Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

13 de março de 2018 00:37

Rolando Christian Coelho, 13/03/2018

Proliferação de candidatos será reflexo da falta de uma liderança forte, que congregue os interesses da maioria da Nação.


Campanha presidencial irá lembrar a de 1989

A quase total descrença do eleitor brasileiro em seus líderes políticos desencadeará um processo de proliferação de candidaturas presidenciais neste ano. Este processo, na verdade, é universal, e já constatado em diversos outros países democráticos. Basicamente, quando o Estado não dá mais conta de atender a todas as demandas que emanam da sociedade, acabam surgindo líderes para todos os gostos. Por conta disto, não será de se espantar caso acabe surgindo pelo menos uma dezena de presidenciáveis com reais chances de chegar ao Palácio do Planalto.

A lista, aliás, já está sendo configurada, e nela é possível se observar nomes como Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Fernando Haddad (PT), Álvaro Dias (Podemos), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Rodrigo Maia (DEM), Manuela Dávila (PCdoB), Guilherme Boulos (Psol), Henrique Meirelles (MDB), Paulo de Castro (PSC) e por ai a fora.

A exemplo destes, mais uma dúzia deverá se credenciar a entrar na disputa, como o gaivotense Américo de Souza, que está flertando com o PMB. Quantos de fato levarão o registro de sua candidatura adiante é uma incógnita, mas é muito provável que tenhamos entre dez e quinze candidatos renomados na disputa, o que lembrará muito o pleito presidencial de 1989, quando figuras como Lula da Silva (PT), Leonel Brizola (PDT), Mário Covas (PSDB), Ulysses Guimarães (PMDB), Aureliano Chaves (PFL), Paulo Maluf (PDS), Ronaldo Caiado (PSD), Afif Domingos (PL), Fernando Gabeira (PV), Enéas Carneiro (Prona), e o vencedor do certame, Collor de Mello (PRN), enfrentaram as urnas.

O ruim da história é que fatalmente a nova Presidência terá que ser pautada pela composição, para ter governabilidade. Já da para prever que será um governo de gregos e troianos. A não ser que seja gerido à moda Collor de Mello. Neste caso, podemos nos preparar para um novo impeachment.

 

Notas

Ainda que tenha se dito favorável ao rompimento com o MDB, diante do pleito de 2018, deputado estadual Gelson Merisio, que é pré-candidato ao governo pelo PSD, fez questão de ressaltar que a união dos dois partidos foi boa enquanto durou. Durante sabatina ocorrida em Araranguá na sexta-feira, Merisio diminuiu sensivelmente as clássicas críticas ao MDB. Resta saber se fez isto por estar na mesorregião de Eduardo Moreira (MDB), ou se quer deixar uma porta aberta com os emedebistas, caso não feche com PP e PSB.

 

Tribunal de Justiça de Santa Catarina começou a punir de forma mais severa postagem com cunho calunioso na internet. Dentre os casos está o de uma delegada que terá que ser indenizada em R$ 5 mil por ter sido caluniada pelo filho de uma presa. Expectativa é a de que se crie uma jurisprudência que sirva de base para os períodos eleitorais, onde a internet vira a Casa da Mãe Joana. Até 2016 o caluniador pagava uma cesta básica e ainda saindo rindo da cara do ofendido.

 

Citado pela Revista Veja como um dos parlamentares que menos segue orientação de seu partido, deputado federal Jorge Boeira (PP) diz que não se sente constrangido. De acordo com levantamento da Veja, Boeira vota em discordância com seu partido em 52% das votações. “Eu voto de acordo com minha consciência, que é fruto daquilo que ouço nas bases da sociedade. Não tenho como seguir o partido só porque a cúpula lá em cima fez este ou aquele acordo em troca sei lá do que”, comenta o deputado.

 

Deputado estadual Luiz Fernando Vampiro (MDB) deixará esta semana o comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura. Seu adjunto, Paulo França, ocupará sua pasta, cumulativa com a de presidente do Deinfra. Infelizmente Vampiro não deixará nenhuma saudade em nossa região. Ao logo de 14 meses frente a Secretaria não realizou nenhuma obra de relevância aqui no Extremo Sul. De quebra perdeu os recursos da Serra do Faxinal. Terá que ter coragem para pedir votos, por aqui, para seu projeto de reeleição.

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