Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

20 de abril de 2017 00:12

Rolando Christian Coelho, 20/04/2017

O fato é que, a bem da sociedade, nada justifica a defesa de corruptos, sejam eles do PT, do PSDB ou de quaisquer outros partidos.


Defender os corruptos é insano

 

 

Desde que a Operação Lava Jato foi iniciada, o Brasil se dividiu entre aqueles que defendem sistematicamente os governos petistas e aqueles que são contrários a eles. A discussão política, em si, ficou relegada a um segundo plano, e a administração pública parece ter se transformado em um Grenal, com torcedores cegos de ambos os lados.

A divulgação do envolvimento de políticos da alta cúpula do PSDB em atos de corrupção, antes só atribuídos ao PT e aos seus aliados mais próximos, parece ter democratizado a culpa, mas, ainda assim, a cegueira persiste. O velho Grenal político continuar suplantando a lógica e a razão.

O fato é que, a bem da sociedade, nada justifica a defesa de corruptos, sejam eles do PT, do PSDB ou de quaisquer outros partidos. Cansei de ouvir petistas defendendo o ex-presidente Lula, não obstante a todas as evidências que o ligam aos atos de corrupção praticados na Petrobrás. Ao invés de se centrarem na discussão ligada a corrupção em si, estes se dedicam a defender os governos de Lula ressaltando suas realizações na área da educação, habitação e no crescimento econômico do país. Isso é mais ou menos como dizer que, ao colocar comida na mesa, um pai de família passa a ter direito de bater nos filhos.

Neste prisma, vale ressaltar que muito pouco diferencia o PSDB do PT. A diferença, aliás, só está no montante financeiro que foi objeto de corrupção. E o montante, à época do PSDB, só foi menor porque o Brasil não tinha tanto dinheiro como na época do PT. A jogatina patrocinada pelos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com o Congresso Nacional eram exatamente as mesmas endossadas pelos governos de Lula e de Dilma Rousseff (PT). Aliás, o modus operandi é o mesmo desde o governo de José Sarney (PMDB). Só não funcionou assim durante a Era Collor de Mello, e, não à toa, ele foi cassado. Não que Collor seja santo. Em Brasília o que se comenta até hoje é que Collor queria roubar só para ele, sem dividir com os outros.

Defender políticos corruptos é algo que beira a insanidade. É totalmente injustificado, por maior que seja nossa afinidade ideológica que se tenha com eles. A corrupção é, de longe, a maior culpada pelo atraso de qualquer país. É através dela que se esvaem os preciosos recursos que poderiam ser utilizados nos setores estratégicos para o desenvolvimento de qualquer nação, como a educação, o saneamento básico e o fomento direto ao crescimento econômico.

Pior ainda são aqueles que defendem os corruptos por conta do recebimento de algum benefício direto, como o Bolsa Família ou o ingresso em uma faculdade gratuita. Isto é simplesmente um atestado de colaboração corruptiva. É quase como alguém que, mesmo sabendo que a mercadoria é roubada, ainda assim a compra porque está levando alguma vantagem naquela negociação.

 

Versão de Colombo

Governador Raimundo Colombo (PSD) se manifestou pela primeira vez, pessoalmente, a respeito da acusação de ter recebido dinheiro ilícito da Odebrecht para campanhas eleitorais. Ele admitiu encontros com executivos da empreiteira, mas negou que isto tenha ocorrido visando a obtenção de recursos para suas campanhas. Ressaltou que encontros entre um governador de Estado e grandes empresas como a Odebrecht são comuns e acontecem cotidianamente. Colombo também rechaçou as informações dos delatores dando conta de que ele teria se comprometido em privatizar a Casan em troca do recebimento de recursos para suas campanhas. Chegou a admitir que estava nos planos do governo a privatização da estatal, mas através de um grande leilão público via Bolsa de Valores, o que atrairia empresas do mundo todo para o certame. “Não há como carimbar o vencedor da privatização de uma empresa como a Casan. Isto chega a soar a ingenuidade”, comentou.

 

 

Só Silêncio

Depois de ter anunciado que não instalariam mais um posto de pedágio no Km 458 da BR 101, em São João do Sul, técnicos da ANTT, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, simplesmente não mantiveram mais nenhum tipo de contato com os líderes políticos de nossa região. “Assim como chegaram, sumiram”, resume o prefeito de São João do Sul, Moacir Teixeira (PSD). De acordo com ele, depois da audiência pública realizada em seu município, no dia 24 de março, representantes da ANTT ligaram comunicando que o posto de pedágio não seria mais instalado em nossa região. “Falaram isto, disseram que provavelmente ele ficaria em Torres (RS) e nada mais. Não houve nenhum tipo de comunicado oficial por parte do Ministério dos Transportes ou do Dnit, mas acredito que o assunto já esteja encerrado”, comenta o prefeito. A boa notícia para nossa região é que, caso o pedágio fique mesmo em Torres, um outro posto só poderá ser instalado nas proximidades de Tubarão. “Acho que nos livramos bonito desta encrenca”, comenta o prefeito.

 

 

Desviando atenção

Sem o apoio mínimo necessário para aprovar o projeto de Reforma da Previdência que está tramitando no Congresso Nacional, governo de Michel Temer continua retalhando o texto original. Neste sentido, não tem se constrangido em manter no projeto vários benefícios que, segundo o próprio governo, seriam os principais responsáveis por ter, supostamente, quebrado o INSS. A bem da verdade, o que se comenta em Brasília é que Temer só continua insistindo em manter a Reforma em pauta para desviar a atenção do grande público no que diz respeito a seu envolvimento com as investigações da Lava Jato. Em tese, muito melhor ser criticado por intransigência e frieza, do que por corrupção ativa. A grande dúvida é saber até quando o sistema previdenciário irá desviar a atenção da população em relação a Michel Temer. Tão logo este assunto desapareça, com certeza começará o inferno astral do presidente, que já foi citado uma dezena de vezes na Lava Jato.

 

Trabalhando

Prefeito de Passo de Torres, Jonas Souza (PMDB), está em Brasília tentando alocar recursos para a construção de uma sede para o Cras, o Centro de Referência em Assistência Social do município. O prédio onde funciona o órgão é alugado, o que suscitou sua iniciativa. “Quanto mais nós pudermos evitar o pagamento de aluguel, melhor para o executivo”, comenta o prefeito, que também pretende ir atrás de recursos para resolver outras situações similares como esta. Jonas também aproveitou sua ida a capital federal para manter contatos visando a fixação da barra do rio Mampituba. “Este é um projeto que vamos dar atenção especial em nosso mandato. Pelo trabalho que já realizamos nestes primeiros meses frente à prefeitura, acredito que iremos conseguir reunir todas as condições para que os órgãos competentes executem o projeto”, enfatiza. Ex-vereador, o prefeito diz estar satisfeito com o trabalho que sua equipe vem realizando. “Estamos indo bem. Com o apoio que estamos recebendo do legislativo acredito que nosso governo será muito exitoso”, ressalta.

 

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