Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

8 de agosto de 2017 00:14

Rolando Christian Coelho, 08/08/2017

Vice-governador deveria tentar se aproximar dos petistas, ao invés de excluí-los do leque de aliança com vistas ao ano que vem.


Moreira erra ao excluir PT para 2018

 

Em entrevista publicada no Correio do Sul de ontem, vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) fez uma ampla abordagem sobre a conjuntura política estadual, com foco no pleito eleitoral de 2018. Deixou claro que o PMDB terá candidato ao governo, se credenciou a uma vaga ao Senado Federal, e alinhavou possibilidades de coligação. Moreira foi bem até o momento em que, sabe-se lá porque, resolveu excluir o PT do leque de alianças com o PMDB ano que vem. Para ele, o partido de Lula não irá querer estar com os peemedebistas em Santa Catarina por conta da indisposição nacional entre as duas siglas.

É muito provável que Eduardo Moreira tenha sentenciado isto por conta de seu interesse em ter o PSDB como aliado no próximo pleito estadual. Barrando o PT, de pronto ganha a simpatia do PSDB, partido que deverá estar em alta em nosso Estado ano que vem por conta da eleição nacional. O problema de Moreira, e principalmente do PMDB, é que os tucanos estão sonhando com voos muito mais altos do que se possa imaginar. Em princípio, o partido pretende lançar candidato ao Governo do Estado, concorrendo com chapa pura tanto na majoritária executiva quanto legislativa. É claro que esta condição terá que ser revista ao logo das composições, com o PSDB cedendo a vaga de vice e talvez até as duas vagas ao Senado para outros partidos.

Ainda que o PSDB não concorra com candidato ao governo, neste momento o partido está muito mais próximo do PSD e do PP, em nível estadual, do que do PMDB. Os tucanos têm sido amplamente contemplados pelo governador Raimundo Colombo (PSD), ocupando duas de suas Secretarias de Estado, além de diversos cargos de segundo e terceiro escalão.

A bem da verdade, o PMDB é a terceira opção para o PSDB diante do pleito de 2018. O projeto inicial é o de candidatura própria. O segundo é de aliança com Colombo, e, ou, com o PP. Só a partir daí o PMDB começa a ser interessante.

Por conta disto, descartar o PT de imediato é algo bastante temerário para o PMDB, até porque os petistas poderão ser a tábua de salvação dos peemedebistas em Santa Catarina ano que vem. Se o PSDB acabar convergindo para uma aliança com PSD, PP e PSB, fatalmente o PMDB precisará do PT para vencer as eleições em Santa Catarina. Não haverá outra saída para o PMDB que não essa. Por conta disto, convém aos peemedebistas acenderem uma vela para o PSDB e outra para o PT, sob pena de acabarem no escuro.

 

Mais presentes

Candidatos a deputado por nossa região sempre costumam dizer que candidatos de outras regiões só nos visitam a cada quatro anos, por coincidência, nos anos de eleição. Decididamente, desta feita eles estão queimando a língua. Maior prova disto é o fato de nossa região ter sido contemplada vastamente na agenda de vários deputados estaduais e federais catarinenses. Desde o início deste ano “os de fora” têm percorrido os municípios do Extremo Sul se colocando a disposição das lideranças de seus partidos. Políticos que a gente só sabia que existia por conta do horário eleitoral gratuito, ou por uma nota publicada em um jornal de circulação estadual, têm participado cada vez mais de encontros e ações realizadas por seus partidos aqui na região. Pelo visto, este negócio de aparecer só a cada quatro anos acabou de vez. Agora, a nova regra é aparecer a cada três anos.

 

Obrigação

Deputado federal Jorge Boeira (PP) diz ter cumprido seu papel parlamentar “de forma integral”, ao votar contra o relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB/MG) que absolvia presidente Michel Temer (PMDB) da acusação de corrupção passiva, por parte da Procuradoria Geral da União. De acordo com Boeira, “votar contra Temer, diante de tudo o que foi mostrado, era uma obrigação elementar de qualquer deputado federal. Infelizmente a maioria não avaliou desta maneira, para decepção dos brasileiros”. Dos 16 parlamentares federais de Santa Catarina, apenas Jorge Boeira e os deputados Esperidião Amin (PP), Jorginho Mello (PR), Carmen Zanotto (PPS) e Geovânia de Sá (PSDB) votaram tanto contra Temer, neste ano, como também pela cassação de Dilma Rousseff (PT), ano passado. Em princípio, são os que aparentar ter mais autonomia em relação a seus mandatos. Todos os demais, ou ficaram com Dilma, ou com Temer, em algum momento da recente política nacional.

 

Contra o relógio

Em que pesem todos os esforços para que as obras da Serra do Faxinal, em Praia Grande, sejam retomadas, corre a boca miúda em Florianópolis que esta possibilidade é bastante remota a curto prazo. O Governo do Estado já destituiu da empresa portuguesa Monteadriano, que ganhou o processo licitatório para pavimentar o Faxinal, e simplesmente não levou a obra adiante. A segunda coloca no certame já foi chamada, mas há o temor que a burocracia que envolve a substituição de uma empresa pela outra não seja resolvida em um curto espaço de tempo, o que fatalmente trancaria o financiamento da obra, que está sendo feito pelo Bando Interamericano de Desenvolvimento. O prefeito de Praia Grande, Henrique Maciel (PSDB), tem investido um tempo considerável na resolução deste problema. Sabe que o relógio é inimigo de seu município neste caso pontual.

 

Mais preparado

Pouca gente sabe, mas deputado federal catarinense Esperidião Amin (PP) fazia parte da Comissão de Constituição e Justiça que estava avaliando a admissibilidade da denúncia, que havia sido feita pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. Dentro da Comissão, Amin também vinha fazendo a relatoria de uma Proposta de Emenda à Constituição que propunha eleições diretas em caso de vacância da Presidência da República. Foi só o deputado concluir seu relatório, e começar a se manifestar de forma favorável as denúncias de Janot, que o PP o substituiu na CCJ pelo deputado Toninho Pinheiro (PP), de Minas Gerais. O argumento foi o de que Toninho estaria mais preparado para a função. O ilustre mineiro já foi prefeito de Ibireté e está no segundo mandato parlamentar. Amin já foi duas vezes governador de Santa Catarina, duas vezes prefeito de Florianópolis, uma vez senador e está em seu terceiro mandato de deputado federal.

 
FRASE 

“Político é uma pessoa que passa metade da sua vida criando leis, e a outra metade ajudando seus amigos a não cumpri-las”.

Noel Clarasó (1905/1985) – Escritor espanhol

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