Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

9 de novembro de 2017 00:53

Rolando Christian Coelho, 09/11/2017

Os R$ 50 milhões que pertenciam a obra da Serra do Faxinal foram destinados para outros municípios, como Blumenau, Otacílio Costa e Criciúma.


Recursos do Faxinal foram perdidos

 

Finalmente Governo do Estado se dignou a falar a verdade sobre os recursos do BID que estavam destinados a pavimentação da Serra do Faxinal. O fatídico anúncio foi feito ontem, em Florianópolis, aos prefeitos da região da Amesc, por técnicos do Deinfra.

Os recursos do BID para o Faxinal, na ordem de R$ 50 milhões, foram alocados para outras obras no Estado, como o acesso rodoviário a Brusque, obras em Otacílio Costa e, é claro, a construção da Via Rápida em Criciúma, terra do Secretário de Estado da Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro.

A Serra do Faxinal seria pavimentada pela empresa portuguesa Monteadriano, que foi descredenciada da obra por não tocá-la adiante. A segunda colocada, a Conterra, se dispôs a assumir os trabalhos. O problema é que com a demora envolvendo o descredenciamento da Monteadriano, e o chamamento da segunda colocada, o BID e o governo estadual resolveram dar um outro destino aos recursos até então assegurados para a obra de Praia Grande.

Para tentar amainar os ânimos dos prefeitos presentes à audiência, o vice-governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira (PMDB), disse que, caso assuma o governo no lugar de Raimundo Colombo (PSD) ano que vem, irá realocar os recursos necessário para as obras da Serra do Faxinal através do Fundam, que deverá distribuir para os municípios catarinenses cerca de R$ 640 milhões em obras ao longo de 2018. No embalo, Moreira se comprometeu ainda a pavimentar a rodovia que liga Jacinto Machado a Praia Grande, e também o trecho da Interpraias entre Passo de Torres e Balneário Gaivota.

A conversa, por óbvio, é de difícil digestão. Primeiro porque não há nenhuma garantia de que Colombo irá renunciar ao governo. Segundo porque, ainda que renuncie, não há nenhuma garantia de que ele irá deixar algum dinheiro disponível para que Moreira faça suas próprias obras, ainda mais com o PMDB lançando candidato ao governo, contra os interesses do PSD.

A grande verdade é que o Governo do Estado tem tratado nossa região com um desdêm inenarrável. É como se não existíssimos no mapa de Santa Catarina. Outra verdade é que o PMDB do Sul não manda nada no governo, não faz a menor diferença, pelo menos no que diz respeito aos interesses da região da Amesc. Pode até ser que mande alguma coisa para defender os interesses de Criciúma, Tubarão, e sei lá mais o que. Nossa região, no entanto, é tratada abaixo de cola de cachorro.

A perda dos recursos na Serra do Faxinal, na verdade, é meramente a coroação da incopetência daqueles que nos representam. E o fato de todos, provavelmente, voltarem a seus cargos político através da eleição do ano que vem, é o indosso de que somos complices desta incopetência.

 

Hospital Regional

Prefeitos da região da Amesc, que estiveram ontem, em Florianópolis, reunidos com agentes e técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura, e também do Deinfra, mantiveram conversação, um pouco antes, com o secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso, sobre a lastimável situação do Hospital Regional de Araranguá. A instituição é administrada pela SPDM, Associação Paulista Para o Desenvolvimento da Medicina, mas, simplesmente, não atende as necessidades sequer básicas de nossa região. Atualmente, por exemplo, o Regional está atendendo apenas as questões ligadas a urgência e emergência, ainda que mantenha um convênio milionário com o governo estadual. Caropreso disse que será aberto, em breve, um novo chamamento público, para que outra instituição venha a administrar o Hospital Regional. Todavia, não deu data para que isto acontecesse. Resumiu-se a dizer que isto seria feito o mais breve possível. Enquanto a brevidade não chega, o povo que aguente no lombo as consequências da má gestão.

 

Ferro no colono

O clima entre os prefeitos que participaram das audiências com o Secretário de Estado da Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro, e com o Secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso, ontem, em Florianópolis, não poderia ser mais desanimador. Primeiro porque Caropreso não apontou uma solução definitiva para a situação do Hospital Regional. Se comprometeu em fazer, “em breve”, um novo chamamento público para que uma outra instituição administre o Regional, mas isto não é nenhuma garantia de que os serviços irão melhorar. Aliás, entra administrador, sai administrador, e os serviços do Regional só pioram. Segundo porque o anúncio da perda dos recursos para a pavimentação da Serra do Faxinal, por parte do Deinfra, foi um tapa na cara da população de nossa região. Interessante que o governo nunca perde recursos para Joinville, Blumenal, Lages, Chapecó ou Criciúma, muito pelo contrário. Já para nós, o pouco que nos vem é retirado na cara dura, sob a justifativa de entraves burocráticos, que só foram desencadeados por conta da própria incompetência governamental.

 

Contra Bolsonaro

Ministério Público de São Paulo representou à justiça, solicitando a retirada os out-doors alusivos ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ), que vêm sendo colocados naquele Estado. De acordo com o MP paulista, os out-doors, que trazem a figura de Bolsonaro, e frases ligadas as suas defesas políticas, constituem propaganda eleitoral antecipada, o que é considerado crime eleitoral. Um crime que seria duplo, já que, além de não se poder fazer propaganda eleitoral antes de 15 agosto do ano da eleição, os out-doors também ultrapassam em muito o tamanho das propagandas eleitorais permitidas, cujo espaço é inferior a um metro quadrado. Na onda do MP paulista, os MPs dos demais Estados também devem pedir a retirada os out-doors referenciando Bolsonaro, que já estão espalhados por todo o país. De acordo com a legislação eleitoral, a não retirada de material publicitário indevido pode gerar multas que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil para os responsáveis pela colocação, por out-door. Em nossa região há out-doors pró-Bolsonaro em Araranguá e Sombrio.

 

Dois pesos, duas medidas

Vereadores do PP de Sombrio tem se desdobrado na função de criticar o executivo municipal, diante da possibilidade do parcelamento de salário dos servidores, para que as contas da prefeitura possam ser fechadas no final do ano. De acordo com o vereador José Eraldo Soares, o Peri (PP), por exemplo, “o problema é má gestão, e não falta de receita”. O prefeito Zênio Cardoso (PMDB), por sua vez, alega a queda de receita dos últimos meses como o principal fator desencadeador do possível parcelamento salarial do funcionalismo. Interessante observar que nos anos de 2011 e 2012 o ex-prefeito progressista Professor Jusa Tiscoski teve extrema dificuldade para fechar as contas de sua gestão. Especificamente em 2012, a queda de receita em 2012 levou Jusa a ter que deixar uma série de notas empenhadas para serem pagas pela gestão de Zênio, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Como resultado, Jusa teve suas contas de 2012 reprovadas pela Câmara de Vereadores, com base em parecer do Tribunal de Contas do Estado.  A questão é a mesma. A diferença é que Zênio quer parcelar para escapar da rejeição.

FRASE 

“Precisamos perdoar quem nos fez mal. Em política não podemos carregar mágoas, pelo bem do país. Pessoalmente, estou perdoando os golpistas que nos tiraram do poder, e que já devem estar arrependidos por terem feito isto”.

Lula da Silva (1945) – Ex-presidente da República, de olho em 2018.

CHARGE

 

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