Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

14 de julho de 2017 00:44

Rolando Christian Coelho, 14/07/2017

Candidato do partido ao Governo do Estado, Gelson Merísio, dá a impressão de que está indo com muita sede ao pote, o que pode ser prejudicial para seu projeto com vistas a 2018.


PSD está indo para o tudo ou nada

 

Candidato declarado do PSD ao Governo do Estado, deputado Gelson Merísio está indo para o tudo ou nada, no que diz respeito ao projeto de viabilização de seu nome com vistas à 2018. As contundentes declarações dadas na tribuna da Assembleia Legislativa a favor da extinção das Agências de Desenvolvimento Regional têm afastado cada vez mais o parlamentar do PMDB, partido que hoje é aliado do PSD, e que foi o idealizador das ADR’s em 2003, a época chamadas de SDR’s.

Aliás, não é a primeira vez que Merísio bate de frente com os peemedebistas. Enquanto presidente da Assembleia, ele nunca se constrangeu em alfinetar publicamente o PMDB, batendo de frente com a cúpula do partido, deixando a entender que a presença dos peemedebistas no governo era incomoda, por ser, supostamente, apenas fisiológica.

Experiente, é claro que Merísio sempre fez isto de propósito. Na medida em que falava mal do PMDB, acabava ganhando a simpatia do PP, partido que acabou entrando no governo de Raimundo Colombo (PSD) por suas mãos. Na mesma linha, Merísio acabou cooptando olhares diferenciados por parte do PSDB, que hoje, em parte, apoiaria um projeto seu de chegar ao comando do governo.

Do ponto de vista da articulação política, no entanto, Gelson Merísio parece estar indo com muita sede ao pote. É que, se por um lado ele tem se afastado a passos largos do PMDB, por outro não tem nenhuma garantia de que PP e PSDB o apoiarão de fato, ainda que existam bons indícios em relação a isto.

Geralmente, em política, uma articulação de grande envergadura como esta se dá no sentido contrário. O PSD teria que se aproximar ao máximo do PMDB, fazendo com que PP e PSDB tentassem promover a desunião entre eles. Para romper com o PMDB, no entanto, o PSD exigiria uma aliança com progressistas e tucanos. Ao longo da história republicana, esta tem sido a regra do jogo político. Como se sabe, no entanto, toda regra possui exceções.

Neste sentido, o maior risco de Merísio é justamente o de ficar sem eira, nem beira, e de ter que acabar puxando a carroça de alguém. Ao bater no PMDB, o parlamentar já sabe que não será apoiado pelo partido. Do outro lado da moeda, nada impede que o PSDB banque uma candidatura ao governo, dando suporte a uma candidatura tucana à presidência. Nada impede, também, que o PSDB ofereça ao PP a vaga de candidato à vice, e a principal vaga de candidato ao Senado, deixando esta proposta tão ou mais atrativa quanto qualquer outra que o PSD possa oferecer aos progressistas.

O melhor caminho de Gelson Merísio, e do PSD, seria o da prudência. O caminho da manutenção do que está posto, para ganho de capital político com vistas à negociações futuras. O deputado está nitidamente afoito e, por conta disto, correndo o risco de atropelar sua própria história, levando consigo todo o PSD a bancarrota.

 

Negado

Vereador araranguaense Alexandre Pereira (PPS) teve negado, por parte do Tribunal Regional Eleitoral, pedido de anulação da sentença, em segunda instância, que cassou seu mandato, diante da acusação de abuso de poder econômico na eleição municipal do ano passado. O juiz do TRE, César Ruiz Abreu, não acatou argumentação do vereador, mantendo a decisão dada pelo plenário do próprio Tribunal. O passo seguinte, agora, é o da publicação do Acórdão da Decisão, o que obrigará Alexandre a deixar a Câmara de Vereadores, dando seu lugar ao suplente de sua coligação, Jorge Luiz Pereira (PMDB). Vale lembrar que o vereador cassado ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, conseguindo até mesmo, antes de um julgamento em terceira instância, uma liminar que o mantenha no mandato até a tramitação final de seu processo de cassação.

 

Trinta por cento

Pesquisa Data Folha, publicada pela Folha de São Paulo, da conta que ex-presidente Lula da Silva (PT) teria 30% das intenções de votos dos brasileiros com vistas à eleição presidencial do ano que vem. Interessante notar que nos mais diversos cenários prospectados pelo Data Folha, Lula teria entre 29% e 30%. Ainda que, num primeiro momento, ele não ultrapasse isto, também não cai. O candidato que mais se aproxima de Lula nos diversos cenários auferidos é Jair Bolsonaro (PSC), com 16%. Ele está na frente até mesmo de políticos do PSDB, como Geraldo Alckmin, que aparece com 8%, e João Dória Júnior, que tem 10%. Quem também aparece bem entre os prováveis candidatos é Marina Silva (Rede) com 15%. Dentre os nomes não tradicionais, o juiz Sérgio Moro aparece com 14% da preferência dos eleitores para ser presidente, e o ex-ministro Joaquim Barbosa com 11%. Nenhum dos dois possui filiação partidária, ainda.

 

Sem segurança

Empresa responsável pela reforma da ponte sobre o rio Caverá, no limite de Sombrio com Balneário Gaivota, precisa promover, de forma urgente, a segurança de pedestres e ciclistas que trafegam por ela. Com o início das obras, as muretas laterais da ponte foram retiradas, sem que nenhuma espécie de contenção provisória as substituísse. Por conta disto, há o eminente risco de que alguém possa cair no rio ao tentar atravessar a ponte a pé ou de bicicleta, especialmente à noite, já que o local tem uma iluminação totalmente deficitária. A colocação de tapumes de madeira seria a maneira mais prática de se resolver este problema de forma paliativa, até que as muretas de concreto sejam reconstruídas. Afora isto, é contar com a sorte, que geralmente joga contra as pessoas em situações escrachadas como esta.

 

Tá indo

Por incrível que pareça, obras concernentes a pavimentação da Serra da Rocinha, entre Timbé do Sul e a São José dos Ausentes (RS), estão indo de vento em popa. De acordo com técnicos do consórcio Setep/Ivaí/Sotepa, que está executando a obra, os serviços voltaram a se enquadrar dentro do cronograma de realizações depois que o Governo Federal regularizou os repasses financeiros necessários para os trabalhos. Até mesmo obras artesanais bastante complexas, como é o caso das que envolvem toda a estrutura para a construção de uma ponte sobre o rio Serra Velha, em meio a serra, estão em andamento. Como em se tratando de obras de grande porte no Brasil, todo cuidado é pouco, o Dnit determinou que uma equipe composta por profissionais ligados a área ambiental acompanhe par e passo a execução da pavimentação da Rocinha, o que pode evitar ações por parte da Justiça Federal que venha a interditar os trabalhos.

 
FRASE

“O Tribunal Superior Eleitoral proibiu que os programas humorísticos fizessem piadas com os políticos durante as campanhas eleitorais. O problema é que ele não proibiu com que os políticos fizessem piadas cotidianamente com povo”.

Eduardo Jorge (1949) – Médico e militante político do Partido Verde

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