Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

9 de agosto de 2018 07:25

Rolando Christian Coelho, 09/08/2018

Região tem vários casos ondem MDB e PSDB não fecham em nível municipal, o que também é uma realidade no que diz respeito a PSD e PP.


Coligações feitas lá em cima têm dificuldades cá embaixo

Não estão sendo muito fáceis as articulações desencadeadas lá em cima, para tentar acertar as arestas deixadas cá embaixo pelas coligações estaduais. A semana iniciou com uma série de entraves, que, em sua grande maioria, ainda não foram solucionados. Basicamente, estes entraves estão postos porque em vários municípios aqui do Extremo Sul, MDB e PSDB estão em campos opostos, o que também é uma realidade quando se fala de PSD e PP, situação bem contrária da aparentada pelas composições majoritárias que envolvem estes partidos.
Em Praia Grande e Maracajá, municípios comandados pelo PSDB, o adversário direto de 2016, na disputa pelas respectivas prefeituras, foi o então PMDB. Afora isto, há de se ressaltar que em Praia Grande a vice-prefeitura pertence ao PSD, que está aliado ao PP em nível estadual. Já em Maracajá, o vice é do PP, que está aliado ao PSD.
Na prática, o que vemos é que os prefeitos do PSDB precisarão trabalhar para Mauro Mariani, que é candidato ao governo pelo MDB. O problema é que quem dá sustentação política aos prefeitos, nestes casos, em nível municipal, são justamente partidos que, além de não fecharem com o MDB, estão trabalhando para adversários da sigla.
Há casos em que o prefeito é do MDB, como em Jacinto Machado, e o vice é do PSD. Ao trabalhar pela candidatura ao governo de Gelson Merisio, o PSD local está indo contra o MDB, de quem foi aliado em 2016, e se irmanando ao PP, principal adversário dos dois partidos naquela eleição.
Há casos também bastante estranhos, como em Balneário Arroio do Silva. Em nível local, PSD e PP foram adversários diretos na disputa pelo executivo em 2016. Agora, os dois partidos precisarão estar no mesmo palanque.
Observe que estes exemplos citam apenas os principais partidos. Se formos levar em conta o rosário de siglas que orbitam MDB, PSDB, PSD e PP, vamos constatar que é simplesmente impossível criar um alinhamento entre as bases dos partidos e o que os caciques almejam lá em cima.

Notas

Ex-deputado federal Leodegar Tiscoski (Prog) não tem demonstrado muita disposição em substituir o deputado Jorge Boeira (Prog), na busca por uma vaga à Câmara Federal. Enquanto espera para saber se Boeira vai ou não à reeleição, o Progressitas tem buscado alternativas ao seu nome. Substituto natural, pelo histórico dentro do partido, Leodegar passou a alegar que o tempo é muito curto para construir um projeto viável de eleição.

Virou e mexeu, e o Sul do Estado acabou sendo patrolado nas majoritárias encabeçadas por MDB e PSDB, e também por PSD e PP. Paralelo ao naufrágio do projeto do deputado federal Jorge Boeira (Prog), de chegar ao Senado, o que se viu, também, foi uma total falta de forma do MDB sulista diante do pleito deste ano, o que coloca o governador Eduardo Moreira (MDB) quase que como uma figura decorativa nas articulações que consolidaram as coligações. No fim das contas, sobrou apenas a segunda suplência da candidatura ao Senado de Paulo Bauer (PSDB) para o MDB do Sul, através da figura do vice-prefeito de Içara, Sandro Giassi Serafim.

Marketing eleitoral já começou a funcionar em Santa Catarina. Conhecida por todos como Ivete Appel, a viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB) já está sendo chamada de Ivete Silveira. Dona Ivete, que concorre como suplente na chapa de Jorginho Mello (PR) ao Senado, carrega a responsabilidade de trazer os votos dos emedebistas para o projeto.

Deputado estadual Ricardo Guidi (PSD) está tendo mais sorte que juízo em sua disposição de concorrer a deputado federal. Os três deputados federais eleitos pelo partido em 2014 não concorrerão este ano à Câmara Federal. João Rodrigues teve recurso negado pelo Supremo Tribunal Federal e permanece inelegível. João Paulo Kleinubing migrou do PSD para o DEM, e agora é candidato a vice de Gelson Merisio (PSD). Já Cesar Souza abriu mão da disputa e irá apoiar seu filho, César Souza Júnior, que está longe de ter a popularidade do pai. De quebra, o primeiro suplente a federal do PSD em 2014, José Aluísio Vieira, está fora do certame este ano.

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