Agricultura

22/04/2018 10:00

Colheita da pitaia está no fim e aponta para uma boa safra

Região Sul é a maior produtora da fruta em SC


A colheita da pitaia só encerra em maio, mas já é possível afirmar que a safra será boa, com aumento de produtividade em relação ao ano passado. Quem informa é Lidiane Camargo, extensionista rural da Epagri em Criciúma. A região Sul é a maior produtora da fruta no Estado, com 117 famílias agricultoras dedicando-se à atividade. Em muitas propriedades da região, sobretudo em Içara e Turvo, a pitaia é a principal fonte de renda.
Como a colheita não foi concluída, a extensionista não pode ainda afirmar qual o índice de crescimento de produção e produtividade, mas adianta que os resultados serão animadores.
Há sete anos o cultivo da pitaia se popularizou no Sul de Santa Catarina. Desde então a atividade só vem se expandindo e se fortalecendo. Segundo Lidiane, praticamente todas as propriedades da região aumentaram suas áreas de plantio no último ano.
Todo esse entusiasmo com o cultivo da pitaia tem motivos. A planta, muita rústica, não é suscetível a doenças e sofre muito pouco com ataques de pragas. Assim, seu manejo é mais simples e o custo de produção menor, já que dispensa agrotóxicos e se desenvolve bem com adubo orgânico.
A fruticultura é uma vocação natural da região e muitos produtores de maracujá acabaram migrando para a pitaia em virtude das vantagens. “O manejo das duas frutas é similar”, explica Lidiane. Houve também quem deixasse a fumicultura para aderir ao novo cultivo, muito menos prejudicial para a saúde do agricultor e de menor impacto ambiental.
O bom valor agregado da pitaia é outro atrativo para os agricultores, além do mercado, que é crescente. “Tem muita gente que ainda nem conhece a fruta”, atesta Lidiane. Boa parte da produção do Sul do Estado fica no comércio local, mas já há produtores vendendo para outras praças, como Curitiba e São Paulo.

Na Grande Florianópolis
Apesar de estar mais concentrado na região Sul, o cultivo da pitaia vem aos poucos se expandido pelo Estado. Segundo Lidiane, a fruta se adapta bem a áreas mais quentes e não tem limitações quanto a índices pluviométricos, já que gosta de chuva mas também é resistente a estiagem. Dentro deste cenário, somente a região serrana, onde a temperatura é mais baixa, não é ideal para o cultivo.
Vitório Schmitt, de Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, apostou há dois ano nesse novo nicho de mercado e não tem do que reclamar. Possui 1,5mil pés da planta, que, por serem jovens, ainda não estão na plenitude de sua capacidade produtiva. Esse ano ele teve uma boa colheita, que deve crescer nas próximas safras, já que uma planta produz frutos por até 20 anos.
Esse é mais um agricultor que optou pela pitaia por questões ambientais e de saúde. Ele planta chuchu há 20 anos, mas não estava satisfeito com o crescente volume de agrotóxicos que vinha aplicando na lavoura. Aos poucos está abandonando a hortaliça para se dedicar à pitaia, que não recebe nenhum tipo de agrotóxico. Ele também investe na apicultura, uma atividade que colabora para a produtividade da pitaia, já que a abelhas são importantes para a polinização da fruta.
Vitório vende praticamente toda sua produção de pitaia para o Ceasa, o restante entrega em mercados de Antônio Carlos. Encerra sua colheita na próxima semana com motivos para comemorar.


18/04/2018 08:00

Banana orgânica da região ganha prêmio de expressão de ecologia

Produções de Jacinto Machado, Praia Grande, Timbé do Sul, Ermo, Turvo e Santa Rosa do Sul foram premiadas


A Epagri foi mais uma vez destaque no Prêmio de Expressão de Ecologia, cujos vencedores foram divulgados nesta segunda-feira, dia 16. Desta vez a Empresa foi premiada pelo projeto Organização e Melhoria no Sistema de Produção Orgânica de Banana Prata no Extremo Sul Catarinense. Esse será o 15° troféu Onda Verde que a Empresa recebe nos 25 anos da premiação, tornando-se uma das três instituições que mais vezes foi premiada.
O projeto premiado envolve seis municípios do Extremo Sul catarinense onde existe produção orgânica de banana prata (Jacinto Machado, Praia Grande, Timbé do Sul, Ermo, Turvo e Santa Rosa do Sul). São 103 famílias, reunidas em três associações, que passaram a produzir banana de forma orgânica, sem o uso de agrotóxicos ou fertilizantes químicos. No total, elas são responsáveis por 450 hectares de produção orgânica certificada pelo Ministério da Agricultura.
Graças ao trabalho da Epagri, as famílias que optaram pela produção orgânica deixaram de depositar em suas propriedades cerca de 337 toneladas de adubos químicos e 45.000 litros de calda de agrotóxicos por ano. Tudo isso foi conquistado graças aos conhecimentos e tecnologias adquiridas durante o projeto premiado.
O projeto da Epagri, de R$ 1 milhão, teve apoio financeiro do Programas SC Rural, com contrapartida de 50% dos agricultores. Com essa verba eles foram capacitados e implantaram inovações na forma de produzir bananas orgânicas. Também foram adquiridos novos equipamentos, entre eles um caminhão refrigerado. As famílias ainda passaram a contar com canhões para pulverização de óleo mineral, roçadeiras, caçambas, distribuidores de esterco e casas de embalagem, entre outras estruturas. Todo esse investimento resultou num crescimento de 15% na produção.
Reginaldo Ghellere, gerente regional da Epagri em Araranguá e um dos responsáveis pelo projeto, explica que a produção de bananas é uma vocação natural da região e a transição para a sistema orgânico vem mostrando bons resultados. Os valores pagos pelo produto, por exemplo, são na maioria das vezes superiores ao convencional, com a grande vantagem de variarem muito pouco durante o ano.
A produtividade também não decepciona. Segundo Reginaldo, algumas propriedades da região já alcançam produtividades maiores do que em cultivos convencionais. O custo de produção da banana orgânica – que exige mais mão de obra – tende a diminuir com o aumento da produtividade. “O objetivo da Epagri é de que em quatro anos a produtividade dos cultivos orgânicos da região se aproxime dos convencionais”, projetou o gerente regional da Epagri.
Outro aspecto positivo é o mercado de bananas orgânicas, que na avaliação de Reginaldo está em franca expansão. Ele conta que demanda é bastante superior à oferta, garantindo assim um bom preço pago pelo produto, mesmo num cenário com maior produção e produtividade.

O prêmio
O Prêmio Expressão de Ecologia foi criado em 1993 pela Editora Expressão para divulgar e incentivar ações ambientais das empresas da região Sul do Brasil. Em vinte e cinco anos de realização foram 2.643 cases inscritos, das principais empresas, ONGs, prefeituras e entidades do Sul. Na mais recente edição a Epagri disputou a premiação com outras 125 instituições.
O evento de premiação acontece no dia 20 de julho, na sede da Fiesc, em Florianópolis.


12/04/2018 08:00

Balneário Gaivota volta a ter escritório da Epagri

Agricultores começaram a receber calcário esta semana


A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) inaugurou, esta semana, escritório em Balneário Gaivota. Segundo o gerente da regional Epagri de Araranguá, a qual Balneário Gaivota pertence, o município, há cerca de cinco anos, estava sem escritório da empresa.
No escritório trabalha o técnico agrícola, Natan da Rosa Porto, com todo o suporte da regional de Araranguá. “O escritório da Epagri, em Balneário Gaivota, funciona junto com a Secretaria de Agricultura do Município, temos uma parceria muito forte com a Prefeitura, por meio de um contrato de prestação de serviço. Gaivota ficou um tempo sem núcleo da Epagri, por falta pessoal para trabalhar, com o último concurso entrou um pessoal novo e conseguimos abrir o escritório”, salientou Reginaldo.
Conforme contou o gerente regional da Epagri, os agricultores já estão recebendo calcário e em breve receberão sementes de milho no núcleo do balneário. “Todos os programas de governo, que antes tinham dificuldade para chegar até os agricultores, porque eles tinham que se deslocar para outros municípios, podem ser realizados em Balneário Gaivota”, disse.
No escritório de Gaivota os agricultores podem retirar autorização de recebimento de calcário e semente de milho e também serem atendidos pela assistência técnica da Epagri. “Para nós é uma satisfação muito grande poder atender os agricultores de Balneário Gaivota, de uma forma mais próxima”, ponderou Reginaldo.


11/04/2018 08:29

Implantação da Lei de Defesa Vegetal é discutida na capital do Estado

Lei deve garantir ações do Governo para auxiliar os produtores a evitar a propagação de pragas


Para atender a reivindicação dos produtores de maracujá, que sofrem com o aparecimento de uma virose que prejudica a produção, o deputado estadual Zé Milton esteve reunido com o Gestor Estadual do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, Ricardo Miotto Ternus e com o engenheiro agrônomo da Epagri, Léo Kroth, na tarde desta terça-feira, dia 10, em Florianópolis.
No encontro foi tratado da implantação da Lei de Defesa Vegetal que tem como objetivo preservar a sanidade vegetal, a produção de alimentos, fortalecer a economia e o bem estar social. “Com a lei garantimos ações do Governo para auxiliar os produtores e evitar que a propagação de pragas, que podem prejudicar não só a rentabilidade do pequeno agricultor, como também a segurança alimentar de toda a sociedade”, frisou Zé Milton.
Para o parlamentar a lei vem ao encontro da necessidade dos mais de 821 produtores de Maracujá, como também irá proteger as mais de 2.9 mil famílias produtoras de maçã, 3,4 mil de bananas e demais produtos agrícolas. “hoje, no caso de surgimento de pragas ou doenças em determinadas culturas, o Governo não pode promover uma ação de apoio ao agricultor devido à falta da legislação específica. Por isto, vamos dar celeridade ao projeto e garantir que nossos agricultores tenham este amparo”, defendeu.

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