Clima

27/12/2016 10:00

Relatório Defesa Civil aponta baixo número de situações de emergência


O ano de 2016 teve poucas ocorrências de eventos climáticos adversos em Santa Catarina. A meteorologia da Epagri/Ciram, órgão oficial do Estado, diz que houve chuva abaixo da média, principalmente na primavera. Porém, casos pontuais de chuva  e ventos fortes atingiram alguns municípios, situação típica da estação. Isso também influenciou no número de decretações de situação de emergência ou estado de calamidade pública. Neste ano, apenas 28 decretações passaram pela  secretaria de Estado da Defesa Civil. Enquanto que em 2015, foram 154 decretações. A diferença é de 126 de um ano para o outro.

Para o responsável pelo setor do Cartório de Homologações da secretaria, Arno Avelino Schüssler, outro fator que pode ter influenciado foram as orientações aos municípios. Conforme ele, a equipe realizou orientações em algumas prefeituras para informar o dever também do município. As palestras feitas pela equipe focava os critérios para decretações tanto para situação de emergência quanto para estado de calamidade pública.

O secretário de Estado da Defesa Civil SC, Rodrigo Moratelli, lembra que o número baixo de ocorrências climáticas e decretações possibilitou maior tempo para a secretaria trabalhar em projetos de prevenção. “O clima colaborou conosco para focar o trabalho na prevenção. Podemos destacar a criação do Centro Integrado, o planejamento e criação dos Centros Regionais, projeto de alerta via SMS, planos de contingência”, cita.

Para Moratelli, os anos de 2014 e 2015 houve muitas ocorrência e isso necessitava de maior empenho dos funcionários para atender os municípios na resposta do evento. “Então tecnicamente foi um pouco mais de um ano para poder apagar os resquícios dos desastres para poder transformar as cidades como eram antes, captar recursos, e isso é um trabalho árduo porque demanda de tempo”, compara. O secretário diz que 2016 foi excelente porque possibilitou dar andamento aos projetos de prevenção.

Decretações:

2015:
– Decretos homologados e reconhecidos = 75
– Decretos homologados = 19
– Decretos reprovados pelo Estado = 60
– Decretos em análise = 0

2016:
– Decretos homologados e reconhecidos = 17
– Decretos homologados = 1
– Decretos reprovados pelo Estado = 9
– Decretos em análise = 1


08/12/2016 06:00

Há previsão de chuva e ventos fortes em SC a partir desta quinta-feira


A Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram alertam para o risco de chuvas, ventos fortes e raios em todo o estado nesta quinta e sexta-feira, 8 e 9. Não está descartada a possibilidade de granizo em pontos isolados. Os órgãos pedem atenção para as regiões de divisa com o Paraná, especificamente no Oeste, Meio-Oeste, Planalto Norte e Litoral Norte. Nestas áreas, o volume pode chegar a 100mm em 24 horas, sendo que o esperado para o mês inteiro varia entre 140mm a 170mm. Nas demais regiões, o volume de chuva deve ser menor, chegando a 30mm.

Com a intensidade de chuvas estimada no Centro-Norte do Estado, há o indicativo de alagamentos pontuais nas cidades que fazem divisa com o Paraná. “São chuvas típicas de verão e, geralmente, são pancadas com trovoadas, porém volumosas para um curto espaço de tempo”, destacou o meteorologista da Epagri/Ciram, Marcelo Martins.

Essa condição de chuva é favorecida pela temperatura alta e pelos valores elevados de umidade. Martins explica que as rajadas de ventos não são tão preocupantes como as que ocorreram na madrugada do último domingo, 4, em Florianópolis. “O evento registrado em Florianópolis é bem atípico, e o último semelhante a ele aconteceu em 2005”, explica.

Na sexta-feira, o dia começa com variação de nuvens, mas a chuva volta a todas a regiões no período da tarde. Os indicativos são de que a chuva persista também no sábado, mais forte na madrugada e manhã, escpecialmente no Norte do estado.

Quarta-feira

Por volta das 16h40 desta quarta-feira, o radar de Lontras (imagem abaixo) mostrou núcleos de chuva pelo estado, com intensidade forte em Turvo e fraca a moderada em Lebon Régis, Santa Cecília, Monte Castelo, Alfredo Wagner, Lauro Muller e Meleiro.

A Defesa Civil classifica os níveis de criticidade como Observação, Atenção e Aviso.

Observação: usado quando uma ameaça meteorológica ou hidrológica é eminente ou provável, mas não é tão severa. Pode evoluir para os demais níveis.

Atenção: usado quando uma ameaça meteorológica ou hidrológica está para acontecer, é significativa, porém o horário ou local é incerto. Pode evoluir para aviso.

Aviso: usado quando uma ameaça meteorológica ou hidrológica é eminente ou provável, com severidade ou representa uma ameaça à vida ou propriedade.

Boletim atualizado às 17h desta quarta-feira, 7.


29/11/2016 13:22

Chuva e vento destelham casas em Timbé do Sul

Danos materiais foram contabilizados por famílias que agora arrumam os estragos feitos por tempestade


Na tarde de domingo (27), Timbé do Sul teve que, mais uma vez, lidar com fenômenos climáticos. Desta vez um cavado que veio do norte da Argentina encontrou uma frente fria vinda do litoral.

Segundo populares, às 17 hs, duas nuvens se encontraram e iniciaram a tempestade. Com isso, veio a chuva típica de dias quentes de verão e com ela, os estragos. No Centro de Timbé do Sul, a garagem da prefeitura foi uma das atingidas. Boa parte da parede caiu e, consequentemente, o teto também. Parte das telhas voaram e atingiram as casas que ficam atrás da garagem de Albertina Panatto e Maria Donadel Panatto.

A família retornava de um passeio e entrou na casa por causa do temporal. Em minutos ocorreu o destelhamento da casa, quebrou janela, a chuva e o vento danificaram o forro de PVC e ocasionou rachadura em parte da casa. O carro da família estava estacionado ao lado da casa e também foi atingido pelos destroços, sendo quebrado o vidro traseiro. “Quando vimos que o forro apresentava claridade porque estava sendo destelhada, corremos para casa da minha avó, na frente da nossa. Foi questão de minutos. Tivemos nossa casa alagada. Molhou cama e sofá. Tivemos o apoio dos vizinhos e parentes logo após o ocorrido”, declarou a filha de Albertina, Merian Panatto.

A casa da frente, da avó Maria Donadel Panatto também foi atingida. “Levei um susto tão grande. Mesmo com as janelas fechadas a chuva entrada e molhou até o meu guarda-roupa”, contou, ainda abalada.

A Defesa Civil Municipal, após o ocorrido, iniciou os primeiros atendimentos, distribuindo lonas para casas que também foram atingidas pela forte chuva e vento. A Secretaria de Obras também está dando assistência e realizando a limpeza devido a tempestade. Algumas casas e construções, em determinados pontos, tiveram danos materiais. “As construções que mais foram atingidas estão no Centro. Também temos registro de casa e pavilhão danificados e destelhados em Nova Vicença”, relatou a coordenadora municipal da Defesa Civil de Timbé do Sul, Arlete da Rocha.

Segundo a Defesa Civil Regional, a estação oficial mais próxima de Timbé do Sul marcou 65 km/hora no momento da tempestade. “Este foi um temporal localizado, com granizo de forma branda”, comentou o coordenador regional da Defesa Civil, Sebastião Antonio de Souza.

Em Timbé do Sul foi contabilizada uma família desalojada, que foi acolhida na casa de parentes. “Até o momento ainda não há índice para decretar estado de emergência, porque é necessário alcançar 2,77% da renda anual do município pelos danos causados no fenômeno climático. Estamos realizando o levantamento e tomando as providencias para dar assistência aos atingidos”, explicou o prefeito, Eclair Alves Coelho.

 


18/11/2016 10:00

Casas atingidas por temporais em SC serão recuperadas com recursos federais

O aporte de R$ 675,4 mil foi autorizado pelo Ministério da Integração Nacional nesta quinta-feira (17)


O Ministério da Integração Nacional autorizou o repasse de R$ 675,4 mil ao governo de Santa Catarina para ações de Defesa Civil no estado. O aporte irá custear a aquisição de telhas para recuperação de 350 casas danificadas pelas chuvas de granizo no município de Fraiburgo (SC). A liberação dos recursos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (17).

As chuvas que atingiram o estado no mês último de outubro causaram diversos danos, afetando mais de seis mil pessoas. Para auxiliar a população atingida, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, esteve em Santa Catarina e se reuniu com o governador do estado, Raimundo Colombo, e equipes da Defesa Civil para definir o apoio federal.

Para ter acesso ao apoio financeiro de reconstrução de áreas públicas danificadas por desastres naturais, a Prefeitura ou o Governo Estadual precisam obter o reconhecimento federal de situação de emergência e apresentar um Plano de Trabalho e o Relatório de Diagnóstico, no prazo de até 90 dias após a ocorrência.

As solicitações são feitas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), disponíveis para acesso no endereço: www.mi.gov.br/defesa-civil/s2id. Com base nestes documentos, o Ministério da Integração Nacional analisa os processos e define o valor a ser disponibilizado para a execução das ações. O órgão tem prazo de 365 dias para executar as ações. O apoio federal é complementar às ações do estado e dos municípios.

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