Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

14 de novembro de 2017 00:03

Rolando Christian Coelho, 14/11/2017

Mais uma vez, quem deverá dar as cartas do pleito estadual serão aqueles partidos que orbitam os grandes.


Nada de PMDB e PP. Quem manda é PSD e PSDB

A composição e recomposição de coligações estaduais em Santa Catarina, sem um Norte definido, tem uma causa única: é que todos os partidos se acham donos da situação. Todos creem que depende deles o resultado final do escrutínio eleitoral.

O primeiro a se achar o tal em nosso Estado foi o então PFL, que ao romper com o PRP, ex-PSD e atual PP, em 1994, apoiando a candidatura ao governo de Paulo Afonso Vieira no segundo turno, acabou dando a vitória aos peemedebistas. Com o escândalo dos precatórios, em 1998 o PFL voltou a se aliar ao PP, que havia mudado sua nomenclatura de PRP para PRB.

Fenômeno eleitoral no pleito de 98, o governador eleito Esperidião Amin governou o Estado com altos índices de popularidade, e seria reeleito facilmente em 2002 não fossem dois pequenos detalhes: a debandada tanto do PSDB, que rompeu com ele e se aliou a Luiz Henrique da Silveira (PMDB) já no primeiro turno, quanto do PFL, que não indiciou o vice de Amin e liberou seus filiados para votarem em quem quisesse no segundo turno. É claro que este “quem quisesse” estava direcionado a Luiz Henrique. Não há dívidas de que se o PSDB e o PFL não tivessem rompido com Amin, ele teria vencido aquele pleito.

Com a manutenção da tríplice aliança formada por PMDB, PSDB e PFL não foi nada difícil para Luiz Henrique se reeleger em 2006. O problema do PMDB é que a esta altura os pefelistas já estavam se achando, e achando que em 2010 a vez caberia à agremiação. De fato eles estavam certos. Sistemáticas pesquisas apontavam que para aquela disputa governamental o melhor candidato seria Raimundo Colombo, então filiado ao DEM, legenda que substituiu o PFL. Ao PMDB havia duas soluções: apoiar Colombo ou lançar candidato próprio, correndo o risco de que o DEM se aliasse ao PP, levando consigo o PSDB. Luiz Henrique preferiu não correr risco nenhum, e instituiu oficialmente em nosso Estado a vez e a voz dos partidos que, em sua maioria, até então, só puxavam carroça.

Em 2014 foi a vez do PSDB se impor, bancando a candidatura do senador Paulo Bauer ao governo. Sem eira, nem beira, o PP acabou indo a reboque, na tentativa de evitar sua quarta derrota pessoal. O projeto não deu certo, e a dobradinha PSDB/PP acabou perdendo para PSD e PMDB, consolidando o poder dos “pequenos”. Observe que na aliança PSDB/PP, o partido mais forte concorreu como vice, a exemplo do que aconteceu na aliança PSD/PMDB.

O histórico da recente política catarinense sugere que 2018 seguirá o mesmo roteiro. No sábado, por exemplo, líderes do PSDB reafirmaram a intenção de lançar candidato ao governo, sob a alegação de que chegou a hora do partido governar Santa Catarina, “depois de eleger quatro governadores de outros partidos”. Por sua vez, com a caneta na mão, o PSD nem pensa em abandonar a ideia de ser cabeça de chapa na disputa do ano que vem. O grande problema dos grandes é que os “pequenos” conhecem seus potenciais, e mesmo que percam no primeiro turno, podem dar as cartas no segundo, mandando, de igual modo, no governo.

 

Diferença

A unidade do PP de Araranguá talvez seja a principal explicação para justificar a grande quantidade de vitórias obtidas pelo partido ao longo dos últimos anos no município. De 1996 para cá, os progressistas patrocinaram a vitória de cinco das seis conquistas obtidas na disputa pelo executivo municipal. No outro lado da moeda, o PMDB perdeu todas as seis. Em uma destas disputas quem ganhou foi o PT. Basicamente, quando se conversa com os líderes do PP, não se sente explicitamente neles uma oposição interna. Estes ou aqueles possuem pretensões pessoais, mas isto não faz com que se voltem uns contra os outros. Já no PMDB araranguaense a guerra interna é quase declarada. Com isto, o partido não passa confiança nem interna, nem externa, afastando aliados em potencial, que até almejam apoiar a sigla, mas não se sentem seguros em relação a isto.

 

Quase certo

Prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (PMDB), diz que quitação integral da folha de pagamento do funcionalismo municipal, referente ao mês de novembro, é quase certa. “Com os recursos que foram devolvidos pela Câmara Municipal, conseguimos fechar a folha de outubro, e isto nos deu fôlego para juntarmos tudo o que temos, e que teremos, para tentar quitar a folha de novembro”, comenta o prefeito. De acordo com ele, o pagamento integral ainda depende dos repasses a serem feitos pelos governos do Estado e federal, “mas mesmo que eles sejam muito ruins, as chances do pagamento integral são de 99%”, ressalta Zênio. O mesmo ânimo não acomete o prefeito no que diz respeito à folha de dezembro, assim como a segunda parcela do 13º salário do funcionalismo. “No que diz respeito a nossa gestão estamos focados meramente naquilo que é o essencial do essencial. Tudo está sendo feito para garantirmos o pagamento de todas as folhas de 2017. O problema é que estamos sempre da dependência dos repasses vindos de fora, e, por isto, o mês de dezembro ainda é um mistério”, comenta Zênio, se dizendo esperançoso de que os ventos possam mudar para melhor.

Estranho

Causou estranheza fato do PSDB de Araranguá não ter sido contemplado no diretório estadual do partido, que realizou sua convenção no último sábado, objetivando abarcar a maior quantidade possível de força políticas da sigla Estado à fora. Vale lembrar que os tucanos administraram Araranguá por duas vezes, através dos mandatos do ex-prefeito Primo Menegalli, hoje no PR. O diretório anterior contava com a presença do araranguaense Hélio Henrique Silva, que disse ter declinado do convite para continuar na cúpula da sigla. Por sua vez, o presidente do PSDB da Cidade das Avenidas, advogado André Alves, disse que o partido, em nível municipal, não recebeu nenhum convite para que um de seus membros participasse do diretório. Por conta disto, ressaltou que não fez questão de participar da convenção que foi realizada no final de semana.

 

Tudo parado

Clima em Morro Grande, depois do fechamento da Unidade da JBS Alimentos, não poderia ser pior. Resumo da análise é do prefeito do município, Valdo Rocha (PSD), que tem trabalhado na busca de alternativas para que a unidade fabril da empresa volte a ativa, através de um novo gestor. Cerca de 400 funcionários, o que corresponde a 13,5% da população do município, estão literalmente parados. “Por enquanto o pessoal está se mantendo através das verbas rescisórias e do seguro desemprego, mas isto é temporário, e depois ninguém sabe o que irá acontecer”, comenta o prefeito. Municípios com Timbé do Sul, Meleiro e Arroio do Silva também tinham muitos de seus moradores trabalhando na JBS Alimentos. “A partir do final do ano é que a coisa deve começar a ficar feia mesmo”, comenta Valdo Rocha. De acordo com ele, as tratativas para que uma nova empresa assuma a JBS não pararam. “Os entraves são muitos e de toda ordem, mas estamos tentando uma solução”, comenta. Enquanto a luz no fim do túnel não é acessa, a Unidade da JBS, que já chegou a empregar 1500 funcionários, continua de portas fechadas. Apenas 45 funcionários mantém suas atividades, no setor de produção de ração.

FRASE

“Eu sou presidente dos EUA, não presidente do mundo. Eu tenho que defender os interesses do meu país, e é claro que os outros vão reclamar disto. Cada um que defensa os interesses dos seus, e que pare de me criticar por estar cumprindo com meu dever”.

Donald Trump (1946) – Presidente dos Estados Unidos da América

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