Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

6 de outubro de 2017 00:03

Rolando Christian Coelho, 06/10/2017

Tudo indica que Raimundo Colombo irá concluir seu mandato, rompendo suposto acordo com o PMDB que mantém expectativa de sua renúncia.


Colombo não deverá renunciar ao governo

 

Fonte ligada à cúpula do PP Estadual dá conta de que o governador Raimundo Colombo (PSD) não irá renunciar ao Governo do Estado ano que vem para disputar o Senado Federal. Esta, aliás, teria sido uma das condições impostas pelo PP para apoiar a candidatura do deputado estadual Gelson Merísio (PSD) a governador. À época das conversações entre PSD e PP, visando a composição para a disputa do ano que vem, Colombo teria deixado o assunto em aberto, mas agora o tema tem sido retomado de forma mais séria, com o governador, supostamente, já se posicionando de forma favorável a sua permanência no comando do Estado.

Isto explicaria, por exemplo, o porquê do vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) estar dizendo que pretende concorrer ao Senado Federal.  É que se Colombo não renunciar, Moreira não assumirá o Palácio Santa Catarina, e 2018 será um ano totalmente sem sentido para sua carreira política. Explica também o fato de Moreira estar condicionando a realização de obras no Sul do Estado, no ano que vem, à renúncia de Colombo. Um exemplo disto foi o seu compromisso, assumido durante audiência pública realizada em Sombrio, na semana passada, dando conta de que irá revitalizar completamente a rodovia José Tiscoski, entre Balneário Gaivota e Jacinto Machado, “se o governador Raimundo Colombo renunciar em janeiro de 2018”. Por óbvio, Moreira que pressionar Colombo, através das bases da sociedade, a optar pela renúncia o quanto antes.  Ele poderia fazer isto até o início de abril e ainda assim estaria apto a concorrer a senador, mas, até lá, também seria mais pressionado pelo PP para permanecer no governo.

A bem da verdade, soa totalmente estranho a manifestação de desejo do governador Colombo de concorrer ao Senado. Para fazer isto ele precisa renunciar. Renunciando entrega o governo do PMDB, que timonará a principal candidatura governamental contra os interesses de Gelson Merísio e do PSD. Seria como entregar a chave do cofre para o “bandido”. Por óbvio que Colombo será pressionado fortemente pelo PMDB, e em especial pelos deputados do partido, para que renuncie. No entanto, a pressão não será menor por parte do PP e pelos futuros partidos aliados. Vale ressaltar que o próprio PSD não tem interesse na renúncia de Colombo, e só não manifestou isto de forma explícita, ainda, para não conflitar diretamente com o real sentimento do governador de voltar ao Senado.

É muito provável, no entanto, tendo como base a história da política, que Raimundo Colombo não irá renunciar a seu mandato, se mantendo no comando do governo até o final do ano que vem.

 

Só no Brasil

Fundo Partidário foi aprovado pelo Congresso Nacional. Ele ficou longe dos R$ 3,6 bilhões que vinham sendo articulados num primeiro momento, mas ainda assim os brasileiros terão que pagar R$ 1,7 bilhões por ano para os políticos fazerem campanha.  O mais absurdo dessa história é que 30% deste valor virá das emendas de bancadas, que é um dinheiro que o conjunto de deputados e senadores têm garantidos, de forma impositiva, para investimentos em obras e ações nos Estados. As emendas de bancada geralmente são destinadas para grandes obras, pois reúnem os esforços de todos os deputados e senadores de um Estado por um ou dois objetivos específicos por ano. Literalmente, a cada três anos e meio todos os Estados brasileiros perderão uma grande obra, já que parte deste dinheiro, a partir de 2018, irá para a manutenção dos partidos e suas campanhas eleitorais.

 

No escuro

Prefeito de Praia Grande, Henrique Maciel (PSDB), diz que ainda não está totalmente inteirado sobre as especulações dando conta de que os recursos para a conclusão da Serra do Faxinal teriam sido perdidos. “O que sabemos é o que vem sendo ventilado de forma ex-oficial. De todo modo, as notícias não são muito boas. Até a licença ambiental para a continuidade da obra já venceu e não foi renovada. O pessoal do Deinfra deverá nos dar uma posição mais clara na semana que vem. Ficamos de ter uma audiência para tratar deste assunto”, comenta o prefeito. Desde o início desta semana são grandes os rumores enfatizando que o dinheiro disponível para a conclusão da pavimentação da Serra do Faxinal, entre Praia Grande e a divisa com o Rio Grande do Sul, teria sido destinado para a região serrana do Estado.  De todo modo, nenhuma autoridade competente afirma isto de forma textual, e oficial. Em linhas gerais, todos afirmam que “a situação do Faxinal é complicada, e que em breve as informações serão mais esclarecedoras”.

 

Coisa tá feia

Prefeito de Morro Grande, Valdo Rocha (PSD), que também é presidente da Amesc, a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense, está convidando todos os prefeitos de nossa região para que participem, como manifestantes ativos, do protesto que será feito no próximo dia 11, em frente a Unidade da JBS Alimentos, em seu município. A empresa anunciou que encerrará suas atividades no dia 31 de outubro, o que, de acordo com Valdo, será também uma espécie de decretação de falência da prefeitura sob seu comando. “Sem o ICMS produzido pela JBS não temos como manter a estrutura que foi criada para manter escolas, postos de saúde, e o setor social, para atende os próprios funcionários da empresa. Agora eles querem ir embora e deixar todo este passivo com a gente. Se for assim, no dia 31 a JBS fechará suas portas, mas logo depois será a vez da prefeitura fazer o mesmo”, sentencia o prefeito.

 

Nomes novos

Informações dando conta de que o deputado estadual Zenei Ascari (PSD) não concorrerá à reeleição, fez surgir uma série de pré-candidaturas ao parlamento catarinense pelo PSD do Sul do Estado.  Dentre os nomes ventilados para substituir Zenei na empreitada estão o do ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini, e de Gisele Scaini, que é sua cunhada. Ao menos aqui no Extremo Sul, Gisele tem muito mais afinidade com as bases do PSD do que Evandro, já que há muitos anos ela coordena, ou faz parte da coordenação regional do partido. Zenei estaria articulando sua ida para o Tribunal de Contas do Estado, e, por isto, não concorreria ano que vem. É ventilada, ainda, a possibilidade de que o ex-deputado estadual Júlio Garcia, que é conselheiro do TCE, volte a disputar à Assembleia. Se ele fizer isto, qualquer outra candidatura pelo PSD sulista a deputado estadual fica comprometida.  No meio da história há ainda de se observar qual será o projeto real do deputado Ricardo Guidi (PSD), que já disse que irá a federal, mas diante dos novos fatos poderá disputar a reeleição.

 

FRASE

“Quando eu era criança os professores sempre me perguntavam onde eu queria chegar, já que eu não gostava de estudar. Durante anos essa pergunta me perseguiu e eu não tinha resposta. Hoje eu já sei. Quero ser presidente da República”.

Danilo Gentili (1979) – Apresentador de TV e humorista

 

CHARGE

 

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