Economia

18/09/2017 08:00

FAN terá palestra nacional


A Associação Empresarial do Extremo Sul Catarinense – ACIVA, promove entre os dias 03 e 05 de outubro o Fórum ACIVA de Networking – FAN. Neste ano, o evento, que chega a 5ª edição e tem o apoio na organização dos núcleos ACIVA Jovem e ACIVA Mulher, será realizado no auditório Plínio Linhares, do Center Shopping Araranguá.

 

E conforme o presidente da ACIVA, Beto Rizzotto, a programação do FAN vai contemplar grandes nomes do meio empresarial catarinense. “Na abertura teremos Luciano Hang, sócio-fundador da Havan, a maior rede de departamentos do Brasil e três grandes empresários da região, que apresentarão seus cases de sucesso. Será uma verdadeira aula de empreendedorismo”, comentou.

 

O sócio-fundador da Havan, Luciano Hang realizará a abertura oficial do FAN no dia 03 de outubro, em palestra nacional. Já no dia 04, Carol Bortot apresenta o Case Show, que terá a participação de grandes nomes da região: Hugo Olivo, da Lança Perfume; Leandro Camilo, da Camilo & Guisi e Fabio Espindula, da Homeyou-USA.

 

Já no dia 05 de outubro, o auditório do Center Shopping vai receber uma Sessão de Negócios histórica, em que receberá mais de 100 empresas da Amesc e Amrec. Ainda segundo Rizzotto, o objetivo do FAN é o de fomentar novas ideias. “Contribuir com a troca de contatos e criar um ambiente para negócios entre empreendedores do Vale do Araranguá”, concluiu.

 

Programação

 

03/10

19h30 – Abertura oficial;

20h – Palestra nacional com Luciano Hang (Sócio-fundador da Havan).

 

04/10

20h – Case Show

Apresentação com Carol Bortot:

Hugo Olivo – Lança Perfume;

Leandro Camilo – Camilo & Guisi;

Fabio Espindula – Homeyou-USA.

 

05/10

20h – Sessão de Negócio regional (Com mais de 100 empresas confirmadas).

 

Infraestrutura

 

Ano após ano, o FAN se consolida cada vez mais como um dos melhores eventos do ramo empresarial para o fomento de novos negócios. Realizado no auditório Plínio Linhares, do Center Shopping Araranguá, o FAN terá uma estrutura compatível com a grandiosidade do evento. “Os interessados em participar deste momento único do meio empresarial, podem esperar por um evento grandioso em todos os sentidos”, disse o coordenador do núcleo Jovem, Vicente Damiani. “Sendo que a estrutura já está sendo planejada com a confirmação de grandes órgãos estaduais”, ressaltou.

 

Inscrições

A participação no FAN é gratuita. No entanto, para assistir a palestra com Luciano Hang e aos Cases Show, com Hugo Olivo, Leandro Camilo e Fabio Espindula, é necessário se inscrever pelo site www.acivaararangua.com.br/fan.


07/09/2017 12:00

Índia autoriza importação de maçã fresca de Santa Catarina


Fruticultores catarinenses estão de olho no mercado indiano. A Índia autorizou a importação de maçã fresca do Brasil e Santa Catarina deve ampliar ainda mais as vendas para o país. A partir de agora, para o controle de pragas, as empresas exportadoras podem realizar o tratamento a frio em pré-embarque e em trânsito, por 40 dias, nos carregamentos de maçãs oriundas do Brasil e não mais utilizar o brometo de metila.

Prevendo o aumento nas exportações catarinenses de maçã, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) irá auxiliar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na fiscalização dos requisitos de tratamento realizados pelas empresas exportadoras, principalmente nas regiões de Fraiburgo e São Joaquim.

A Índia já dá sinais de que pode ser um mercado promissor para as maçãs catarinenses. De janeiro a julho deste ano, o estado exportou 41 toneladas da fruta para aquele país – o dobro do que foi exportado no mesmo período de 2016. “Estou convicto que já em 2018 a Índia será o maior destino de nossas exportações de maçãs frescas”, diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Moisés Lopes de Albuquerque.

Antes da nova regulamentação, as maçãs enviadas para a Índia deviam passar por um tratamento pré-embarque com brometo de metila, substância potencialmente danosa ao meio ambiente e de uso restrito a determinadas situações. A autorização para aplicar o produto era renovada anualmente, o que trazia insegurança para os exportadores.

Nos últimos anos, o principal destino das maças brasileiras foi Bangladesh. Com a retirada do entrave fitossanitário, estima Albuquerque, o Brasil deverá ter um crescimento relevante nas exportações para o mercado indiano.

 

Produção

A produção brasileira safra 2016/2017 foi de 1,3 milhão de toneladas. Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os grandes produtores de maçãs, seguidos pelo Paraná. A região Sul produz 98% da safra nacional da fruta.

Até julho deste ano, o Brasil embarcou 55 mil toneladas, com divisas de US $ 42 mil. Os principais compradores da maçã brasileira são Bangladesh – em média 35% do volume total exportado -, Irlanda, Portugal, Reino Unido, França, Rússia, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Países Baixos (Holanda), Suécia, Arábia Saudita e Índia.

 


04/09/2017 22:00

Santa Catarina quer ampliar exportação de carnes para a China


A China quer ampliar a compra de carnes do Brasil e isso é uma boa notícia para o agronegócio catarinense. O anúncio foi feito pelo presidente chinês, Xi Jinping, ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. A China já é um dos principais destinos das carnes produzidas em Santa Catarina e a intenção é conquistar uma fatia maior desse mercado.

 

Só no último ano foram 110,5 mil toneladas de carne de frango e 63,8 mil toneladas de carne suína exportadas para o mercado chinês. Gerando um faturamento de US$ 333,5 milhões. Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, a China é o segundo maior comprador de carnes de Santa Catarina e vem aumentando a importação, principalmente, de carne de frango devido aos casos de influenza aviária registrados no país. “A carne produzida em Santa Catarina tem um grande diferencial: a qualidade dos nossos rebanhos. Investimos muito em sanidade e defesa agropecuária para mantermos os suínos, aves e bovinos criados aqui livres de doenças, além disso, somos reconhecidos internacionalmente como área livre de febre aftosa sem vacinação o que dá muita credibilidade para o produto catarinense. Uma conquista do Governo do Estado, iniciativa privada e dos produtores rurais”, ressalta.

 

Exportações do Brasil

 

A China é o principal parceiro do agronegócio brasileiro no comércio mundial. Em 2016, as exportações de produtos agropecuários do Brasil para aquele mercado somaram US$ 17,8 bilhões, sendo que as carnes participaram com US$ 1,75 bilhão. Do total, US$ 702,8 milhões foram embarques de carne bovina. As vendas de frango totalizaram US$ 859,5 milhões e, as de suíno, US$ 189,3 milhões.

 

A soja em grão é o principal produto da pauta de exportações do agro brasileiro para a China. No ano passado, os embarques alcançaram US$ 14,4 bilhões.

 


29/08/2017 18:24

Desemprego e incerteza preocupam

População já sente os efeitos do fechamento da JBS. Comerciantes torcem por uma solução


Jucilene tem uma filha trabalhando na JBS, e que está incerta sobre o futuro na cidade

Evandro reclama dos efeitos do desemprego, que já são sentidos no comércio de Morro Grande

Quando a JBS veio se instalar em Morro Grande, trouxe com ela a promessa de novos sonhos. Mas parece que o encanto acabou. Na semana passada a empresa anunciou o fechamento da fábrica na cidade e o clima nas ruas, agora, é de incerteza. Todo habitante de Morro Grande tem pelo menos um parente que atua na empresa, e os impactos da nova realidade já começaram a afligir o comércio municipal. Jucilene Brina, que possui uma lanchonete no centro da cidade, tem uma filha que trabalha no setor administrativo da JBS há quase oito anos, e agora, vê colegas e clientes desesperados pela falta de emprego. “Estão tentando achar alguma coisa para a minha filha na Nova Veneza. Ela disse que, no primeiro dia, viu muita gente chorando, por que ficará sem casa, sem carro. Não tem emprego aqui para todo mundo. Está bem difícil”, comenta. Sobre o movimento no bar, ela argumenta que as coisas já estavam bem complicadas. “Já estava difícil, e a gente percebia que uma hora a empresa ia fechar. Agora, ninguém sabe”, completa. Mônica Spader é atendente em uma loja de roupas, e viu o movimento despencar desde o anúncio do fechamento. “Já tive que cancelar dois pedidos grandes de verão, e parece que vou cancelar mais. As pessoas não estão comprando. É difícil”, explica. As ruas que já são de pouco movimento na cidade pequena, estão desertas. A reportagem conversou com diversos comerciantes e a opinião é uma só: o tempo será de vacas que, além de magras, serão poucas para compensar o desemprego.  A conselheira tutelar, Érica Zuchinalli, ressalta que os impactos afetarão até que não trabalha ou tem vínculos com a empresa. “Sou filha de agricultor, e isso vai afetar meu pai também. A arrecadação vai despencar, e a prefeitura também vai sofrer. Quer dizer, atinge todo mundo”, avalia. Um setor que sofrerá bastante é o imobiliário. É neste mercado que a família de Evandro Marcelo Spader buscava um complemento para a renda. Ele tinha seis casas alugadas na cidade, e lamenta que três dessas já estão fechadas por que os inquilinos foram demitidos e deixaram Morro Grande. “Era uma renda a mais para nós. Agora, não sabemos o que vai ser”, diz. No entanto, no espírito de cidade pacata, tanto ele quanto outros comerciantes se solidarizam, e pensam nos prejuízos que o município terá. “Afetou direta e indiretamente. Muita gente está chorando, sem saber o que vai fazer. Pessoas que financiaram carros, que compraram casas, baianos que deixaram o estado deles e vieram para cá… Eles não sabem o que fazer. Foi um tsunami na cidade”, continua. Evandro é presidente da CDL de Morro Grande, e não esconde o desespero dos lojistas após a notícia. “O poder aquisitivo sumiu. Foi um baque geral. Estão todos preocupados. As 40, 50 famílias que alugavam casas aqui na cidade, estão indo embora”, relata. Evandro também analisa que, a partir da chegada da empresa, a população sentiu as diferenças no modo de tocar o negócio. “Na época da Tramonto, o pessoal do comando andava por aqui, a gente sentia o fluxo na rua. A JBS já é algo mais centralizado, lá em cima, tudo por videoconferência. É diferente”, lembra. Com toda a aflição nas ruas, o assunto nas pequenas rodas de conversa aqui e ali, nos tradicionais pontos de encontro da cidade, é o mesmo: o que acontecerá de agora em diante? “É rezar que venha outra empresa, por que são pessoas humildes, da região inteira, que dependem daquele salário para viver e sustentar a casa”, espera Evandro.

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