Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

14 de novembro de 2018 00:30

Rolando Christian Coelho, 14/11/2018


Finalmente PT começa a reconhecer seus erros / /

Antes tarde do que nunca, já diz o velho adágio popular. No caso do PT, o reconhecimento de que o partido errou, e feio, ao conduzir o país nas gestões de Lula da Silva e Dilma Rousseff, vem sendo feito de forma extremamente tardia, mas, melhor do que nunca.
A primeira puxada de orelha, pública e notória da sigla, em nível nacional, foi feita pelo senador eleito pelo Ceará, Cid Gomes (PDT), irmão do presidenciável Ciro Gomes (PDT). Em meio a um encontro do PT, em plena campanha para Fernando Haddad (PT), Cid acusou o partido de aparelhar o Estado, de se cercar de incompetentes e, de quebra, chamou petistas que discordavam dele de babacas. Na semana seguinte, o cantor e compositor Mano Brown, famoso por seu ativismo de esquerda, disse na frente de toda a cúpula do PT nacional, o que incluía Fernando Haddad, que o partido havia envergonhado o Brasil, e que precisava reconhecer seus erros publicamente. Pressionado pelas circunstâncias, Haddad admitiu que o artista estava correto.
Nesta semana foi a vez de José Dirceu, em carne e osso, defender a tese de que o PT precisa fazer sua mea culpa. Pela primeira vez Dirceu admitiu que “o PT se desviou, se afastou das bases da sociedade”. Nada que tudo mundo já não saiba, com exceção, por óbvio, dos próprios petistas.
A retomada do poder pelo PT será demorada. Isto porque metade do apoio eleitoral do partido está vinculado a programas sociais, que serão mantidos, em grande parte, pelo novo governo, fazendo com que haja uma guinada de boa parte dos votos da esquerda, para a direita. Isto porque, pobre não tem ideologia. Pobre tem fome. Ainda assim, quanto mais a base petista demorar para se expor, e admitir seus erros, mais o partido demorará para se recompor. A única certeza é a de que, se não fizer isto, nunca mais se recomporá.

Notas

Tribunal Regional Eleitoral cassou ontem mandato do presidente da Câmara Municipal de Sombrio, Fabiano Pinho (PSDB). O processo de cassação é um desdobramento de um anterior, que já havia cassado outros cinco vereadores, sob a acusação de fraude eleitoral no pleito municipal de 2016. Basicamente, os vereadores são acusados de terem participado de um esquema que homologou candidaturas de mulheres à Câmara Municipal de forma, supostamente, fraudulenta, para cumprir requisitos legais. Os vereadores que já haviam sido cassados conseguiram suspender, temporariamente, o cumprimento da sentença. Agora, Fabiano Pinho deverá tentar trilhar pelo mesmo caminho.

Como, provavelmente, a partir de janeiro o governo catarinense, a exemplo do federal, deverá começar valorizar mais as questões ligadas à segurança pública, seria salutar que as polícias já começassem, desde já, a tomar algumas providências práticas em relação a esta questão. Neste sentido, a colocação de urnas para denúncias, ligadas a criminalidade, em locais estratégicos, constituiria uma contribuição significativa para que se comece a limpar o inço do gramado.

Brasil possui 30 milhões de aposentados e pensionistas. Deste total, 1 milhão são pessoas que estiveram ligadas ao poder público, e 29 milhões à iniciativa privada. Problema é que estes 1 milhão ligados ao poder público consomem 33% dos recursos da Previdência Social, enquanto os outros 29 milhões consomem os 67% restante. Definitivamente, está mais que provado que aumentar a idade da contribuição é só um detalhe na reforma da Previdência. Enquanto persistirem as aposentadorias de quinze, vinte, trinta mil reais por mês para certas categorias, não há quem dê volta neste problema.

Em contato com a imprensa, ex-vice-prefeito de Araranguá, Rodrigo Turatti (PSL), tem ressaltando que “trabalhos, em nível municipal, com vistas à 2020, devem começar logo após o verão”. De acordo com ele, o PSL araranguaense está francamente disposto a participar de uma chapa majoritária na disputa pelo executivo. Se esta disputa será na cabeça de chapa, com uma candidatura a vice, ou com chapa pura, “é uma questão de encaminhamento”, comenta Turatti.

Já é hora dos pequenos partidos começarem a redefinir seus rumos em nossa região. Das mais de 20 siglas que disputaram as eleições proporcionais de 2016, só 11 elegeram vereadores. Destas 11, cinco precisaram dos votos de legenda de outras siglas para conquistar vagas nas Câmaras Municipais. Com o fim das coligações proporcionais, isto significa dizer que, de cada quatro partidos, só um elegerá vereador em 2020. Por conta disto, afora MDB, Progressistas, PSD, PSDB, e, quem sabe, PT e PSL, só mesmo com muita sorte para emplacar um vereador em nossa região no próximo pleito municipal.

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