Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

5 de novembro de 2018 00:04

Rolando Christian Coelho, 04//11/2018


PSD e Progressistas precisarão repensar seus futuros em SC / /

Eleição de 2018 foi avassaladora para o PSD e o Progressistas em nosso Estado. O PSD elegeu apenas dois deputados federais e cinco estaduais. Já os progressistas emplacaram apenas um federal e três estaduais. Para se ter uma ideia, no último pleito estadual, em 2014, o PSD elegeu três federais e nove estaduais, e o Progressistas dois federais e quatro estaduais. Somadas, a representatividade parlamentar dos dois partidos na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa caiu 61%.
Isto aconteceu, por óbvio, porque o voto mais conservador do eleitorado catarinense, que tradicionalmente prestigiava estas duas siglas, migrou em massa para o PSL, que acabou elegendo quatro federais e seis estaduais. O grande problema para os prejudicados é que a Onda Bolsonaro está longe de ser uma marola em Santa Catarina, já que o PSL ganhou tanto o governo catarinense quanto a Presidência da República, o que significa dizer que o partido terá estrutura para bancar os projetos de seus eleitos.
Não há dúvidas de que PSD e Progressistas precisarão ser repensados. Se não guinarem seus caminhos, tendem a seguir o mesmo caminho do PT no Estado, do qual, nas urnas, restou apenas uma vaga lembrança.

Notas

Lava Jato e seus reflexos deixaram dez ônibus de políticos sem carona no pleito eleitoral deste ano. Figuras emblemáticas como Linderberg Farias (PT/RJ), Delcídio do Amaral (PTC/MS), Vanessa Graziotin (PCdoB/AM), Sarney Filho (MDB/MA), Romero Jucá (MDB/RR), Marconi Perillo (PSDB/GO), Beto Richa (PSDB/PR) e a estimada Dilma Rousseff (PT/MG), dentre dezenas de outros afamados que estigmatizaram a política nacional, simplesmente foram esquecidos pelos eleitores neste ano. A expectativa é que a limpa continue, daqui para frente, a começara por 2020.

Além de ter elegido Comandante Moisés (PSL) governador do Estado, o Sul catarinense poderá emplacar, também, Lucas Esmeraldino, igualmente de Tubarão, no Senado. Na eleição deste ano ele ficou na terceira colocação na disputa pela Câmara Alta, atrás de Esperidião Amin (PP) e de Jorginho Mello (PR). O problema é que o segundo suplente de Jorginho, o ex-prefeito de Imbituba, Beto Martins, teve sua candidatura impugnada de forma monocrática no TSE, por ter se filiado fora do prazo no PSDB. Se a votação no pleno for desfavorável a Beto, a chapa de Jorginho será cassada e Lucas assume seu lugar. No julgamento final pode pesar o fato do candidato do PSL ter deixado de ser eleito por uma diferença de apenas 18 mil votos.

Deputado estadual José Milton Scheffer (PP) foi o candidato à Assembleia Legislativa que alcançou o maior número de vitórias no conjunto dos municípios de nossa região. Em busca da reeleição, o parlamentar fez mais votos em oitos dos 15 municípios da Amesc. O ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini (PSD), e o deputado não reeleito Cleiton Salvaro (PSB), foram os mais votados em dois municípios cada. O reeleito Rodrigo Minotto (PDT), e o eleito Júlio Garcia (PSD), foram os mais votados em um município cada. Já Ulisses Gabriel (PSD), que não se elegeu, foi o mais votado em um município.

Clima dentro do PDT entre o deputado reeleito Rodrigo Minotto, e a deputada eleita Paulinha Silva está cada vez mais tenso. Durante a campanha os dois rivalizaram constantemente, o que não estar sendo muito diferente no pós-eleição. Minotto tem muito mais tradição dentro do partido, mas, enquanto ela conquistou 51.739 votos na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, ele fez apenas 26.623 votos. Pelo andar da carruagem, Paulinha irá para o tudo ou nada. Ou passa a comandar o PDT estadual, ou tem tudo para sair do partido. Vale lembrar que ela é próxima do deputado estadual eleito Júlio Garcia (PDS), e também do Senador eleito Jorginho Mello (PR). Em nossa região, Minotto se saiu melhor nas urnas. Ele fez 4.525 votos e Paulinha 779.

Notas

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