Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

1 de novembro de 2018 00:06

Rolando Christian Coelho, 01/11/2018


Esta é a melhor hora para a esquerda rever conceitos

Sinceramente, ainda não entendi o porquê da esquerda brasileira estar se dizendo indignada com a vitória de Jair Bolsonaro (PSL). Se houve alguém que trabalhou dia e noite para que a extrema direita voltasse ao comando do Brasil, este alguém foi a esquerda, capitaneada pelo PT.
Já no primeiro ano do governo de Lula da Silva (PT), em 2003, deputados federais petistas como Heloísa Helena, Luciana Genro e João Batista Araújo, o Babá, denunciavam os erros que começavam a ser cometidos pelo governo que se instalava, alicerçado na velha prática do toma lá, dá cá. Além de não serem ouvidos, foram expulsos do PT. No ano seguinte, corriam nos bastidores de Brasília as primeiras denúncias do mensalão, assim como, na sequência, boatos dando conta o enriquecimento sobrenatural de Luis Cláudio Lula da Silva, filho de Lula, algo comprovado depois pela Receita Federal. No embalo, vieram os escândalos descobertos pela Lava Jato, o patrimônio astronômico de Antônio Palocci, as palestras de duzentos, trezentos mil reais de Lula bancadas pela Odebrecht, a compra patrimônio físico para o PT por empreiteiras, os contratos milionários firmados por lobistas com empresas de Fábio Luis, outro filho de Lula, a quem o ex-presidente se referia como o “Ronaldinho dos Negócios”, e ai por diante.
Observe que em nenhum momento o texto se refere, até aqui, a ideologia de gênero, viés ideológico em relações comerciais com outros países, aparelhamento do Estado, ou coisa que o valha. Isto porque, o povão não está nem ai para estas questões. A única coisa que o povo não quer é ladão cuidando de dinheiro público.

Notas

Comandante Moisés (PSL) já está com as contas feitas para ter maioria na Assembleia Legislativa. Bancada de situação teria, inicialmente, os seis deputados eleitos por seu partido, nove eleitos pelo MDB, três eleitos pelo PR, dois eleitos pelo PSD, dois eleitos pelo PSDB e um eleito pelo PDT, o que lhe garante maioria com folga. A estes 23 votos deverão ser somados pelos menos mais cinco, de siglas como PSB, PRB e PV. Tudo é só uma questão de ajuste. Pelo andar da carruagem, Moisés terá deputados suficientes até mesmo para propor mudanças na Constituição Estadual. Oposição, capitaneada pelo PT, e pelos escudeiros próximos de Gelson Merísio, não terá forças para se impor no parlamento.

Supremo Tribunal Federal não julgou ontem processo em que deputado federal João Rodrigues (PSD) solicita a prescrição de sua pena, de cinco anos de prisão, por improbidade administrativa, enquanto prefeito interino de Pinhalzinho, na década de 1990. Ele chegou a ser preso por vários meses, mas uma liminar o tirou de trás das grades, possibilitando que concorresse à reeleição neste ano. Rodrigues foi eleito, mas sua diplomação só acontecerá se a pena for extinta. O relator de seu caso no STF lhe é favorável. Se conseguir ser absolvido no Supremo, João Rodrigues ocupará a vaga que foi conquistada pelo criciumense Ricardo Guidi (PSD).

Na primeira semana de entrevistas enquanto governador eleito, Comandante Moisés (PSL) tem dito que prefere que os deputados eleitos por seu partido permaneçam na Assembleia Legislativa. A afirmação desfaz, pelo menos inicialmente, com a expectativa de que alguns deputados do PSL ocupem Secretarias de Estado. Isto não é bom para nossa região, que tem na figura do ex-vice-prefeito de Araranguá, Rodrigo Turatti, o terceiro suplente do PSL na Assembleia Legislativa. Esperança é que Rodrigo seja alçado a alguma função de relevância dentro do governo estadual na gestão de Moisés, de modo a fazer com que nossa região tenha representatividade in loco.

Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres, os três municípios litorâneos de nossa região, registraram abstenções astronômicas no segundo turno da eleição deste ano. Em Arroio 26,58% dos eleitores não foram votas. Em Gaivota o percentual foi de 25,19%, e em Passo de Torres de 20,95%. Vale lembrar que municípios banhados pelo mar são famosos pelo alto contingente de eleitores ‘fantasmas’, que votam, mas não residem em seus locais de votação. Não custa nada o TRE propor o recadastramento eleitoral dos eleitores faltantes, para ver se eles residem mesmo nos municípios, ou se só aparecem por lá quando alguém da uma ajudinha extra.

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