Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

24 de abril de 2018 00:55

Rolando Christian Coelho 24/04/2018

Estratégia tucana visa "matar no cansaço" possíveis aliados, que precisam do PSDB para tentar assegurar a vitória em 2018.


Bauer quer forçar PP/PSD a indicar seu candidato a vice  /  /

 

Em que pese as pressões vindas de todos os lados, a estratégia de Paulo Bauer, e por consequência do PSDB, seu partido, parece bem clara. O tucano mantém o firme propósito de bancar sua candidatura ao governo catarinense, mesmo que com chapa pura para todas as vagas da majoritária, e ainda que com uma frágil coligação proporcional.

Em princípio, mantida esta linha, Paulo Bauer e o PSDB só têm a ganhar. É que, diante da conjuntura estadual, os tucanos acabaram se transformando na noiva mais cobiçada da política catarinense. Se o PSDB coligar com PP e PSD, desequilibra totalmente a corrida sucessória e praticamente assegura a vitória deste grupo, ainda no primeiro turno. Se a coligação for com o MDB, a briga com PP e PSD fica para lá de equilibrada, e qualquer aposta quanto a quem venceria soa como mera especulação.

Não à toa PP/PSD e MDB têm feito propostas mil aos tucanos. Até agora já ofereceram de tudo. Só não ofereceram o que o PSDB de fato quer: a cabeça de chapa na disputa pelo governo.

Em princípio, o PSDB pretende matar todos os seus possíveis aliados no cansaço. Paulo Bauer, em especial, sabe que o MDB não abrirá mão de ter seu candidato a governador. Já a dupla PP/PSD, para assegurar a vitória, pode fazer isto. Sendo assim, no mínimo, o PSDB já tem assegurada uma candidatura a vice-governador na chapa do MDB, mais uma ao Senado, e ainda a mesma condição junto a PP/PSD, com a possibilidade de receber o apoio dos dois partidos para o embate governamental deste ano.

Na prática, o PSDB só tem que esperar. A sigla tem mais de três meses para decidir seu futuro, que muito provavelmente não será o de lançamento de uma candidatura própria, pois isto mataria com as candidaturas proporcionais. Nos próximos cem dias, a tendência é que se abra uma conversação próxima com o MDB, de modo a ameaçar progressistas e pessedistas, os forçando a ceder a cabeça de chapa. Não dando certo lá, coliga-se como vice do MDB aqui. Mais isto, lá nos acréscimos do segundo tempo.

 

Notas

 

PSL do Sul do Estado já está alinhando os nomes do partido que irão disputar o pleito eleitoral deste ano. Em princípio, o ex-vice-prefeito de Araranguá, Rodrigo Turatti, deverá concorrer como candidato a deputado estadual. Ele faria dobradinha com o vereador criciumense Daniel Freitas, que pretende disputar o cargo de deputado federal. O também vereador Lucas Esmeraldino, de Tubarão, deve concorrer ao Senado.

 

Assistente Social Santina Izé, que concorreu à Prefeitura de Meleiro em 2016 pelo PSD, confirmou sua filiação no PDT, com abono da ficha partidária pelo deputado estadual Rodrigo Minotto e pelo presidente honra estadual do partido, Manoel Dias, que deverá concorrer a deputado federal. A saída de Santina do PSD se deu por conta do sentimento de ter sido abandonada pela sigla depois da derrota na disputa pelo executivo.

 

Ontem publiquei nota dando conta de que dos 20 candidatos à Presidência da República, apenas 5 não respondem a processos. Neste sentido, vale ressaltar que o campeão de ações judiciais é Ciro Gomes (PDT), que responde, neste momento, a nada menos que 70 processos, a maioria por danos morais. Há ainda aqueles casos inusitados, como o de Guilherme Boulos (Psol), que responde a um único processo, por ter batido com seu carro em uma moto.

 

Assessoria de imprensa do ex-governador Raimundo Colombo (PSD) não concorda com nota publicada ontem na coluna, dando conta de que ele teria feito uma gestão de poucas realizações no Estado. A assessoria enviou um relatório detalhado, enfatizando as principais obras realizadas por Colombo ao longo de seus governos, ressaltando que o mesmo teve a constante preocupação de manter o equilíbrio fiscal do Estado, o que, por si só, já seria um grande feito.

 

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