Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

10 de agosto de 2017 00:27

Rolando Christian Coelho, 10/08/2017

Parlamentares estão divididos entre o Distritão e o voto Distrital Misto, que seria a melhor opção para nossa região.


 

Reforma Política gera divergências

 

Deputados federais e senadores não tem se entendido quanto ao formado das próximas eleições, no que diz respeito à Reforma Política que está tramitando no Congresso Nacional. O único consenso, na verdade, diz respeito à consciência que todos têm de que algo precisa ser feito para que a bagunça de Brasília ao menos diminua. Neste sentido, duas medidas já parecem pré-aprovadas: a criação de uma cláusula de barreira, e o fim das coligações proporcionais. A cláusula de barreira permitiria que apenas os partidos que fizessem mais de 5% dos votos do eleitorado de seu Estado, ou município, tivessem assegurados a eleição de algum parlamentar. Já o fim das coligações sepultaria de pronto todas aquelas pequenas siglas que só elegem políticos por conta da votação em partidos maiores, aos quais estão coligados.

De fato estes são dois grandes passos que estão prestes a ser dados na política nacional. Todavia, o cerne da questão continua ligado a forma como nossos parlamentares serão eleitos. Neste momento, existem duas correntes bem distintas no Congresso Nacional, e, ambas com bastante força política. Uma defende que os eleitos sejam aqueles que obtiverem mais votos. Num município com dez cadeiras na Câmara de Vereadores, por exemplo, se elegeriam os dez candidatos mais votados e pronto. É o chamado Distritão. A outra corrente defende que haja o voto Distrital Misto. Neste sistema, metade dos eleitos conquistariam seus mandatos por serem os mais votados, e a outra metade por estarem entre os primeiros na Lista Fechada de seus partidos. Seguindo o mesmo exemplo, numa Câmara de Vereadores com dez cadeiras, cinco seriam eleitos por terem sido os mais votados. As outras cinco cadeiras seriam preenchidas, proporcionalmente, de acordo com os votos que os partidos obtivessem. Se o partido “a” obtivesse 40% dos votos dos eleitores do município, ele asseguraria duas das cinco cadeiras restantes. Estes eleitos, por sua vez, seriam os dois primeiros na Lista Fechada do partido.

O problema é que, até agora, não existe consenso sobre este tema. Partidos de esquerda, que possuem líderes mais exponenciais, querem a aprovação do Distritão. Já os partidos com lideranças mais esparsas, como o PSDB, querem o sistema Distrital Misto. Mas isto se dá a grosso modo, pois mesmo dentro dos partidos ainda não há consenso quanto a qual sistema deva ser aprovado.

Por ora, a boa notícia para a maioria da população diz respeito ao fim das especulações sobre a implantação do sistema único de votação, através de Lista Fechada, o que daria total poder aos partidos sobre quem seria eleito ou não. Este tema já parece totalmente descartado.

Vale lembrar que o Congresso Nacional tem menos de dois meses para aprovar a Reforma Política, que, depois de 14 anos de discussão, finalmente parece que vai sair do papel em Brasília, valendo, ao menos em parte, já para 2018.

 

 

Dois PSDB’s

PSDB de Santa Catarina começa a caminhar a passos largos para uma divisão de interesses, no que diz respeito ao pleito estadual do ano que vem. O Norte do Estado, ligado ao senador Paulo Bauer, defende a tese de candidatura própria, com os tucanos disputando o Governo do Estado com candidatura própria. Já o PSDB do Sul do Estado começou a defender a participação do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, numa chapa majoritária, como candidato a vice. A solução seria o PSDB lançar chapa pura ao governo, mas todos sabem que isto não acontecerá. A começar pelo fato de que Salvaro não renunciará para disputar como candidato a vice-governador do próprio PSDB, numa eleição que já nasceria morta. Na prática, o PSDB do Sul já está deixando a entender que quer compor, ou com PMDB, ou com PSD, não necessariamente nesta ordem.

 

Empolgado

Prefeito de Praia Grande, Henrique Maciel (PSDB), passou o dia de ontem em Porto Alegre divulgando roteiros turísticos de seu município junto a veículos de comunicação da capital gaúcha. De acordo com Henrique, grande parte dos turístas que visitam Praia Grande são oriundos do Rio Grande do Sul, mas este contingente pode aumentar na medida em que mais pessoas forem informadas sobre as potencialidades do município. “Temos também uma preocupação especial em relação aqueles que visitam o Parque Nacional dos Aparados da Serra, vindos através de Cambará do Sul (RS). Nossa intenção é a de fazer com que este contingente desça a Serra do Faxinal e venha conhecer também Praia Grande”, comenta o prefeito. Na mesma linha de divulgação, Henrique tem buscado uma aproximação com a Secretaria de Estado do Turismo, que é comandada por seu correligionário, Leonel Pavan. “Queremos projetar Praia Grande não só para Santa Catarina e para o Rio Grande do Sul, mas para o Brasil e o mundo”, enfatiza Henrique, empolgado

 

Na torcida

Deputado estadual José Milton Scheffer (PP) está torcendo para que a Reforma Política, que está tramitando no Congresso Nacional, contemple o voto Distrital Misto já para o pleito de 2018. A aprovação deste sistema praticamente assegura a reeleição de Zé Milton, que em 2014 foi o mais votado de seu partido. O deputado entraria na disputa com uma dupla vantagem, já que tem amplas chances de ser eleito por ser um dos mais votados do Estado, como também por figurar, fatalmente, entre os primeiros a serem eleitos pela Lista Fechada de seu partido. Já o deputado Manoel Mota (PMDB) está em meia torcida. Dificilmente ele será um dos mais votados do Estado, mas fatalmente figuraria entre os primeiros da Lista Fechada de seu partido. Ainda assim, para Mota é melhor enfrentar as eleições de 2018 através do Distrital Misto, do que pelas atuais regras do jogo.

 

Em Festa

Prefeito de Turvo, Tiago Zilli (PMDB), fará a abertura oficial da 23ª Festa do Colono hoje, às 20h. O evento segue até o próximo domingo à noite. Antes disto, no entanto, Turvo sediará uma reunião da Amesc, a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense, a partir das 17h. Na pauta da reunião estão temas como a apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Federal de Santa Catarina, o IFSC, na região; assuntos relacionados a consultoria previdenciária, com foco no funcionalismo público, e também a discussão sobre a possibilidade da implantação de sistema de energias renováveis aqui no Extremo Sul. A Amesc é presidida pelo prefeito de Morro Grande, Valdo Rocha (PSD), que tem se destacado por encampar temas de grande relevância, como foi o caso do movimento pela não implantação de um pedágio federal na BR 101, em São João do Sul, e ainda a luta pela resolução de problemas ligados ao setor da saúde regional.

 

FRASE     

“É interessante observar que, mesmo com todos os avanços da ciência e da tecnologia, os dilemas da humanidade continuam os mesmos que já enfrentávamos na época em que nossos ancestrais moravam nas cavernas”.

Ludwig Wittgenstein (1889/1951) – Filósofo austríaco

 

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