriênio. O expediente, que é formal no início de cada legislatura, foi acompanhando também pelo vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) e por vários Secretários de Estado. Colombo foi explícito ao enfatizar que irá mesmo enxugar a máquina administrativa ao extremo. “A única maneira de aumentarmos nossa eficiência de modo a atendermos as expectativas da população catarinense é cortando gastos, e é isto que vamos fazer definitivamente. Neste quesito o governo será intransigente”, ressaltou.

 

Pela intervenção

Engenheiro Luiz Gonzaga Pereira, que chegou a ser pré-candidato do PMDB a Prefeitura de Araranguá em 2012, disse que é favorável a intervenção estadual em seu partido na Cidade das Avenidas. Instigado a falar sobre o porquê de sua posição, Gonzaga não tangenciou: “Hoje não existe um partido. Existem dois um três membros que tomam decisões, que depois são comunicadas a maioria”. Para ele, a intervenção não criaria nenhum clima mais constrangedor do que aquele que já está estabelecido. Por sua vez, Anísio Prêmoli, presidente do PMDB que está sob ameaça, ressalta que não há nenhuma forma de exclusão dentro do partido. “Quem se afasta por conta própria não pode se considerar excluído das discussões”, ressalta.

 

Bloco existirá

Ainda que pareça contraditório, bloco formado pelo PP e pelo PSDB na Assembleia Legislativa, em princípio para fiscalizar o Governo do Estado, de fato será levado adiante. A liderança do bloco, que conta com oito deputados, será de José Milton Scheffer (PP). A ideia da aglutinação dos parlamentares eleitos pelos dois partidos surgiu logo depois da derrota da dobradinha PSDB/PP nas urnas, em Outubro passado. O problema é que o PP, de franco opositor ao governo Colombo, já é seu ‘semi-aliado’. Prova disto é o fato do governador ter convidado o deputado Silvio Dreveck (PP) para ser o líder do governo na Assembleia. Na prática o PP terá que ser oposição e situação ao mesmo tempo. A funcionalidade disto ainda é um mistério.

 

Mui amigo

Depois de ir até a Prefeitura de Criciúma oferecer seus préstimos ao prefeito Clésio Salvaro (PSDB), propondo união de esforços para o bem do município, vice-prefeito Márcio Búrigo (PP) embarcou para Brasília, com o objetivo de acompanhar recurso junto ao Superior Tribunal Federal pedindo o afastamento do mandatário. A situação é no mínimo contraditória, já que Búrigo tem em uma mão uma flor e na outra uma faca. O oficialmente o presidente estadual do PP, Joares Ponticelli, diz que Márcio Búrigo foi aconselhado a desistir de qualquer recurso, para o bem de um projeto maior com os tucanos no município. No entanto, em Brasília quem tem acompanhado e dado suporte ao recurso de Búrigo é o advogado do Partido Progressista.

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