Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

13 de dezembro de 2017 00:43

Rolando Christian Coelho, 13/12/2017

Presença do ex-presidente petista no pleito de 2018 é fundamental para que o Brasil fecha um ciclo político que se arrasta há anos.


Eleição sem Lula não seria justa – 

 

Tribunal Federal Regional da 4ª Região, situado em Porto Alegre, marcou julgamento do ex-presidente Lula da Silva (PT) para o dia 24 de janeiro. Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão, em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá. Se o TFR da 4ª Região confirmar a sentença de Moro, o ex-presidente fica, teoricamente, inelegível por oito anos e não poderá disputar a Presidência da República ano que vem.

Uma disputa presidencial sem Lula, a esta altura dos acontecimentos, no entanto, deixaria o processo eleitoral brasileiro totalmente capenga, e seria, até mesmo, um risco tremendo para nossa frágil democracia. É que o Brasil precisa passar por Lula, ganhando ele, ou perdendo. Lula faz parte do processo de amadurecimento político do país, assim como já o fizeram figuras como Leonel Brizola, Fernando Collor de Mello, João Goulat e até mesmo os presidentes militares, todos representantes das utopias de nosso inconsciente coletivo.

Tirar a oportunidade de Lula concorrer fará apenas com que seja perpetuado no Brasil a ideia de que o governo pode ser sim o pai de todos. A ideia de que o governo é que é o responsável pelo povo, e não o contrário. Quanto mais rápido passarmos por figuras como Lula, melhor, nem que para isto ele precise ficar o resto de sua vida no poder. Uma hora, no entanto, cairá a ficha da população, que se dará conta de que antes de distribuir riqueza, é preciso produzir riqueza, como se esmeraram em fazer os países verdadeiramente socialistas, a exemplo da China. Por lá, nenhum pão foi dividido antes do faminto merecer por ele. Nenhuma sala de aula foi aberta em uma vila, sem que antes os jovens daquela vila merecessem por ela.

No Brasil a esquerda criou a ilusão de que o patrão é o opressor e que o empregado é o oprimido, não levando em conta de que mais de 80% da economia nacional está alicerçada em pequenos e médios negócios, cujo capital de giro, muitas vezes, só existe por conta da conquista de linhas de crédito conseguidas junto a bancos, a juros extorsivos.

Em um novo mandato, por exemplo, Lula dificilmente iria dar crédito ilimitado a JBS Alimentos junto ao BNDES. Ao invés disto, como manda a lógica, distribuiria crédito a milhões de pequenos e médios investidores que de fato querem produzir riqueza para o país, gerando renda para a população, ao invés de alocar tudo na mão de um mau caráter com Joesley Batista. Se não fizesse isto já estaria ajudando o Brasil a se encontrar. Se fizesse novamente, estaria mostrando, definitivamente, o que um presidente de verdade não deve fazer no futuro.

 

Tranquilo

Ex-prefeito de Sombrio, José Antônio Tiscoski da Silva, o Professor Jusa (PP), diz que não irá recorrer mais da decisão do Tribunal de Contas do Estado, que serviu de base para que a Câmara de Vereadores de Sombrio rejeitasse suas contas relativas a 2012, o que o deixou inelegível por oito anos. Ao não conseguir fechar as contas da prefeitura daquele ano no azul, Jusa recebeu um parecer do TCE pela rejeição das suas contas, o que acabou sendo referendado pela Câmara Municipal. O ex-prefeito fez movimentos preliminares tentando anular a decisão do legislativo de forma judicial, mas, agora, decidiu deixar as águas rolarem. “Não pretendo disputar mais nenhuma eleição, então não tenho porque ficar correndo atrás de algo que já não tem sentido. Minha consciência está tranquila de que as contas não fecharam por causa da crise nacional, não por má gestão”, comenta o professor.

 

Muito bom

Presidente da Câmara Municipal de Sombrio, vereador Nego Gomes (PMDB), solicitou que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, em parceria com outras entidades, desencadeie campanha conscientizando as pessoas para a importância de não dar esmolas a pedintes na cidade. Situado as margens da BR 101, Sombrio é frequentemente visitado por esmoleiros, que, especialmente no centro da cidade, perambulam pelas ruas pedindo dinheiro e muitas vezes xingando ou ameaçando quem não contribui. Algumas ações neste sentido são até mesmo orquestradas, com pedintes chegando ao município de Vans, vindos de outras regiões, meramente com o objetivo de arrecadar dinheiro. Outros tantos já se acostaram pelas ruas mais centrais, alguns deles se dedicando a depredação do patrimônio público e privado. Trata-se, de fato, de uma situação para a qual se precisa dar um jeito, sob pena de Sombrio começar a perder seu encanto central.

 

Aprovado

Proposta do deputado estadual José Milton Scheffer (PP), que previa a isenção das taxas de inscrição de concursos públicos em Santa Catarina, para pessoas que sejam doadores de medula óssea, foi aprovada por unanimidade pelo plenário da Assembleia Legislativa. A proposta altera a redação da lei 10.567/97, que já beneficia com a isenção de taxas aquelas pessoas que são doadoras de sangue. Para se ter uma ideia, mesmo que todos os cinco milhões de catarinenses, acima de 18 anos, fossem doadores de medula óssea, ainda assim esta quantidade de pessoas não seria suficiente para que se achasse doadores compatíveis para as 63 pessoas que estão na fila a espera de um transplante medular em nosso Estado. Vale lembrar que, não obstante a qualquer benefício pessoal que se possa ter, ser doador de sangue, ou constar no banco de dados do Hemosc como doador de medula, pode salvar muitas vidas.

 

Sem consenso

Pesquisa eleitoral do Instituto Mapa, publicada em novembro por dezenas de jornais do Estado, e repercutida pelos veículos do sistema RIC/Record de comunicação, deixou deputado estadual, e presidente do PSDB catarinense, Marcos Vieira, de nariz torcido. Motivo: o parlamentar também queria ser incluído no rol dos pré-candidatos ao Governo do Estado. O único representante do PSDB na pesquisa foi o senador Paulo Bauer, que, aliás, se saiu muito bem, emplacando 29% das intenções de voto, meio ponto a menos do que Esperidião Amin (PP), que, em princípio, lidera o certame. O descontentamento de Vieira é sinal de que o céu não está à brigadeiro para Paulo Bauer dentro de seu partido. Ainda que desfrute de um incondicional prestígio no PSDB Nacional, para o qual foi eleito um dos seis vice-presidentes na convenção de sábado, e ainda seja líder do partido no Senado, Bauer está malhando em ferro semifrio no tucanato catarinense.

FRASE

“Nós seres humanos somos muito curiosos, e até mesmo estranhos. Observe que quando nos aceitamos como somos de verdade, começamos nosso processo de mudança interior. Na prática, aos nos conhecermos, não nos queremos nem para nós mesmos”.

Carl Rogers (1902/1987) – Psicólogo americano

CHARGE

 

 

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