Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

8 de outubro de 2018 00:55

Rolando Christian Coelho, 08/10/2018


Comandante Moisés desbanca Mariani e vai para o 2º Turno / /

Figura desconhecida da política catarinense até dois meses atrás, Carlos Moisés da Silva o Comandante Moisés (PSL), desbancou Mauro Mariani, candidato do MDB ao governo, na briga por uma vaga na segunda etapa da eleição estadual. Em que pese os méritos do candidato do PSL, e a nítida ajuda que recebeu da chamada Onda Bolsonaro, o fato é que o MDB perdeu para si mesmo. Mauro Mariani entrou na campanha totalmente despreparado para o embate que iria enfrentar. Seu partido não se mobilizou a contendo, crendo que os esforços mais profundos deveriam ser guardados para o segundo turno. Sua propaganda eleitoral era anêmica, e mesmo questionada constantemente pelos aliados, sofreu mudanças pouco significativas. O fato é que Mariani e o MDB simplesmente acreditaram que ninguém os ameaçava. Enganaram-se redondamente.
A tendência natural, agora, é que a sigla manifeste apoio a Comandante Moisés. A matemática é simples: um eventual governo de Gelson Merisio (PSD) já nasceria inchado por conta da necessidade de se dar espaços a seus aliados de primeira instância. Um eventual governo de Moisés careceria de nomes até para que fossem preenchidos os cargos mais irrelevantes.
O Comandante também irá entrar na segunda etapa da eleição embalado pela segunda leva da Onda Bolsonaro, que fará o segundo turno nacional com Fernando Haddad (PT). O candidato do PSL ao governo catarinense tem tudo para surpreender. É articulado, altaneiro e sabe o que está fazendo. Precisará, agora, ter maturidade para conversar olho no olho com os caciques do MDB, PSDB e PR, fechando uma aliança branca que assegure as condições necessárias para vencer Merisio.

Notas

Dos candidatos a deputado estadual residentes em nossa região, apenas José Milton Scheffer (PP) emplacou na Assembleia Legislativa, assegurando seu terceiro mandato, com 39.196 votos. Afora ele, dos residentes locais, quem mais chegou perto do parlamento catarinense foi o ex-vice-prefeito de Araranguá, Rodrigo Turatti (PSL), com 17.521 votos, e o ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini (PSD), com 16.555 votos. Nascido em Turvo, mas morador da região de Criciúma, o delegado Ulisses Gabriel (PSD) fez 28.183, mas também ficou longe de conquistar sua eleição.

MDB e Progressistas do Sul do Estado sofreram uma derrocada histórica no que diz respeito a sua representação parlamentar em Brasilia. Deputado federal Ronaldo Benedet (MDB) fez apenas 51 mil votos em seu projeto de reeleição, menos da metade do que esperava, e ficou no caminho. Substituto do deputado federal Jorge Boeira (PP) na briga por uma vaga na Câmara Federal, ex-deputado Leodegar Tiscoski (PP) fez apenas 34 mil votos, um terço do que esperava. No fim, o Sul perdeu Boeira, que não concorreu à reeleição, e não elegeu Leodegar. Por sorte, deputada federal Geovânia de Sá (PSDB) se reelegeu, e ainda foram eleitos Daniel Freitas (PSL) e Ricardo Guidi (PSD). MDB e Progressistas, no entanto, precisarão repensar seus futuros.

Pesquisas do Ibope nos Estados não estão servindo para mais nada. Dilma Rousseff (PT) iria ser eleita senadora por Minas Gerais. Não chegou nem perto. Mauro Mariani (MDB) seria o candidato mais votado no primeiro turno ao Governo do Estado. Não foi nem para o segundo turno. Romário Farias (Pode) era um dos líderes das pesquisas no Rio de Janeiro ao governo. Ficou na quarta colocação. Estes são apenas alguns dos mais de dez erros grotescos do Ibope neste ano. Única coisa boa é saber que, pela margem de erro do Instituto, eu posso ser o Brad Pitt.

O que se percebeu claramente no pleito eleitoral deste ano em Santa Catarina é que o eleitor optou pela renovação. Primeiro, votou em massa em Jair Bolsonaro para a Presidência. Depois tirou o MDB do segundo turno, colocando em seu lugar o PSL. Não elegeu Raimundo Colombo (PSD) e nem Paulo Bauer (PSDB) senadores, e quase elegeu Lucas Esmeraldino (PSL) no lugar de Jorginho Mello (PR). Os catarinenses também fizeram uma faxina na bancada de deputados federais e estaduais. Em princípios, os únicos que saíram incólumes foram os membros da família Amin, com Esperidião se elegendo senador, Ângela deputada federal e João Amin estadual. Como já lhe disse um aliado: a careca de Amin e tão boa que até parece postiça.

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