Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

4 de dezembro de 2018 01:57

Rolando Christian Coelho, 04/12/2018


Governo “técnico” pode ser um perigo para Comandante Moisés / /

Futuro governador do Estado, Carlos Moisés da Silva, o Comandante Moisés (PSL), anunciou ontem quatro nomes de seu governo. Como já era esperado, o atual secretário da Fazenda, Paulo Eli, continuará na pasta. Moisés também confirmou que Leandro Lima continuará no comando da Secretaria de Justiça e Cidadania. O Tenente Coronel Helton de Souza Zeferino, que é médico, será o futuro secretário da Saúde. Já a Secretaria de Administração será ocupada pelo Tenente Coronel Jorge Eduardo Tasca.
Se persistir nesta linha, Moisés comporá um governo com forte viés técnico, afastado dos velhos conchavos políticos. Todavia, em que pese a onda de moralidade nacional, que é majorada em Santa Catarina, o fato é que a Assembleia Legislativa, com a qual o futuro governador precisará contar 24 horas por dias, sete dias por semana, não é nada técnica, muito pelo contrário.
E não é técnica porque ela representa a base da sociedade catarinense, mesma base que quer que seus problemas cotidianos sejam solucionados. Neste sentido, as primeiras portas a serem batidas são as dos vereadores e prefeitos, que, por suas vezes, recorrem aos deputados, que buscam respostas no Governo do Estado, através de suas mais diversas Secretarias e diretorias.
Transformar o governo numa fórmula matemática pode não ser um bom caminho, mesmo porque, o que normatiza a sociedade não é a racionalidade, e sim os sentimentos passionais. Isto não significa que Moisés tenha que entrar no mesmo jogo político que normatiza a vida nacional há mais de 500 anos. No entanto, se acreditar que conseguirá governar apenas através de equações, poderá ficar muito em breve sem apoio legislativo, que é o mesmo que ficar sem poder para governar.

Notas

Prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (MDB), seguiu para Brasília, onde, segundo ele, tentará “raspar o fundo do tacho”, do que sobrou do governo de Michel Temer (MDB). Expediente, aliás, é bastante comum nos finais de ano, quando são alocados os últimos recursos no Orçamento da União para o ano seguinte. Com a troca da Presidência da República, o desespero dos prefeitos é inflacionado, afinal de contas, dos que vinham mandando lá em cima há mais de 15 anos, poucos restarão a partir de janeiro.

Consolidação da nova gestão do Hospital Regional de Araranguá, contratualização de R$ 400 mil por ano com o Hospital Dom Joaquim, de Sombrio, e a inauguração da Policlínica de Araranguá, na próxima terça-feira, demonstram que agentes públicos fazem, sim, a diferença na gestão pública. Foi só Acélio Casagrande assumir a Secretaria de Estado da Saúde, no início do ano, que muitas das velhas demandas do setor da saúde de nossa região começaram a ser solucionadas. Até então, só discursos burocráticos. A partir de então, muito trabalho e praticidade.

Questionado sobre seu futuro político, no sábado, durante incursão por nossa região, governador Eduardo Moreira (MDB) não tangenciou. “Temos um projeto ligado a retomada do comando do MDB Estadual, para reorganizarmos o partido”. Sobre o futuro governo de Comandante Moisés (PSL), que o sucederá, Moreira foi cauteloso. “É preciso dar um tempo para que a equipe dele se encontre. Num primeiro momento seremos parceiros, pelo bem de Santa Catarina”, resumiu.

Questionado sobre suas intensões políticas futuras, principalmente com vistas à 2020, deputado federal Jorge Boeira (PP) diz que “não existem planos para depois de janeiro do ano que vem”, mês em que termina seu atual mandato. O parlamentar tem sido lembrado ao longo dos últimos anos para a disputa da prefeitura de Criciúma, mas sempre declinou do embate. Pelo andar da carruagem, e com a ascensão do deputado federal eleito Daniel Freitas (PSL) naquele município, provavelmente Boeira decline deste desafio novamente. Daniel parece ser o nome da vez para o executivo criciumense.

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