Clima

08/03/2018 20:00

Defesa civil contabiliza estragos com vento e chuva


A forte chuva e o vendaval que atingiu o município de Jacinto Machado, no último domingo, deixou vários estragos nas plantações de arroz, milho e maracujá e destelhou algumas casas. A defesa civil fez o levantamento e contabilizou os estragos.

O responsável pelo órgão no município, Braz Pereira Mouro, percorreu as localidades no início da semana e identificou as áreas afetadas. “Na agricultura a comunidade de Pinheiro do Meio, região da Lebre, foi a mais afetada. Já as casas que foram destelhadas ficam no bairro Araçá”, contou.

Segundo Braz, uma forte chuva seguida de rajadas de ventos ocasionou os prejuízos. “Foram pontos isolados, então acreditamos o fenômeno climático chamado de microexplosão foi o causador dos estragos”, explica.

As famílias que tiveram as casas destelhadas foram atendidas pela Secretaria de Desenvolvimento Social e da Família, e receberam a atenção necessária, já que se tratavam de pessoas muito carentes. No entanto, como houve uma perda significativa dos pertences destas famílias, eles estão recebendo doações, que podem ser feitas diretamente a eles ou através da Secretaria Municipal.


16/02/2018 10:00

Radar Meteorológico é inaugurado


Na manhã desta quinta-feira, o Secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, inaugurou o radar meteorológico sul, instalado junto ao Farol da Marinha em Morro dos Conventos, no município de Araranguá. A solenidade foi acompanhada por inúmeras lideranças de todo sul do Estado.

O radar será responsável pela cobertura de 41 municípios. “O equipamento tem uma função estratégica, possibilitando a leitura atmosférica da região sul do Estado, e emitindo alertas meteorológicos de maneira coerente, mobilizando as equipes para atuarem em campo na ocorrência de situação de crise e dando informação à população para que ela possa reagir aos eventos meteorológicos que impõem desafios. Nossa meta é proteger vidas e o radar sul é mais uma importante ferramenta, para tornar a nossa Santa e Bela, também Segura Catarina”, disse Moratelli.

Com o funcionamento do radar em Araranguá, o Estado passa a ter 100% de cobertura meteorológica. Assim como as imagens dos radares do Vale (Lontras) e do Oeste (Chapecó), as informações do radar sul já estão disponíveis para o público, por meio do portal http://sigsc.sc.gov.br/radarsc/

O investimento no Radar Móvel Sul foi de cerca de R$ 4 milhões com recursos do Pacto por SC, financiados pelo Banco do Brasil. Pesando cerca de 4 toneladas, pode ser deslocado para qualquer lugar de Santa Catarina de forma simples de acordo com a necessidade. O alcance é entre 100 e 150 km. Ele possui o modelo Banda X e foi fabricado pela empresa Norte Americana Enterprise Electronics Corporation (E.E.C).

O secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá, Heriberto Afonso Schmidt, ao lado do coordenador Regional de Defesa Civil, sargento BM Sebastião Antônio de Souza, destacou a importância do equipamento para o sul do Estado. “Em nome do Extremo-Sul gostaria de agradecer ao Governo do Estado por este importante aliado na segurança. Nossa região já sofreu muito com eventos climáticos no passado, e este momento é um marco no que diz respeito à prevenção”.

Também participaram do ato de inauguração o Capitão dos Portos de Santa Catarina, Capitão de Mar e Guerra Emerson Gaio Roberto; o presidente da Amesc (Associação de Municípios do Extremo-Sul Catarinense), prefeito Valdionir Rocha, representando os demais prefeitos; vice-prefeito de Araranguá Primo Menegalli Junior; deputado estadual Manoel Mota; vereadores, secretários, coordenadores de Defesa Civil, entre outras lideranças e representatividades.


19/11/2017 18:00

Como o aquecimento global pode mudar 5 cidades no mundo


Pouco antes das negociações sobre mudanças climáticas começarem na 23ª Conferência do Clima (COP23) em Bonn, na Alemanha, a ONU alertou que as últimas projeções de aquecimento global apontam uma elevação de 3,2ºC até 2100 – muito acima do objetivo de limitar o aumento da temperatura entre 1,5ºC e 2ºC.

Mas, por trás dos números, quais seriam as consequências de um mundo mais quente? Como diz o próprio nome, o aquecimento global ocorrerá no mundo inteiro, mas os impactos irão variar de um lugar para outro. A DW mostra o que um aumento de 3ºC significaria para cinco cidades mundo afora:

 

Foto: Climatempo

Nova Orleans, EUA: mais tempestades e inundações

Se a temperatura global aumentar 3ºC, o futuro de Nova Orleans será incerto. A relação entre as mudanças climáticas e tempestades está apenas começando a ser entendida, mas o aumento do nível do mar e temperaturas da superfície dos oceanos mais quentes sugerem que a cidade provavelmente experimentará mais eventos meteorológicos semelhantes ao furacão Katrina até o fim do século.

A temporada de furacões excepcionalmente hiperativa em 2017 pode ser um prenúncio preocupante dos eventos climáticos que estão por vir. De acordo com Bridget Tydor, urbanista do Conselho de Esgoto e Água de Nova Orleans (SWBNO), a cidade americana está trabalhando duro na manutenção de diques e no preparo para a remoção de um grande número de pessoas, se necessário.

“Como vimos e aprendemos, a proteção ou mitigação contra desastres não é a única parte do quebra-cabeça”, afirma Tydor, que também é membro da delegação americana da Governos Locais por Sustentabilidade (ICLEI) dos EUA que foi à 23ª Conferência do Clima, em Bonn. “Nós também temos que nos adaptar e ter construções e infraestrutura mais sustentáveis para suportar eventos de chuva mais intensos ou até furações.”

Paris, França: ondas de calor e poluição

Um aumento de temperatura de 3ºC tornaria as ondas de calor mais comuns – inclusive no local de nascimento do Acordo de Paris. Um estudo recente da World Weather Attribution (WWA) sugere que temperaturas de mais de 40ºC no verão poderiam ser a norma em toda a Europa até 2050.

Grandes cidades como Paris também têm que lidar com a poluição do ar, que é acentuada por ondas de calor prolongadas – e vice-versa. Um estudo de 2017 aponta que, combinadas, ondas de calor e partículas de poluição agravam umas as outras, representando um risco significativo para a saúde humana.

Não precisamos esperar até o fim do século para ver o impacto do tempo quente nos centros urbanos. A França foi especialmente atingida pela onda de calor europeia em 2003, quando Paris registrou uma série de mortes. Mais recentemente, a onda de calor Lúcifer causou calor excessivo no sul da Europa. Paris já está tentando lidar com um futuro mais quente, começando pela proibição de veículos a diesel no centro da cidade, que deve entrar em vigor em 2030.

Cidade do Cabo, África do Sul: seca

À medida que as temperaturas aumentam, o risco de seca segue o mesmo caminho – não apenas nas regiões naturalmente áridas, mas também nas que dependem de chuvas sazonais. A Cidade do Cabo está atualmente em meio à sua pior seca em 100 anos.

Johannes Van Der Merwe, membro do comitê de finanças da prefeitura da cidade na COP23, afirma que a cidade está respondendo à crise atual construindo mais aquíferos e estações de dessalinização, além de restringir o uso da água. Porém, a cidade precisará se adaptar no longo prazo à escassez de água.

“Quando parti da Cidade do Cabo, há cerca de uma semana, os níveis das barragens estavam em 38%”, afirmou Van Der Merwe. “Muitas vezes falamos que [esse patamar] é o ‘novo normal’.”

A crescente população da cidade só tornará as coisas mais difíceis. Atualmente, a região metropolitana da Cidade do Cabo tem 3,7 milhões de habitantes, mas a população está crescendo 3% ao ano. “Você pode ser uma cidade bem governada e segura, mas, se não houver água, então você tem um problema”, frisa Van Der Merwe.

Daca, Bangladesh: aumento do nível do mar

Com uma população de 14,4 milhões de pessoas, Daca é a quarta cidade mais densamente povoada do mundo – e um dos lugares mais vulneráveis ao aumento do nível do mar.

Um aumento da temperatura média global de 3ºC faria com que o nível dos oceanos aumentasse de dois a quatro metros nos próximos três séculos. Mas uma análise de 2013 mostra que as marés em Bangladesh estão aumentando pelo menos dez vezes mais rápido que a média mundial, o que deve significar um aumento de quatro metros em 2100. Isso faria com que ao menos 15 milhões de pessoas deixassem áreas rurais mais baixas e se mudassem para cidades como Daca.

Muthukumara S. Mani, economista do departamento de desenvolvimento sustentável para o Sul da Ásia do Banco Mundial, identificou áreas que se tornarão “pontos cruciais” de mudanças climáticas nas próximas décadas.

“Definitivamente, Daca é muito vulnerável às mudanças climáticas e precisa estar preparada”, afirmou Mani à DW. “O que acontecerá em Daca também dependerá muito do que acontecerá em outros lugares de Bangladesh. Se as coisas começarem a piorar, as pessoas começarão a migrar para Daca, e isso vai piorar a situação”, frisou a especialista.

Daca está situada apenas quatro metros acima do nível do mar, e altas taxas de pobreza significam que a cidade tem capacidade limitada para se adaptar às mudanças climáticas.

“É difícil planejar com antecedência, considerando os recursos limitados que o governo tem agora”, afirma Mani.

Norilsk, Rússia: derretimento do permafrost

O derretimento do permafrost é um sintoma frequentemente ignorado das mudanças climáticas, mas seus impactos já estão sendo sentidos em algumas cidades do mundo localizadas mais ao norte.

Um estudo de 2016 aponta que cidades na Sibéria construídas sobre o permafrost – solo ou sedimento congelado por mais de dois anos consecutivos – estão em perigo de, literalmente, entrar em colapso devido ao aquecimento global.

Norilsk, na Rússia – a cidade mais ao norte do mundo e que tem uma população de mais de 100 mil habitantes – está situada em uma zona de permafrost contínua. Estudos demonstraram que as temperaturas na Rússia ártica estão aumentando mais rapidamente que no resto do mundo.

No ritmo atual, pode ser que os edifícios em Norilsk consigam suportar de 75% a 95% menos peso até os anos 2040. Os moradores já estão relatando um aumento súbito de danos e rachaduras nos prédios à medida que o solo sobre eles se descongela.


17/08/2017 10:00

Defesa Civil faz teste com radar meteorológico móvel sul


A secretaria de estado da Defesa Civil de Santa Catarina, iniciou os testes com o radar meteorológico móvel. O aparelho está em Florianópolis, no Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros. Até domingo, técnicos da Defesa Civil SC e da fabricante Enterprise Electronics Corporation (E.E.C), certificarão a parte física do produto conforme o edital de compra.

De acordo com o gerente de monitoramento e alerta, Frederico Rudorff, a equipe avaliou hoje, o desempenho da antena do equipamento. “Hoje verificamos a precisão do radar meteorológico, especialmente a antena. Ela está dentro da potência e frequência indicada no edital. O giro máximo é de 6 voltas por minuto. Trabalhamos com um alcance de 60km aqui em Florianópolis, sendo que quanto menor a distância, mais detalhes podem ser captados”, explica o gerente.

Na semana que vem, iniciam os testes de software (programa) do radar, que será feito na Epagri/Ciram. Devem participar desta etapa técnicos da Defesa Civil SC, meteorologistas da Epagri/Ciram, alunos de meteorologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Após esse período, será realizada a operação assistida por um técnico da empresa para verificar o desempenho do equipamento adquirido pelo estado. O radar meteorológico móvel será responsável pela cobertura do extremo sul de SC. Ele abrangerá cerca de 52 municípios daquela região. Em casos extremos de desastres, o aparelho também poderá ser deslocado para qualquer região por um reboque. O investimento do governo do estado, através da secretaria de estado da Defesa Civil, é de R$ 3,4 milhões para adquirir o radar.

O coordenador regional de Defesa Civil na Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá, Sebastião Antônio de Souza, que participou dos testes, lembra que o radar móvel sul ficará posicionado em Araranguá, ao lado do Farol do Morro dos Conventos, dentro da área da Marinha, e que está sendo providenciado junto ao órgão a autorização para iniciar a infraestrutura para o recebimento do equipamento.

 

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