Agricultura

07/10/2018 08:00

Agricultor garante grandes resultados com gado leiteiro e reprodução bovina

Tecnologia no campo


Das terras encharcadas para arroz, ao pasto baixo, ideal para alimentar o gado. Esta foi uma das mudanças no trabalho de Agnaldo Lazarin, agricultor em Jacinto Machado, associado da Cooperja. Ele e a esposa Marisane sempre cultivaram arroz e chegaram a plantar entre terras próprias e arrendadas, 120 hectares (ha). O gado leiteiro era apenas para consumo da família, onde tinham duas ou três vacas cuidadas especialmente por Marisane. O trato com estes animais sempre foi visto como bons olhos pelo casal, que resolveu investir na pecuária. “Há 6 anos e meio, diminuímos para 50 ha de arroz cultivados próximo a nossa casa e paramos de plantar nas terras mais longe. Gostamos de trabalhar com criação, sem contar que precisamos de menos mão de obra para o serviço. E o que era apenas para consumo, se transformou em outra renda familiar”, explicou Lazarin.

No total, a propriedade conta com 56 vacas em todos os estágios: prenha, novilhas e bezerras, sendo 26 lactando. São 40 litros de leite/dia, uma média alta para a região. Ressalta-se que a qualidade do rebanho, reflete na qualidade do produto. Por isso, o agricultor investe em bons animais, alimentação balanceada, manejo de pastagem e outros detalhes importantes para o resultado final.

Para a alimentação dos animais, Lazarin faz um manejo de pastagem eficiente e ração Dom Joaquim para bezerra, novilhas, pré-partos e, lactação. Afinal, na propriedade é feito o ciclo completo com bezerras, novilhas e vacas. “Acredito que seja melhor priorizar a qualidade e não a quantidade de vacas. O interessante é ter menos animais e estes serem, mais produtivos”, declarou o produtor que deseja chegar até 40 vacas lactando no máximo.

Lazarin é um empresário rural. Entende do serviço, estuda, faz gestão da propriedade e busca conhecimento e especializações. Sabe todos os custos, pesquisa preços e não mede esforços para adquirir equipamentos e medicamentos de alta qualidade, sempre com os pés bem calçados no chão. “Aprendi em um curso da Epagri que para termos sucesso na área, temos que investir em pasto, começar a trabalhar e fazer com que o negócio caminhe por si. Jamais já iniciar com empréstimos e grandes estruturas”, comentou.

 

 

Destaque em reprodução animal bovina

O casal começou a se interessar por genética e procurara cursos para se especializar em inseminação artificial. As primeiras vacas de Lazarin e Marisane eram compostas (cruzadas) e aos poucos migraram apenas para holandesas. Hoje eles se destacam na região. O trabalho também é dividido, a esposa cuida do descongelamento, arrumando tudo para que ele faça a inseminação. Por sua vez, o marido realiza a higienização nas vacas e insemina. Há cada 60 dias o vendedor passa para carregar o botijão de nitrogênio. Segundo o veterinário, Lazarin realiza o manejo de vacinas reprodutivas, o que é muito importante, garantindo a saúde reprodutiva dos animais.

Muitas pessoas pedem para que Lazarin faça a inseminação em seus rebanhos, mas ele prefere se dedicar a sua propriedade. “Envolve muito tempo e assim eu posso dar atenção total para a minha criação”, explicou.

 

 

Cooperja agroacelera e apoia produtores com projeto leiteiro

Tendo em vista o mercado em ascensão e atendendo a pedidos de associados, a Cooperja iniciou uma conversa sobre o tema com produtores de gado leiteiro da região. Foram realizadas duas reuniões onde produtores e Cooperativa expuseram suas demandas, para encontrarem soluções conjuntas. A Cooperja não receberia o produto in natura, apenas seria o elo de garantia dos produtores em relação aos compradores. Lazarin faz parte deste grupo. “A região de Jacinto Machado tem poucos produtores. Acredito que com o projeto da Cooperativa este número aumente. Eu pretendo participar. A Cooperja está sempre presente em nossas vidas. Sempre ofereceu produtos e medicamentos de qualidade nas Lojas. Agora com a assessoria do departamento técnico da Cooperativa, melhorou ainda mais. Com o projeto nos teremos profissionais para olhar animal por animal, detalhadamente. Se eu pudesse, trabalharia só com a Cooperja. Porque além de ser associado e este é meu dever, penso que a Cooperativa é a melhor opção de negócio para todos os segmentos que eu trabalho”, afirmou o agroprodutor.


11/09/2018 14:50

Cultivo de azevém na arrozeira é opção para alimento de gado

Azevém foi debatido em evento organizado pela Epagri, em parceria com a Cooperja e a Fecoagro


No último dia do mês de agosto, produtores da comunidade de Serra da Pedra, Jacinto Machado e proximidades, se reuniram na propriedade de Adelor José Paulo, associado da Cooperja, para discutir o cultivo de azevém na arrozeira. O evento foi organizado pela Epagri, em parceria com a Cooperja e a Fecoagro.
Na oportunidade, os palestrantes faram sobre o trabalho de integração lavoura e pecuária, com o detalhamento do estudo de caso do seu Adelor, que plantou azevém na cancha de arroz para alimentar o rebanho de gado leiteiro. Foram apresentados os resultados obtidos a partir deste trabalho, seus benefícios e as dificuldades encontradas. Assim como todo o potencial do azevém e as funções de cada elemento químico: Nitrogênio (N), para perfilar; Fósforo (P), para a raiz e; Potássio (K), para encher o grão e aumentar o metabolismo da planta.
Os colaboradores da Epagri falaram sobre a importância de realizar o preparo antecipado do solo e do aumento da produção leiteira e em decorrência, o aumento da lucratividade. O representante da Fecoagro também comentou estes pontos e acrescentou que é necessário fazer o manejo de pastagem correto, inclusive com adubação. Com boa pastagem, o animal retorna em leite e carne.
Já o representante da Cooperja explicou a função do departamento técnico da Cooperja, e como este pode colaborar com os agricultores. Falou ainda sobre os animais em relação ao pasto que consomem; a influência desta na reprodução, doenças e produção de leite.
O evento foi, com certeza, uma fonte de conhecimento para produtores de gado leiteiro. Quem participa de Dias de Campo, treinamentos e atividades desta natureza estão um passo à frente dos concorrentes. Terão maior lucratividade e melhor aproveitamento da propriedade.


08/09/2018 16:00

O assunto é… agricultura familiar


A Epagri tem incentivado a organização e adaptação às normas legais, dos produtores rurais da região. Palestras, encontros, discussões e oficinas auxiliam os agricultores em momentos que muitas vezes são de transição. Um desses momentos deve começou em agosto, com o sistema de rastreabilidade dos produtos agrícolas.
O gerente regional da Epagri, engenheiro agrônomo Reginaldo Ghelere tem acompanhado de perto os preparativos para esta e outras mudanças. Ele conversou com o Jornal Correio do Sul e com a Rádio 93.3 FM.

Acompanhe a conversa:

– A rastreabilidade dos produtos agrícolas não é um tema tão novo assim, mas não deixa de ser uma novidade para muitos pequenos agricultores da região, não é?
Reginaldo: Não tenha dúvida. Com a necessidade de se rastrear todos os produtos agrícolas de Santa Catarina, orientamos os produtores sobre como proceder. Cada produto que sai da lavoura até a gôndola do supermercado, é rastreado. Se tiver algum problema, vai se saber quem o causou. O que se pretende é que o agricultor produza bem e o consumidor tenha segurança naquilo que está consumindo.

– Estes problemas a que o senhor se refere, normalmente estão relacionados ao uso irregular de agrotóxico?
Reginaldo: Isso mesmo. Pode acontecer de o agricultor não estar bem informado e usar um produto que não é permitido naquela cultura ou uma dosagem acima do permitido. Mas isso, nossos colegas da Epagri, da Cidasc e das cooperativas podem dar a orientação correta sobre as normas vigentes.

– A Epagri também tem tratado de mercado.
Reginaldo: Sim, temos um grupo bom em Sombrio e da região dedicado à agricultura orgânica e que estão se organizando de forma conjunta para comercializar seus produtos.

– Os dois assuntos estão interligados, não é. Pois daqui para frente, para serem comercializados os produtos precisam atender exigências como a da rastreabilidade.

Reginaldo: Não tem dúvida. A Epagri é uma empresa de pesquisa e extensão rural, na qual a extensão rural é feita com capacitação e ficamos felizes por que as pessoas atendem nossos convites e vêm buscar informação.

– O senhor deve conhecer o programa institucional do governo do estado Compre de SC. É importante que a população conheça e valorize o que é produzido na sua região.
Reginaldo: Bem isso, devemos valorizar o que está próximo de nós. Às vezes é um amigo, um vizinho, primeiro devemos procurar adquirir dessas pessoas mais próximas, depois da região e do estado. Isso faz com que o recurso fique na comunidade. E é bom conhecer quem está produzindo. Se cada consumidor tivesse oportunidade de visitar um agricultor de quem ele compra, valorizaria ainda mais o produto que ele está consumindo.
A produção agrícola é difícil, tem a chuva, o granizo, o trabalho árduo, e quando um consumidor visita um agricultor, ele passa a ver o produto de forma diferenciada e lhe dá mais valor. Se possível, valorize o produto local e faça uma visita aos agricultores da região.


30/06/2018 08:00

Setor da mandioca busca qualificação

Indústrias dedicam-se a produção de rosca e comercializando tapioca pronta para consumo entre outras variedades, que podem ser produzidas com a mandioca


A Epagri fez na semana passada um dia de campo sobre comparativo de variedades de mandioca, na propriedade de João Paulo Teixeira, na localidade de Querência, em São João do Sul.
Na segunda quinzena de setembro do ano passado, foram plantadas oito variedades, agora testadas em peso, produtividade e quantidade de amido. O projeto que trata do cultivo de mandioca em manejo racional do solo foi coordenado pelo extensionista rural da Epagri de São João, João Armando e seus colegas pesquisadores de Urussanga, como Alexander Moreto.
O resultado foi considerado positivo, e uma das cultivares atingiu a estimativa de 34 toneladas por hectare. Além de agricultores, a exposição do estudo foi assistida pelo prefeito de São João do Sul Moacir Teixeira, pelo vereador de Sombrio Nego Gomes e pelo presidente da Associação das Indústrias Processadoras de Mandioca e Derivados (AIMSC) Gilvan Simão de Carvalho. Eles apoiam a qualificação do setor, que pode proporcionar maior renda para as famílias rurais.
Gilvan lembra a caminhada de organização que teve início em 2003, quando os produtores de polvilho enfrentaram uma crise devido às exigências da legislação ambiental. Com o tempo, estes problemas foram sendo superados, mas outros surgiram, desta vez atrelados as questões sanitárias. Travou-se uma nova luta até a adequação das indústrias, quase toda vencida. “Agora estamos entrando em uma terceira etapa, da comercialização, o marketing do setor, que ainda tem muito a crescer”, disse Gilvan.
Na semana passada, a associação apresentou seus produtos no Centro de Eventos de Florianópolis, para colocá-los na campanha institucional do governo do estado Compre de SC. “Hoje o setor está com uma visão de planejamento de longo prazo”, afirmou o presidente da AIMSC.
Apesar de pouco reconhecida economicamente, a cadeia produtiva da mandioca movimenta bastante a economia regional. Tem indústria dedicando-se a produção de rosca e outros quitutes, outras comercializando tapioca pronta para consumo e mais algumas variedades.
A Associação das Indústrias Processadoras de Mandioca e Derivados do Extremo-Sul Catarinense tem 30 integrantes, 16 fazem polvilho e o restante, farinha. Cada empresa gera em média dez empregos diretos, e outros 50 indiretos. É por essa importância, que o vereador Nego Gomes tem se empenhado na ajuda a alavancar os negócios envolvendo o cultivo, a industrialização e a venda do produto derivado da mandioca. “Temos apoiado esse trabalho pela importância que o setor tem para a região”, disse.

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