Clima

17/08/2017 10:00

Defesa Civil faz teste com radar meteorológico móvel sul


A secretaria de estado da Defesa Civil de Santa Catarina, iniciou os testes com o radar meteorológico móvel. O aparelho está em Florianópolis, no Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros. Até domingo, técnicos da Defesa Civil SC e da fabricante Enterprise Electronics Corporation (E.E.C), certificarão a parte física do produto conforme o edital de compra.

De acordo com o gerente de monitoramento e alerta, Frederico Rudorff, a equipe avaliou hoje, o desempenho da antena do equipamento. “Hoje verificamos a precisão do radar meteorológico, especialmente a antena. Ela está dentro da potência e frequência indicada no edital. O giro máximo é de 6 voltas por minuto. Trabalhamos com um alcance de 60km aqui em Florianópolis, sendo que quanto menor a distância, mais detalhes podem ser captados”, explica o gerente.

Na semana que vem, iniciam os testes de software (programa) do radar, que será feito na Epagri/Ciram. Devem participar desta etapa técnicos da Defesa Civil SC, meteorologistas da Epagri/Ciram, alunos de meteorologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Após esse período, será realizada a operação assistida por um técnico da empresa para verificar o desempenho do equipamento adquirido pelo estado. O radar meteorológico móvel será responsável pela cobertura do extremo sul de SC. Ele abrangerá cerca de 52 municípios daquela região. Em casos extremos de desastres, o aparelho também poderá ser deslocado para qualquer região por um reboque. O investimento do governo do estado, através da secretaria de estado da Defesa Civil, é de R$ 3,4 milhões para adquirir o radar.

O coordenador regional de Defesa Civil na Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá, Sebastião Antônio de Souza, que participou dos testes, lembra que o radar móvel sul ficará posicionado em Araranguá, ao lado do Farol do Morro dos Conventos, dentro da área da Marinha, e que está sendo providenciado junto ao órgão a autorização para iniciar a infraestrutura para o recebimento do equipamento.

 


10/08/2017 08:00

Frente fria provocou chuva, raios e temporais de granizo em Santa Catarina


No decorrer da tarde de terça-feira, 8, uma frente fria avançou sobre Santa Catarina causando forte instabilidade, com pancadas de chuvas, raios e queda de granizo em algumas cidades catarinenses. Conforme a Secretaria de Estado da Defesa Civil, não há registro de prejuízos de grande proporção, pois os temporais ocorreram de forma isolada.

Segundo informações da Epagri/Ciram, o granizo foi observado no Oeste (Ipumirim) no meio da tarde e, sobretudo, no período noturno no Planalto Sul (Abdon Batista, Lages, Campo Belo do Sul, Cerro Negro, São Joaquim, Otacílio Costa, Painel), Litoral Sul (Armazém, Criciúma, Cocal do Sul, Forquilhinha, Içara, Jaguaruna, Pedras Grandes, Treze de Maio, Urussanga), Vale do Itajaí (Agrolândia, Ituporanga, Santa Cecilia, Vidal Ramos), Grande Florianópolis (Florianópolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Governador Celso Ramos) e no Planalto Norte (Porto União)*.

O volume de chuva foi pouco significativo durante o avanço da frente fria, concentrando-se do Meio-Oeste ao Litoral, entre 5mm e 15mm. Os maiores volumes de chuva foram registrados nos municípios de Praia Grande (40mm), Antônio Carlos (28mm), Angelina (26mm), São João do Itaperiú (25mm) e Jaraguá do Sul (22mm).

Para esta quarta-feira, 9, a condição é de tempo mais firme, com presença de sol. O vento fraco permite que a temperatura fique mais alta, acima dos 20ºC em todas as regiões ao longo do dia. No período noturno, as temperaturas ficam um pouco mais amenas, principalmente no Planalto Sul e na Serra catarinense.

Também a partir desta noite, o mar no Litoral de SC estará muito agitado, com altura de onda de 3m a 4m. Há risco de ressaca, especialmente na quinta-feira, 10, sendo desfavorável a navegação de pequenas e médias embarcações.

De acordo com a previsão, uma nova frente fria deve chegar a Santa Catarina no domingo. “Essa frente fria de domingo irá se deslocar bastante rápido pelo estado, então pode trazer alguns temporais, com rajadas de vento, raios e granizo”, afirma a meteorologista da Epagri/Ciram Marilene de Lima.


26/07/2017 13:00

Radar meteorológico móvel está em montagem na capital


O radar meteorológico móvel chegou em Florianópolis para ser montado nesta terça-feira, 25. Em um galpão, técnicos brasileiros e da empresa Norte Americana E.E.C. montam o equipamento. No total são 4 toneladas de peças do radar responsável pela cobertura do Sul de Santa Catarina.

O gerente de Monitoramento e Alerta da Secretaria de Estado da Defesa Civil, Frederico Rudorff, disse que até o fim de semana o radar estará montado. “Após finalizada esta etapa, faremos o treinamento “, comenta.

A sede do radar móvel é no Morro dos Conventos, em Araranguá, Sul de SC. Ele será transportado para o local após construída a infra-estrutura. No total, serão 52 municípios cobertos pelo equipamento meteorológico.

Contendo o modelo “Banda X”, o radar foi fabricado pela empresa Norte Americana Enterprise Electronics Corporation (E.E.C). O investimento do governo do Estado, através da secretaria de Estado da Defesa Civil, é de R$ 3.401.222,00. Os recursos são do Pacto por SC, financiados pelo Banco do Brasil.

Radares Banda X operam com comprimentos de onda entre 2,5-4 cm e frequência entre 8-12 GHz. Por ter comprimento de onda menor, os radares banda X são mais sensíveis e podem detectar partículas menores. Estes radares são frequentemente utilizados para pesquisa e apresentam melhor desempenho para detectar precipitação leve e neve. Por serem menores e mais leves podem ser fabricados como unidades transportáveis, como é o caso deste radar que está sendo adquirido. O alcance do radar banda X é entre 100 e 150 km.

 


23/07/2017 12:00

Trabalhador rural relembra maior nevasca já registrada em SC, há 60 anos: ‘Foi emocionante e lindo’

Em 20 de julho de 1957, nevasca em São Joaquim atingiu acumulados de 1,30 m e deixou cidade isolada por uma semana


Aos 88 anos, o trabalhador rural Vidal Cândido da Silva Neto lembra exatamente de quando São Joaquim, na Serra, foi atingida pela maior nevasca da história de Santa Catarina e segunda maior do país. Nesta quinta-feira (20), o fenômeno completa 60 anos, registrado em 20 de julho de 1957.

“Eu tinha 27 anos. Lembro que começou às 11h e nevou até cinco da tarde. Foi grande, dentro de uma hora estava tudo branco. Foi emocionante e lindo”, conta.

Conforme o morador, uma semana depois, a Igreja Matriz de São Joaquim ainda estava coberta de neve. “A sensação de frio era forte e de uns dois graus a menos, em relação ao que estamos acostumados, era muito melhor do que esse frio de agora, não dá tanto gelo”, relembra.

 

Vidal Cândido presenciou a nevasca de 1957 em São Joaquim (Foto: Glauco Silvestre Silva/Arquivo Pessoal)

Vidal Cândido presenciou a nevasca de 1957 em São Joaquim (Foto: Glauco Silvestre Silva/Arquivo Pessoal)

De acordo com a Central RBS de Meteorologia, naquela nevasca, os acumulados de neve chegaram a 1,30 m.

“No outro dia, quando fomos para o mato, vimos muitos passarinhos mortos. A gente achou que os porcos haviam morrido, mas não, só estavam cobertos pela neve. Nós tivemos que carregar as galinhas, elas não conseguiam caminhar pela fazenda, ficavam com os pés enterrados na neve”

Segundo o agricultor, três dias depois da nevasca, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) foi usado para levar alimentos e remédios à cidade. “Lembro que soltaram os suprimentos em um campo de futebol, porque a cidade estava isolada”, relata.

Outro morador de São Joaquim fez um monte de neve do tamanho da casa (Foto: Bampi/Divulgação)

Outro morador de São Joaquim fez um monte de neve do tamanho da casa (Foto: Bampi/Divulgação)

Neve na história nacional

Conforme Bianca Souza, técnica da Central RBS de Meteorologia, a maior nevasca da história nacional caiu em Vacaria (RS), em 1979, com acumulados de 2 metros. A nevasca de São Joaquim foi a segunda maior do país, seguida por uma registrada em Itatiaia (RJ), em 1985, com acumulado de 1 metro.

Em 2013, na semana do dia 22 a 25 de julho, 113 cidades catarinenses registravam neve, além de 35 municípios que tiveram chuva congelada.

“O fenômeno é raro, porque precisa de uma intensidade de ar polar para ter temperaturas baixas em altitude. As nuvens se formam a uma certa altura, quanto mais gelado estiver entre a base da nuvem e o solo, mais inteiro chega o floco de neve. Se esse comportamento durar várias horas, ocorrerá neve por mais tempo”, explicou o meteorologista da Central RBS de Meteorologia, Leandro Puchalski.

 

Neve atingiu 1,30m e deixou a cidade isolada (Foto: Bampi/Divulgação)

Neve atingiu 1,30m e deixou a cidade isolada (Foto: Bampi/Divulgação)

 
Maior nevasca da história de SC completa 60 anos

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