Agricultura

30/06/2018 08:00

Setor da mandioca busca qualificação

Indústrias dedicam-se a produção de rosca e comercializando tapioca pronta para consumo entre outras variedades, que podem ser produzidas com a mandioca


A Epagri fez na semana passada um dia de campo sobre comparativo de variedades de mandioca, na propriedade de João Paulo Teixeira, na localidade de Querência, em São João do Sul.
Na segunda quinzena de setembro do ano passado, foram plantadas oito variedades, agora testadas em peso, produtividade e quantidade de amido. O projeto que trata do cultivo de mandioca em manejo racional do solo foi coordenado pelo extensionista rural da Epagri de São João, João Armando e seus colegas pesquisadores de Urussanga, como Alexander Moreto.
O resultado foi considerado positivo, e uma das cultivares atingiu a estimativa de 34 toneladas por hectare. Além de agricultores, a exposição do estudo foi assistida pelo prefeito de São João do Sul Moacir Teixeira, pelo vereador de Sombrio Nego Gomes e pelo presidente da Associação das Indústrias Processadoras de Mandioca e Derivados (AIMSC) Gilvan Simão de Carvalho. Eles apoiam a qualificação do setor, que pode proporcionar maior renda para as famílias rurais.
Gilvan lembra a caminhada de organização que teve início em 2003, quando os produtores de polvilho enfrentaram uma crise devido às exigências da legislação ambiental. Com o tempo, estes problemas foram sendo superados, mas outros surgiram, desta vez atrelados as questões sanitárias. Travou-se uma nova luta até a adequação das indústrias, quase toda vencida. “Agora estamos entrando em uma terceira etapa, da comercialização, o marketing do setor, que ainda tem muito a crescer”, disse Gilvan.
Na semana passada, a associação apresentou seus produtos no Centro de Eventos de Florianópolis, para colocá-los na campanha institucional do governo do estado Compre de SC. “Hoje o setor está com uma visão de planejamento de longo prazo”, afirmou o presidente da AIMSC.
Apesar de pouco reconhecida economicamente, a cadeia produtiva da mandioca movimenta bastante a economia regional. Tem indústria dedicando-se a produção de rosca e outros quitutes, outras comercializando tapioca pronta para consumo e mais algumas variedades.
A Associação das Indústrias Processadoras de Mandioca e Derivados do Extremo-Sul Catarinense tem 30 integrantes, 16 fazem polvilho e o restante, farinha. Cada empresa gera em média dez empregos diretos, e outros 50 indiretos. É por essa importância, que o vereador Nego Gomes tem se empenhado na ajuda a alavancar os negócios envolvendo o cultivo, a industrialização e a venda do produto derivado da mandioca. “Temos apoiado esse trabalho pela importância que o setor tem para a região”, disse.


26/06/2018 14:00

Mulheres de Morro Grande recebem curso de panificação

Evento aconteceu por meio de uma parceria entre Epagri e Administração Municipal


Na quinta-feira, dia 21, aconteceu o Curso de Panificação com Produtos da Agricultura Familiar em Morro Grande. O evento aconteceu por meio de uma parceria entre Epagri e Administração Municipal, por intermédio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cras.
A extensionista social da Epagri de Araranguá, Marinesa Freitas, foi até o município de Morro Grande passar sua experiência com produtos nutritivos e típicos da agricultura familiar, para um grupo de mulheres interessadas em trabalhar com esses ingredientes. Foram trabalhadas receitas como pão de aipim, pão de ora-pro-nóbis, cuca de moranga, palitos de polvilho e biscoito de amendoim.
O curso tem como objetivo o aproveitamento de produtos da agricultura familiar e geração de renda, através da venda dos panificados na propriedade rural ou até mesmo em feiras temáticas da agricultura familiar da região.


24/06/2018 08:00

Agronegócio responde por 63% das exportações de SC

Os produtos de origem animal são o grande destaque da pauta de exportações de Santa Catarina


Santa Catarina é o Estado do agronegócio. Com cadeias produtivas organizadas e uma preocupação constante com a qualidade, Santa Catarina fatura alto com as exportações de produtos de origem animal e vegetal. Em 2018, as vendas internacionais de carnes, grãos e madeira já geraram receitas que passam de US$ 2 bilhões – 63% do total das exportações catarinenses.
Os produtos de origem animal são o grande destaque da pauta de exportações de Santa Catarina. O Estado está entre os maiores produtores e exportadores nacionais de carne suína e de frango – resultado de um status sanitário diferenciado do restante do país.
Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o agronegócio tem um papel decisivo na economia de Santa Catarina, contribuindo para o crescimento do PIB e fortalecendo os pequenos municípios do Estado. “O agronegócio continua sendo o principal gerador de divisas nas exportações de Santa Catarina. Nosso estado tem uma vocação econômica ligada ao agronegócio, focado principalmente no mercado internacional, devido à qualidade dos produtos e à sanidade dos nossos rebanhos”, destacou.
Os embarques de carnes, animais vivos e ovos respondem por 30% das vendas internacionais do estado e por 49% do que o agronegócio exporta. Nos cinco primeiros meses de 2018, esse setor trouxe rendimentos de mais de US$ 1 bilhão – sendo US$ 207,3 milhões em maio.

Produtos de Origem Vegetal
Santa Catarina é também um grande exportador de grãos, frutas, tabaco e derivados. As vendas de produtos de origem vegetal – principalmente soja, tabaco e maçã – geraram um faturamento de US$ 511,2 milhões em 2018.

Produtos Florestais
As exportações de produtos florestais já são 10,6% maiores em 2018. O setor contempla madeira, móveis de madeira, papel e celulose e, de janeiro a maio deste ano, Santa Catarina recebeu US$ 562,5 milhões pelos embarques desses produtos.


18/06/2018 16:00

Epagri discute rastreabilidade

Evento está acontecendo hoje


A Epagri realiza nesta segunda-feira, dia 18, um encontro com agricultores de Sombrio, Ermo e Santa Rosa do Sul para tratar de um assunto ainda pouco conhecido, mas que está ganhando espaço nas discussões do setor. A rastreabilidade dos produtos agrícolas vai se tornar obrigatória em Santa Catarina, e um funcionário da Cidasc estará presente à reunião hoje em Sombrio para explicar como se dá esse processo.
A engenheira agrônoma e extensionista da Epagri, Miriele de Oliveira Almeida, diz que será abordada também a questão da comercialização. “Por isso é importante que todo agricultor participe. Ali ele vai encontrar pessoas que produzem o mesmo que ele, e pode ser que os dois juntos consigam atender determinado mercado, que um sozinho não supre”, contou Miriele.
Está sendo feito um convite especial ainda às famílias rurais que estão fazendo a transição do cultivo tradicional para o orgânico. A demanda pela produção de alimentos sem o uso de agrotóxicos não para de crescer, e se tornou uma boa alternativa para muitos produtores. “O consumidor muitas vezes está disposto a pagar mais por esse produto, desde que tenha confiança”, acrescentou Miriele. É aí que entram a rastreabilidade e a organização para entrar no mercado dois assuntos em pauta no encontro que acontece nesta segunda-feira, às 14 horas, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Campanha do milho
A Epagri está fazendo neste momento a divulgação do plantio de milho, grão que Santa Catarina consome muito, devido a produção de aves, e que importa muito também. Boa parte do que é utilizado no Estado, vem de fora do país.
Segundo o técnico agrícola da Epagri de Sombrio, Sandoval Miguel Ferreira, o município possui aproximadamente 1300 hectares plantados com milho, quase todo ele voltado à manutenção da propriedade, com a confecção de silagem, por exemplo. Dependendo do objetivo, alimentar o gado ou seres humanos, é possível ter duas safras ao ano, uma delas começando agora em agosto.
A Epagri possui três variedades de milho, nenhuma delas transgênica, que são comercializadas, e que permitem depois que o agricultor faça sua própria semente. A procura por elas vem aumentando nos últimos três anos e os interessados podem fazer o pedido nos escritórios da Epagri até o dia 15 de julho, ao custo de R$80,00 a saca de 10 quilos.

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