Ecologia

30/01/2018 20:00

Passagens de fauna evitam atropelamento de animais na Rocinha


Os atropelamentos em rodovias são uma das principais causas de mortalidade de diversas espécies da fauna no Brasil. Cálculos feitos por pesquisadores do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) estimam que até 475 milhões de animais silvestres são mortos desta forma todos os anos. Para minimizar este impacto nos seus empreendimentos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) executa medidas visando prevenir a morte direta de indivíduos e preservar a conectividade da paisagem.

No caso das obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC, licenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a travessia segura dos animais no trecho catarinense, em Timbé do Sul, será facilitada por meio de estruturas conhecidas como passagens de fauna. Na Serra da Rocinha, área preservada e de rica biodiversidade, três destes dispositivos subterrâneos estão em fase final de implantação. São bueiros de 1,5m x 1,5m cuja função exclusiva é permitir o deslocamento de espécies nativas. Conforme o coordenador dos Programas de Fauna da Gestora Ambiental (STE S.A.), Guillermo Dávila, o objetivo principal é diminuir o isolamento provocado pela presença do corpo da estrada, o qual fragmenta o habitat e pode representar uma barreira.

A medida é complementada por telas de 1,80m de altura que buscam evitar o acesso dos animais à rodovia, bem como direcioná-los ao local de cruzamento seguro. Dávila prevê que as estruturas serão utilizadas principalmente por mamíferos, como tatus, gambás, cutias, pacas, furões, ouriços, iraras e mãos-peladas. “No entanto, somente no decorrer do tempo e por meio de monitoramento saberemos que tipo de fauna será beneficiada”, afirma.

Já no trecho urbano haverá ainda duas passagens secas por baixo das pontes sobre os rios Rocinha e Serra Velha. “Serão feitas com material local (rocha, seixo) para formar caminhos em cotas superiores ao nível da água”, explica o coordenador. Vale destacar também que o projeto de sinalização conta com placas informando a presença de fauna silvestre. Da mesma forma, a equipe do Programa de Educação Ambiental trabalha o tema em diferentes atividades no intuito de sensibilizar os usuários e comunidades lindeiras à rodovia para um comportamento de direção preventiva em relação aos atropelamentos.


29/01/2018 12:00

Mutirão divulga plantio agroflorestal


O sábado foi de preparar a terra, plantar e aprender, para um grupo de pessoas que se reuniu no sítio Pedacinho do Céu. O nome não poderia ser mais apropriado para a intenção da proprietária, Magda Monteiro, a Gringa. “Quem veio até aqui hoje, tem em comum o desejo de produzir o seu próprio alimento e resgatar a partilha, o trabalho em comunidade”, diz Gringa.

No terreno de três hectares localizado na Lagoa de Fora, em Balneário Gaivota, foi realizado o 2º Mutirão Agroflorestal, coordenado pelo engenheiro agrônomo Edson Benites. Ele tem se dedicado a divulgar uma forma de cultivo mais natural e ecológica, que mistura florestas e plantio de alimentos, ou ainda a produção de várias culturas no mesmo espaço. O objetivo é diminuir o uso de agrotóxicos aumentando o equilíbrio ambiental. “Já existem boas técnicas pra quem não quer usar produtos químicos na lavoura”, garante Edson. É esse aprendizado que trouxe Neide Fontana e o marido, de Maquiné(RS) a Gaivota. O casal tem um sítio e pretende investir em produção orgânica. Neide não conhecia Gringa, mas sabia desde o início que tinha com ela e com os demais participantes do encontro, um desejo em comum: “buscamos um projeto de vida, uma forma de trabalho mais cooperativo”, explicou. O mutirão, com todos mexendo na terra e ouvindo as orientações do agrônomo, pode não ser, literalmente, a salvação da lavoura brasileira, mas é um caminho para quem quer salvar sua saúde física e mental.


04/01/2018 12:00

Parque Ecológico de Maracajá será revitalizado


A secretaria de Turismo e Meio Ambiente de Maracajá quer atrair mais turistas para o Parque Ecológico Municipal. Uma nova pista de caminhada está sendo finalizada e a administração do local vai reformar o Centro de Eventos dos Jerivás, anexo ao parque, onde são realizadas reuniões, seminários e eventos institucionais, sociais e comunitários.

O secretário Antenor Rocha destaca que, a nova pista de caminhada, circundando o parque terá cinco quilômetros, possibilitando uma visão diferenciada daquele equipamento turístico. “A nossa nova trilha está passando por ajustes finais, agora falta apenas colocar as placas de sinalizações e revestir com areão. Tudo isso para garantir que os nossos visitantes se sintam bem”.

Antenor ainda relata que um dos objetivos deste ano é a reforma do centro de eventos. “Vamos abrir processo licitatório para trocar toda cobertura do centro de eventos, além disso, climatiza-lo”, frisa. O atual secretário, quando prefeito de Maracajá, criou o parque e construiu o Centro de Eventos dos Jerivás e, desde então, há mais de 30 anos, o local jamais recebeu reforma e revitalização consistentes.

“Queremos oferecer um ambiente com novas opções, assim atraindo e motivando as pessoas a visitarem a nossa cidade”, sinaliza Rocha. Além da nova pista de caminhada que deve ser entregue nas próximas semanas, para o Parque Ecológico estão projetadas um pista de arvorismo, permitindo um passeio acima da copa das árvores e uma tirolesa para atender, principalmente, jovens e crianças.


24/12/2017 00:00

As 20 melhores fotos da natureza de 2017


Poucos temas são tão fascinantes e oferecem tantas imagens espetaculares para o trabalho de um fotógrafo quanto a natureza. Há mais de 100 anos a revista National Geographic, entre reportagens e artigos sobre ciência, história, geografia, história e cultural, ilustra suas páginas com as mais espetaculares imagens de animais, paisagens e a natureza de modo geral. Natural, portanto, que anualmente a revista realize o Natural Geographic’s Nature Photographer of the Year Contest, um concurso de fotografias da natureza – e os vencedores de 2017 foram finalmente anunciados.

O prêmio é dividido em quatro categorias: vida selvagem, paisagens, aérea e debaixo d’água. O vencedor em cada categoria recebe um prêmio no valor de 2,5 mil dólares. A partir dessa seleção, um grande vencedor é escolhido dentro os quatro vencedores segmentados. A fotógrafo por trás da foto campeã ganha mais 7,5 mil dólares e ainda a imagem publicada na revista e no instagram da National Geographic.

A imagem selecionada como grande vencedora do concurso geral foi a foto intitulada “Cara a cara em um rio no Borneo”, de Jayaprakash Joghee Bojan, fotógrafo de Singapura. Nela, vemos um expressivo, temeroso e concentrado orangotango cruzando um rio. A foto foi tirada com o fotógrafo também imerso, em um momento de rara felicidade – e a história por trás da foto explica não só a beleza e força da imagem como a própria expressão do animal.


“Cara a cara em um rio no Borneo”, de Jayaprakash Joghee Bojan – 1º lugar (Vida Selvagem) – 1º lugar geral

“Enquanto procurava por orangotangos selvagens na Indonésia, vi essa incrível imagem de um imenso orangotango macho atravessando um rio, apesar do fato de haverem crocodilos na água. O cultivo de palmeiras acabou com seu habitat, e no limite, essas criaturas inteligentes aprendem a se adaptar – e essa é a prova, considerando que orangotangos odeiam água e nunca se aventuram em um rio”, afirmou o fotógrafo vencedor.

“Ás vezes você fica cego quando coisas assim acontecem”, ele disse. “Você está tão ligado que nem sabe o que está acontecendo. Não sente dor, não sente os mosquitos te picando, não sente frio, pois sua cabeça está completamente perdida no que está acontecendo à sua frente”.


“Amor de mãe”, de Alejandro Prieto – 2º lugar (Vida selvagem)


“Lutadores brancos”, de Bence Mate – 3º lugar (Vida selvagem)


“Manutenção macaca”, de Lance McMillan – Menção honrosa (Vida selvagem)


“Grande coruja cinza”, de Harry Collins – Escolha popular (Vida Selvagem)


“Anêmona florescente”, de Jim Obester – 1º lugar (Debaixo d’água)


“Na sua cara”, de Shane Gross – 2º lugar (Debaixo d’água)


“Peixe voador em movimento”, de Michael O’Neill – 3º lugar (Debaixo d’água)


“Predadores em uma bola de iscas”, de Jennifer O’Neil – Menção honrosa (Debaixo d’água)


“Deriva”, de Matthew Smith – Escolha popular (Debaixo d’água)


“Cachoeira de fogo”, de Karim Iliya – 1º lugar (Paisagem)


“Grande Canyon Dushanzi”, de Yuhan Liao – 2º lugar (Paisagem)


“Iluminado”, de Mike Olbinski – 3º lugar (Paisagem)


“Frio e nebuloso”, de Gheorghe Popa – Menção honrosa (Paisagem)


“Kalsoy”, de Wojciech Kruczynski – Escolha popular (Paisagem)


“Piscina de pedra”, de Todd Kennedy – 1º lugar (Aérea)


“Do alto”, de Takahiro Bessho – 2º lugar (Aérea)


“Pingo”, de Greg C. – 3º lugar (Aérea)


“Vida depois da vida”, de Agathe Bernard – Menção honrosa (Aérea)


“Canyon vagueado”, de David Swindler – Escolha popular (Aérea)

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