Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

13 de novembro de 2017 00:40

Rolando Christian Coelho

Deputado disse que PP não pode se empolgar com pesquisas que apontam líderes do partido como preferenciais: "Precisamos participar de uma aliança ampla", comentou.


Zé Milton manda recado para Amin

 

Durante convenção municipal do PP de Araranguá, que elegeu o vereador Jacinto Dassoler como presidente da sigla, e o ex-presidente José Hilson Sasso como vice, ocorrida no sábado, deputado estadual José Milton Scheffer (PP) mandou uma indireta homérica para o deputado federal Esperidião Amin, pretenso candidato ao governo do Estado pelo ninho progressista. Ao elogiar a presença de líderes de outros partidos na convenção do PP, Zé Milton ressaltou que “a união das siglas com um propósito comum é o que representa de forma legítima os anseios da sociedade”, Na sequência de sua fala, Zé Milton não se constrangeu em dizer que o “PP catarinense tem conversado abertamente com outros partidos, como o PSD, PSB e PDT, visando uma ampla coligação em 2018”. Para deixar ainda mais explícita sua opinião em relação à eleição estadual do ano que vem, o deputado sombriense enfatizou que “de nada adianta termos um candidato, ou uma candidata, que lidere as pesquisas neste momento, se lá na frente este projeto não tiver o apoio de outras siglas que o viabilize”.

No resumo da ópera, Zé Milton só faltou dizer que Esperidião Amin não deve se empolgar com as pesquisas que o colocam com 30% das intensões de voto para o governo, pois o PP quer mais é se coligar com o PSD, compondo, em última instância, como vice, ano que vem.

Para rechear ainda mais seu ponto de vista, o deputado lembrou que a falta de um amplo leque de alianças levou o PP a ser derrotado nas últimas quatro eleições estaduais. “Nós sempre arrancamos bem, pois temos bons candidatos e um partido estruturado. No entanto, não podemos nos empolgar com o momento. Precisamos sim, focar na sequência da campanha, e esta sequência nos diz que para sairmos vitoriosos precisamos estar unidos a fortes aliados”, concluiu.

De fato este é o grande paradigma do PP catarinense. Personalidades como Esperidião Amin figuram sempre bem nas pesquisas para o governo, a exemplo de sua esposa, Ângela Amin. O problema é que a fama de centralizador de Esperidião acaba afastando possíveis aliados, que, por óbvio, em troca de apoio querem espaço em um eventual governo. Como estes têm a quase certeza de que o espaço não virá, o apoio também não vem.

Representando, por certo, vários outros caciques do PP, Zé Milton, que lidera a bancada do partido na Assembleia Legislativa, já tenta neutralizar em sua fala as manifestações de empolgação da base progressista. Tenta fazer ver, que de nada adianta estar na frente, se não tiver pernas para chegar até o final da corrida. Finalmente parece ter caído a ficha do PP estadual.

 

Prates fora

Jornalista Luiz Carlos Prates agradeceu, mas recusou o convite do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ), para que fosse candidato ao Senado por Santa Catarina. Em um comunicado, Prates se disse lisonjeado com a lembrança, mas ressaltou que os compromissos da profissão o impediam de assumir a lide política. Em 2013 eu fiz uma viagem internacional com Prates, e, à época, o questionei se ele nunca tinha pensado em seu candidato a algum cargo público. Na ocasião ele me disse que não se imaginava fora da área da comunicação. “Acho que nasci para ser jornalista, não político. Tenho certeza que já estou contribuindo para que a sociedade seja um pouco melhor”, resumiu. Pelas manifestações nas redes sociais, Luiz Carlos Prates deixou de ser senador. A maioria absoluta dos que opinaram a respeito do tema endossaram apoio a possível candidatura.

 

Jacinto e Sasso

Depois de quatro mandatos, José Hilson Sasso deixou o comando do PP araranguaense, mas se manteve na executiva da sigla, como vice-presidente. Quem timonará os progressistas nos próximos dois anos na Cidade das Avenidas será o vereador Jacinto Dassoler, que, na atualidade, é o vereador com o maior número de mandatos consecutivos, sem suplência, em nossa região. Dassoler foi eleito vereador pela primeira vez em 1996 e desde então permanece no legislativo araranguaense. O recorde anterior era do vereador passotorrense, Ênio Luiz Silveira (PSD), que se elegeu de 1992 a 2012, mas acabou na suplência em 2016. Em posse ocorrida no CTG Galpão de Estância, no sábado, Jacinto Dassoler e José Hilson Sasso reafirmaram o objetivo de trabalhar pela organização e crescimento do partido, endossando total apoio a administração do prefeito Mariano Mazzuco Neto (PP). “Temos nomes, trabalho e partido para administramos Araranguá por vinte anos, de cabeça erguida”, comentou Dassoler em seu discurso de posse.

 

Convenção tucana

PSDB catarinense reelegeu deputado estadual Marcos Vieira como seu presidente, em convenção ocorrida no sábado, em São José, na Grande Florianópolis. Com um diretório amplo, total e irrestrito, os tucanos contemplaram praticamente todas as principais lideranças de expressão da sigla em nível estadual e regional. Aqui do Extremo Sul Catarinense, foram eleitos para o diretório principal o prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, e o presidente da Fesporte, o sombriense Erivaldo Nunes Caetano Júnior, o Vadinho. Dentre os que foram eleitos suplentes do diretório, figura o prefeito de Praia Grande, Henrique Maciel. Já o vice-prefeito de Meleiro, Rogildo Bordgnon, foi eleito como membro suplente da delegação que irá escolher o candidato ao PSDB à Presidência da República ano que vem. Estranhou o fato de ninguém de Araranguá ser contemplado no comando catarinense tucano.

 

Tá difícil

Apresentador Luciano Huck já foi procurado por um rosário de partidos que lhe ofereceram filiação para disputar a Presidência da República ano que vem. Aparecendo com 5% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais, e com grande potencial de crescimento, Huck é um puxador nato de votos para as chapas proporcionais de qualquer partido. Em princípio, o apresentador tem recusado todos os convites, e enfatizado que prefere se filiar a uma sigla que não esteja envolvida na Lava Jato. Se de fato esta afirmativa não for piada, só resta a Luciano fundar um partido para ele, ou se filiar a alguma sigla como o PCO, que deve ter meia dúzia de vereadores no Brasil. Do restante, não sobram nem gregos, nem troianos, para apontar o dedo para quem quer que seja. Na seara do tangível, ele está bem próximo do PPS, que ficou órfão de um líder nacional desde que Ciro Gomes deixou o partido para se filiar ao PDT. Com aquela cara e jeito de sacristão, Luciano Huck encaixaria muito bem no Rede Sustentabilidade. O problema é convencer Marina Silva de que o tempo dela já passou.

FRASE

“A democracia não é um paraíso, por conta disto não estranha que muitos se voltem contra ela. É preciso observar, no entanto, que a democracia é o que nos protege de chegarmos ao inferno político”.

Leandro Karnal (1963) – Filósofo e historiador brasileiro

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