Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

16 de outubro de 2018 00:37

Rolando Christian Coelho, 16/10/2018

Candidato do PT já trabalhou no mercado financeiro e, mesmo no poder público, atuou diretamente em pastas ligadas à finanças e planejamento.


A bela Ferrari de Haddad só surpreende quem não o conhece

Tem repercutido muito nas redes sociais cena de vídeo que mostra o presidenciável Fernando Haddad (PT) chegando ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em uma Ferrari amarela. De imediato, a oposição já tratou em se desdobrar criticando Haddad, e insinuando, até mesmo, que a tal preciosidade poderia ser fruto de alguma tramoia sua enquanto gestor do município de São Paulo.
Bom, em princípio, ninguém nem sabe se a tal Ferrari é mesmo de Haddad. Ainda que fosse, provavelmente ele teria dinheiro para pagá-la. É que, ao contrário do que se pensa, Haddad está longe de ser o mero professor que os marqueteiros do PT insistem em esculpir.
O fato é que o presidenciável é expert em finanças. Entre 2001 e 2003 ele chegou a ser analista de investimentos do Unibanco, uma das principais instituições financeiras do país ligada ao capital privado. A experiência, aliás, o levou a ser convidado para ser subsecretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo, na gestão de Marta Suplicy, assim como Ministro do Planejamento no governo Lula da Siva (PT). Nesta função, aliás, Haddad criou o programa de Parcerias Público-Privadas, o famoso PPP’s, que objetiva atrair capital privado para a implantação de projetos do setor público. Muitas rodovias com a cobrança de pedágios, Brasil à fora, foram implantadas através deste programa.
Como se vê, Haddad nunca teve problemas com a iniciativa privada, nem com o trato com dinheiro, a exemplo de sua candidata a vice, Manoela Dávila (PCdoB), que adora passar férias nos Estados Unidos.

Notas

Diante da hecatombe eleitoral que acometeu o MDB estadual, e regional, lideranças proeminentes do partido já começaram a prospectar novos horizontes para a sigla no Extremo Sul. Com o deputado estadual Manoel Mota fora do páreo, e diante das baixas votações alcançadas pelos deputados Luiz Fernando Vampiro e Ada de Luca em nossa região, no último dia 7, os olhares têm convergido para a figura do prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (MDB), que começou a ser instigado a disputar a Assembleia Legislativa em 2022.

Fantasma dos pedágios voltou a rondar nossa região. Na próxima quinta-feira, 18, acontecerá uma audiência pública, em Criciúma, para discutir a implantação de praças de pedágio na BR 101, entre Paulo Lopes e São João do Sul. Em princípio, nos planos da Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, estão previstas duas praças de pedágio em nossa região. Uma em Maracajá e outra em São João do Sul. Hoje, às 16h, na sede da Amesc, em Araranguá, acontecerá uma reunião com os prefeitos do Extremo Sul para discutir uma posição conjunta da região a respeito deste tema. Quem imaginava que o assunto havia morrido depois do corridão que os técnicos do Ministério dos Transportes haviam levado, ano passado, em São João do Sul, enganou-se.

Pesquisa BTG Pactual, divulgada ontem, aponta Jair Bolsonaro (PSL) com 59% das intenções dos votos válidos no segundo turno, contra 41% de Fernando Haddad (PT). A pesquisa foi realizada com dois mil eleitores, nos dias 13 e 14 deste mês, com margem de erro de 2% e nível de confiança de 95%. Ela está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07950/2018. Persistida esta margem, Bolsonaro deverá ganhar a Presidência com uma diferença de 20 milhões de votos.

MDB catarinense está começando a ver, na candidatura governamental de Comandante Moisés (PSL), a grande chance de retornar ao cenário político estadual por cima, em 2019. Lideranças emedebistas, com quem tenho conversado, enfatizam que, em caso de vitória do candidato do PSL, o governo ficaria totalmente aberto, já que seu partido não teria mão de obra qualificada suficiente para preencher as centenas de vagas de cargos comissionados da estrutura governamental. Mais que isto. Se forem somados os nove votos dos deputados eleitos pela dobradinha MDB/PSDB, mais seis eleitos pelo PSL, aliados a três do PR e dois do PDT, Moisés já teria, de saída, metade da Assembleia Legislativa a seu favor. Provavelmente chegaria aos dois terços com facilidade.

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