Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

16 de agosto de 2018 00:26

Rolando Christian Coelho, 16/08/2018

Em havendo segundo turno em Santa Catarina, partido terá muita dificuldade em conquistar aliados para o projeto de Mauro Mariani.


MDB terá que ir para o tudo ou nada no primeiro turno / /

Em que pese o grande mérito de ter atraído o PSDB para sua coligação, o MDB catarinense acabou armando uma espécie de bomba relógio contra si próprio com vistas ao pleito de Outubro deste ano. É que, por conta da presença dos tucanos na chapa de Mauro Mariani, o candidato emedebista ao Governo do Estado ficou quase que na obrigação de ir para o tudo ou nada, já no primeiro turno do embate eleitoral. Isto porque, se houver um segundo turno, será inevitável a declaração de apoio do PT, de Décio Lima, e de outros candidatos de esquerda, à candidatura de Gelson Merisio (PSD), que é a que provavelmente rivalizará na segunda etapa da eleição com Mariani.
PSD, PP e seus aliados, apostam que chegarão fácil aos 35% dos votos dos eleitores catarinense. Do mesmo modo, apostam que o Décio Lima ultrapasse a casa dos 10%. Estes percentuais, somados às outras seis candidaturas nanicas, poderia chegar, sem estresse, aos 48, ou 49% dos votos válidos. É claro que Merisio quer, e precisa de mais: quer ganhar no primeiro turno, ou, no mínimo, chegar aos 40% de forma autônoma, passando para a segunda etapa da eleição.
Todavia, se a eleição for para o segundo turno, o MDB terá que se virar nos trinta, porque dificilmente conseguirá cooptar aliados. Por conta disto, o partido não irá poupar cartuchos até o 7 de outubro.

Notas

Prefeitura Municipal de Sombrio lançou edital de licitação para a concessão da exploração dos serviços de estacionamento rotativo na área central da cidade. As empresas interessadas em administrar o serviço deverão entregar suas propostas até do dia 19 de setembro. A abertura do envelopes acontece no dia seguinte. Basicamente, a prefeitura cederá a uma empresa o direito de explorar a cobrança das áreas de estacionamento do centro de Sombrio. Em contrapartida, a empresa terá que fazer a manutenção da sinalização vertical e horizontal da área explorada, e também repassar parte de seus lucros ao executivo.

Campanha de Ricardo Guidi (PSD) à federal sofrerá bastantes baixas no Sul do Estado, por conta do retorno do deputado João Rodrigues ao palco das eleições. Ao reverter sua situação de inelegibilidade no Superior Tribunal de Justiça, Rodrigues voltou a atrair para si dezenas de cabos eleitorais sulistas que já estavam irmanados ao projeto de Ricardo. Por conta de sua atuação no comando da Secretaria de Estado da Agricultura, à época da gestão de Raimundo Colombo (PSD), João Rodrigues tem muitos seguidos no meio rural, que, por falta de opção dentro do PSD, haviam se irmanado a Guidi. Vários prefeitos e vereadores do PSD, que tem dívidas políticas com Rodrigues, e que estavam fechados com Ricardo Guidi, agora irão reavaliar posicionamento.

Deputado José Milton Scheffer (PP) comemorou a entrada do ex-deputado federal Leodegar Tiscoski (PP) no certame eleitoral deste ano. Para Zé Milton, o histórico de Leodegar no partido fará com que a velha guarda progressista entre com tudo em campo, no pleito deste ano. “A dobradinha Leodegar federal, Zé Milton estadual, soa muito bem na base do partido”, comenta empolgado o parlamentar. A título de curiosidade, Zé Milton e Leodegar são primos em terceiro grau. O casal composto por Manoel Francisco Scheffer e Ana Maria Raupp é bisavô de ambos.

Família Mota, pela primeira vez, está dividida em uma campanha eleitoral. Enquanto o suplente de deputado estadual Manoel Mota (MDB) trabalhará pela eleição de Volnei Weber (MDB) ao parlamento catarinense, seu filho, Marco Antônio Mota (MDB), irá trabalhar pela candidatura de Walter Gallina ao mesmo cargo. Gallina é um dos caciques do MDB catarinense. Recentemente se notabilizou frente ao comando da Casan. Já Weber é ex-prefeito de São Ludgero e disputará pela primeira vez a Assembleia Legislativa. Aqui no Extremo Sul, no entanto, não haverá confronto entre Mota pai, e Mota filho. Marco Mota ajudará na campanha de Gallina em outras regiões do Estado.

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