Religião     1 de novembro de 2018 09:00
Araranguá

Dia de Finados em Araranguá terá homenagem ao “Menino Santo”

Muitas pessoas agradecem e realizam pedidos para Clemenceau da Cunha Henriques, popularmente conhecido como "Menino Santo"


Dois de novembro é o dia dedicado a homenagens póstumas e orações pelos entes queridos. Neste ano, a data de Finados recai em uma sexta-feira, por isso várias pessoas já planejaram antecipadamente sua agenda para o “feriadão”.

Em Araranguá, uma das capelas mais visitadas fica situada no Cemitério Cruz das Almas, no Bairro Urussanguinha. Lá, cristãos de diferentes faixas-etárias e oriundos de diversas cidades fazem reverência aos familiares e amigos falecidos. Muitas destas pessoas agradecem e realizam pedidos para Clemenceau da Cunha Henriques, popularmente conhecido como “Menino Santo”.

A tradição, mantida de geração em geração, a cada ano conquista novos adeptos. Todos os anos, o religioso e escritor Vâner Luiz Batista de Carvalho, o Vaninho, organiza uma programação especial junto ao jazigo de Clemenceau. Segundo ele, no dia 2 de novembro, sexta-feira, a partir das 9 horas, haverá cantoria, oração e coquetel de confraternização, em honra às graças alcançadas e em memória ao Menino Santo. “O araranguaense Alisson Januária fará acompanhamento com seu violão, enquanto o cantor Cardeal (que em décadas passadas fazia dupla com Cardosinho) vai apresentar o hino em homenagem ao Clemenceau”, antecipa.

Em 2011, na Câmara de Vereadores, Clemenceau da Cunha Henriques, recebeu o título de Cidadão Araranguaense “in Memorian”.

Clemenceau (26 de junho de 1930 – 20 de novembro de 1934) perdeu a vida precocemente, ainda aos quatro anos de idade, quando caiu da balsa que fazia a travessia entre a comunidade da Barranca e o Centro do município, sob as águas do Rio Araranguá. O incidente, na época, foi uma tragédia que causou comoção popular. O garoto era filho o filho mais novo da araranguaense Otília da Cunha Henriques e de João Gentil. O casal teve cinco filhos.

Depois de um tempo, começaram boatos de que o menino intercedia por milagres. Isso, inclusive, inspirou Vaninho Batista a fazer pesquisas sobre o assunto. Ele lançou o livro “O Menino Santo”. Sua obra possui depoimentos, documentos e imagens do episódio.

O tema teve gigantesca repercussão. Uma das consequências disso é que anualmente ocorre uma celebração especial junto ao jazigo do Menino Santo. No local e em seu entorno, são depositadas balas, chupetas, brinquedos e roupas de recém-nascido em forma de agradecimento pelas graças alcançadas. O próprio Vaninho, conhecido como Mensageiro do Menino Jesus, zela pela preservação da capela. Ele, inclusive, viabilizou a edificação e implantação de uma estátua do Menino Santo.

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