Agricultura

27/04/2017 14:31

Agricultores da região participam de encontro sobre Agroecologia


Nos dias 21 a 23 de abril de 2017 ocorreu um em Erechim-RS o décimo Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia, um dos maiores eventos de Agroecologia e Agricultura Orgânica do Brasil. O evento que, reuniu mais de 1200 integrantes da organização, de toda região Sul do país, do Extremo Sul de São Paulo e também participaram representantes de organizações latino-americanas promotoras da Agroecologia. A região do Núcleo Sul Catarinense, que contou com o apoio do Programa Nacional de Diversificação das Áreas Cultivadas com Tabaco que é executado pela UNEAGRO na região do Extremo Sul Catarinense e também com apoio da CRESOL, compareceu massivamente com mais de 40 pessoas, entre eles, agricultores, técnicos, estudantes, consumidores, professores e associações de produtores dos municípios de Praia Grande, São João do Sul, Santa Rosa do Sul, Sombrio, Jacinto Machado, Ermo, Turvo e Timbé do Sul.

A Rede Ecovida de Agroecologia que surgiu em 1998, articula, une e potencializa o trabalho de agricultores familiares e consumidores de produtos ecológicos. Hoje conta com mais de 4500 famílias que optaram por uma produção sustentável, pela saúde da própria família, dos consumidores e do meio ambiente. O encontro teve como objetivo fortalecer o diálogo e a troca de saberes entre os vários agentes promotores da Agroecologia do País, fortalecendo e articulando os Núcleos da Rede Ecovida para fortalecer e reafirmar o compromisso com o Desenvolvimento Rural Sustentável e a Agroecologia.

A programação trouxe oficinas, seminários e debates, além da Feira de Saberes e Sabores. Durante o encontro também foram desenhadas propostas para a construção de politicas publicas que contribuam para a expansão da Agroecologia e fortaleçam a Rede Ecovida e outras OPAC’s do país. Foi momento também de planejar as linhas de atuação e ações específicas para os próximos dois anos.

Durante o evento foram mais de 8.000 refeições, preparadas com quase 8 toneladas de alimentos orgânicos, oriundos da Agricultura Familiar. Tudo feito pelas mãos de chefs da Aliança de Cozinheiros do Slow-Food. Comida Gourmet, no sentido mais nobre, preparada por chefs, para as famílias que produzem.

O evento demonstrou a força da agricultura ecológica e suas formas de organização como estratégias de fortalecimento socioeconômico e estímulo a preservação do meio ambiente e redução na desigualdade social.


27/04/2017 14:00

Produtores de leite discutem aumento de roubos de gado


A preocupação com o significativo número de roubos de gados de leite em Araranguá motivou o Presidente da Associação de Produtores de Leite e Agricultores de Araranguá (APLAA), Jairson Réus Soares e o Presidente da Cooperleite, Ezequiel Martins, a procurarem o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), Heriberto Afonso Schmidt e a gerente Regional de Políticas Socioeconômicas Rurais e Urbanas, Jane Aparecida Soares de Souza.

Segundo os representantes dos produtores, somente neste mês de abril de 2017, sete furtos de gado já foram registrados em Araranguá. “Nossos produtores pertencem à agricultura familiar. Cada um deles possui em média 10 cabeças de gado, se tiverem a perda de um ou dois animais, já há uma grande diferença na produção de leite, o que traz várias consequências para a renda das famílias”, disse o presidente da Cooperleite.

O presidente Ezequiel Martins destacou que a Cooperativa trabalha com 68 famílias do Município de Araranguá associadas, que juntas, têm uma produção média de 120 mil litros de leite por mês, comercializada nos estabelecimentos do sul do Estado localizados entre Araranguá e Rio Fortuna.

Já a Associação de Produtores de Leite e Agricultores de Araranguá (APLAA), localizada no bairro Sanga da Toca, possui 268 famílias associadas. “Já conversamos com a Polícia Militar e viemos aqui na Agência Regional solicitar apoio para que juntos, a gente possa tomar providências e mudar este índice”, completou o presidente Jairson Réus Soares.

O secretário executivo da ADR Araranguá Heriberto Afonso Schmidt disse que irá unir esforços para apoiar os produtores, e uma das providências será a realização de uma audiência com os associados e autoridades de segurança para discutir o assunto.

 


27/04/2017 06:00

Safra recorde de mel em Santa Catarina


Até o final abril Santa Catarina terá colhido mais de 7,5 mil toneladas de mel, uma safra recorde no território catarinense. A produção ficou em 25 quilos por colmeia, superior à média dos últimos anos, que foi de 20,42 quilos. No Brasil essa média fica em 10 quilos por colmeia. Há cinco anos, a média catarinense era de 13 quilos por colmeia.

O acompanhamento mais frequente da Epagri, que triplicou seus atendimentos a apicultores nos últimos três anos, resultou em melhorias no manejo e adoção de novas tecnologias pelo produtor. Soma-se a isso as condições climáticas adequadas e o capricho e empenho dos apicultores para se chegar ao aumento de 20% na produtividade por colmeia verificado nesta safra.

A safra do mel acontece entre agosto e janeiro, meses em que é colhida 70% da produção. O restante é coletado entre fevereiro e abril, quando acontece a safrinha.

Apesar da grande produção, o preço pago ao apicultor catarinense se mantém em alta. O mercado está pagando entre R$ 12,00 e R$ 13,00 o quilo do mel no atacado, tanto para o mercado interno quanto para exportação. Esse valor é o dobro do pago pelo mel da Argentina e do Uruguai, por exemplo.

“Essa grande valorização é resultado da qualidade do nosso mel, produzido sem o uso de químicos, diferente de outros países”, explica Ivanir Cella, coordenador de apicultura da Epagri. Segundo ele, é o emprego de manejo adequado e de tecnologias nos apiários que permite a produção do mel em grande escala sem uso de aditivos químicos.

Graças à alta qualidade do mel produzido, Santa Catarina passou a ocupar nessa safra a posição de maior exportador do Brasil e se mantém em terceiro no ranking nacional de produtores. Nosso Estado também é o líder nacional em produção por quilômetro quadrado, com 62,85kg/ km²/ano, enquanto que no restante do território nacional essa média é inferior a 5kg/ km²/ano.

Metade do mel catarinense é exportada e 42% do total produzido tem certificação orgânica. Esse alto nível, somado ao aroma e ao sabor proporcionados pela diversidade da flora catarinense, deu ao mel barriga-verde o reconhecimento como um dos melhores do mundo, tendo recebido vários prêmios internacionais nos últimos anos.

Para além da produção em expansão, o grande valor da apicultura catarinense para a economia do Estado se concentra no trabalho de polinização das abelhas, que tem impacto no ganho de produtividade da maçã, pera, ameixa e outras culturas. São cerca de 315 mil colmeias existentes no território catarinense, 45 mil delas alugadas para polinizar macieiras.

O presidente da Confederação Brasileira de Apicultura, José Soares de Aragão Brito, lembra que o segmento tem perspectivas promissoras no Brasil, já que nos próximos dez anos o mercado mundial deve aumentar sua demanda de mel em 170 mil toneladas. “O Brasil só atinge 10% do seu potencial produtivo”, calcula.

Ele lembra ainda que o próprio consumidor brasileiro está despertando para o consumo do produto. Cada brasileiro consome em média 120 gramas de mel por ano. Na Suíça, por exemplo, essa média é de 2 quilos por pessoa.

Para Aragão, Santa Catarina se diferencia dos outros Estados na apicultura principalmente pelo envolvimento dos entes públicos. “A Epagri é um exemplo nacional de assistência técnica na área. Trata-se de uma questão de gestão pública”, afirma o presidente da Confederação.

Santa Catarina sedia também as duas maiores empresas exportadora de mel do Brasil, entre elas a Prodapys, que fica em Araranguá e prepara para abrir ainda neste ano a maior unidade industrial da América Latina voltada para exportação de mel. Célio H. M. Silva, proprietário da empresa, reclama maior atenção para o setor. “É fundamental que sociedade perceba a importância estratégica da apicultura não só na economia, mas também na subsistência da vida humana”, destaca o empresário.


21/04/2017 12:00

Santa Catarina espera colher 2,3 milhões de toneladas de soja


Santa Catarina espera uma safra de 2,3 milhões de toneladas, 11% a mais do que no último ano. A área plantada da safra 2016/17 é a maior dos últimos anos, com 652 mil hectares destinados ao grão. A soja é ainda um importante produto na pauta de exportações de Santa Catarina, respondendo por 10,2% de tudo o que foi exportado pelo Estado em março. Com 65% da área plantada de soja já colhida, se confirma a expectativa de uma boa safra.

Segundo estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri), Santa Catarina tem uma área plantada de 652 mil hectares, concentrados principalmente nas regiões de Xanxerê, Curitibanos e Canoinhas. A soja ganha espaço ainda em outras regiões como São Bento do Sul e Concórdia, onde a área plantada aumentou, respectivamente, 44% e 37% nesta safra.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, explica que existe uma relação entre a produção de soja e a produção de proteína animal em Santa Catarina. “Nós não somos o maior produtor de soja do país, mas somos o maior produtor de suínos, o segundo maior produtor de aves e o quarto maior produtor de leite. E essas atividades são totalmente relacionadas à produção de soja”.

As lavouras catarinenses de soja devem ter um rendimento médio de 3,6 toneladas por hectare, 10% a mais do que na safra 2015/16. A maior produtividade do Estado está na região de Curitibanos, onde a média deve chegar a 4,1 toneladas por hectare, 19% a mais do que na safra 2015/16.

As exportações também seguem um ritmo de crescimento, em 2016 a quantidade de soja exportada foi 21% superior à observada em 2015. Ao todo foram exportadas 1,5 milhão de toneladas, que geraram uma receita de US$ 199 milhões. De janeiro a março a 2017, Santa Catarina exportou 477 mil toneladas de soja em grão e para semeadura. Só no mês de março foram 203 mil toneladas, o dobro do volume médio exportado para o mesmo mês nos últimos cinco anos.

Os números sobre a produção de soja e de outras culturas em Santa Catarina estão disponíveis no Boletim Agropecuário, publicado pelo Cepa/Epagri.

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