Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

13 de setembro de 2018 00:42

Rolando Christian Coelho, 13/09/2018

Mauro Mariani foge de Henrique Meirelles, enquanto Merisio não quer encher a bola de Alckmin do PSDB, ao tempo em que PT tem dois presidenciáveis.


Falta sintonia entre candidatos daqui de baixo e os lá de cima / /

Nunca na história de Santa Catarina a falta de sintonia entre os candidatos a governador, e os candidatos a presidente da República, apoiados por seus partidos, foi tão grande. Mauro Mariani, candidato do MDB ao governo catarinense, tem feito questão de passar longe do presidenciável Henrique Meirelles (MDB). O MDB catarinense, aliás, está totalmente comprometido com a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), por conta do apoio dos tucanos à candidatura de Mariani.
Já o PSD de Gelson Merisio, que também disputa o governo, está se fazendo de morto quando o assunto é candidatura presidencial. Oficialmente, o partido está coligado com o PSDB de Alckmin. O problema é que trabalhar para Alckmin é o mesmo que trabalhar para o PSDB catarinense, que está aliado ao MDB, principal adversário do PSD neste momento.
O PT de Décio Lima, por sua vez, parece ter aceito, pelo menos oficialmente, a substituição da candidatura de Lula da Silva pela de Fernando Haddad à Presidência. O problema é que o partido ainda insiste na tese de que o caso de Lula deve ser revisto, mantendo ele como uma espécie de candidato fantasma, à sombra de Haddad. No fim, é como se o PT estivesse concorrendo com dois candidatos à Presidência.
Mas a situação ainda pode ficar pior. Diante da remota possibilidade de uma disputa entre Alckmin e Haddad no segundo turno presidencial, e de uma possível disputa entre Mariani e Merisio aqui no Estado, o PSD catarinense acabaria trabalhando para o candidato do PT, afim de receber o apoio de Décio Lima. Já o Progressista, que é aliado do PSD em nível estadual, trabalharia para o PSDB, já que a candidata a vice de Alckmin é a senadora Ana Amélia Lemos (PP).

Notas

Deputado estadual Manoel Mota (MDB) tem buscado amenizar frustração por não ter conseguido emplacar na vice-presidência da Assembleia Legislativa, em eleição realizada na terça-feira. Mota era o candidato do governo para o cargo, mas acabou abrindo mão desta pretensão em nome do consenso, que acabou convergindo para o nome de Leonel Pavan (PSDB). De acordo com o parlamentar, “o importante foi emplacar um deputado ligado ao governo na vaga”. Mota não deixa de ter razão. A oposição tinha votos para eleger quem quisesse, e acabou aceitando Pavan, que é filiado ao PSDB, partido aliado do MDB no pleito estadual deste ano.

Deputado estadual José Milton Scheffer (PP) foi salvo pelo gongo, no que diz respeito à candidatura de Leodegar Tiscoski (PP) a deputado federal. É que depois que o deputado federal Jorge Boeira (PP) desistiu de ir à reeleição, e passadas as articulações para que o ex-prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo (PP), disputasse em seu lugar, o nome que quase emplacou para representar os progressistas do Sul do Estado, na disputa pela Câmara Federal, foi o da presidente do partido em Nova Veneza, Ângela Ghislandi. Passadas todas as especulações, e consolidada a candidatura de Leodegar, Ângela declarou apoio aberto ao projeto de reeleição do deputado estadual Valmir Comim (PP). Na prática, a dobradinha oficial do PP no Sul seria Ângela e Comin, com reflexos diretos na base eleitoral de Zé Milton.

Mesmo com a conflituosa situação que envolve a candidatura do deputado federal João Rodrigues (PSD) à reeleição, ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini (PSD), que concorre à Assembleia Legislativa, diz que a parceria com ele continua. “Seguimos firmes em nossos projetos. A parceira está consolidada”, ressalta o ex-prefeito. Condenado a prisão por suposta improbidade administrativa, Rodrigues conseguiu liminar no Superior Tribunal de Justiça para ser solto, mas esta foi cassada pelo Supremo Tribunal Federal. Na prática, agora, ele tenta cassar a liminar que cassou a sua soltura.

Partidos tradicionais detêm metade das candidaturas a deputado estadual do Sul do Estado. O Progressista é o que tem o maior número. No total, são cinco candidatos distribuídos nas regiões da Amesc, Amrec e Amurel. Depois, empatados com quatro candidatos cada, estão o MDB e o PSDB. Com três candidatos à Assembleia cada um, aparecem o PSD e PT. Interessante observar que o PSL, que está praticamente surgindo no Sul do Estado com a eleição deste ano, por conta da figura de Jair Bolsonaro (PSL), tem também três candidatos a deputado estadual. As demais candidaturas estão fracionadas entre os mais diversos partidos, a exemplo de PSTU, PCO, Rede, PV, Podemos, DEM, e por ai a fora, cada qual com um ou dois candidatos a estadual no Sul catarinense.

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