Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

10 de agosto de 2018 00:21

Rolando Christian Coelho, 10/08/2018

Dois dos três deputados que representam nossa região não disputarão o pleito eleitoral neste ano, deixando um vazio sem precedentes.


Sem Mota e sem Boeira, região terá que se reinventar em 2018

Pegos de surpresa neste ano eleitoral, MDB e PP, as duas principais siglas da política aqui do Extremo Sul, estão se esforçando para compensar o vazio deixado pelas desistências do deputado estadual Manoel Mota (MDB) e do federal Jorge Boeira (PP), diante das urnas.
Mota já havia anunciado que não disputaria um novo mandato no dia 18 de julho. Boeira sentenciou sua decisão, neste mesmo sentido, no dia 28. No caso de Mota a decisão foi rapidamente assimilada, por conta do contexto de sua vida política. Em 2014 ele acabou amargando a terceira suplência de sua coligação e, para este ano, não vinha conseguindo o apoio necessário para bancar um novo projeto à Assembleia. De quebra, no dia em que anunciou sua desistência, também apresentou Volnei Weber (MDB) como seu candidato à Assembleia Legislativa.
O caso de Boeira foi bem mais traumático para seu partido. O deputado tinha tudo para renovar seu mandato sem grandes dificuldades. Durante a convenção estadual do PP, no entanto, foi para o tudo ou nada, lançando seu nome ao Senado e enfatizando que a Câmara Federal não lhe interessava mais. Num primeiro momento o PP imaginou que Boeira estivesse meramente buscando valorizar seu passe dentro do partido. Por conta disto, nos últimos dias a sigla tentou convencer Boeira a retomar seu projeto de reeleição, o que efetivamente não aconteceu.
Na tentativa de enfatizar sua desistência, primeiro o parlamentar apostou suas as fichas na candidatura a federal do ex-prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo (PP) que declinou da oportunidade. Agora está tentando convencer a presidente do PP de Nova Veneza, Ângela Ghislandi, a substituí-lo no embate eleitoral deste ano. Antes disto já havia conversado com o ex-deputado federal Leodegar Tiscoski (PP) sobre sua decisão, deixando o caminho livre para que ele construisse um projeto substitutivo.
Para nossa região resta apostar nos nomes novos que estão surgindo no cenário eleitoral este ano, torcendo para que algum deles tenha êxito nas urnas, em paralelo ao projeto de reeleição do deputado José Milton Scheffer (PP).

Notas

Pela tangente

Ao contrário de MDB, PSDB, PSD e PP, que não abriram espaço convincente na majoritária para políticos do Sul, o PT de Lula da Silva e o PSL de Jair Bolsonaro não mediram esforços para prestigiar os sulistas O desembargador aposentado Lédio Rosa de Andrade (PT), e o dentista e vereador Lucas Esmeraldino (PSL), estão disputando o Senado Federal este ano. Ambos apostam numa virada de mesa na política para conquistarem seus mandatos.

Haja candidatos

Não será por falta de opção que os eleitores do Extremo Sul deixarão de votar em alguém de nossa microrregião a deputado estadual. Constam na ata da convenção de seus partidos, como candidatos à Assembleia Legislativa pelo PP, José Milton Scheffer, de Sombrio, e Silvia Regina Silva, de Balneário Arroio do Silva. Pelo PSD concorrem o arroiosilvense Evandro Scaini e o turvense Ulisses Gabriel. De Araranguá emanam as candidaturas de Rodrigo Turatti (PSL), Aldo Apolinário (Podemos), Sarah Maciel (PSDB), Sayonara de Araújo (PT) e Maria Aparecida Cândido (Psol). Já, de Jacinto Machado, está registrada a candidatura de Lise Tuon (DEM).

Alternativas

Sem muito opção para a Câmara Federal, PP do Sul do Estado deverá acabar migrando para a candidatura de Ângela Amin (PP) a deputada federal. Em princípio é o nome de maior expressão progressista do litoral catarinense. Outra opção de peso do partido pode ser Hugo Biehl, que é bastante ligado ao setor agropecuário. Até o dia 15, no entanto, deverão ser nutridos esforços para que Leodegar Tiscoski (PP) aceite concorrer na vaga deixada em aberto por Jorge Boeira (PP).

Empolgado

Presidente do PSDB de Araranguá, André Alves, está empolgado com a candidatura da correligionária e conterrânea Sarah Maciel ao legislativo catarinense. O alicerce da empolgação está no fato de Sarah fazer dobradinha com a deputada federal Geovânia de Sá (PSDB), dentro do segmento evangélico, em vários municípios do Sul do Estado. A forte candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República é outro fator de impulsão das candidaturas tucanas ao legislativo, principalmente as que representam o novo, avalia o presidente tucano. O esforço, agora, é para fazer com que os líderes do PSDB de nossa região abracem também o projeto de Sarah, e não só de Dóia Guglielmi.

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