Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

22 de agosto de 2017 00:27

Rolando Christian Coelho, 22/08/2017

Ano que quem deputado estadual Silvio Dreveck, que é aliado de Gelson Merísio (PSD), comandará o PP no lugar de Esperidião Amin.


PP “se entrega” ao PSD durante convenção

 

Partido Progressista jogou a toalha, ontem, em Florianópolis, durante convenção para escolha de seu comando, no que diz respeito a eleição estadual do ano que vem. Candidato natural à reeleição, presidente do PP, deputado federal Esperidião Amin, foi convencido a aceitar uma composição que o deixará somente até o próximo dia 31 de janeiro no comando do partido. A partir de então, quem presidirá a sigla será o deputado estadual Silvio Dreveck, o que praticamente sacramenta o apoio do PP a candidatura do deputado estadual Gelson Merísio (PSD) ao Governo do Estado.

Amin era a última voz do PP a defender a tese de candidatura própria do partido ao governo. Vinha fazendo isto de forma subliminar, mas durante o final de semana que passou engrossou seu discurso, deixando a entender, até mesmo, que o PSD não era um partido em que se pudesse confiar plenamente, quando o assunto são composições políticas. Ressaltando isto, enfatizou que o PP deveria se preparar, talvez, para concorrer com candidato próprio ao governo, já que políticos do PSD vinham manifestando a intenção de compor com o PMDB.

As afirmações de Amin acabaram ensejando uma série de reações por parte de várias lideranças progressistas. A primeira delas foi o desencadeamento de uma articulação que visava eleger Silvio Dreveck presidente da sigla, no lugar de Esperidião. Com a tensão dentro da cúpula progressista aumentando, foi negociado um meio termo. Por ele, ficou acordado que Amin comandará o PP até o dia 31 de janeiro, com Dreveck assumindo o comando da sigla a partir de então. Foi o mesmo que dizer que Amin não estará à frente do PP durante as tratativas que visarão as coligações diante de 2018.

Como se sabe, Silvio Dreveck é aliado incondicional de Merísio, e fatalmente trabalhará para que PP e PSD estejam unidos ano que vem. Não obstante a isto, mesmo sob a presidência de Amin, os líderes progressistas fizeram aprovar uma moção de apoio a candidatura do PSD ano que vem, algo sem precedentes na recente história da política catarinense.

Diante dos fatos, parece não haver mais dúvidas em relação a posição do PP diante de 2018. A grande questão agora é saber se o PSD levará mesmo seu projeto de candidatura própria até o final. Isto, na verdade, não depende nem mesmo de Merísio. Tais desdobramentos estão totalmente ligados a fatos relacionados, por exemplo, a operações federais como a Lava Jato, ou as delações dos executivos de grandes empresas como a JBS e a Odebrecht. Caso Merísio, que já foi citado como beneficiário de caixa 2 seja esquecido, o mar estará mais do que calmo para ele possa navegar em direção ao Palácio Santa Catarina. No entanto, se a tempestade se abater, o PSD terá dificuldades até mesmo de se encaixar como vice de alguma grande sigla.

 

 

 R$ 20 milhões

Prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (PMDB), diz que a partir do final de 2017 sua administração começará a realizar uma série de obras estruturais no município, cujo montante alcançará investimentos na ordem de R$ 20 milhões . “Temos uma série de demandas que terão prioridade, como é o caso da total revitalização da avenida Antônio Sant´ Helena, a pavimentação asfáltica da rua Caetano Lummertz, e as pavimentações das ruas Pedro Coelho e João José Coelho, todas vias públicas de grande relevância”, comenta o prefeito.  A administração de Zênio também tem trabalhado no projeto de revitalização do prédio da atual rodoviária de Sombrio, que a partir de agosto de 2018 funcionará em outro local. “Toda aquela área será objeto de um grande projeto de urbanização, que valorize nossa cidade”, comenta Zênio, fazendo mistério sobre os detalhes de sua futura iniciativa.

 

Problemão

Prefeitura de Morro Grande deverá receber R$ 120 a menos, todos os meses, em 2018, por conta da queda na produção de um abatedouro de aves da JBS que está sediado no município. A esta queda, há de se somar o estrago no caixa da empresa que foi feito depois das delações dos irmãos Batista, donos da empresa, que é a maior do gênero no mundo. De acordo com analistas do mercado agropecuário, as chances de que a JBS quebre de vez são muito maiores do que as dela sair do buraco em que se meteu. No que diz respeito a Morro Grande, já hoje o passivo social é enorme. “Não damos conta de atender tanta gente no setor da saúde e da educação. Sem o retorno dos impostos que vínhamos tendo, não sei como conseguiremos dar volta nesta situação”, comenta o prefeito Valdo Rocha (PSD).  Grande parte da assistência a que se refere o prefeito é dada a trabalhadores da JBS que se mudaram para Morro Grande nos últimos anos a procura de emprego.

 

Sem mudanças

Sem consenso para votar, dentro do projeto de Reforma Política, o artigo que dispõe sobre a criação de um Fundo, no valor de R$ 3,6 bilhões, para bancar as campanhas eleitorais, deputados começam a vislumbrar a possibilidade do retorno das doações empresariais para bancar as eleições.  As duas alternativas são bem simples: ou se cria o Fundo, tirando dinheiro da boca dos brasileiros para sustentar políticos, ou se permite que empresas doem dinheiro para políticos, para que depois estes trabalhem em favor dos interesses de empresários, que naturalmente tirarão dinheiro da boca dos brasileiros, como fizerem  JBS, OAS, Odebrecht e tantas outras corporações. No fim, as questões de ordem moral e ética são as que menos interessam. A questão, mesmo, é meramente achar um jeito menos desgastante junto a opinião pública de manter o status quo daqueles que dão as cartas do jogo político.

 

Se batendo

Quem imagina que o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) havia desistido de tentar emplacar o prefeito de Joinville, Udo Dohler (PMDB), como candidato ao Governo do Estado ano que vem está enganado. Nos últimos dias, depois de muito tempo de espera, Moreira afirmou que o deputado federal Mauro Mariani “é o candidato natural do PMDB para a disputa sucessória de Raimundo Colombo (PSD)”. Passados os primeiros reflexos da declaração, no entanto, o líder peemedebista começou, internamente, a falar novamente sobre a possibilidade de Udo Dohler concorrer ao governo, caso Mariani não decole. A fala vem sendo repassada a líderes do PMDB do Sul do Estado, principalmente pelos ligados ao gabinete do deputado estadual, e atual Secretário de Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro (PMDB), afilhado político de Moreira.

 

FRASE 

“A oposição vive dizendo que eu estou na política só para beneficiar meus amigos. Eles estão certos. Não conheço nenhum louco que passaria esse trabalho todo para beneficiar inimigos”.

Antônio Carlos Magalhães (1930/2005) – Ex-governador e senador baiano

 

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