Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

7 de agosto de 2018 00:55

Rolando Christian Coelho, 07/08/2018

Viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB) concorrerá como candidata a suplente do Jorginho Mello, o colocando em pé de igualdade com nomes como Esperidião Amin, Raimundo Colombo e Paulo Bauer.


Ivete Appel fará toda diferença na disputa pelo Senado Federal //

Pelo menos uma dúzia de candidatos deverá disputar o Senado Federal por Santa Catarina neste ano. Deste conjunto, seis nomes se ressaltarão: Esperidião Amin (Prog), Jorginho Mello (PR), Paulo Bauer (PSDB), Lucas Esmeraldino (PSL), Raimundo Colombo (PSD) e Ideli Salvatti (PT). Os demais vão para cumprir tabela.
Destes seis, quatro comporão a linha de frente da corrida eleitoral. Refiro-me a Amin, Jorginho Mello, Bauer e Colombo. Dos quatro, dois serão eleitos. Em princípio se imaginaria que Jorginho poderia ser tirado desta lista quadrupla, afinal de contas, o PR está a anos luz de ter a potencialidade de siglas como o Progressistas, PSDB e PDS. Ainda que o MDB tenha lhe hipotecado apoio, Jorginho, enquanto político, não tem a densidade eleitoral de Amin, Colombo e Bauer. Ele ainda não chegou neste nível.
O problema de seus adversários diretos é que Jorginho tem uma capacidade de articulação surpreendente, capaz conseguir trazer para seu projeto a viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB), dona Ivete Appel, que foi homologada como sua suplente na disputa pelo Senado. Do dia para a noite, Jorginho passou a ser mais emedebista que a própria cúpula do MDB, e entrou, definitivamente, na briga por uma vaga na Câmara Alta.
Em princípio, é necessário saber quais corpos as campanhas dos candidatos a senador tomarão para se prospectar aqueles que têm mais chances de eleição. Num primeiro momento, Raimundo Colombo estaria entre os eleitos. Seu principal adversário, no entanto, não está na oposição. Ele atende pelo nome de Esperidião Amin, cuja oratória parece muito mais sintonizada com os anseios da população catarinense do que a de Colombo.
Do outro lado da moeda, Paulo Bauer vive uma situação similar. Ele precisa superar Jorginho Mello, ou, no mínimo, não ser superado por Colombo e Amin, o que já é bem mais difícil.

Notas


Progressistas solicitou
que deputado federal Jorge Boeira reveja sua decisão de não concorrer à reeleição. A ata da convenção do partido, entregue ontem a Justiça Eleitoral, para a homologação de seus candidatos, contava com o nome de Boeira como postulante à Câmara Federal. A expectativa é a de que até o final da semana o deputado anuncie sua volta ao cenário eleitoral como candidato. Até ontem ele mantinha a decisão de não disputar, enfatizando que sua contribuição política em Brasília já havia sido dada. Deixou a entender que a disputa pela Prefeitura de Criciúma, em 2020, lhe interessa mais.

Ex-deputado federal Leodegar Tiscoski (Prog) se mantém como substituto imediato de Jorge Boeira, caso ele decida mesmo que não disputará à reeleição. Leodegar, no entanto, diz que “as chances de Boeira concorrer novamente são de 99%”. Conforme o ex-deputado, seu nome está à disposição para a disputa, “mas é preciso, primeiro, que esta semana transcorra sem que Boeira reassuma a candidatura”. Enquanto aguarda as questões de ordem eleitoral, Leodegar encabeça a equipe técnica da campanha de Gelson Merisio (PSD), ligada a questões ligadas ao setor de transportes e obras viárias.

Aliança encabeçada por PSD, Progressistas e DEM está apostando suas fichas na realização do segundo turno, onde, supostamente, Gelson Merisio conseguiria superar Mauro Mariani (MDB) na briga pelo Governo do Estado. Em princípio, a aliança crê que o PT faça cerca de 10% dos votos na eleição para governador, contingente que não convergiria para Mariani no segundo turno por conta da presença do PSDB na chapa do emedebista. Na prática, o grupo de Merisio acredita que se Mariani não ganhar no primeiro turno, não conseguirá reunir as forças necessárias para ganhar no segundo.

Raimundo Colombo e Esperidião Amin fecharam acordo para trabalharem a uma só voz, com vistas ao Senado da República. Por conta disto, não deverão fazer campanhas autônomas, o que poderia colocar em risco ambas candidaturas, na medida que enfrentarão concorrentes bastante fortes. A ideia é fazer o mesmo que o então candidato ao Senado, Luiz Henrique da Silveira, fez em 2010, quando disse que quem não votasse em Paulo Bauer para senador, não precisaria votar nele também. A diferença é que Luiz Henrique já estava garantido naquela eleição. No caso de Colombo e Amin, nenhum dos dois desponta de forma extraordinária diante dos demais adversários.

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