Economia

17/06/2017 06:00

Vendas no Dia dos Namorados sobem 2,6%


Dados da Boa Vista SCPC mostram que em 2017 as vendas reais do comércio para o Dia dos Namorados aumentaram 2,6% quando comparadas a 2016, registrando a primeira elevação depois de dois anos consecutivos em queda. Em 2016, as vendas diminuíram 5,8% em relação ao mesmo período de 2015, enquanto em 2015 o resultado foi negativo em 0,5%.

Já o resultado do faturamento das vendas para o período, estimado em parceria com a FecomercioSP, foi de R$ 44 bilhões, já ponderando a elevação de 2,6% do período prévio à data comemorativa. Com isso, a diferença em relação ao mesmo período de 2016 foi de R$ 1,9 bilhão e, portanto, o faturamento total aumentou 4,5%.

Em decorrência da amenização da inflação, queda dos juros, uso de recursos do FGTS, entre outros fatores, a disposição das famílias em consumir começa a apresentar alento, colaborando para que o movimento observado para o Dia dos Namorados seja o terceiro dentre as datas comemorativas a apresentar alta, mostrando novo indicativo de recuperação do comércio neste ano.
Metodologia
O cálculo do volume de vendas para o Dia dos Namorados de 2017 é baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Para este Dia dos Namorados foram consideradas as consultas realizadas no período de 1º a 12 de junho de 2017, comparadas às consultas realizadas entre 1º e 12 de junho de 2016.

14/06/2017 22:03

Recuperação de crédito sobe 1,6% em maio


O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista SCPC – apontou aumento de 1,6% na análise mensal dessazonalizada, enquanto na variação acumulada em 12 meses (junho de 2016 até maio de 2017) foi observada queda de 1,1%. Na análise interanual (mesmo mês de 2016) houve queda de 7,2%, conferindo uma queda de 0,6% no acumulado do ano frente ao mesmo período do ano anterior.

Em termos regionais, na comparação em 12 meses observou-se alta somente na região Sudeste, de 1,5%. Para as demais regiões, ficou a seguinte configuração: Norte (-8,5%), Centro-Oeste (-6,0%), Sul (-1,0%) e Nordeste (-3,6%).
Apesar das divergências dos indicadores regionais, a média brasileira de recuperação de crédito continua muito próxima de valores estáveis. Com isso, o quadro de inadimplência na economia mantém-se inalterado, uma vez que o crescimento do fluxo de registros de consumidores inadimplentes nos últimos meses também permanece em níveis próximos da estabilidade.
Metodologia
O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. Em janeiro de 2014 houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.
Sobre a Boa Vista SCPC

A Boa Vista SCPC é uma parceria estratégica que contribui, ativamente, na tomada de decisão e na redução de riscos nos negócios das empresas. Possui 350 milhões de informações comerciais de consumidores e empresas e recebe mais de 7 milhões de consultas diárias.
Com inteligência analítica, oferece soluções para maximizar os resultados das empresas e ampliar a segurança em cada etapa dos negócios, a um custo acessível. Com tecnologia de ponta e a expertise dos 60 anos desde a criação do SCPC, revolucionou o sistema de consulta de débitos do próprio CPF pela internet (www.consumidorpositivo.com.br), e que hoje beneficia milhões de consumidores no país. E foi também a pioneira na realização do maior mutirão de renegociação de dívidas, promovendo a sustentabilidade do crédito.
Também atua no mercado de segurança eletrônica de transações e identificação, provendo serviços de certificação digital. Está presente em todo o Brasil por meio de escritórios regionais, representantes e distribuidores, além da parceria com mais de 2 mil entidades representativas do comércio, da indústria e do setor de serviços.

13/06/2017 06:00

38% dos trabalhadores usaram saldo do FGTS para pagar dívidas em atraso e 13% fizeram compras extras, revelam SPC Brasil e CNDL

Entre quem ainda vai sacar, 27% pretendem quitar pendências; expectativa é de que resgate do benefício injete até R$ 14,6 bilhões no comércio e serviços. No total, 14% dos brasileiros já retiraram benefício na Caixa Econômica


O próximo lote de saques das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) que estará liberado a partir do próximo sábado, (10/6), deve, novamente, contribuir para que mais brasileiros paguem suas dívidas e voltem a ter o nome limpo. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que, dentre os trabalhadores que já realizaram saques, 38% usaram o dinheiro extra para quitar dívidas em atraso, enquanto 4% usaram esse recurso para pagar ao menos parte das pendências. Os que estão gastando esses valores com despesas do dia a dia representam 29% da amostra. Há ainda 19% de trabalhadores que optaram por poupar o benefício.

Outra estratégia também utilizada pelos entrevistados foi aproveitar o dinheiro extra para antecipar o pagamento de contas não atrasadas, como crediário e prestações da casa ou do carro, citado por 14% dos que já sacaram seus recursos. De acordo com a pesquisa, somente 13% dos trabalhadores que sacaram o benefício até o momento usaram o recurso financeiro para fazer compras extras. A estimativa do SPC Brasil e da CNDL é de que a medida poderá injetar até R$ 14,6 bilhões nos ramos do comércio e serviços, considerando a estimativa do governo, de que os saques atingirão R$ 34,5 bilhões.

“Ainda que uma parcela inferior de trabalhadores tenha optado por realizar compras extras com o dinheiro, é bastante positivo para o comércio e para a economia do país, que essas pessoas prefiram quitar dívidas e antecipar o pagamento de contas. A inadimplência cresceu bastante desde o início da crise e isso prejudica o planejamento do comércio e barra o acesso do consumidor ao crédito”, analisa o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

27% vão sacar o benefício para zerar dívidas e 28% pretendem pagar ao menos parte daquilo que devem

Levando em consideração os consumidores que ainda vão realizar saques, a principal finalidade também será o pagamento de dívidas: 27% vão utilizar o dinheiro para quitar compromissos atrasados e 28% vão utilizá-lo para regularizar ao menos uma parte das pendências. Quase um quarto (24%) cita também o pagamento de despesas do dia a dia e 20% planejam poupar os recursos que vão receber. Apenas 4% vão realizar compras de itens como roupas e calçados. Os que vão usar o dinheiro extra para viajar representam apenas 3% e 2% querem aproveitar os recursos para adquirir um automóvel.

De acordo com a pesquisa, 14% dos brasileiros já sacaram o benefício e 15% ainda pretendem fazê-lo assim que o último lote estiver disponível, a partir de julho. No total, 58% dos consumidores não têm dinheiro a resgatar o FGTS inativo, enquanto 11% desconhecem se têm direito ao saque ou nem mesmo sabiam que o governo havia liberado esses recursos.

O trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até dezembro de 2015 tem direito ao saque do fundo de garantia. Para descobrir se o consumidor será beneficiado por essa medida, ele deve consultar o site da Caixa Econômica Federal ou procurar qualquer agência física do banco.

Metodologia

A pesquisa foi realizada em 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.


02/06/2017 08:00

Inadimplência das empresas deve permanecer estável em 2017, aponta pesquisa da Boa Vista SCPC


Pesquisa realizada pela Boa Vista SCPC, referente ao 2º trimestre, com cerca de 600 empresas de todo o Brasil, constatou que as taxas de inadimplência, até o término do ano, deverão ficar iguais ou menores às registradas em 2016. Esta é a percepção de 69% da amostra consultada, sendo que 47% apontaram para uma possível manutenção dos níveis de inadimplência, enquanto 22% indicaram queda destes índices. Em contrapartida, 25% disseram que a inadimplência em 2017 será superior. A pesquisa foi realizada entre 11 de abril e 2 de maio.
Na opinião do economista da Boa Vista SCPC, Flávio Calife, a manutenção ou mesmo a queda da inadimplência esperada pelas empresas corrobora os dados do Indicador de Inadimplência das Empresas divulgado trimestralmente, que iniciou o ano com leve queda de 0,3%, na comparação com o mesmo período de 2016. Na análise da tendência (medida pelos valores acumulados nos últimos 4 trimestres frente aos 4 trimestres anteriores) o mesmo indicador também apresentou consecutivas desacelerações até o 1º trimestre deste ano, quando cresceu apenas 0,6%.
Também de acordo com a pesquisa, quando questionados sobre o nível de endividamento de suas empresas em 2017, 26% dos respondentes afirmaram que já é superior ao de 2016. No 1º trimestre de 2017 esse percentual era de 18%. Na comparação por setor, 29% das empresas do Comércio disseram que o endividamento aumentou. No 1º trimestre deste ano o percentual era de 16%. Por porte, as Pequenas empresas são as que mais sentiram um aumento do endividamento (35%).  Em relação ao faturamento, as empresas do setor da Indústria são as mais otimistas. 53% das empresas desse setor acreditam que o faturamento irá crescer em 2017. Por porte, as Grandes empresas são as mais otimistas (71%).
Já com relação à intenção de demandar crédito, o total de empresas que neste 2º trimestre espera não pedir mais crédito em 2017 foi de 43%, registrando aumento de 9p.p. frente ao resultado observado no trimestre anterior. Em contrapartida, 32% delas têm a expectativa de demandar mais crédito até o final de 2017. Por setor, 45% das empresas do Comércio não tomarão mais crédito no ano. Comparado ao trimestre anterior, este percentual registrou crescimento de 12p.p, passando de 33% para 45%.
Das empresas que declararam procurar por novas linhas de crédito, aumentou de 18% para 27% as que disseram que o principal motivo é o pagamento de empréstimos e credores. Em contrapartida, recuou de 48% para 35% as que tomarão crédito com a finalidade de realizar novos investimentos.Quando questionadas sobre os motivos que as levaram a tomar mais crédito, no setor de Serviços a maior parte (39%) afirmou que é para pagar empréstimos. Já no Comércio, a maioria (52%) vai alavancar o capital de giro; e no setor da Indústria, 45% vão usar os recursos para novos investimentos.
Perfil das empresas
No universo de 584 empresas participantes, 23% são do setor da Indústria; 35% do Comércio e 42% de Serviços. Destas, 10% são MEI (Microempreendedor Individual); 33% são Microempresas; 23% Pequenas e 17% são Médias e Grandes, respectivamente. 73% dos respondentes ocupam cargos de decisão (sócios, gerentes e diretores).
Metodologia

A metodologia da sondagem Expectativas Empresariais da Boa Vista SCPC é quantitativa e contempla a coleta das informações por meio de pesquisa eletrônica, via Internet. O levantamento ocorreu no período de 11 de abril e 2 de maio de 2017. Ao todo participaram 584 empresas, distribuídas por porte e setor.
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