Economia

06/02/2018 08:00

Governo de SC encaminha projeto de reajuste para piso regional


O governador Raimundo Colombo enviou para a Assembleia Legislativa, em regime de urgência, o projeto de lei complementar que reajusta o piso regional de Santa Catarina em 2,95% nas quatro faixas salariais. O projeto prevê que o reajuste seja aplicado retroativamente a 1º de janeiro de 2018. A tramitação deverá ter início nesta semana com o retorno das sessões dos parlamentares estaduais.

A primeira faixa salarial passou de R$ 1.078,00 para R$ 1.110,00; a segunda faixa subiu de R$ 1.119,00 para R$ 1.152,00; a terceira faixa, que era R$ 1.179,00, passou para R$ 1.214,00; e a quarta faixa salarial subiu de R$ 1.235,00 para R$ 1.271,00.

Pelo oitavo ano consecutivo, sindicatos dos trabalhadores e dos empregadores chegaram a um consenso sobre o percentual do reajuste que, em 2018, ficou em 2,95%, referenciado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que representa aumento real de quase 50% sobre a inflação registrada de 1º de janeiro a 1º de dezembro de 2017, de 2,07%.

documento com a proposta de alteração da lei foi recebido pelo vice-governador Eduardo Pinho Moreira em 25 de janeiro, quando estava no exercício do cargo de governador, das mãos dos presidentes da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, e da Federação dos Trabalhadores no Comércio do Estado de Santa Catarina (Fecesc), Ivo Castanheira.

Novos valores do piso regional por faixas:

Primeira faixa: de R$ 1.078,00 para R$ R$ 1.110,00

Trabalhadores na agricultura e na pecuária; nas indústrias extrativas e beneficiamento; em empresas de pesca e aquicultura; empregados domésticos; em turismo e hospitalidade; nas indústrias da construção civil; nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos; em estabelecimentos hípicos; e empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

Segunda faixa: de R$ 1.119,00 para R$ 1.152,00

Trabalhadores nas indústrias do vestuário e calçado; nas indústrias de fiação e tecelagem; nas indústrias de artefatos de couro; nas indústrias do papel, papelão e cortiça; em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e nas indústrias do mobiliário.

Terceira faixa: de R$ 1.179,00 para R$ 1.214,00

Trabalhadores nas indústrias químicas e farmacêuticas; nas indústrias cinematográficas; nas indústrias da alimentação; empregados no comércio em geral; e empregados de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa: de R$ 1.235,00 para R$ 1.271,00

Trabalhadores nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; nas indústrias gráficas; nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; nas indústrias de artefatos de borracha; em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito; em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade; nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas; auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino); empregados em estabelecimento de cultura; empregados em processamento de dados; empregados motoristas do transporte em geral; e empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.


19/01/2018 17:57

Dívida dos brasileiros inadimplentes chegou a média de R$ 3.902


Ao final do ano de 2017, aproximadamente 59,9 milhões de brasileiros estavam negativados, segundo estimativa do SPC Brasil. Entre os consumidores que ficaram com o nome sujo ao longo de 2017 (17%), 81% possuem parcelas no cartão de crédito pendentes, 69% estão com dívidas vencidas no cartão de lojas e 67% com parcelas pendentes em carnês ou boletos. As contas que estão a mais tempo sem pagar são as parcelas do cartão de crédito (9 meses, em média) e as dívidas do cartão de lojas (média de 8,6 meses). E as que estão a menos tempo são as contas do telefone (2,7 meses) e a de água e luz (1,6 meses).
Em média, o valor total da dívida em atraso é de R$ 3.902. Cerca de 34% pretendem limpar o nome, mas não têm uma previsão definida. Entre quem pretende limpar o nome em 2018, a média de tempo prevista para efetuar os pagamentos e sair da lista de negativados é de quatro a cinco meses.
Em relação ao emprego, 35% consideram-se estáveis em seus cargos. Entre os 19% que estão desempregados atualmente, 49% estão nessa situação há mais de um ano, sendo a média de 10 meses sem trabalho.


05/01/2018 16:00

74% realizaram pelo menos um projeto que tinham para 2017


Um levantamento do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), realizado no fim de 2017, mostrou que 74% dos brasileiros conseguiram realizar pelo menos um projeto que tinham para o anos passado, sendo que os principais são: cuidar da saúde (24%), ter mais tempo livre para o que gostam (15%) e poupar dinheiro (13%).

Já 94% não conseguiram realizar pelo menos algum projeto que haviam planejado para o ano passado, principalmente juntar dinheiro (35%), fazer uma grande viagem (25%) e conseguir pagar as contas atrasadas (25%). Perguntados sobre os motivos para não conseguirem cumprir estes os planos, os preços altos (41%), a quantidade restrita de dinheiro já direcionada ao pagamento das contas mensais (41%), o desemprego (18%) e a falta de organização financeira (17%) foram os mais citados.


03/01/2018 22:00

Empresários estarão mais otimistas em 2018, aponta pesquisa


O empresário brasileiro inicia 2018 mais otimista em relação aos negócios para os próximos 12 meses, como aponta o estudoInternational Business Report (IBR), realizado pela auditoria e consultoria Grant Thornton. O índice do Brasil no 4º trimestre de 2017 foi de 31%, aumento de 5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O levantamento avalia a expectativa de 2.500 líderes de mercado em 35 economias.

“A melhora no otimismo dos empresários brasileiros pode estar influenciada pela pressuposição de que o ambiente global permanecerá favorável e que o quadro político não contaminará a economia de forma significativa. A continuidade da recuperação da expansão do consumo das famílias; a ampliação dos investimentos, reflexo da expansão do crédito para pessoas jurídicas, e o aumento do número de postos de trabalho são fatores que poderão reverter a contração dos últimos anos”, destaca Daniel Maranhão, sócio líder da área de auditoria da Grant Thornton.

Apesar da leve melhora, o Brasil ainda está abaixo da média global, que foi de 58%. “Os principais riscos para a atividade brasileira podem estar associados à incerteza sobre a capacidade do governo que será eleito em 2018 em reverter o desequilíbrio fiscal dos últimos anos e a manutenção das condições favoráveis na economia global. Porém, já é o 7º trimestre consecutivo que o Brasil apresenta indicadores positivos e estamos percebendo que alguns setores da economia estão com alto potencial de crescimento como infraestrutura, tecnologia, educação, agronegócio e saúde”, completa Maranhão.

Outros indicadores

A pesquisa apresentou crescimento em alguns indicadores como Empregabilidade (25 pp), Custos de Energia (16 pp), Preço de Venda (12 pp), Incerteza Econômica (6 pp), Rentabilidade (5 pp), Crescimento salarial acima da inflação (3 pp) e Receita (2 pp). Os indicadores que registraram queda foram Exportação (-14 pp); Pesquisa e Desenvolvimento (-10 pp), Escassez de Talentos (-8 pp) e Burocracia (-1 pp).

Confira a evolução dos demais indicadores no Brasil:

Setor

Indicador

Variação trimestral

Receita

65%

2 pp

Incerteza econômica

60%

6 pp

Empregabilidade

57%

25 pp

Rentabilidade

57%

5 pp

Preços de venda

44%

12 pp

Custos de Energia

34%

16 pp

Burocracia

33%

-1 pp

Pesquisa & Desenvolvimento

19%

-10 pp

Crescimento Salarial – acima da inflação

12%

3 pp

Escassez de Talentos

10%

-8 pp

Exportação

4%

-14 pp

Ranking global

No ranking global, o Brasil ganhou 3 posições, subindo da 25ª para 22ª colocação, se posicionando à frente da Rússia (23º), Itália (24º), Reino Unido (28º) e Japão (30º), entre outros. Os países mais otimistas são Indonésia (100%), Finlândia (96%) e Holanda (92%). Os piores indicadores são apresentados pela África do Sul (-18), Grécia (-10%) e Turquia (-10%). Quem mais cresceu em relação ao trimestre anterior foi a China, com 26 pontos percentuais, já a Itália foi a que mais caiu (24 pontos percentuais).

 

Cenário Mundial

Globalmente o otimismo registrou (58%), aumento de 9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e crescimento de 20 pontos percentuais quando comparado com o mesmo período do ano passado. Das grandes potencias, a China apresentou 78%, crescimento de 26 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

Os Estados Unidos, com 79%, e a União Europeia, com 48%, tiveram crescimento de 9 pontos percentuais e 1 ponto percentual, respectivamente. Importantes economias da Europa apresentaram uma leve recuperação como Alemanha (72%), 4 pontos percentuais de crescimento; França (52%), 11 pontos percentuais e Reino Unido (12%), 3 pontos percentuais a mais. A Espanha, com 43%, está com uma queda de -2%.

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Sobre o IBR
International Business Report da Grant Thornton (IBR) é uma pesquisa realizada há 22 anos que tem como objetivo fornecer informações sobre as opiniões e expectativas de mais de 10 mil empresas de 36 economias. São entrevistados CEOs, diretores, presidentes e outros executivos seniores, levando em conta os cargos mais relevantes para cada país.

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