Agricultura

18/10/2017 20:00

Conab faz censo de armazéns no sul de SC


Os armazéns privados de 32 municípios do sul catarinense serão recadastrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) durante o mês de outubro. Trata-se de mais uma etapa do censo de armazéns realizado pela estatal em todo o país. No caso de Santa Catarina, as visitas seguintes abrangerão ainda as regiões do Vale do Itajaí e Serrana.

A rede armazenadora da região sul é composta atualmente por 280 armazéns com capacidade estática de aproximadamente 1 milhão de toneladas, distribuída entre 40 unidades convencionais e 238 silos. Na etapa atual do censo, iniciada nesta semana, técnicos da Conab percorrerão os municípios para atualizar informações em várias cidades do estado, e na região da Amesc, percorrerão Araranguá, Ermo, Jacinto Machado, Maracajá, Meleiro, Morro Grande, Passos de Torres, Praia Grande, Sombrio, São João do Sul, Timbé do Sul e Turvo.

Além desses municípios, mais 14 cidades da região sul poderão receber a visita dos técnicos da Companhia, para identificar a existência de armazéns ainda não cadastrados. O censo está previsto para ocorrer em todas as mesorregiões do estado. O trabalho permite levantar informações como identificação, capacidade e qualificação técnica. Os dados ficam disponíveis para consulta e podem ser acessados por agricultores, cooperativas, indústrias, governo e demais interessados.


17/10/2017 22:00

SC terá programa de identificação de origem de hortifrutigranjeiros


Mais uma vez, Santa Catarina inova e cria mecanismos para garantir a qualidade dos alimentos produzidos no estado. O Programa e-Origem surge para que os consumidores possam saber a origem de frutas, verduras e legumes cultivados em solo catarinense, além de dados sobre o uso de agrotóxicos nos alimentos. O governador Raimundo Colombo e o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, farão o lançamento oficial do Programa no dia 18 de outubro, às 16h, na sede da Ceasa/SC.

O e-Origem trará um registro da movimentação dos vegetais ao longo de toda cadeia produtiva, desde o produtor até o comércio. Além disso, irá facilitar o monitoramento do uso de agrotóxicos nos hortifrutigranjeiros e também atender a uma demanda dos consumidores, cada vez mais interessados em saber quem produz seus alimentos.

Para aderir ao Programa, os produtores rurais devem se cadastrar no Sistema da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), onde irão inserir as informações sobre cada produto. Esse banco de dados irá gerar uma etiqueta que deve ser colada na embalagem.

A verdade é que as regras do e-Origem não são novas e as obrigações do produtor passam a ser: o cadastro do produtor primário no Sistema e-Origem, a rotulagem do produto e realizar a comercialização utilizando a nota fiscal de produtor.

 

 


04/10/2017 14:01

Epagri capacita sobre produção de banana


A Gerência Regional da Epagri de Araranguá realizou no mês de setembro duas capacitações, por meio de Dias de Campo, para a cadeia produtiva da banana na região. Estas ações fizeram parte de uma série de trabalhos que a Epagri vem desenvolvendo desde a disponibilização de recursos do programa SC Rural, com projetos apoiados para construção de casas de embalagem, compra de equipamentos e de transporte, com objetivo de aumentar a produtividade dos bananais e qualidade da fruta.

 

Uma das capacitações aconteceu no município do Ermo, e tratou sobre a produção orgânica. A organização contou com a parceria do Instituto Federal Catarinense – Campus Santa Rosa do Sul. Na oportunidade, o gerente regional da Epagri, Reginaldo Ghellere, destacou que a região ultrapassa os 400 hectares de banana orgânica, contudo, precisa melhorar a produtividade. “A bananicultura cresceu em importância e ganhou uma engenheira agrônoma para acompanhar mais de perto o setor. Mirielle de Oliveira Almeida veio reforçar a equipe da Epagri de Sombrio”, disse.

 

A engenheira agrônoma foi uma das palestrantes, e ficou animada com o que viu e ouviu. “Vocês conhecem os conceitos básicos da agricultura orgânica, sabem a importância do equilíbrio do ecossistema, e isso é muito bom”, comemorou.

 

Outra capacitação foi realizada em Santa Rosa do Sul, em parceria com a Cooperja e Associação de Bananicultores do município. O tema abordado foi a produção convencional da fruta, onde as engenheiras agrônomas da Epagri, Elaine Rosoni e Mirielle, destacaram o compromisso da empresa com os bananicultores da região. “Nosso maior objetivo é sensibilizar os bananicultores quanto ao potencial produtivo que possuem, ressaltando que há bastante espaço para refinar o cultivo”, disse a extensionista de Santa Rosa do Sul, Elaine.

 

Em todos os eventos foram servidos lanches preparados à base de banana, em especial com a biomassa feita de banana verde, elaborados pela extensionista social Marinesa Freitas, no Centro de Treinamento da Epagri (Cetrar) de Araranguá.

 


04/10/2017 12:00

Jovens agricultores contam sobre a vida no campo


Quatro jovens agricultores, de quatro municípios diferentes da região falam sobre a vida no campo, rotina, planos e o que os motiva a continuar na roça.  Os quatro vivem da agricultura familiar, trabalham desde criança ajudando os pais na terra, dois deles viveram um tempo fora do campo e retornaram para trabalhar com a família, uma nunca saiu da roça e afirma que esta é a vida que quer para si.

Ângela dos Santos Padilha, de 21 anos, moradora do Morro de Fátima, em Jacinto Machado, trabalha com os pais, irmãos e uma cunhada na propriedade da família, eles plantam banana orgânica, uva, maracujá e hortaliças. A jovem, que tem segundo grau completo, nunca viveu fora da comunidade de Morro de Fátima, nem para estudar, nem para trabalhar. Ângela tem certeza que sua vida é no campo e não se imagina fora dele. “Eu gosto mais do interior, morar na praça não faz muito meu tipo. Esta é a vida que eu gosto, não me vejo trabalhando de empregada, com horário rígido para tudo”, revelou.

A família de Ângela consegue sobreviver da agricultura, ela contou que os pais acordam um pouco mais cedo, mas que ela levanta da cama por volta das 6h30min e normalmente fica na roça até o fim do dia. Aos domingos ela descansa e aproveita para se divertir. “A gente acorda, toma café e vai tratar das galinhas, dos porcos, tirar leite, depois vamos para a roça, cultivar, plantar”, revelou. A família vende os produtos que produz para associações, escolas e supermercados da região e também para vizinhos que vão direto à propriedade deles comprar.

Diego de Matos Nascimento, de 25 anos, é morador de São João do Sul, onde, junto com os pais e irmãos planta maracujá. “Somos três irmãos, e um trabalha em uma aérea particular e na propriedade de meus pais, trabalhamos eu, eles e minha irmã”, disse. O jovem agricultor se formou em Análises de Sistemas, em Torres, no Rio Grande do Sul e depois de graduado voltou para a vida no campo, pois percebeu que era ali que estava seu futuro. “Em vez de ser mais um na cidade, eu resolvi ficar no campo. Hoje a gente trabalha exclusivamente com maracujá, temos sete hectares plantados e coletamos a fruta de outros produtores, para vendermos junto com a nossa em São Paulo, Brasília e Minas Gerais”, revelou.

A lida no campo, na propriedade familiar dos pais de Diego, inicia por volta das 7h30min e vai até umas 18 horas, com exceção da época da colheita, que eles trabalham até por volta das 23 horas. “A fruta não espera para colher, ela estando madura, tem que mandar para os mercados”, ponderou.

Brendon de Freitas, de 21 anos, morador de Sombrio, desde criança já conheceu a lida no campo, junto com seus pais. A família do rapaz trabalha com o cultivo de maracujá e morango orgânico e ele tentou sair por dois anos e trabalhar na cidade, porém o tempo fora deu certeza a Brendon que a vida dele é na roça.  “Eu cheguei a sair por dois anos, estive trabalhando fora, para tentar algo diferente. Foi uma experiência que me fez entender que não era o que eu queria para mim, então conversei com meu pai e voltei a trabalhar na propriedade da família. Como eu já tive esta experiência, eu tenho certeza que é na roça que eu me identifico mais”, falou.

Brendon, a irmã e os pais acordam por volta de 6 horas, tomam café e já vão para a roça. “Dependendo do dia, a gente vai até a noite. Em tempo de safra a gente trabalha até mais tarde, de segunda a segunda, não tem dia”, contou. Atualmente ele faz um curso na Epagri, de Araranguá, junto com Diego, Ângela e outros jovens agricultores da região, para controlar melhor o que planta. “Estamos fazendo o curso através da Epagri, com ele fiz novas amizades e adquiri novos conhecimentos”, ponderou.

Em Balneário Gaivota, Ricardo Correa da Silva, de 25 anos, solteiro e morando com os pais, já assumiu praticamente toda a administração da propriedade da família. Formado em técnico agrícola e aluno da primeira turma de capacitação do Programa SC Rural em Liderança, Empreendedorismo e Gestão Ambiental na região, Ricardo está dinamizando o uso da terra. Nos 12 hectares localizados na Rua Nova, ele cria ovelha e gado, planta pitaya e abacaxi e mantém a principal atividade dos pais, a produção de mel. A diferença é que agora as abelhas convivem com várias outras fontes de renda, e o rapaz não para de fazer planos: “vou cultivar uva e quero implantar aqui uma agrofloresta”, anuncia, deixando clara a preocupação ecológica e a sintonia com as formas mais avançadas de agronegócio.

Quanto a vender ou deixar a propriedade onde nasceu e se criou, Ricardo só tem uma decisão. “De jeito nenhum, tenho muito carinho por esta terra”.

 

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