Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

10 de junho de 2018 19:02

Rolando Christian Coelho, 11/06/2018

Apenas um, dos cinco prefeitos do PSD de nossa região, foi ao lançamento em Chapecó, que aconteceu no final de semana.


Merisio lança pré-candidatura, mesmo com boicote de Júlio Garcia // 

Deputado estadual e presidente catarinense do PSD, Gelson Merisio, lançou oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Estado no sábado. A organização do evento divulgou que dez mil pessoas, de cerca de 200 municípios, prestigiaram o ato. O Sul do Estado foi a região que menos teve pessedistas participando do lançamento, muito provavelmente por conta do movimento interno que vem sendo feito pelo ex-deputado estadual Júlio Garcia (PSD), que é contrário a intenção de Merisio de chegar ao governo catarinense.
Dos cinco prefeitos do PSD aqui do Extremo Sul, apenas Zica Cadorin, de Ermo, foi a Chapecó. O prefeito de Timbé do Sul, Beto Biava, que é filiado ao PP, também prestigiou Merisio, a exemplo do ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaine (PSD), que é pré-candidato a deputado estadual e organizou uma caravana para ir ao lançamento. O atual vice-prefeito de Arroio, Carlos Scarsanella (PSD) também foi.
Merisio tem jogado certo até agora em sua intenção de concorrer ao governo. Está fazendo a sua parte. O grande problema é conseguir assegurar o PP como seu candidato a vice, o que, de fato, poderia lhe garantir reais chances de vencer o embate de Outubro. Em não convencendo o PP desta condição, o PSD corre um sério risco neste ano eleitoral. Primeiro porque nem MDB, nem PSDB, aceitarão ser vice do partido, o que deixaria qualquer pretensão governamental da sigla inviável. Segundo porque o projeto de Raimundo Colombo (PSD) de chegar ao Senado Federal poderia igualmente naufragar. É que caso o PSD tenha que voltar atrás, aceitando ser vice de alguém, Colombo entraria como uma espécie de segunda opção de voto de PP, MDB ou PSDB. De fato serão eleitos dois senadores por Estado neste ano, mas dificilmente os dois pertencerão à mesma coligação.

Notas

E aos 45 do segundo tempo, deputado federal João Rodrigues (PSD) conseguiu liminar que lhe permitiu retomar seu mandato na Câmara Federal. Suplente de deputado federal Edinho Bez (MDB) já havia sido convocado pela Mesa da Câmara, no dia 6, para que assumisse o lugar de Rodrigues na sexta-feira, dia 8. Na quinta à noite, um dia antes de serem completados os 120 de sua prisão, prazo limite para que fosse revertida sua situação, o pessedista conseguiu a liminar.

Seguindo a cartilha de Júlio Garcia (PSD), deputado estadual Ricardo Guidi (PSD), que é pré-candidato a federal, não compareceu ao lançamento da pré-candidatura de Gelson Merisio ao governo. A decisão de Ricardo de se aliar a Garcia de forma inconteste é para lá de arriscada. Caso a aliança PSD/PP seja fechada de fato, dificilmente a cúpula pessedista colocará Ricardo Guidi na lista daqueles que receberão um empurrãozinho para ser eleito. Vale lembrar que o famoso empurrãozinho do PSD, que já vem desde a época do PFL, sempre definiu quem se elegeria e quem ficaria na poeira.

Para prefeito de Ermo, Zica Cadorin (PSD), aliança entre PSD e PP, com seu partido na cabeça de chapa e os progressistas concorrendo como vice, está totalmente sacramentada. De acordo com ele, “a resistência imposta por uma ou outra liderança não tem ressonância na base do PP”. Por óbvio que Zica se refere ao deputado federal Esperidião Amin (PP), que tenta construir um cenário em que possa ser candidato ao governo novamente. Na prática, Amin tem votos, mas não tem aliados.

Pesquisa que circulou nos bastidores da política catarinense no final de semana acendeu sinal de alerta no MDB. Partido deve ir para o tudo ou nada com o PSDB, buscando a composição de uma aliança que não deixe as duas siglas isoladas no pleito deste ano. Para atrair os tucanos para uma coligação, em princípio MDB deverá oferecer tudo e mais um pouco ao partido, a começar pela vaga de vice e uma de senador. A fora isto, Secretarias de Estado, cargos na Mesa Diretora da Assembleia, etc e tal. Sem Fundam 2, sem convênio com o Governo Federal e sem dinheiro em caixa, MDB está sem saída.

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