Ecologia

15/04/2017 00:00

Projeto conjunto CASAN – Consórcio Iberê recupera áreas ao longo de mananciais


O trabalho com famílias de pequenos agricultores da cidade de Caxambu do Sul, na Região Oeste de Santa Catarina, e a recuperação de mais cinco hectares de terras ao longo de cursos d´agua, é mais uma conquista do trabalho conjunto entre CASAN e Consórcio Iberê.

O trabalho desenvolvido desde 2006, e que já recebeu investimento de aproximadamente R$ 3 milhões da CASAN, já se estende por 372 propriedades rurais. Entre os resultados está a recuperação de 92 hectares de mata ciliar na Bacia Hidrográfica do Rio Chapecó/Irani – o equivalente a aproximadamente 128 campos de futebol, que atualmente têm de volta sua vegetação.

“Temos fotos de propriedades antes e depois do projeto. Sem o agricultor proteger a margem do curso d´água com cercas, o local era um descampado, muitas vezes com estrutura para o gado. Agora no terreno há uma floresta”, descreve a técnica do Consórcio Iberê Geciane Pereira Jordani, que realiza o trabalho de campo com as famílias.

Além de permitir que a vegetação seja recuperada ao longo dos cursos d´água, o projeto reduz a erosão do solo, que era comum nas margens desprotegidas nos períodos chuva.

“É um trabalho importantíssimo para os mananciais que garantem o abastecimento de água na região e também para a qualidade de vida das famílias”, destaca o diretor-presidente da CASAN, Valter José Gallina.

Diagnóstico e recuperação

O trabalho é realizado na área de abrangência do Consórcio Iberê, composto por sete municípios inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio Chapecó/Irani: São Carlos, Águas de Chapecó, Caxambú do Sul, Planalto Alegre, Guatambú, Chapecó e Cordilheira Alta.

Nessa região predominam pequenas propriedades rurais, em grande parte com uso do solo até as margens dos cursos d`água e acesso livre dos animais. Os produtores são convidados a participar e aderem às ações de forma voluntária.

Aqueles que têm interesse participam de discussões para um diagnóstico sobre os impactos em sua propriedade, trocando ideias sobre formas de restauração e preservação da cobertura vegetal às margens dos rios e nascentes.

A partir desse contato é realizado um projeto de restauração para cada propriedade, de acordo com o nível de degradação e suas causas. Depois são iniciadas diferentes ações. Entre elas, a construção de cercas que vão isolar os animais (grande parte dos agricultores trabalha com bovinocultura leiteira) e a produção agrícola da área a ser restaurada às margens dos cursos d´água e nascentes.

Os materiais para as cercas são comprados com recursos do convênio com a CASAN e repassados aos produtores rurais.

A regeneração natural da área é favorecida com práticas simples, que permitem também o retorno gradativo da fauna. Aumento da disponibilidade de água, contenção da erosão das margens dos riachos, reaparecimento de fauna local e melhoria do trabalho e dos produtos fabricados nas propriedades são outros benefícios citados por famílias que participam do projeto.

São parceiros no projeto sete prefeituras municipais integrantes do Consórcio Iberê, CASAN, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), Policia Ambiental, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste (Fundeste).

Em 2012 o projeto foi reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente e integrou o livro “Boas Práticas em Educação Ambiental na Agricultura Familiar”. Em 2015 recebeu novo reconhecimento, com o Prêmio Socioambiental Chico Mendes, promovido pelo Instituto Internacional de Pesquisas e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes (Inpra).

 

Saiba Mais:

O Dia Nacional da Conservação do Solo
A data de 15 de abril como o Dia Nacional da Conservação do Solo foi instituída em 1989, pela lei federal 7.876. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de um conservacionista estadunidense que desempenhou importante papel nesta área, Hugh Hammond Bennett (1881–1960), considerado em seu país como o “pai” da conservação do solo.


08/04/2017 00:00

Rede Leve Pizza assume compromisso de somente trabalhar com ovos de galinhas livres de gaiolas


A Rede Leve Pizza, pioneira no setor de pré-assadas no Brasil, anunciou que até 2025 passará a trabalhar apenas com ovos de galinhas não submetidas a confinamento em gaiolas em toda sua cadeia produtiva. A empresa já está planejando um trabalho de conscientização com seus franqueados sobre a importância dessa transição, já que o setor de compras da rede não é inteiramente centralizado.

A Rede Leve Pizza acredita nos princípios de bem-estar animal contidos no conceito das Cinco Liberdades (serem livres de medo e estresse, de fome e sede, de desconforto, de dor e doenças e ter liberdade para expressar seu comportamento ambiental) e tomou essa decisão após conversas com a Mercy For Animals, levando em conta as expectativas do consumidor por melhores práticas no tratamento dos animais e reforçando ainda mais o movimento de toda a indústria para não mais trabalhar com ovos de galinhas confinadas em gaiolas.

De acordo com Tiago Azem, presidente da Rede Leve Pizza, os departamentos de Marketing e Operações, além dos Consultores de Campo, irão abordar os franqueados em reuniões e, também, por meio dos canais de comunicação da empresa, para que eles possam realizar esse trabalho de conscientização junto aos seus fornecedores. “A franqueadora se compromete a fornecer as ferramentas necessárias para esse processo de transição”, ressalta.

Segundo Lucas Alvarenga, vice-presidente da Mercy For Animals no Brasil, “a Rede Leve Pizza está dando um passo significativo para melhorar a vida dos animais em sua cadeia produtiva. Esse compromisso de somente utilizar ovos de galinhas não confinadas em gaiolas reduzirá o sofrimento de dezenas de milhares de animais, sendo um importante exemplo para outras organizações no ramo da alimentação. Nunca foi tão claro que o futuro da indústria de ovos no Brasil é livre de gaiolas”.

Com mais de 120 unidades no Brasil, a Rede Leve Pizza conseguiu unificar sabor, qualidade e otimização de tempo em um modelo de negócio inovador, que oferece um produto de qualidade para os consumidores e um investimento seguro para seus franqueados. É isso que faz da rede um sucesso com presença em todo território nacional.

Sobre a Mercy For Animals
A Mercy For Animals, uma organização internacional de defesa animal com foco nos animais  ditos de consumo, dedica-se a promover a compaixão na adoção de políticas e nas escolhas alimentares. Fundada em 1999, a MFA é a maior organização de proteção de animais ditos de consumo no Brasil, com mais de um milhão de apoiadores. A MFA também atua em vários outros países e tem escritórios nos Estados Unidos, Canadá, Índia, China e México, que coordena a ação nos países de língua espanhola da América Latina.


04/04/2017 22:00

Mineração de carvão em Maracajá depende de investigação arqueológica


Uma investigação arqueológica, trabalho que deve se concluir no início do segundo semestre, separa a Maracajá Mineração da Licença Ambiental de Instalação (LAI), segunda etapa do processo de licenciamento ambiental do empreendimento, que já possui a Licença Ambiental Previa (LAP). A informação é do engenheiro de minas Cláudio Zilli, que acompanhado do publicitário Jairton Manique Barreto, visitou o prefeito Arlindo Rocha, nesta terça-feira (4).

“Nossa visita foi para atualizar a administração municipal do andamento do serviço de implantação da mina, tirar possíveis dúvidas e reafirmar nosso compromisso de cumprimento de todas as etapas da legislação ambiental e demais leis em vigor”, disse o engenheiro Zilli, diretor executivo da Maracajá Mineração. O início da investigação arqueológica depende da aprovação e publicação no Diário Oficial da União do projeto elaborado por técnicos da Unesc, encaminhado ao governo federal. O objetivo é estabelecer se há, ou não, indícios de sítios arqueológicos que precisam ser estudados e preservados, esclarece o executivo da mineradora.

“Respeitada a lei ambiental brasileira, que é uma das mais exigentes do mundo, a extração de carvão mineral é uma atividade regulamentada e que representa geração de empregos, oportunidades de empreendimento, retorno de recursos ao município e outros benefícios diretos à população, como por exemplo no campo da educação com a parceria com a Satc, que vamos incentivar”, disse o prefeito de Maracajá.

Além disso, concedida a LAI, o empreendimento deve repassar uma das compensações financeiras ao município, conforme determinado nos próprios procedimentos do licenciamento. Nas audiências públicas realizadas ficou definido que o Parque Ecológico Maracajá receberá um total de R$ 213 mil, valor a ser  quitado antes da expedição do Licenciamento Ambiental de Operação (LAO), última das licenças. “É um valor importante e no momento adequado vamos definir a forma de investimento”, observou Arlindo Rocha.

 


29/03/2017 12:00

Margem do Araranguá precisa ser recuperada


Na última sexta -feira, a Polícia Militar Ambiental de Maracajá participou de uma reunião com o Ministério Público Federal (MPF), em Criciúma, onde também estiveram presentes Luiz Leme, representante da Fundação Ambiental do Município de  Araranguá (Fama) e o procurador da prefeitura de Araranguá, Dick Roberto
Daniel, para tratar sobre a determinação do MPF, que culminou com a retirada
dos trapiches pesqueiros da margem do Rio Araranguá, em 2014.
Conforme explicou o tenente João Hélio Schneider, comandante da PM Ambiental de Maracajá, estado e município de Araranguá foram condenados em processo judicial, a recuperar a mata ciliar, às margens do Rio Araranguá. Os trapiches e barcos pesqueiros, por estarem inseridos nesta área de recuperação, que também é Área de Preservação Permanente, foram tratados no Projeto de Recuperação Ambiental.
Segundo o tenente a área de recuperação será demarcada, isolada e o município fixará placas, informando que o local trata-se de uma área de recuperação ambiental e
que não é permitido nenhum tipo de trânsito e atividade na área. “Por lei, não é permitido nenhum tipo de atividade, que não tenha relação com a recuperação, em toda a área”, asseverou a autoridade policial. Um projeto já foi feito e
nele constam todas as medidas que deverão ser tomadas para a recuperação da área
afetada. Conforme o tenente Schneider, normalmente envolve isolamento da área,
cientificação e recuperação ambiental, que pode ser feita com plantio de mudas
ou apenas deixando a terra intocável, para que a natureza se recupere. Se houver
vegetação exótica em algum ponto da margem do rio, ela será substituída por vegetação
nativa. A PM Ambiental fiscaliza o isolamento da área e se encontrar alguma atividade
no local, o responsável será autuado em processo administrativo, que pode gerar multa e também em processo criminal. Não é necessário que o espaço esteja sinalizado com placas, para que os policiais possam exercer seu trabalho. “Vamos dar toda divulgação, passar fazendo esta orientação e vamos continuar fiscalizando, mesmo que a placa seja destruída ou retirada, a área não perde seu caráter de recuperação e a PM Ambiental pode autuar”, declarou o tenente. Conforme Schneider, os trapiches e embarcações continuam proibidos, mesmo assim, na última sexta-feira, foram encontrados um trapiche e algumas embarcações atracadas junto a valos que dão acesso ao Rio Araranguá, todos no distrito de Hercílio Luz. Oito autuações foram registradas e repassadas para o MPF, que determinará quais as próximas medidas a serem
tomadas.

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