Educação     11 de outubro de 2017 12:00
Autor: Aline Bauer
Sombrio

Café na Roça reúne escolas


Teve comida com gostinho de casa de avó, música, histórias… Um grande Café da Roça uniu alunos e professores das escolas Sanga da Toca III, localizada na comunidade de Santa Fé, escola Campo D’Água, na comunidade de mesmo nome, Fioravante Minatto, que fica na Garuva e Antônio Stuart, que sediou o encontro, no bairro Retiro da União. Todas as entidades são da rede municipal de Sombrio. No ginásio da Antônio Stuart, os alunos se sentaram para assistir uma contação de histórias, além de apresentar danças e músicas. No final, um grande café foi compartilhado por todos. “Os pais colaboraram muito, mandaram os pratos típicos, para dar visibilidade ao café na roça antigo. As escolas se organizaram para apresentar e nós nos preparamos para isso. Estamos muito felizes”, contou Jairo Roberto Guimarães, diretor da escola anfitriã. Segundo ele, o planejamento do encontro começou já no início do ano, e surgiu depois que as escolas do Campo D’Água e Santa Fé promoveram um evento parecido. “Eu tinha muito esse desejo de sediar esse momento entre escolas do campo. Nunca tínhamos realizado isso e no planejamento eu expressei essa vontade”, comentou. O objetivo era a interação não apenas entre os estudantes, mas também com os professores que, na rotina complicada das aulas, não conseguem muitas vezes conversar entre si, como numa boa confraternização no interior. Além disso, preservar aquilo que as escolas do campo possuem de diferente também faz parte do Café na Roça. “Ainda há a essência do campo nas escolas do interior, as famílias mais próximas, o lugar é mais tranquilo, as crianças ouvem mais, há a preocupação em educar os filhos nos moldes do campo. Isso é muito bacana”, completou o professor. Em uma conversa à beira da mesa, bem no estilo rural de ser, os diretores já decidiram que no ano que vem, quem recebe o Café na Roça é a escola Fioravante Minatto.

Jadna Clarice Ferraz Mateus, professora na escola Sanga da Toca III

“Queríamos fazer uma tarde como se fosse um café na roça, sentados em mantas, se apresentando. Eles ficaram bem felizes. Na nossa realidade de escola de campo, se a gente não se integra, nos tornamos escolas isoladas, e nós somos escolas do campo. Essa troca com outras escolas dá a eles uma visão mais ampla. É um momento de aprendizado mútuo, e eles veem crianças de outros lugares, outras realidades”

Maria Rosane Fernandes, professora na escola Campo d’Água

“É uma socialização entre os alunos das escolas do campo, que tem espaço para conhecer gente nova, apresentar trabalhos. A cultura da escola do campo é um pouquinho diferente”

Aldinéia Raupp, diretora da escola Fioravante Minatto

“Assim que nos convidaram, prontamente aceitamos. É importante essa integração, trazendo as crianças, nós todas escolas do campo… Ficamos felizes e a iniciativa é muito interessante. Se vermos que dará certo, no ano que vem repetiremos com certeza”

 

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