Agricultura

28/11/2018 09:33

Mulheres discutem liderança e ação

Clubes de Mães dão espaço para os Grupos de Mulheres


 

Alegres, comunicativas e muitas descobrindo só agora o poder que têm, as mulheres de São João do Sul estão em uma jornada que as leva a ficar efetivamente mais ao lado dos homens, como parceiras no desenvolvimento pessoal e comunitário.

Durante este ano, elas se envolveram em atividades que culminaram no Encontro Municipal de Mulheres realizado na última sexta-feira, dia 23, na localidade de Passo Magnus. Uma das organizadoras foi a extensionista da Epagri, Dóris de Oliveira, defensora da maior participação feminina nas questões rurais.  “Este ano fizemos bastante trabalho com capacitação de lideranças femininas. E neste encontro, o que se pretende é que as mulheres troquem conhecimentos, debatam e que seja também um momento de confraternização”.

Para Dóris, juntas, as participantes se sentem fortalecidas, pois nas comunidades do interior, muitas desconhecem a capacidade que possuem de ter maior participação. “Este poder fica adormecido dentro dela, e quando você dá oportunidade para esta descoberta, de falar em público, por exemplo, se contribui para o surgimento de lideranças que auxiliam no desenvolvimento comunitário”, afirmou.

No dia a dia da propriedade rural, a mulher trabalha tanto, quanto o homem, se não mais, no entanto, são eles que participam das reuniões para discutir questões técnicas do cultivo. Às vezes, a própria Epagri peca ao enviar o convite diretamente aos homens, reconhece a extensionista. “Hoje a Epagri tem se empenhado em trazer o casal para a discussão”, completou.

A presidente da Associação de Clubes de Mães, Mariza Cechinel Sala, auxiliou a organização do evento da última sexta-feira e considera esta etapa como de transição para as mulheres. “Desde que assumimos, do meio de 2017 até agora, estamos conversando com as mulheres sobre mudanças, e elas aceitam bem”. Durante este período, foram organizadas palestras e outras formas de buscar informação.

O Encontro Municipal de Mulheres se estendeu durante todo o dia e teve o apoio da Ceprag.

 

Fim dos clubes de mães

Durante o encontro de mulheres, foi feita também a assembleia ordinária anual dos clubes de mães de São João do Sul, representados pela Associação de Clubes de Mães. A diretoria da associação fez uma prestação de contas e apresentou relatório das atividades organizadas em 2018.

O mais importante, porém, foi a mudança da denominação dos clubes de mães para grupo de mulheres e, consequentemente, a Associação dos Grupos de Mulheres.

Mas afinal, qual a diferença entre um e outro? A extensionista da Epagri, Dóris de Oliveira, explica que o clube de mães é mais passivo, apenas recebe o que o governo lhe oferece; já o grupo tem o sentido de desenvolver a mulher para que ela tenha um papel mais atuante na sociedade.

Mariza Cechinel Sala concorda com esta nova visão e avalia que os clubes de mães são mais restritos, e o grupo pode atrair mais mulheres. Claro que, por fim a uma organização tão tradicional, não é algo que se faça de um dia para o outro. “Estamos fazendo todo um processo com os clubes de mães e a mudança está sendo bem aceita”, garantiu.

Segundo Mariza, o município possui 13 clubes de mães e 11 deles são ligados a associação e devem adotar a nova modalidade de organização. A presidente da associação destaca que a maior organização e participação feminina em São João do Sul deve-se em grande parte a dedicação de Dóris a causa.


28/10/2018 14:00

Saúde e Agricultura orientam sobre controle da raiva bovina

Palestra foi realizada em parceria coma Cidasc


Uma ação educativa sobre a raiva bovina aconteceu na comunidade de Sanga da Paca, em Jacinto Machado, na última semana. A palestra foi realizada pela Secretaria de Saúde, através da vigilância epidemiológica, pela Secretária de Agricultura e pela Cidasc.

O objetivo do encontro foi levar orientações sobre a importância da vacinação, única maneira de ficar livre da doença que já atingiu o rebanho no município há aproximadamente quatro anos. “A vacina é de fácil acesso e o custo é baixo, por isso a importância de vacinar, fazer a segunda dose após 30 dias e o reforço anual”, explica o médico veterinário da Secretaria de Agricultura, Everton Borba Teixeira.

A Responsável pela vigilância epidemiológica do município, Cléia Borges Dal Pont, acompanhou a palestra e alerta sobre a necessidade de medidas de prevenção a novos casos de raiva bovina e a preservação da saúde pública.

A Raiva Bovina é umas das principais causas de perdas econômicas na pecuária nacional, tendo prevalência em diversas regiões do país e podendo atingir qualquer rebanho de animais de sangue quente. Sua transmissão é feita através do morcego.


26/10/2018 08:12

Cooperativas participam de encontro

Agricultura Familiar


Cooperativas de todo o sul catarinense estiveram reunidas nesta quinta-feira, dia 25, no Centro de Treinamento da Epagri, em Araranguá. O VI Encontro de Cooperativas da Agricultura Familiar reuniu participantes das regiões de Araranguá, Criciúma e Tubarão, que juntas contabilizam 27 cooperativas e 5.103 cooperados. Algumas se tornaram grandes e ocupam espaço importante no mercado, como a Cooperja, voltada a rizicultura. Outras, são de pequeno porte, com 50 a 60 membros, mas todas têm importância determinante para a economia. “Elas dão o arcabouço jurídico para que muitas familias que trabalham com panificados, queijo e outros produtos, possam vender aos supermercados, a merenda escolar, mercadorias devidamente certificadas e de acordo com as normas”, analisou o gerente regional da Epagri Reginaldo Ghellere. Ele foi um dos palestrantes do encontro, apresentando um panorama geral sobre as cooperativas familiares.

Outras temas abordados durante o dia de ontem foi o sistema organizativo e o mercado institucional das cooperativas. Segundo Reginaldo, a maior parte do comércio destas cooperativas é feito nos municípios de origem ou na região, valorizando a proximidade do produtor e do comprador. Além disso, foi discutido o papel dos conselhos fiscais e administrativos dessas entidades.

O encontro teve a participação da Ocesc (Organização das Cooperativas) e do Sescoop (Serviço de Aprendizagem).


07/10/2018 08:00

Agricultor garante grandes resultados com gado leiteiro e reprodução bovina

Tecnologia no campo


Das terras encharcadas para arroz, ao pasto baixo, ideal para alimentar o gado. Esta foi uma das mudanças no trabalho de Agnaldo Lazarin, agricultor em Jacinto Machado, associado da Cooperja. Ele e a esposa Marisane sempre cultivaram arroz e chegaram a plantar entre terras próprias e arrendadas, 120 hectares (ha). O gado leiteiro era apenas para consumo da família, onde tinham duas ou três vacas cuidadas especialmente por Marisane. O trato com estes animais sempre foi visto como bons olhos pelo casal, que resolveu investir na pecuária. “Há 6 anos e meio, diminuímos para 50 ha de arroz cultivados próximo a nossa casa e paramos de plantar nas terras mais longe. Gostamos de trabalhar com criação, sem contar que precisamos de menos mão de obra para o serviço. E o que era apenas para consumo, se transformou em outra renda familiar”, explicou Lazarin.

No total, a propriedade conta com 56 vacas em todos os estágios: prenha, novilhas e bezerras, sendo 26 lactando. São 40 litros de leite/dia, uma média alta para a região. Ressalta-se que a qualidade do rebanho, reflete na qualidade do produto. Por isso, o agricultor investe em bons animais, alimentação balanceada, manejo de pastagem e outros detalhes importantes para o resultado final.

Para a alimentação dos animais, Lazarin faz um manejo de pastagem eficiente e ração Dom Joaquim para bezerra, novilhas, pré-partos e, lactação. Afinal, na propriedade é feito o ciclo completo com bezerras, novilhas e vacas. “Acredito que seja melhor priorizar a qualidade e não a quantidade de vacas. O interessante é ter menos animais e estes serem, mais produtivos”, declarou o produtor que deseja chegar até 40 vacas lactando no máximo.

Lazarin é um empresário rural. Entende do serviço, estuda, faz gestão da propriedade e busca conhecimento e especializações. Sabe todos os custos, pesquisa preços e não mede esforços para adquirir equipamentos e medicamentos de alta qualidade, sempre com os pés bem calçados no chão. “Aprendi em um curso da Epagri que para termos sucesso na área, temos que investir em pasto, começar a trabalhar e fazer com que o negócio caminhe por si. Jamais já iniciar com empréstimos e grandes estruturas”, comentou.

 

 

Destaque em reprodução animal bovina

O casal começou a se interessar por genética e procurara cursos para se especializar em inseminação artificial. As primeiras vacas de Lazarin e Marisane eram compostas (cruzadas) e aos poucos migraram apenas para holandesas. Hoje eles se destacam na região. O trabalho também é dividido, a esposa cuida do descongelamento, arrumando tudo para que ele faça a inseminação. Por sua vez, o marido realiza a higienização nas vacas e insemina. Há cada 60 dias o vendedor passa para carregar o botijão de nitrogênio. Segundo o veterinário, Lazarin realiza o manejo de vacinas reprodutivas, o que é muito importante, garantindo a saúde reprodutiva dos animais.

Muitas pessoas pedem para que Lazarin faça a inseminação em seus rebanhos, mas ele prefere se dedicar a sua propriedade. “Envolve muito tempo e assim eu posso dar atenção total para a minha criação”, explicou.

 

 

Cooperja agroacelera e apoia produtores com projeto leiteiro

Tendo em vista o mercado em ascensão e atendendo a pedidos de associados, a Cooperja iniciou uma conversa sobre o tema com produtores de gado leiteiro da região. Foram realizadas duas reuniões onde produtores e Cooperativa expuseram suas demandas, para encontrarem soluções conjuntas. A Cooperja não receberia o produto in natura, apenas seria o elo de garantia dos produtores em relação aos compradores. Lazarin faz parte deste grupo. “A região de Jacinto Machado tem poucos produtores. Acredito que com o projeto da Cooperativa este número aumente. Eu pretendo participar. A Cooperja está sempre presente em nossas vidas. Sempre ofereceu produtos e medicamentos de qualidade nas Lojas. Agora com a assessoria do departamento técnico da Cooperativa, melhorou ainda mais. Com o projeto nos teremos profissionais para olhar animal por animal, detalhadamente. Se eu pudesse, trabalharia só com a Cooperja. Porque além de ser associado e este é meu dever, penso que a Cooperativa é a melhor opção de negócio para todos os segmentos que eu trabalho”, afirmou o agroprodutor.

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