Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

9 de agosto de 2017 00:27

Rolando Christian Coelho, 09/08/2017

Nomes como Raimundo Colombo, Eduardo Moreira, Esperidião Amin, Paulinho Bornhausen, Leonel Pavan, Cláudio Vignatti e Paulo Gouvêa da Costa estão entre os cotados.


 

SC tem recorde de pré-candidatos ao Senado

 

Nunca na história política de Santa Catarina nosso Estado teve tantos pré-candidatos de renome ao Senado Federal. O motivo está ligado diretamente ao fato de termos, possivelmente, quatro ou cinco candidaturas fortes ao governo ano que vem, aliadas as duas vagas que precisarão ser preenchidas por catarinenses no Senado. Se formos imaginar que o embate de 2018 terá cinco candidatos a governador, através de PMDB, PSD, PSDB, PT e PR, teríamos, então, dez candidatos a senador pelas coligações encabeçadas por estes partidos. Coligações que contariam com siglas como o PP, PSB e DEM, que possuem fortes líderes ligados a história da política catarinense. Isto sem falar no rosário de outros partidos, menos tradicionais, que também terão candidatos a Senador.

A análise de hoje, no entanto, pretende se focar naqueles nomes que, de fato, têm alguma chance de eleição, e eles são muitos. É consenso no meio político, por exemplo, dizer que uma das vagas ao Senado já está reservada para o governador Raimundo Colombo (PSD). Santa Catarina tem mantido uma tradição histórica de eleger ex-governadores para a Câmara Alta do Congresso Nacional. Foi assim com Felipe Schmidt, Celso Ramos (ex-PSD), Nereu Ramos (ex-PSD), Jorge Bornhausen (ex-PFL), Casildo Maldaner (PMDB), Esperidião Amin (PP), Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e tantos outros. Por conta disto, o meio político considera Colombo previamente eleito.

O problema dos demais, que postulam a segunda vaga de senador, está centrado na forte concorrência que deve ser estabelecida ano que vem para conquistá-la. O PMDB, por exemplo, conta com a disposição do atual vice-governador Eduardo Moreira, que já tem comunicado seu partido sobre sua intenção. O PP dispõe do atual deputado federal Esperidião Amin, que tem cacife eleitoral para bancar muito mais que uma reeleição em 2018. O PSDB tem figuras como o atual senador Paulo Bauer e o ex-senador Leonel Pavan. O PT conta com Cláudio Vignatti, que em 2010 fez mais de 1,2 milhão de votos na disputa pelo Senado. O PT tem Jorginho Mello, o PSB tem Paulinho Bornhausen, o DEM tem Paulo Gouvêa da Costa, e por ai vai.

Observe que são todos nomes qualificados para a disputa e que poderiam, até mesmo, comprometer a suposta eleição de Colombo na medida em que, em seu conjunto, fracionariam muito o mercado eleitoral catarinense. Não seria surpresa, por exemplo, que um senador pudesse se eleger até mesmo com menos de 20% dos votos dos catarinenses, justamente por conta da divisão de forças nas bases eleitorais.

O interessante é que é exatamente este quase certo fracionamento que tem estimulado muitos caciques a sonhar com o Senado Federal. É que, literalmente, “qualquer um” poderá ser eleito.

 

Unidade

Nesta semana publiquei nota dando conta de que o PR não estava conseguindo convencer o nem vice-prefeito de Araranguá, Primo Júnior, nem a vice-prefeita de Sombrio, Gislaine Dias da Cunha, a disputar a Assembleia Legislativa pela sigla ano que vem. Ambos são citados para o desafio, mas, em princípio, um acaba ressaltando o outro como sendo o melhor nome para a disputa, numa espécie de empurra-empurra. De acordo com Primo Júnior, esta situação não pode ser considerada um empurra-empurra. “Estamos começando a construir um projeto e é natural, então, que vários nomes sejam ressaltados. Também é natural que um devolva ao outro a gentileza de ter sido lembrado”, comenta o vice araranguaense. De acordo com ele, acima de tudo é preciso que o partido esteja unificado, visando o lançamento de uma candidatura à Assembleia que possa unir as forças da sigla aqui do Extremo Sul e também na região de Criciúma.

 

Oficializado

PSDB de Araranguá comunicou oficialmente ao prefeito Mariano Mazzuco Neto (PP) sua decisão de deixar a base do governo municipal. O chefe do executivo, por sua vez, solicitou aos tucanos que seja realizado uma reunião com ele para discutir o assunto de forma mais parcimoniosa. Ainda que conte com ampla vantagem no legislativo, Mariano sabe que não convêm perder o apoio do vereador Paulo Roldão (PSDB), que já disse que se manterá fiel ao que seu partido decidir. Basicamente, o PSDB reclama da falta de espaço no governo de Mariano. Os líderes do partido argumentam que têm trabalhado pela conquista de emendas e colaborado de um modo geral para o bom andamento de sua gestão. Todavia, enfatizam que não estão vendo contrapartida por parte do executivo, configurada, principalmente, na falta de espaço para o PSDB no Paço Municipal. Por sua vez, o prefeito argumenta que sua gestão precisa de um pouco mais de tempo “para que as coisas se ajeitem”, mas que “tudo dará certo”.

 

Harmonia
Presidente da Câmara Municipal de Sombrio, vereador Nego Gomes (PMDB), diz que, “apesar dos pesares”, legislativo tem se entendido bem neste primeiro ano de mandato. “É claro que as divergências existem, mas nada parecido com o que tínhamos no passado”, comenta Nego, que está em seu quarto mandato. Conforme ele, a oposição ao prefeito Zênio Cardoso (PMDB) tem sido propositiva, o que estaria contribuindo para que os eventuais erros de percurso sejam corrigidos. “Temos conversado bastante sobre os projetos que tramitam na Câmara e sobre tudo o mais que diz respeito a nosso município. O que vejo é uma legislatura bastante preocupada e atuante em relação às causas da população sombriense”, ressalta. De acordo com Nego, neste mandato, nunca houve a necessidade dos vereadores de situação fazerem prevalecer sua maioria. “É claro que a oposição existe, e deve existir para o bem da democracia, mas nada que tenha atrapalhado o andamento do legislativo, e tampouco a relação do legislativo com o executivo”, ressalta o presidente da Câmara.

 

Aliviado

Convergência do PMDB para a candidatura a governador do deputado federal Mauro Mariani (PMDB) fez o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Araranguá, Roni da Silva, respirar aliviado. Roni foi lançado na política pelo deputado estadual Manoel Mota (PMDB), de quem era motorista particular. Ano passado disputou a vice-prefeitura de Araranguá na chapa de Anísio Prêmoli (PMDB), não se elegendo. Ato seguinte foi trabalhar em Florianópolis, junto com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Chiodini (PMDB), que também é deputado estadual. Ano que vem ele teria que optar por continuar apoiando Mota, ou migrar em definitivo para o grupo político de Chiodini, o que poderia significar o fim de sua carreira política na Cidade das Avenidas. No entanto, com Mauro Mariani disputando o governo, tudo se resolve. É que Chiodini concorrerá a federal no lugar de Mariani, e Roni poderá continuar manifestando abertamente apoio a Mota a estadual em nossa região.

 
FRASE 

“O maior de todos os inimigos da humanidade é a ignorância. É dela que derivam todos os demais males. Combatê-la é como combater a origem de todo pecado”.

 

São Tomás de Aquino (1225/1274) – Filósofo e religioso italiano

 

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