Cultura

11/08/2018 09:01

Casa da Fraternidade apresenta espetáculo de balé

Primeiro dia de espetáculo será amanhã


Nos dias 12 e 13, domingo e segunda-feira, a Casa da Fraternidade irá realizar uma apresentação de balé, no auditório do Center Shopping Araranguá. No domingo, dia 12, a mostra acontece às 17 horas, e será aberta ao público, e na segunda-feira, dia 13, às 15 horas, somente para as escolas. Os ingressos podem ser adquiridos no valor de R$ 10,00, na sede da entidade ou no dia.
De acordo com a coordenadora pedagógica, Rosângela Correia Castilho, a apresentação tem como tema: O Mundo Encantado das Bonecas. “O roteiro foi inspirado no balé Coppelia. Mas, conta uma singela versão onde a personagem principal tem o sonho de dançar com suas bonecas encantadas”, explicou.
Conforme a diretora, Cátia Hahn, o projeto é resultado da Oficina de balé apoiada pela Fundação Catarinense de Cultura, através do Edital Pontos de Cultura. “Deixamos o convite para todos virem conhecer o trabalho que realizamos na Casa da Fraternidade, com nossas crianças e jovens”, disse.
A Casa da Fraternidade é uma entidade assistencial, educacional e cultural, fundada em 1987 pelo Movimento Espírita da Região Sul de Santa Catarina, que vem prestando assistência a qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade social. Ao longo de seus 30 anos de existência, já atendeu mais de cinco mil crianças e adolescentes, através de seus programas educacionais, já foi reconhecida e premiada por diversos órgãos como Unicef, Criança Esperança e Ponto de Cultura.
Em torno de 300 crianças participam de diversas atividades socioeducativas promovidas pela casa, como teatro, canto coral, musicalização, violão, balé, dança do ventre, artes visuais, artesanato, informática, capoeira, reforço escolar e valores humanos, além de apoio psicológico, psicopedagógico e sócio familiar de forma inteiramente gratuita.


04/08/2018 10:00

Maracajá Pré-história e Arqueologia

Os livros que nós devemos ler


Nossa região é pródiga em escritores, ou em ser objeto de escritos. Muitas obras são desconhecidas do público, e o Correio do Sul está mostrando em suas edições, desde a semana passada, alguns destes livros, muitos deles bastante antigos, nem por isso menos importantes, outros talvez com pequena repercussão, mas ainda assim merecedores de atenção, como todos os livros, pois quem escreve um livro é porque tem algo a dizer.
Quem tem alguma obra e quer vê-la comentada no jornal, pode encaminhar um resumo ou o próprio livro, se preferir. Muitos, muitos deles ficarão de fora, pois em princípio trataremos daqueles que possuímos em nosso arquivo, mas abertos a ampliar essa publicação.

Maracajá Pré-história e Arqueologia

O projeto que resultou neste livro foi uma iniciativa da prefeitura de Maracajá, através da historiadora Odécia Souza e de Luciane Ronchi Valnier, que entraram em contato com o grupo de arqueologia do curso de história da Unisul de Araranguá. Entre outras coisas, foi feito o cadastramento dos sítios arqueológicos do município.
O livro foi publicado em 2005, com nove capítulos e 199 páginas em que são abordados assuntos como os ocupantes do sul do Brasil no período pré-colonial e o estudo da vegetação local. Artigos também estão entre os textos, tratando de temas como educação e patrimônio cultural.
Na apresentação, Luciane Ronchi Valnier escreve que ”Para a maioria da população de Maracajá, a história do município inicia a partir de 1920, com a construção da estrada de ferro Dona Tereza Cristina e com a chegada das primeiras famílias de origem italiana e açoriana. A ocupação daquele solo, porém, começou muito antes.
O livro é resultado de um trabalho de muitas mãos, organizado por Deise Scunderlick Eloy de Farias.

Trechos do livro Maracajá Pré-história e Arqueologia
Sabemos que várias localidades próximas a Maracajá apresentam evidências de assentamentos dos grupos pré-coloniais, como Araranguá, Içara, Urussanga e Santa Rosa do Sul. No município de Maracajá (…)iniciamos o mapeamento, onde foram identificados 9 sítios líticos, não sendo identificado nenhum sambaqui.

Morro Mãe Luzia- Espigão da Toca
O sítio, localizado em vertente suave, no topo da colina, distando 300 metros de um pequeno córrego, apresenta vestígios líticos confeccionados sobre calcedônia e quartzo de baixa qualidade, além de arenito. Aparentemente, possui média densidade. Mesmo não realizando qualquer intervenção, foi possível visualizar uma pequena estrutura de combustão (fogueira). Pouco preservado, devido ao intenso trabalho agrícola, possui dimensão aproximada de 400 m2.
O proprietário, Sr. Valmir Ciccela informou-nos que no passado, quando aravam o terreno, retiravam dele, com frequência, diversas peças líticas.


24/07/2018 11:00

Os livros que nós devemos ler

Correio do Sul inicia série “Os livros que nós devemos ler”


Nossa região é pródiga em escritores, ou em ser objeto de escritos. Muitas obras são desconhecidas do público, e o Correio do Sul irá, nas próximas edições, apresentar alguns destes livros, muitos deles bastante antigos, nem por isso menos importantes, outros talvez com pequena repercussão, mas ainda assim merecedores de atenção, como todos os livros, pois quem escreve um livro é porque tem algo a dizer.
Quem tem alguma obra e quer vê-la comentada no jornal, pode encaminhar um resumo ou o próprio livro, se preferir. Muitos, muitos deles ficarão de fora, pois em princípio trataremos daqueles que possuímos em nosso arquivo, mas abertos a ampliar essa publicação.

O rio que queremos
Este é o título de um livro-cartilha infantil elaborado pela Organização Não Governamental Sócios da Natureza, de Araranguá, publicada em 1998 com apoio de um convênio da SDM-Fepema e Grupo Pró-comitê Bacia do Rio Araranguá.
A obra fazia parte de um projeto chamado ‘Revitalização do Rio Araranguá e o fortalecimento de um imaginário popular voltado para a sua recuperação e conservação’.
O texto usa pássaros, animais, pessoas e belos desenhos coloridos para fazer um alerta: A vida do Rio Araranguá aos poucos está desaparecendo.
Na história, um homem conta que quando era criança se banhava no rio com os amigos. Com o tempo, porém, o lixo, o esgoto, o agrotóxico e outros poluentes foram impedindo a diversão e matando o velho rio. A destruição da mata ciliar também é citada entre as causas da poluição do Araranguá. No final, a cartilha possui um glossário, para explicar as crianças o significado de algumas palavras, como algas e orla. Há também uma página com a definição de mata ciliar e defendendo a sua importância.
Além das ilustrações de José Luiz Rocha, ‘O Rio Que Queremos’ trazia jogos para os pequenos leitores. A pesquisa dos temas foi feita pelos membros dos Sócios da Natureza.

Um trecho do livro
Por ‘Tanso’ fui apelidado, não era um depravado, porque pelo rio sempre tive cuidado, nadava sem exagero, cuidava de vidas até pelo cheiro, dos pescadores era amigo e os alertava dos perigos.
Do mar pro rio, não só o boto Tanso existiu.
Eu sou o boto Morena!
Das minhas águas muitas histórias foram contadas, mas a verdade é que poucos sabem onde elas nasceram! Venho do alto das montanhas! No início sou formado por pequenos braços, até que unidos tornamo-nos um grande rio.


18/07/2018 15:00

Comunidade São Camilo de Léllis festeja padroeiro com doações de sangue

Comunidade pretende realizar mais ações em prol dos enfermos


Fé e caridade caminhando de mãos dadas. Assim pode se caracterizar o gesto concreto assumido pela Comunidade São Camilo de Léllis, de Sombrio, que nos últimos dias venerou seu Padroeiro. Com 32 anos de história e 38 famílias católicas, a pequena comunidade, atendida pela Paróquia São João Paulo II, decidiu celebrar de forma diferente a festa do Santo, lembrado pela Igreja no dia 14 de julho.
“São Camilo é protetor dos doentes, hospitais e profissionais da saúde. São Camilo se faz presente na vida de seus devotos. E seus devotos, de forma tão terna, em momento de profunda conexão com Deus, movidos pela fé, além de agradecer por um rol infinito de graças alcançadas por seu intermédio, assumem o voto de assistência aos enfermos e aos atribulados, que foi a paixão ardente da vida do Santo. Neste ano, a comunidade resolveu fazer um convite aos seus devotos para que as festividades também fossem marcadas por um gesto concreto de amor ao próximo, através da doação de sangue. A mobilização aconteceu durante os dias da novena em honra a São Camilo, que sempre acontecem antes da festa do Padroeiro. Para a surpresa da comunidade, muitas pessoas de outras localidades, muitos jovens e até mesmo de outras religiões, se uniram nesta ação, de mobilização para a doação de sangue”, relatou a membro da comunidade, Giseli Garcia Barbosa.
A ação ocorreu na semana passada, nos dias 12 e 13, e levou mais de 45 doadores de sangue ao Hemocentro Regional de Criciúma – Hemosc, através de um gesto de amor ao próximo. “Considerando que uma única bolsa de sangue doada pode salvar a vida de quatro pessoas, já que o sangue doado é fracionado em componentes sanguíneos (hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado), pode, ainda, salvar até dez crianças, pois uma bolsa de sangue pode ser dividida de acordo com a necessidade do paciente. Com certeza, o grupo conseguiu ajudar a salvar muitas vidas. Não há dúvidas de que o espírito de fé que vê, em cada doente, a pessoa adorável de Jesus Cristo, é esse mesmo espírito que move essa comunidade que tanto ama os que mais sofrem. Nossa principal graça é viver em comunidade, sabendo que se tem um padrinho no céu que transforma cada um de nós em pessoas melhores, verdadeiros bons samaritanos dos tempos modernos”, declarou Giseli.

Comunidade pretende realizar mais ações em prol dos enfermos

Além do amor aos doentes, a leiga destaca outras iniciativas importantes da comunidade, como a distribuição de ervas medicinais e de bolos caseiros durante a novena, permeada por fortes momentos de espiritualidade. “A Comunidade já vem inovando, de anos anteriores, através do almoço do dia da festa, deixando livre, pela consciência de cada pessoa, para que contribua com o valor que achar justo pelo seu almoço. E as ideias não param de nascer: planeja-se, para os próximos anos, além da mobilização para a doação de sangue e plaquetas, futuras doações de fios de cabelos às pessoas que fazem quimioterapia, o uso da tecnologia para auxiliar na doação/ empréstimo de cadeiras de rodas, andadores, muletas e outros equipamentos que possam melhorar a qualidade de vida dos doentes, além de uma horta comunitária com ervas medicinais. A expressão de São Camilo continua a ressoar em nossos ouvidos: ‘Assistir aos enfermos com carinho de uma mãe para com seu filho doente’. Não se pode traduzir melhor o amor, socorro, alívio e o amparo aos que sofrem”, ressalta a leiga.

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