Clima

19/11/2017 18:00

Como o aquecimento global pode mudar 5 cidades no mundo


Pouco antes das negociações sobre mudanças climáticas começarem na 23ª Conferência do Clima (COP23) em Bonn, na Alemanha, a ONU alertou que as últimas projeções de aquecimento global apontam uma elevação de 3,2ºC até 2100 – muito acima do objetivo de limitar o aumento da temperatura entre 1,5ºC e 2ºC.

Mas, por trás dos números, quais seriam as consequências de um mundo mais quente? Como diz o próprio nome, o aquecimento global ocorrerá no mundo inteiro, mas os impactos irão variar de um lugar para outro. A DW mostra o que um aumento de 3ºC significaria para cinco cidades mundo afora:

 

Foto: Climatempo

Nova Orleans, EUA: mais tempestades e inundações

Se a temperatura global aumentar 3ºC, o futuro de Nova Orleans será incerto. A relação entre as mudanças climáticas e tempestades está apenas começando a ser entendida, mas o aumento do nível do mar e temperaturas da superfície dos oceanos mais quentes sugerem que a cidade provavelmente experimentará mais eventos meteorológicos semelhantes ao furacão Katrina até o fim do século.

A temporada de furacões excepcionalmente hiperativa em 2017 pode ser um prenúncio preocupante dos eventos climáticos que estão por vir. De acordo com Bridget Tydor, urbanista do Conselho de Esgoto e Água de Nova Orleans (SWBNO), a cidade americana está trabalhando duro na manutenção de diques e no preparo para a remoção de um grande número de pessoas, se necessário.

“Como vimos e aprendemos, a proteção ou mitigação contra desastres não é a única parte do quebra-cabeça”, afirma Tydor, que também é membro da delegação americana da Governos Locais por Sustentabilidade (ICLEI) dos EUA que foi à 23ª Conferência do Clima, em Bonn. “Nós também temos que nos adaptar e ter construções e infraestrutura mais sustentáveis para suportar eventos de chuva mais intensos ou até furações.”

Paris, França: ondas de calor e poluição

Um aumento de temperatura de 3ºC tornaria as ondas de calor mais comuns – inclusive no local de nascimento do Acordo de Paris. Um estudo recente da World Weather Attribution (WWA) sugere que temperaturas de mais de 40ºC no verão poderiam ser a norma em toda a Europa até 2050.

Grandes cidades como Paris também têm que lidar com a poluição do ar, que é acentuada por ondas de calor prolongadas – e vice-versa. Um estudo de 2017 aponta que, combinadas, ondas de calor e partículas de poluição agravam umas as outras, representando um risco significativo para a saúde humana.

Não precisamos esperar até o fim do século para ver o impacto do tempo quente nos centros urbanos. A França foi especialmente atingida pela onda de calor europeia em 2003, quando Paris registrou uma série de mortes. Mais recentemente, a onda de calor Lúcifer causou calor excessivo no sul da Europa. Paris já está tentando lidar com um futuro mais quente, começando pela proibição de veículos a diesel no centro da cidade, que deve entrar em vigor em 2030.

Cidade do Cabo, África do Sul: seca

À medida que as temperaturas aumentam, o risco de seca segue o mesmo caminho – não apenas nas regiões naturalmente áridas, mas também nas que dependem de chuvas sazonais. A Cidade do Cabo está atualmente em meio à sua pior seca em 100 anos.

Johannes Van Der Merwe, membro do comitê de finanças da prefeitura da cidade na COP23, afirma que a cidade está respondendo à crise atual construindo mais aquíferos e estações de dessalinização, além de restringir o uso da água. Porém, a cidade precisará se adaptar no longo prazo à escassez de água.

“Quando parti da Cidade do Cabo, há cerca de uma semana, os níveis das barragens estavam em 38%”, afirmou Van Der Merwe. “Muitas vezes falamos que [esse patamar] é o ‘novo normal’.”

A crescente população da cidade só tornará as coisas mais difíceis. Atualmente, a região metropolitana da Cidade do Cabo tem 3,7 milhões de habitantes, mas a população está crescendo 3% ao ano. “Você pode ser uma cidade bem governada e segura, mas, se não houver água, então você tem um problema”, frisa Van Der Merwe.

Daca, Bangladesh: aumento do nível do mar

Com uma população de 14,4 milhões de pessoas, Daca é a quarta cidade mais densamente povoada do mundo – e um dos lugares mais vulneráveis ao aumento do nível do mar.

Um aumento da temperatura média global de 3ºC faria com que o nível dos oceanos aumentasse de dois a quatro metros nos próximos três séculos. Mas uma análise de 2013 mostra que as marés em Bangladesh estão aumentando pelo menos dez vezes mais rápido que a média mundial, o que deve significar um aumento de quatro metros em 2100. Isso faria com que ao menos 15 milhões de pessoas deixassem áreas rurais mais baixas e se mudassem para cidades como Daca.

Muthukumara S. Mani, economista do departamento de desenvolvimento sustentável para o Sul da Ásia do Banco Mundial, identificou áreas que se tornarão “pontos cruciais” de mudanças climáticas nas próximas décadas.

“Definitivamente, Daca é muito vulnerável às mudanças climáticas e precisa estar preparada”, afirmou Mani à DW. “O que acontecerá em Daca também dependerá muito do que acontecerá em outros lugares de Bangladesh. Se as coisas começarem a piorar, as pessoas começarão a migrar para Daca, e isso vai piorar a situação”, frisou a especialista.

Daca está situada apenas quatro metros acima do nível do mar, e altas taxas de pobreza significam que a cidade tem capacidade limitada para se adaptar às mudanças climáticas.

“É difícil planejar com antecedência, considerando os recursos limitados que o governo tem agora”, afirma Mani.

Norilsk, Rússia: derretimento do permafrost

O derretimento do permafrost é um sintoma frequentemente ignorado das mudanças climáticas, mas seus impactos já estão sendo sentidos em algumas cidades do mundo localizadas mais ao norte.

Um estudo de 2016 aponta que cidades na Sibéria construídas sobre o permafrost – solo ou sedimento congelado por mais de dois anos consecutivos – estão em perigo de, literalmente, entrar em colapso devido ao aquecimento global.

Norilsk, na Rússia – a cidade mais ao norte do mundo e que tem uma população de mais de 100 mil habitantes – está situada em uma zona de permafrost contínua. Estudos demonstraram que as temperaturas na Rússia ártica estão aumentando mais rapidamente que no resto do mundo.

No ritmo atual, pode ser que os edifícios em Norilsk consigam suportar de 75% a 95% menos peso até os anos 2040. Os moradores já estão relatando um aumento súbito de danos e rachaduras nos prédios à medida que o solo sobre eles se descongela.


17/08/2017 10:00

Defesa Civil faz teste com radar meteorológico móvel sul


A secretaria de estado da Defesa Civil de Santa Catarina, iniciou os testes com o radar meteorológico móvel. O aparelho está em Florianópolis, no Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros. Até domingo, técnicos da Defesa Civil SC e da fabricante Enterprise Electronics Corporation (E.E.C), certificarão a parte física do produto conforme o edital de compra.

De acordo com o gerente de monitoramento e alerta, Frederico Rudorff, a equipe avaliou hoje, o desempenho da antena do equipamento. “Hoje verificamos a precisão do radar meteorológico, especialmente a antena. Ela está dentro da potência e frequência indicada no edital. O giro máximo é de 6 voltas por minuto. Trabalhamos com um alcance de 60km aqui em Florianópolis, sendo que quanto menor a distância, mais detalhes podem ser captados”, explica o gerente.

Na semana que vem, iniciam os testes de software (programa) do radar, que será feito na Epagri/Ciram. Devem participar desta etapa técnicos da Defesa Civil SC, meteorologistas da Epagri/Ciram, alunos de meteorologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Após esse período, será realizada a operação assistida por um técnico da empresa para verificar o desempenho do equipamento adquirido pelo estado. O radar meteorológico móvel será responsável pela cobertura do extremo sul de SC. Ele abrangerá cerca de 52 municípios daquela região. Em casos extremos de desastres, o aparelho também poderá ser deslocado para qualquer região por um reboque. O investimento do governo do estado, através da secretaria de estado da Defesa Civil, é de R$ 3,4 milhões para adquirir o radar.

O coordenador regional de Defesa Civil na Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá, Sebastião Antônio de Souza, que participou dos testes, lembra que o radar móvel sul ficará posicionado em Araranguá, ao lado do Farol do Morro dos Conventos, dentro da área da Marinha, e que está sendo providenciado junto ao órgão a autorização para iniciar a infraestrutura para o recebimento do equipamento.

 


10/08/2017 08:00

Frente fria provocou chuva, raios e temporais de granizo em Santa Catarina


No decorrer da tarde de terça-feira, 8, uma frente fria avançou sobre Santa Catarina causando forte instabilidade, com pancadas de chuvas, raios e queda de granizo em algumas cidades catarinenses. Conforme a Secretaria de Estado da Defesa Civil, não há registro de prejuízos de grande proporção, pois os temporais ocorreram de forma isolada.

Segundo informações da Epagri/Ciram, o granizo foi observado no Oeste (Ipumirim) no meio da tarde e, sobretudo, no período noturno no Planalto Sul (Abdon Batista, Lages, Campo Belo do Sul, Cerro Negro, São Joaquim, Otacílio Costa, Painel), Litoral Sul (Armazém, Criciúma, Cocal do Sul, Forquilhinha, Içara, Jaguaruna, Pedras Grandes, Treze de Maio, Urussanga), Vale do Itajaí (Agrolândia, Ituporanga, Santa Cecilia, Vidal Ramos), Grande Florianópolis (Florianópolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Governador Celso Ramos) e no Planalto Norte (Porto União)*.

O volume de chuva foi pouco significativo durante o avanço da frente fria, concentrando-se do Meio-Oeste ao Litoral, entre 5mm e 15mm. Os maiores volumes de chuva foram registrados nos municípios de Praia Grande (40mm), Antônio Carlos (28mm), Angelina (26mm), São João do Itaperiú (25mm) e Jaraguá do Sul (22mm).

Para esta quarta-feira, 9, a condição é de tempo mais firme, com presença de sol. O vento fraco permite que a temperatura fique mais alta, acima dos 20ºC em todas as regiões ao longo do dia. No período noturno, as temperaturas ficam um pouco mais amenas, principalmente no Planalto Sul e na Serra catarinense.

Também a partir desta noite, o mar no Litoral de SC estará muito agitado, com altura de onda de 3m a 4m. Há risco de ressaca, especialmente na quinta-feira, 10, sendo desfavorável a navegação de pequenas e médias embarcações.

De acordo com a previsão, uma nova frente fria deve chegar a Santa Catarina no domingo. “Essa frente fria de domingo irá se deslocar bastante rápido pelo estado, então pode trazer alguns temporais, com rajadas de vento, raios e granizo”, afirma a meteorologista da Epagri/Ciram Marilene de Lima.


26/07/2017 13:00

Radar meteorológico móvel está em montagem na capital


O radar meteorológico móvel chegou em Florianópolis para ser montado nesta terça-feira, 25. Em um galpão, técnicos brasileiros e da empresa Norte Americana E.E.C. montam o equipamento. No total são 4 toneladas de peças do radar responsável pela cobertura do Sul de Santa Catarina.

O gerente de Monitoramento e Alerta da Secretaria de Estado da Defesa Civil, Frederico Rudorff, disse que até o fim de semana o radar estará montado. “Após finalizada esta etapa, faremos o treinamento “, comenta.

A sede do radar móvel é no Morro dos Conventos, em Araranguá, Sul de SC. Ele será transportado para o local após construída a infra-estrutura. No total, serão 52 municípios cobertos pelo equipamento meteorológico.

Contendo o modelo “Banda X”, o radar foi fabricado pela empresa Norte Americana Enterprise Electronics Corporation (E.E.C). O investimento do governo do Estado, através da secretaria de Estado da Defesa Civil, é de R$ 3.401.222,00. Os recursos são do Pacto por SC, financiados pelo Banco do Brasil.

Radares Banda X operam com comprimentos de onda entre 2,5-4 cm e frequência entre 8-12 GHz. Por ter comprimento de onda menor, os radares banda X são mais sensíveis e podem detectar partículas menores. Estes radares são frequentemente utilizados para pesquisa e apresentam melhor desempenho para detectar precipitação leve e neve. Por serem menores e mais leves podem ser fabricados como unidades transportáveis, como é o caso deste radar que está sendo adquirido. O alcance do radar banda X é entre 100 e 150 km.

 

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