Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

6 de fevereiro de 2018 07:39

Rolando Christian Coelho, 06/02/2018

Cada vez mais a impressão que se tem é que SC termina na divisa de nossa região com Criciúma.


Será que somos mesmo catarinenses?

Tenho acompanhado de perto os noticiários estaduais nos últimos meses, ligados especialmente aos investimentos que o Governo do Estado tem feito em obras e ações de infraestrutura nas mais diversas regiões de Santa Catarina. De fato é de dar orgulho tudo o que vem sendo feito por empresas como a SCGás, Celesc, Casan, assim como pela Secretaria de Estado da Infraestrutura. A capacidade que a gestão do governador Raimundo Colombo (PSD) tem em atrair investimentos para nosso Estado, então, é de dar inveja. Com portos estruturados como o de São Francisco, Itajaí e Imbituba, aliados a BR 101 totalmente duplicada de Norte a Sul, de fato, não há empresário que não queira investir em nosso Estado. Principalmente porque temos energia e água de qualidade, além de acesso franco ao gás natural do gasoduto Brasil-Bolívia.

Não à toa, os índices de desemprego em Santa Catarina são baixíssimos, já que toda empresa de porte, por certo, quer se instalar em nosso Estado, como a BMW, que depois de mil ofertas de tudo quanto é parte do país optou pelo Norte catarinense.

Um “pequeno” detalhe, no entanto, me incomoda nessa história toda. É que, em se tratando de investimentos de infraestrutura, e também de incentivos para que indústrias se instalem em nossa região, tenho a impressão de que não somos catarinenses aqui no Extremo Sul do Estado. É que, simplesmente, estes benefícios não chegam até nós. Não se observa o menor esforço para que possamos ser recepcionistas de uma grande empresa nacional, até porque nem energia de qualidade temos. Só um grande empresário louco investiria por aqui. Isto sem falar na falta de gás natural, e de uma malha viária intermunicipal no mínimo respeitável. A que temos está servindo nos últimos tempos, mal e porcamente, para se andar de trator, e olhe lá.

A impressão que se tem é a de que o Extremo Sul não existe para Santa Catarina. Somos uma espécie de ó do borogodó, e é muito provável que sejamos os grandes responsáveis por isto, já que só merece respeito quem se faz respeitar. Nos últimos anos foram raras as ocasiões em que fomos respeitados enquanto unidade integrante de Santa Catarina. Na grande maioria das vezes o que prevaleceu foi o escárnio, a puxada de tapete, o completo subjugamento de nossa região, exemplificado, por exemplo, pela paralisação das obras de pavimentação da Serra do Faxinal. Neste sentido, só faltaram nos dizer: Vocês são nada!

Nosso Estado de fato é excepcional. Todavia, parece faltar algo, e este algo deve ser uma placa, na divisa de Maracajá com Criciúma, dizendo: Bem Vindo a Santa Catarina.

 

Cerveja liberada

Ministério Público Estadual teve negado concessão de liminar para que fosse impedida a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol de Santa Catarina. O projeto de lei que autoriza a venda é de autoria do deputado estadual Manoel Mota (MDB), e foca, por óbvio, na comercialização de cerveja nos estádios. De acordo com o desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Rui Fortes, os aludidos efeitos indesejados do consumo de bebidas alcoólicas independem do local onde o produto é consumido. Por conta disto, de acordo com o magistrado, não há sentido em se proibir a venda em um local específico. O MP, agora, fica no aguardo do julgamento do mérito. De acordo com Mota, a venda de cerveja “não traz qualquer prejuízo a sociedade”. Conforme ele, “as pessoas vão aos estádios para assistir futebol, não para ficar bêbadas”. O parlamentar argumenta ainda que a comercialização aquece a economia do Estado.

 

Em vantagem

Único prefeito da região que não possui um candidato de ponta ao Governo do Estado, chefe do executivo de Meleiro, Eder Matos, que é filiado ao PSB, diz que “o momento é apenas de observação”. No que diz respeito aos demais 14 prefeitos de nossa região, cinco são filiados ao PSD, quatro ao MDB, três ao PP e dois ao PSDB, siglas que estão ligadas diretamente à briga pela indicação de candidatos a governador ou a vice-governador do Estado, com vistas ao pleito de Outubro. “De nossa parte estamos vendo se sobra pelo menos uma vaga de candidatura ao Senado”, brinca Eder, que acaba tendo uma posição privilegiada diante do cenário estadual. É que em nível municipal ele está conseguindo angariar a simpatia de lideranças das mais diversas siglas partidárias. Como não terá a obrigação, necessariamente, de empunhar bandeira deste ou daquele candidato ao governo, tem tudo para ficar de bem com todos os partidos em nível local, o que facilitará composições em 2020, quando da disputa pelo executivo e legislativo municipais.

 

Pela metade

Recursos que seriam destinados ao Fundam 2 podem ficar só pela metade. Inicialmente, governador Raimundo Colombo (PSD) previa conquistar cerca de R$ 1,5 bilhão junto ao BNDES, via financiamento, para investimentos em obras e ações. Intenção era destinar cerca de R$ 700 milhões para as 295 prefeituras do Estado, e aplicar os outros R$ 800 milhões em obras gerenciadas pelo próprio governo. Ao longo dos últimos seis meses de negociações com o Governo Federal, o penteado mudou bastante. Em princípio o BNDES está disposto a liberar apenas R$ 634 milhões para o governo catarinense. Diante dos fatos, Colombo tem três opções. Passar o dinheiro integralmente para as prefeituras, ficar com o dinheiro sob posse do governo estadual, gerenciando a integralidade dos recursos, ou dividir o que for conquistado junto ao BNDES, que é o que provavelmente acabará acontecendo. Por conta disto, é provável que o Fundam 2 vire Fundam Meio.

 

Cordialidade

Câmaras de Vereadores de nossa região retomaram suas atividades em grande maioria ontem, depois do recesso parlamentar de verão. A fora a já tradicional queda de braços que costuma marcar o reinício das atividades em Araranguá, a grande novidade foi a abertura dos trabalhos legislativos em Sombrio, sob o comando do novo presidente, Fabiano Pinho (PSDB), que, em sendo vereador de situação, se aliou a oposição para chegar ao comando da Câmara, em eleição realizada no final de dezembro. O posicionamento de Fabiano, no entanto, tem sido para lá de cordial com o prefeito Zênio Cardoso (MDB), que participou da sessão legislativa de ontem, apresentando o Plano de Metas para 2018, expediente tradicional em Sombrio. Em princípio, Fabiano tem dito que a aliança com a situação foi pontual, e que continua sendo vereador de situação. O PP, no entanto, tem se aproximado dele, vislumbrando uma dobradinha para 2020, onde o tucano, possivelmente, pudesse se encaixar como candidato a vice-prefeito de um progressista.

FRASE

“O ódio ao PT nasceu antes do PT. Está no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente derruba, pelas armas se for preciso, toda a ameaça ao seu domínio, seja está ameaça quem for”.

Luis Fernando Veríssimo (1936) – Escritor brasileiro

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