Ecologia

03/04/2018 08:00

Núcleo Feminino do Sicoob apoia iniciativa sustentável


O Núcleo Feminino do Sicoob Credija, formada por 32 associadas da cooperativa, se mobilizou para recolher latas de alumínio durante três meses. O objetivo foi reunir o maior número de material reciclado, que por intermédio da senhora Iria Trevisol Molgero é comercializado e tem todo o valor repassado ao Hospital São Roque de Jacinto Machado.

Com 85 anos de idade, Dona Iria, como é popularmente conhecida, sempre exerceu alguma atividade em prol das pessoas. Casada há mais de 60 anos e mãe de quatro filhos, a ex-professora não quer saber de ficar parada. “Sempre gostei de colaborar com as pessoas, isso é muito importante”, conta.

Foi através desse exemplo que as mulheres do Núcleo Feminino da Credija se sentiram sensibilizadas, um resultado que chamou a atenção de toda a comunidade. “Mais uma vez a cooperação foi essencial para a realização dessa ação, pois foi através da união de muitas pessoas que conseguimos promover uma grande coleta de material”, comenta Wolni José Walter, presidente do Sicoob Credija.

A iniciativa da coleta também motivou outras pessoas a iniciarem o hábito de separar os materiais descartados. “Os reflexos que a Dona Iria trouxe para a comunidade são muito importantes, pois promovem uma grande rede que contribuiu não somente para o hospital mas para todo o meio ambiente”, finaliza.

 


31/03/2018 00:00

Amazônia pode ter sido lar de um milhão de pessoas antes de 1500


Áreas da Amazônia que antes se acreditava terem sido desabitadas podem ter sido o lar de até um milhão de pessoas nos séculos anteriores à chegada de Cristóvão Colombo, segundo uma nova pesquisa arqueológica.

Cientistas da Grã-Bretanha e do Brasil descobriram evidências de centenas de aldeias fortificadas na floresta tropical longe dos principais rios – áreas até então consideradas intocadas pela civilização humana antes da chegada dos europeus, no final do século XV.

As conclusões, publicadas nesta terça-feira na revista científica Nature Communications, chegam após a descoberta de extensas obras de terraplanagem e fortificações em outra região do Brasil, na fronteira com o Peru.

Os pesquisadores agora acreditam que essas habitações pré-colombianas podem se estender por uma área de 400.000 quilômetros quadrados, e podem ter sido o lar de 500.000 a um milhão de pessoas.

A descoberta de 81 novos sítios arqueológicos que datam de 1250-1500 – entre eles 104 grandes terraplanagens geométricas – foi baseada em parte em imagens de satélite.

Escavações em 24 locais descobriram cerâmicas, machados de pedra polida e amostras de solo fertilizado, assim como antigos poços de lixo, chamados de sambaquis.

Analisando os restos de carvão e cerâmica escavada, os pesquisadores descobriram que um trecho de 1.800 quilômetros do sul da Amazônia esteve continuamente ocupado de 1250 até 1500 por pessoas que viviam em aldeias fortificadas.

– Rituais cerimoniais? –

Com enormes extensões da Amazônia ainda inexploradas por arqueólogos, as descobertas desafiam a suposição de que as comunidades antigas viviam necessariamente nas planícies aluviais próximas aos principais rios.

“Há um equívoco comum de que a Amazônia é uma paisagem intocada, lar de comunidades nômades e dispersas”, disse Jonas Gregorio de Souza, pesquisador do departamento de arqueologia da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha.

“Este não é o caso. Descobrimos que algumas populações longe dos grandes rios são muito maiores do que se pensava anteriormente, e essas pessoas tiveram um impacto no meio ambiente que ainda podemos encontrar hoje”.

Os pesquisadores acreditam que existiam entre 1.000 e 1.500 vilarejos fechados na área, com dois terços dos locais ainda a ser descobertos.

Os locais variavam em tamanho, desde áreas cercadas por valas feitas pelo homem – também conhecidas como geoglifos – de 30 metros de diâmetro, até estruturas de 400 metros de diâmetro ao redor de uma praça circular que irradiava estradas afundadas.

Ainda não está claro para que esses misteriosos geoglifos – quadrados, circulares ou hexagonais – eram usados.

“É possível que eles tenham sido usados ​​como parte de rituais cerimoniais”, escreveram os pesquisadores.

– Reavaliando a história – 

As aldeias eram encontradas frequentemente perto ou dentro dos 81 geoglifos pesquisados. As terraplanagens provavelmente foram feitas durante secas sazonais, permitindo que as árvores fossem removidas da área, especula o estudo.

“As áreas mais secas ainda tinham solos férteis, onde os agricultores teriam podido cultivar e plantar árvores frutíferas, como a de castanha-do-pará”, afirmou.

Alguns geoglifos também eram interconectados através de uma rede de estradas construídas ao longo de muitos anos.

Pesquisas anteriores descobriram 450 geoglifos similares no estado do Acre, que faz fronteira com o Peru, no oeste da Amazônia, abrangendo 13.000 quilômetros quadrados, mas poucos artefatos foram encontrados.

“Precisamos reavaliar a história da Amazônia”, disse o professor José Iriarte, também da Universidade de Exeter.

“Certamente não era uma área habitada apenas perto das margens de grandes rios, e as pessoas que moravam lá mudaram a paisagem. A área que pesquisamos tinha uma população de pelo menos dezenas de milhares”.


15/03/2018 12:00

Feira de Plantas e Sementes surpreende


A praça São Sebastião, no centro de Praia Grande, foi cenário da primeira Feira de Troca de Mudas e Sementes, que aconteceu na manhã desta quarta-feira. André Vidaletti, que promoveu o evento, se disse contente com a participação do público. “Foi muito legal. Teve gente que esteve na floricultura comprando plantas para trocar, e muitas crianças vieram trazer sementes, teve quem veio em busca de conhecimento nos livros… Muitos ainda um pouco tímidos, mas estou muito feliz com o resultado”, declarou.

Algumas das crianças a levarem sementes para a troca na feira são atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) de Praia Grande, e fizeram da visita à feira, um passeio divertido e cheio de aprendizado. “Nós já realizamos um projeto com horta e um Cantinho do Chá, onde falamos sobre ervas e o poder das plantas, e o biólogo André Luchutz também se envolve conosco no projeto, que é para crianças e idosos. Uma iniciativa dessas é interessante por que incentiva os alunos, muitos surpreendem ao querer colocar a mão na terra também. Além disso, plantas, chás, tudo isso é muito bom”, explica a pedagoga do SCFV, Raquel Alves. Acompanhando as crianças e Raquel, a outra pedagoga do serviço, Eriete Cardoso Machado, também aproveitou para aprender mais sobre as mudas. Para ela, esse contato com ervas e sementes é mais do que apenas promover saúde. “É um resgate. No Serviço nós também resgatamos a essência deles. Essa geração não tem tanto contato com ervas e a terra, quanto os mais idosos. Por isso essas ações são interessantes”, relata.

Para o promotor da feira, André Vidaletti, a primeira edição da Troca superou as expectativas, e a ideia é repetir a feira mensalmente. “Vieram estudantes, pessoas de todas as idades, querendo saber quem eu sou, curiosos com o modo como é a feira. Mas o interessante foi a quantidade e variedade de plantas, nativas da Amazônia, crioulas. Bem legal. Estou bem feliz”, conclui.


14/03/2018 06:00

Feira de Plantas e Sementes acontece hoje


Acontece hoje, em Praia Grande, a primeira Feira de Plantas e Sementes, um encontro destinado a promover uma interação entre diferentes pessoas sobre a mesma coisa: saúde através das ervas. “O intuito é reunir as pessoas que têm afinidade com as plantas, aos cuidados com a natureza, que se interessam em cura pelas plantas medicinais. Quem tiver sementes de um milho crioulo, de uma espécie diferente de feijão, ou algumas sementes que estão a gerações na família, pode levar também. As pessoas que estão hoje na cidade, e que perderam o contato com plantas medicinais, podem aparecer e compartilhar”, explica o idealizador da ação, André Vidaletti. Ele ainda explica que no evento, realizado na praça central do município, ele pretende divulgar mais sobre as Pancs(Plantas Alimentícias Não Convencionais), falando sobre as espécies que são consideradas muitas vezes como pragas, mas que podem ser um bom reforço na alimentação. André comenta que a ideia do encontro vem do Rio Grande do Sul, onde ele fez grandes amigos graças à afinidade com as ervas. “Eu venho de Porto Alegre, e lá há até hoje um encontro. Já há tempo eu pensava em fazer esse evento, e agora senti que pode ser um bom momento. Queremos que prossiga mensalmente, toda primeira quarta-feira, com esse propósito de conversar, trocar plantas, comer um bolo, e ainda preservar algumas mudas”, relata. A Troca acontece das 9 às 11 horas da manhã, e conforme as pessoas vão passando, plantas vão chegando e saindo, junto com histórias e conhecimento. “Vai ser muito interessante e positivo, talvez as pessoas não se sintam muito à vontade nesse primeiro encontro, mas queremos fazer outros e nesses as pessoas vão aparecer, e esse evento criará uma raiz ali na pracinha. É muito bom fazer essa amizade nessa energia das plantas, as pessoas trocarem saberes”, completa ele.

Carregar mais

Mapa de Editorias