Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

17 de setembro de 2018 00:43

Rolando Christian Coelho, 17/09/2018

Candidato do PSDB não poderá contar com votos que fatalmente se desiludiriam com Jair Bolsonaro ao longo do primeiro turno.


Facada atingiu mais Alckmin do que o próprio Bolsonaro / /

Estivesse em campanha normal, é muito provável que Jair Bolsonaro não tivesse ultrapassado ainda a casa dos 22% nas pesquisas de opinião pública, ao contrário de seus atuais 26%. É provável também que Geraldo Alckmin (PSDB), que é quem mais se aproxima dele nas questões de ordem ideológicas, fosse cooptando, de grão em grão, os pontos necessários para chegar ao segundo turno.
O problema de Alckmin, e de seus honoráveis aliados, é que em meio a estratégia para tentar chegar ao segundo turno da eleição presidencial, eis que um maluco esfaqueia Bolsonaro, o conduzindo, definitivamente, a um patamar bem superior do que o de seus adversários diretos. Para azar de Alckmin, muito pior que a condução, foi a consolidação de Bolsonoro, que, independente do resultado das eleições, já está santificado pelos seus seguidores.
A estratégia de Geraldo Alckmin era a de se colocar como uma alternativa mais centrada do que Bolsonaro para encaminhar as demandas da direita brasileira, principalmente aquelas de cunho moral e ligadas aos interesses de capital. Todavia, a parcela de eleitores que poderiam sair de Bolsonaro para Alckmin, principalmente por conta da campanha eleitoral em rádio e televisão, dificilmente abandonará o Capitão.
Com os votos de Lula divididos entre Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), Alckmin vai ter que tirar leite e pedra. Solução vai ser rezar para que candidatos como Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo), Álvaro Dias (Pode) e Cabo Daciolo (Patri) seja esquecidos por seus simpatizantes, e que estes convirjam para o voto útil no candidato do PSDB. Rezar também para que Haddad, Ciro e Marina se mantenham estáveis, porque qualquer um que caia só fortalecerá o outro deste grupo, contra os interesses de Alckmin, que precisa ultrapassá-los para chegar ao segundo turno com Bolsonaro.

Notas

Campanha de Mauro Mariani (MDB) ao Governo do Estado parece que continua sendo feita por alienígenas. Não há sintonia entre a base da sociedade e o que está sendo veiculado nos programas eleitorais. O marketing de Gelson Merisio, que postula o governo pelo PSD, funciona de forma escancaradamente melhor. Há tempo para mudanças, mas elas precisam ser emergenciais. Imagem de Mariani está sendo vendida como a de um burocrata, distante da base social. Já Merisio está tendo um discurso sintonizado com o povão.

Organização da campanha de Evandro Scaini (PSD) à Assembleia Legislativa promoverá na próxima quinta-feira, à tarde, uma sabatina com a imprensa regional. Objetivo é reunir Evandro e jornalistas da região, para que ele seja interpelado sobre temas ligados à administração pública, como saúde, educação, segurança pública, mobilidade urbana e assuntos afins. Tudo será gravado de forma televisiva, para ser editado como um programa de entrevista, a ser divulgado nas redes sociais. Projeto é da Aspekto Comunicação, que está assessorando o candidato. Criatividade, aliás, que está faltando na absoluta maioria das campanhas da região.

Prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (MDB), abraçou de vez campanha de Ronaldo Benedet (MDB) a federal, e de Luiz Fernando Vampiro (MDB) a estadual. Em que pese as candidaturas dos sombrienses Leodegar Tiscoski (PP) a federal e José Milton Scheffer (PP) a estadual, adversário diretos do MDB, o grupo de Zênio pretende emplacar uma votação histórica para Benedet e Vampiro no município. “Falar de números e precipitado, mas queremos retribuir a altura o que os dois trouxeram de benefícios para Sombrio nos últimos anos”, comenta o prefeito.

Acidentes aéreos têm batido na porta dos líderes do PSD catarinense. Em novembro de 2016 o deputado estadual Gelson Merisio, hoje candidato do partido ao Governo do Estado, só não morreu no acidente que vitimou o time de futebol da Chapecoense porque decidiu, na última hora, pegar outro voo. Seu nome estava até mesmo na lista de passageiros mortos. No sábado, 15, outro líder do PSD escapou por pouco de um acidente aéreo fatal. Pouco depois de ser deixado em Florianópolis, por um táxi aéreo, o ex-deputado estadual Júlio Garcia, que é candidato à Assembleia Legislativa, soube que o avião que o trouxera havia caído na região de Chapecó, matando o piloto que o conduzira.

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