Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

12 de setembro de 2018 00:03

Rolando Christian Coelho, 12/09/2018

Deputado era a aposta do MDB para emplacar na Mesa Diretora, em substituição imediata ao PP de Sílvio Dreveck, mas Pavan acabou levando a melhor.


Apesar dos esforços, Mota não foi eleito vice-presidente da Assembleia / /

Presidente da Assembleia Legislativa, Silvio Dreveck (PP), promoveu ontem à tarde eleição para preencher a vaga de vice-presidente do parlamento catarinense. Nos últimos dias, o MDB, do governador Eduardo Moreira, promoveu uma intensa articulação para eleger um dos seus para o cargo, com foco no nome do deputado estadual Manoel Mota.
A vaga de vice-presidente estava aberta por conta do falecimento, mês passado, do presidente da Assembleia, Aldo Schneider (MDB). Em seu lugar assumiu o vice-presidente, Silvio Dreveck, criando, com isso, a necessidade de se eleger um novo vice.
Em princípio, o MDB queria que Dreveck renunciasse, cumprindo compromisso de eleger alguém do partido em substituição a Schneider. Diante da falta de diálogo para que isto fosse viabilizado, os emedebistas começaram a articular para que alguém do partido emplacasse ao menos como vice.
Não estivéssemos em um ano eleitoral, seria muito provável que o MDB emplacasse Mota até mesmo como presidente. O problema é que o pleito eleitoral deste ano colocou o PSD de Gelson Merisio, e o MDB de Moreira, que até pouco tempo eram aliados, em campos opostos. Por conta disto, o PSD e o PP passaram a orquestrar a eleição de Neodi Saretta, do PT, para a vice- presidência, já vislumbrando o apoio de seu partido a Merisio no segundo turno da eleição, caso isto se concretizasse e o PT não esteja lá.
Com um clima para lá de quente entre MDB, PSD e PP, a solução foi chegar a um consenso. Por conta disto, o deputado Leonel Pavan (PSDB), que, a exemplo de Mota, não concorre à reeleição, foi eleito o novo vice. Um pouco antes disto se concretizar, Manoel Mota retirou sua candidatura, viabilizando o consenso.

Notas

Apesar dos esforços do MDB para eleger Manoel Mota vice-presidente da Assembleia Legislativa, na eleição que aconteceu ontem, a tarefa era para lá de inglória. Dificilmente o parlamentar conseguiria alcançar mais do que 15 votos em uma disputa com alguém bancado pelo PSD, seis a menos do que o necessário para emplacar na Mesa Diretora. No fim das contas, a eleição de Leonel Pavan (PSDB) para a vice-presidência acabou sendo somente uma meia derrota para Mota. Se ele não levou, pelo menos nem PSD, nem PP e nem PT também levaram.

Cargos comissionados do PSD nas Agências de Desenvolvimento Regional estão vivendo tempos de intensa dualidade. Nas três ADRs do Sul catarinense há servidores indicados pelo partido. Ainda que o governo esteja nas mãos do MDB, os comissionados se mantém em suas funções, em grande parte, por conta da influência do ex-deputado estadual Júlio Garcia (PSD) junto ao governador Eduardo Moreira (MDB). O problema é que o pessoal do PSD, em maioria, está trabalhando pela candidatura de Gelson Merisio (PSD) ao governo. Mesmo Merisio que já disse que irá acabar com as ADRs caso seja eleito. Na prática, estão cavando a própria cova.

Candidato a deputado federal pelo Patriota, sargento Mariozam Pereira, promoveu ontem caminhada pelo centro de Sombrio, seu domicílio eleitoral, buscando um contato mais próximo com o eleitor. Na ocasião ouviu reivindicações e anotou sugestões da população com vista a uma possível atuação parlamentar. “A receptividade da população é excelente ao projeto que estamos engajados. Não há como negar que os eleitores estão cansados dos políticos de carreira, e muito dispostos a apostar em candidaturas renovadoras”, comentou o candidato.

Pesquisa divulgada ontem à noite pelo Ibope, que aponta Jair Bolsonaro (PSL) com 26% das intensões de voto, Ciro Gomes (PDT) com 11%, Marina (Rede) e Alckmin (PSDB) com 9%, e Fernando Haddad (PT) com 8%, está bem mais próxima da realidade do que a divulgada na segunda-feira pelo DataFolha, que dava números menores ao primeiro colocado e maiores aos seus principais concorrentes. Pela primeira vez, também, Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com qualquer adversário em um eventual segundo turno. A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-05221/2018, ouviu 2002 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro, com margem de erro de 2%.

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