Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

8 de agosto de 2018 00:26

Rolando Christian Coelho, 08/08/2018

Progressistas espera que deputado se posicione definitivamente a respeito de sua participação, ou não, na eleição deste ano.


Boeira se isola e dá a entender que não será mesmo candidato / /

Com telefone desligado desde o final de semana, e sem atender ninguém do meio político, deputado federal Jorge Boeira (Prog) dá a entender que está de fato fora da disputa eleitoral deste ano. Ontem conversei com uma fonte ligadíssima a Boeira, que resumiu a situação em uma só frase: “Podem esquecer. Ele não será candidato à reeleição”.
Em princípio, o meio político parece acreditar que Jorge Boeira está magoado por não ter sido candidato a senador, e que, por conta disto, poderá rever sua situação, voltando ao cenário eleitoral tão logo a tal mágoa passe. Há, no entanto, vários outros fatores envolvendo a decisão de não disputar o pleito deste ano, três deles extremamente relevantes. O primeiro deles está ligado ao cansado causado por cinco mandatos consecutivos, tendo que conciliar a eles suas atividades empresariais. Paralelo a isto, há a mesmice destes mandatos, o que acaba enfadando qualquer um que busque na lógica a resolução dos problemas, o que não é o caso do meio político, onde a pieguice e a burocracia são a mãe da situação. No Senado, talvez, por conta da maior notoriedade do poder, os encaminhamentos de Boeira poderiam ser mais céleres.
O segundo fator envolvendo a decisão de Jorge Boeira de não concorrer à reeleição está ligado a sua sensação de dever cumprido. O fato é que ao longo dos últimos 15 anos Boeira conseguiu cumprir com seus compromissos políticos integralmente, o que é uma raridade. Seu projeto de descentralização das instituições de ensino técnico e superior, culminado com a instalação da faculdade de Medicina em Araranguá, poderiam servir de exemplo para líderes políticos de todas as nações. Em virtude disto, Boeira não se acha devedor da confiança que recebeu de seus eleitores.
Por fim, há de se ressaltar que Jorge Boeira, antes de ser político, era exclusivamente empresário, e que continua possuindo negócios a serem tocados. Negócios de grande porte, que, diga-se de passagem, exigem muita dedicação. Por conta destes fatores, não será nenhuma surpresa se Boeira, de fato, abdicar da tentativa de um novo mandato.

Notas

Cumprindo roteiro ontem em nossa região, deputado federal Edinho Bez (MDB) afirmou que não colocará seu nome a disposição para ser suplente ao Senado de Paulo Bauer (PSDB). Edinho é o terceiro nome de linha de frente do partido, no Sul do Estado, que agradece o convite e pula fora. Vale observar que caso Geraldo Alckmin (PSDB) ganhe a Presidência da República, Bauer, reeleito senador, seria um dos nomes carimbados para seu ministério, abrindo vaga na Câmara Alta para seu suplente, talvez, até mesmo, por longos anos. Como Alckmin tem reais chances de ganhar, o que se pode deduzir é que o MDB está achando que Bauer tem reais chances de perder.

Nem tudo será um mar de rosa no que diz respeito as alianças formadas por PSD e Progressistas, e também por MDB e PSDB em nossa região. Em Jacinto Machado, por exemplo, o PDS é adversário do Progressistas. Neste caso, o PSD foi vice do MDB em 2016, derrotando o antigo PP nas urnas. A mesma falta de sintonia prevalece em Praia Grande, que é comanda por Henrique Maciel (PSDB), que derrotou Luciano Lima (MDB) no pleito municipal de 2016. Há mais meia dúzia de casos como estes em nossa região.

Por ora, as pré-campanhas à Assembleia Legislativa mais encorpadas em nossa região, no que diz respeito aos candidatos da terra, são as de José Milton Scheffer (Prog), Evandro Scaini (PSD) e Rodrigo Turatti (PSL). São aquelas das quais se houve falar em nível microrregional. Dos candidatos de fora, de forma disparada, a que possui mais densidade é a de Luiz Fernando Vampiro (MDB), seguida da candidatura de Dóia Guglielmi (PSDB). Há de se ressaltar que a campanha eleitoral, efetivamente, não começou ainda. A largada acontece no próximo dia 16.

Deputado estadual Narciso Parisotto (PSC) abriu mão de concorrer à reeleição e aceitou ocupar a segunda suplência na chapa de candidato ao Senado de Raimundo Colombo (PSD). De acordo com o coordenador regional do PSC, o sombriense Jâneo Margutte, o trabalho que vinha sendo feito nas bases do partido para Parisotto será convergido para a candidatura de Jair Miotto, que disputará a Assembleia Legislativa pela sigla. Em 2014 Miotto disputou a Câmara Federal pelo DEM, fazendo 46.518 votos. Naquela eleição, Parisotto também era filiado ao DEM. A exemplo de Jâneo, todos migraram par ao PSC, que atualmente possui oito diretórios municipais constituídos em nossa região.

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