Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

5 de dezembro de 2017 00:27

Rolando Christian Coelho, 05/12/2017

Em um novo cenário que está surgindo no Estado, nomes como Mauro Mariani (PMDB) e Gelson Merísio (PSD) tendem a enfrentar dificuldades para emplacar como candidatos ao governo em 2018.


Udo Döler, Bauer e Décio Lima são a lógica

 

A exemplo do mundo, a política tem uma lógica, ainda que pouco compreensível. O PMDB catarinense, por exemplo, tem andado para cima e para baixo com o deputado federal Mauro Mariani (PMDB), o apresentando como seu candidato ao governo. O problema é que tão logo Mariani vira as costas, aqueles mesmos que o recepcionam começam a falar que o melhor candidato a governador do partido seria o prefeito de Joinville, Udo Döhler (PMDB). A grande maioria nunca viu sequer uma fotografia de Döhler, mas, mesmo assim, enfatiza que ele seria melhor para o PMDB. É óbvio que isto acontece porque Udo é um nome novo no processo, ao contrário de Mariani, já desgastado internamente por ser uma espécie de eterno candidato ao governo. É muito provável que em uma convenção do PMDB Estadual, Udo ganhasse com folga de Mariani, por ser, supostamente, o candidato que reúne maiores condições de atrair outras siglas para uma robusta coligação. Prova disto ninguém tem, mas o marketing em seu entorno é este.

Do mesmo modo, a lógica no PSDB é a de que o senador Paulo Bauer de fato dispute a governadoria estadual, ainda que grande parte de seu partido queira um caminho mais curto para chegar, ou ficar no governo. Este caminho seria compondo como vice, ou até mesmo apoiando uma outra dobradinha em troca de uma vaga ao Senado, e a promessa de Secretarias de Estado. A lógica, no entanto, está com Bauer, principalmente porque ele é um dos líderes nas pesquisas de intenção de votos com vistas ao governo, e porque o PSDB precisará de um forte palanque em Santa Catarina para bancar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência.

Na mesma linha, a lógica sugere que Décio Lima (PT) seja candidato ao governo, ainda que forças ocultas dentro de seu partido tenham aberto negociações com tudo quanto é sigla, em troca de apoio mútuo. Estas forças partem do princípio de que o PT deve priorizar a eleição nacional, manifestando apoio a um outro candidato ao governo de outro partido, em troca da manifestação de apoio deste a Lula ao Planalto. Pura perda de tempo. Nenhum grande partido catarinense irá apoiar Lula, a exceção do próprio PT. Ninguém quer ser queimar diante de um eleitorado conservador como é o catarinense.

É claro que estas lógicas são para lá de incomodas, principalmente para o PSD, do governador Raimundo Colombo, e para o PP, que almeja uma dobradinha com os pessedistas. E o incomodo não poderia ser mais justificável, na medida em que observamos Gelson Merísio (PSD), que é o candidato de Colombo ao governo, com apenas 8% das intenções de votos nas pesquisas, e também Esperidião Amin, principal líder do PP catarinense, manifestando apoio a Paulo Bauer ao Palácio Santa Catarina.

A verdade é que a lógica está depondo contra a vontade da grande maioria daqueles que têm articulado a política catarinense ao longo dos últimos anos. Não chega a ser um caso de casuísmo, mas, sem dúvidas, o inusitado terá um grande peso nas articulações políticas com vistas ao pleito governamental de 2018 em Santa Catarina.

 

Tranquilo

Deputado estadual Gelson Merísio (PSD) entra em contato para dizer que está satisfeito com o resultado da pesquisa do Instituto Mapa, encomendada pela RIC/SC e ADI/SC, ainda que seu percentual com vistas ao Governo do Estado esteja na casa de um dígito. De acordo com ele, sua intenção de voto praticamente dobrou em relação à última pesquisa estadual. Conforme Merisio, este crescimento se deve a clareza de suas posições, especialmente no que diz respeito à segurança pública, “que deverá ser prioridade” em uma eventual gestão sua como governador. O deputado ressalta que “aos poucos o eleitorado de Santa Catarina irá tomar mais conhecimento” de seu trabalho, que, de acordo com ele, lhe garante 25% das intenções de voto no Oeste catarinense, sua base eleitoral. Merisio ressalta ainda que tem a menor rejeição dentre os pré-candidatos ao governo, e que também é o nome com maior potencial de crescimento com vistas à 2018. Na aludida pesquisa, um dos cenários mostra Paulo Bauer (PSDB) com 29%, Mauro Mariani (PMDB) com 11,6%, mesmo percentual de Décio Lima (PT), e Merisio com 8%.

 

Contestando

Divulgação dos números da pesquisa Data Folha, que colocam ex-presidente Lula da Silva (PT) com 34% das intenções de voto dos brasileiros, na disputa pelo Planalto ano que vem, e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) com 17%, gerou uma série de suspeições por parte dos leitores bolsonaristas. Vários contatos com a coluna questionaram e puseram em dúvida os números do Data Folha, alguns afirmando, até mesmo, que os percentuais estariam invertidos, na medida em que, supostamente, seria Bolsonaro o líder nas pesquisas. De fato em Santa Catarina Jair Bolsonaro é quem lidera, o que já foi demonstrado recentemente através de duas pesquisas. Por isto se tem a impressão que ele está na frente. Todavia, há de se ressaltar que a pesquisa Data Folha é nacional, e não apenas estadual. Com se sabe, nas regiões Norte e Nordeste, que possuem grande contingente eleitoral, Lula dispara em qualquer pesquisa. Por conta disto, é muito difícil que alguém faça mais votos que ele no primeiro turno. Já na segunda etapa da eleição a conversa é outra.

 

Leodegar

Ex-deputado Leodegar Tiscoski (PP), que atualmente está à frente da Secretaria Executiva de Habitação e Regularização Fundiária, no Governo do Estado, diz que seu retorno ao cenário eleitoral, como postulante à Assembleia, em 2018, “é possível, dependendo de como seria construída esta candidatura”. É voz corrente no Estado que o deputado federal Esperidião Amin (PP) tem defendido a candidatura de Paulo Bauer (PSDB) ao governo, com Jorge Boeira (PP) concorrendo como vice. Com isto, a vaga de candidato a federal pelo Sul do Estado ficaria aberta, podendo ser ocupada por José Milton Scheffer (PP), que, por sua vez, deixaria aberta a vaga de estadual. Leodegar seria a tampa da panela para resolver esta equação. O ex-parlamentar ressalta, no entanto, que “estes encaminhamentos passam necessariamente pelos atuais deputados”, dando a entender que não tomará iniciativas autônomas frente a futuros fatos. Questionado sobre a possibilidade de disputar a Câmara Federal, caso Boeira emplaque como vice, e Zé Milton prefira a reeleição, Leodegar novamente remete a decisão aos já eleitos.
Quase lá

Prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (PMDB), conseguiu garantir o pagamento integral da folha do funcionalismo referente ao mês de novembro. De acordo com ele, “a batalha agora é para conseguir pagar dezembro e a segunda parcela do 13º salário”, cuja luz no fim do túnel ainda não foi acessa. Conforme Zênio, já começaram a ser feitas demissões de cargos comissionados e também cortes de gratificações, para garantir o pagamento integral da folha, “sem parcelamentos, nem pedaladas”. Segundo o prefeito, “tudo está encaminhado para que a folha e o 13º sejam pagos”, mas, no entanto, isto está condicionado, necessariamente, à receita a ser recebida pelo executivo, tanto do governo estadual quanto do federal. A prefeitura também praticamente parou suas atividades no que diz respeito ao setor de obras, objetivando a sobra de dinheiro para a folha. A bem da verdade, ainda que quite integralmente a despesa com funcionalismo este ano, Zênio precisará fazer uma ampla reforma administrativa ano que vem, pois os encargos com pessoal já bateram nos 54% constitucionais. Ou faz isto ou vai se incomodar até o final de seu mandato, e muito depois dele, com o Tribunal de Contas do Estado.

FRASE

“Todo homem tem três obrigações na vida: dar de comer aos famintos, socorrer os sedentos, e auxiliar a todos aqueles que estão enfermos ou exaustos pelas vicissitudes da vida. Quem ignora estas mazelas não é humano”.

 

Giuseppe Garibaldi (1807-1882) – Revolucionário italiano

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