Agricultura

14/06/2017 23:28

Perdas na agricultura devido ao excesso de chuvas podem chegar a R$ 20 milhões


O excesso de chuvas dos últimos dias trouxe grandes prejuízos para o agronegócio catarinense e as estimativas iniciais apontam para perdas em torno de R$ 19,3 milhões. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri) calculam os prejuízos, principalmente nas safrinhas de feijão e milho, que estão em fase final de colheita, e na produção de leite. Uma atualização do relatório preliminar foi divulgado nesta segunda-feira (12).

As regiões mais atingidas pelas chuvas foram o Oeste, Extremo Oeste, Sul e Rio do Sul. O relatório preliminar de eventuais perdas no setor agropecuário em Santa Catarina utilizou dados levantados pelas gerências regionais da Epagri e por técnicos da Epagri/Cepa nas regiões mais afetadas do estado. O período considerado para os cálculos de prejuízos é de 27 de maio a 9 de junho, com base nas informações do Epagri/Ciram.

 

Região de São Miguel do Oeste

A produção de leite na região gira em torno de 1,7 milhão de litros por dia e as perdas nesse período de chuvas chegam a 10%. Considerando o preço médio pago pelas agroindústrias, que é de R$ 1,39/ litro, e os 14 dias de mau tempo, os prejuízos já somam mais de R$ 3,3 milhões.

Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri em São Miguel do Oeste, Elvys Taffarel, há também perdas indiretas, com o aumento do custo de produção devido ao consumo de silagem e os gastos com saúde animal e reprodução.

Nas lavouras de milho silagem e sorgo o maior problema é a dificuldade na colheita. E nas plantações de feijão 2ª safra, a quebra na produção deve chegar a 40%. Os produtores não conseguem colher os grãos e as estimativas são de que 12 mil sacas de feijão sejam perdidas, um prejuízo que passa de R$ 1,4 milhão (considerando o preço médio de R$ 118/saca).

Os impactos nas lavouras de milho grão e soja ainda não foram quantificados.

 

Região de Rio do Sul

Com uma safrinha de feijão esperada de 3,1 mil toneladas, as regiões de Rio do Sul e Ituporanga devem perder cerca de 500 toneladas do grão.  Em termos financeiros, os prejuízos podem chegar a R$ 940 mil.

A produção de leite também foi comprometida, principalmente, pelo estrago nas estradas o que impossibilitou a coleta do produto em várias comunidades. O técnico da Epagri na região, Saturnino C. dos Santos, explica que até o momento as perdas ainda não foram quantificadas.

 

Região de Chapecó

Somadas as microrregiões de Chapecó, Concórdia e Xanxerê, que somam 71 municípios, as estimativas para a safrinha de feijão eram de 22,2 mil toneladas de produção. Como metade da área plantada já colhida, as chuvas comprometeram a colheita e a qualidade de 50% da safra.

Segundo informação obtidas com técnicos e produtores dos municípios afetados, cerca de cinco mil toneladas poderão ser perdidas, o que representa um prejuízo entre R$ 8 e R$ 10 milhões.

Ainda não há registro de perdas na produção de leite, mesmo com dificuldades, as coletas continuam sendo feitas.

 

Região de Joaçaba

Os prejuízos maiores são sentidos na atividade leiteira, com redução de até 15% na produção diária. De acordo com o técnico da Epagri da região, Evandro Anater, considerando um volume de captação de 300 mil litros por dia e o preço de R$ 1,30/litro, o prejuízo pode passar de R$ 682 mil em 14 dias.

A safrinha do milho para silagem foi bastante afetada também, com tombamentos em algumas áreas. No milho grão, são esperadas poucas perdas. A colheita tem avançado nas últimas semanas, sobrando menos de 10% da área plantada por colher.

 

Região Sul Catarinense

Na região de Criciúma, as perdas estão concentradas nas atividades de horticultura, principalmente nas folhosas.

Na pecuária de leite, as perdas giram em torno de 20% em decorrência das pastagens de inverno não se desenvolverem plenamente.

E a safrinha de feijão também foi comprometida. Como 85% do que foi plantado ainda deveria ser colhido, as perdas podem passar dos 30%. A expectativa de colheita era de 6,1 mil toneladas nas regiões de Tubarão, Criciúma e Araranguá e cerca de 1,5 mil toneladas estarão comprometidas, abandonas das lavouras e/ou o que for colhido não ter qualidade comercial. As perdas podem chegar a R$3 milhões.

 

Região de Canoinhas

Na região de Canoinhas, os principais problemas estão na atividade leiteira. A captação de leite continua a ser feita por acessos alternativos, por causa das estradas interditadas, porém as pastagens estão sendo danificadas pelo excesso de chuvas.

No município de Ireneópolis, onde o plantio de cebola é realizado sob o sistema de plantio direto, poderá ocorrer replantio de algumas áreas devido às enxurradas.

 


14/06/2017 21:00

Safra de arroz é a maior da história


A cadeia produtiva do arroz irrigado reuniu-se quinta-feira e sexta-feira, 8 e 9, no Centro de Treinamento da Epagri de Araranguá (Cetrar), para a 25ª reunião de Safra do Arroz Irrigado do Sul Catarinense. O evento, que há 25 anos é organizado pela Epagri, contou com a participação de diversos representantes do setor, como técnicos, representantes das cooperativas e indústrias, Sindicatos, entre outros.

No primeiro dia, destinado aos técnicos do setor, foram apresentadas as novidades da pesquisa em arroz irrigado pela equipe de pesquisadores da Estação Experimental de Itajaí.

No segundo dia, foram apresentados estudos realizados pela Epagri sobre o levantamento da safra, o resultado das unidades de referência técnica municipais, a situação atual da Produção Integrada de Arroz (PIA) e um estudo sobre o custo de produção da lavoura arrozeira.

O engenheiro agrônomo da Epagri e líder do Projeto Grãos no Sul Catarinense, Douglas George de Oliveira, destacou que o resultado da safra da região sul catarinense, que é responsável por 63% da produção estadual com 94.900 hectares, registrou a maior safra de arroz da história, com uma produtividade 7.755kg/ha.  “A safra foi praticamente 10% superior quando comparada com a safra 15/16. No preço atual, este aumento de produção na lavoura gerou quase R$ 60 milhões a mais na economia regional”, informou.

Douglas ressaltou que a Região de Criciúma teve o maior crescimento entre as três regiões do Sul, com 14,3%, chegando a 8.034kg/ha. As Regiões de Araranguá e Tubarão tiveram produtividade de 7.755kg/ha (+9,8%) e 7.493kg/ha (+6,1%), respectivamente.

Ele explicou que os dois principais motivos que promoveram a safra recorde foram o clima favorável e a adoção de cultivares com alto potencial produtivo – o verão mais seco, com grande número de dias ensolarados e com temperaturas máximas mais amenas, permitiu às plantas renderem mais. A cultivar SCS 121 CL, da Epagri, respondeu sozinha por mais de 50% da área plantada na Região, e devido ao seu excelente desempenho de lavoura, aliado ao clima favorável, permitiram as fartas colheitas.

O Gerente Regional da Epagri de Araranguá, Reginaldo Ghellere, observou que os bons debates promovidos evidenciam a importância do evento para toda a cadeia produtiva do arroz irrigado no estado de Santa Catarina. “Temas como a eficiência técnica dos produtores na lavoura, as produtividades e o custo de produção são muito importantes para os agricultores e, portanto, devem ser debatidos seriamente”, concluiu.

 

 


13/06/2017 00:00

Safra de grãos supera recorde e pode chegar a 234 milhões de toneladas


A safra de grãos 2016/17 dá um novo salto no recorde e pode chegar a 234,3 milhões de toneladas, com um aumento de 25,6% ou 47,7 milhões de toneladas frente as 186,6 milhões de t da safra passada. A 9º estimativa, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi divulgada nesta quinta-feira (8).

Os responsáveis pela super safra atual foram o crescimento de área e as produtividades médias. A previsão é de ampliação de 3,7% na área total, podendo chegar a 60,5 milhões de hectares, incluídas as culturas de segunda e terceira safras e as de inverno.

A produção da soja deve crescer 19,4% e chegar a 113,9 milhões de toneladas, com ampliação de 1,9% na área plantada estimada em 33,9 milhões de hectares. No caso do milho total, a produção deve alcançar 93,8 milhões de toneladas, 41% acima da safra 2015/2016. A estimativa é de 30,3 milhões de toneladas para a primeira safra e de 63,5 milhões para a segunda. A área total deve ser de 17,3 milhões de hectares, com uma ampliação de 8,9%. Milho e soja respondem por quase 90% dos grãos produzidos no país.

O feijão primeira safra, que está no final da colheita, deve alcançar uma produção de 1,39 milhão de toneladas, resultado 34,1% superior ao produzido em 2015/2016. Já a segunda safra deve alcançar 1,31 milhão de toneladas, sendo 639,4 mil toneladas do grão cores, 208,6 mil toneladas do preto e 460,1 mil toneladas do feijão caupi. A produção do feijão total teve atingir 3,4 milhões de toneladas, numa área de 3,1 milhões de hectares. Com referência ao algodão pluma, o crescimento é de 15,4%, podendo chegar a 1,5 milhão de toneladas, mesmo com uma estimativa de redução de 1,7% na área cultivada.

Culturas de inverno – Há previsão de queda de 8,8% na área de trigo, podendo chegar a  1,93 milhão de hectares contra 2,1 milhões de ha da safra passada. Com isso, a produção  sofre uma redução de 22,6% e chega a 5,2 milhões de toneladas frente às 6,7 milhões de t de 2016. A aveia, ao contrário do trigo, apresenta crescimento de área de 3,4%, podendo alcançar 301,5 mil hectares. A produção está estimada em 705,7 mil toneladas.

A pesquisa foi realizada no período de 21 a 27 de maio em todas as regiões produtoras, quando foram consultadas diversas instituições e informantes cadastrados em todo o país.

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10/06/2017 05:58

IBGE eleva previsão de aumento da safra agrícola para 29,2% em 2017

Produção foi revisada em maio para novo recorde de 238,6 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pela soja e milho


O Instituto Brasileiro de Gepografia e Estatística (IBGE) elevou mais uma vez sua previsão para a safra agrícola de 2017. O órgão revisou nesta quinta-feira (8) sua estimativa para a produção em 238,6 milhões de toneladas, um avanço de 29,2% frente a 2016. O crescimento é puxado pela soja e milho.

Na primeira projeção do IBGE, a estimativa era de avanço de 16%, mas o número foi reajustado para cima mês a mês.

A estimativa da área a ser colhida é de 60,9 milhões de hectares, um acréscimo de 6,7% frente à área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares), diz o IBGE. Em relação à informação de abril, a produção e a área aumentaram 2,4% e 0,2%, respectivamente.

Somados, o arroz, o milho e a soja representaram 93,4% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,1% na área da soja, de 17,2% na área do milho e de 3,9% na área de arroz. Quanto à produção, houve alta de 18,5% para a soja, 14,7% para o arroz e 52,3% para o milho.

O estado de Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 25,6%, seguido pelo Paraná (17,9%) e Rio Grande do Sul (15,3%), que, somados, representaram 58,8% do total nacional previsto. Outros estados importantes na produção de grãos foram Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (7,7%), Minas Gerais (6,0%), São Paulo (3,5%), Bahia (3,2%), Santa Catarina (2,8%) e Maranhão (1,9%), entre os dez maiores produtores do País.

Impacto no PIB

O avanço do agronegócio puxou o avanço de 1% da economia brasileira no primeiro trimestre do ano. Depois de oito trimestres consecutivos de queda no PIB, a atividade voltou a crescer.

A agropecuária registrou a maior expansão em mais de 20 anos e foi destaque entre os setores calculados pelo IBGE, com salto de 13,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A safra recorde de grãos ajudou a impulsionar o resultado. Foi o maior crescimento desde o 4º trimestre de 1996.

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