Religião

20/11/2017 06:00

Seminarista da Diocese de Criciúma participa de audiência com o Papa


Um momento de verdadeira emoção e graça. Na semana passada, o seminarista da Diocese de Criciúma, Giliard Cesconetto Gava, natural de Nova Veneza e residente em Roma em razão de seus estudos em Filosofia na Pontifícia Universidade Lateranense, teve a alegria de participar da audiência com o Papa Francisco, na Sala do Consistório, no Vaticano.

O encontro aconteceu por ocasião da assembléia da Confederação Internacional da União Apostólica do Clero, na presença de representantes da União Apostólica dos Leigos. “Tive a oportunidade de estar muito próximo dele e de ter uma foto oficial. Quando fui me apresentar, ele me reconheceu e disse: ‘Eu já te vi!’ (Eu sempre brinco que é muito fácil as pessoas recordarem de mim por causa do meu tamanho)” – relata Gili, em tom bem-humorado – “Eu afirmei dizendo que estive em algumas missas e também em uma assembleia geral, e disse: ‘Santo Padre, eu sou do Brasil, sou da Diocese de Criciúma, uma diocese que vem trabalhando muito bem o campo vocacional. Estamos, graças a Deus, com número muito bom de seminaristas, eu sou um deles, sou uma vocação adulta, larguei o Direito e a minha vida pública para ser padre. Ele apertou a minha mão bem forte, disse que fiz muito bem e fez uma brincadeira. E disse: ‘Vai firme!’ Me deu um abraço e depois a bênção pra todos nós”, recorda o seminarista que está na capital italiana desde o ano passado.

Entre outras palavras, durante a audiência, o Papa Francisco ressaltou o papel dos sacerdotes em buscar implorar a Deus o dom de serem ministros zelosos e santos para sua Igreja. “Para realizar esse ideal de santidade, todo ministro ordenado é chamado a seguir o exemplo do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Unido ao caminho de espiritualidade está o compromisso na ação pastoral a serviço do povo de Deus, visível nos dias de hoje e na concretude da Igreja local: os pastores são chamados a ser ‘servos sábios e fiéis’ que imitam o Senhor, servindo e imergindo-se na vida das comunidades, compreendendo a história e vivendo as alegrias e tristezas, as expectativas e esperanças do rebanho que lhes foi confiado.”

A importância de seguir o Plano de Pastoral

Segundo o Papa, “uma Igreja particular tem um rosto, ritmos e escolhas concretas. Deve ser servida com dedicação todos os dias, testemunhando a sintonia e a unidade vivida e criada com o bispo. O caminho pastoral da comunidade local tem como ponto de referência imprescindível o plano pastoral da diocese, o qual vem colocado antes das programações de associações, movimentos ou de qualquer grupo particular. E esta unidade pastoral, ao redor do bispo, fará unidade na Igreja”.

Neste sentido, Gili, ao escutar a fala do Santo Padre, recordou o processo de atualização do Plano Diocesano de Pastoral da Diocese de Criciúma, já em fase de finalização, com mais uma etapa da Assembleia Diocesana de Pastoral marcada para a quinta-feira, 23, em Forquilhinha. “A chamada do Papa é que façamos cumprir, fazer acontecer o Plano de Pastoral, que está acima de qualquer programação de movimento ou pastoral, isso é muito positivo. Além da sintonia do presbitério com o Bispo Diocesano”, lembra Gili.

Nada de fofocas

O Sumo Pontífice disse sentir tristeza quando a falta de unidade entre o presbitério se torna aparente e nesse ambiente surgem as fofocas, que destróem a unidade entre os sacerdotes e o bispo. “E ali dominam as fofocas, as fofocas destróem a diocese, destróem a unidade dos sacerdotes, entre eles e com o bispo. Irmãos sacerdotes, eu recomendo, por favor: sempre vemos coisas ruins nos outros, sempre – porque as cataratas em nosso olho não temos- os olhos estão prontos para ver as coisas feias, mas eu recomendo de não chegar ao ponto de fofocar. Se eu ver coisas feias, rezo, ou como irmão, falo. Mas não ajo como um terrorista, porque as fofocas são terrorismo. Fofocar é jogar a bomba, destruir o outro e ir embora tranquilo! Por favor, nada de fofocas: são como uma traça que come o tecido da Igreja”, advertiu o Papa.

Papa Francisco disse aos sacerdotes ainda que comunhão e missão são dinâmicas correlativas. “Tornam-se ministros para servir sua própria Igreja particular, na docilidade ao Espírito Santo e ao próprio bispo e em colaboração com os outros presbíteros, mas com a consciência de ser parte da Igreja universal, que ultrapassa os limites de sua própria diocese e de seu país. Se a missionariedade, na verdade, é uma propriedade essencial da Igreja, assim o é, acima de tudo, para aquele que, ordenado, é chamado a exercer o ministério em uma comunidade, por sua natureza missionária, e ser educador para a mundialidade – não ao mundanismo! A missão, de fato, não é uma escolha individual, devido à generosidade individual ou talvez à desilusão pastoral, mas é uma escolha da Igreja particular que a faz protagonista na comunicação do Evangelho a todos os povos”.

Vídeo da audiência: https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=i7xxH7ZKTWE


01/11/2017 16:00

Assembleia debate Lei de Cristo hoje


As Testemunhas de Jeová realizam todos os anos uma série de assembleias com palestras bíblicas gratuitas, abertas ao público, no mundo todo. Na região do Vale do Araranguá, este evento será realizado mais uma vez em Turvo, mais especificamente no Parque de Exposições Prefeito Iris Olivo, às margens da rodovia SC-285.

Neste evento, que se inicia às 9h40min de amanhã, são esperadas cerca de 2 mil pessoas. O tema deste ano é ‘Não desista de obedecer à lei do Cristo’. As palestras e entrevistas tentarão mostrar como o exemplo de Cristo ainda é prático para os nossos dias. A entrada é franca e não se faz coletas. Pessoas de todas as idades e formações são bem-vindas.

Mais informações sobre estes eventos, realizados em mais de 240 países, e com assistência anual de mais de 8 milhões de pessoas, no site oficial, o JW.ORG.


25/10/2017 18:00

Série traz histórias de quem tem na crença seu alicerce – Parte 3


Na terceira parte da série que estamos publicando nesta semana, trouxemos uma história de fé que vai além da crença, e percorre a vida de uma mulher que abandonou tudo para seguir sua vocação. Para ela, ser alguém que se dedica apenas aos outros, é algo que não dá para explicar, e ensina que ter fé, independente da religião, é algo que já vem no coração.

 

Vida a Serviço 

Para algumas pessoas, a fé é mais do que apenas crer em algo, confiar que tudo vai dar certo. É um estilo de vida, uma vocação. As freiras, por exemplo, abandonam o luxo, a possibilidade de um casamento, a vaidade e muitas outras coisas para se tornarem ‘esposas de Cristo’. São anos e anos estudando, orando, trabalhando para dedicar sua vida à sua fé. Números de 2012 apontam que existem cerca de 702 mil freiras espalhadas pelo mundo, um número que está em queda se comparado com o crescimento no índice de católicos.  Em nossa região, várias irmãs, de diferentes congregações, trabalham dia após dia, principalmente no setor educacional. É o caso de Aura Salete da Silva. O nome de religiosa dela é Fabiana. Aliás, há muito tempo que ninguém conhece a simpática senhora por outro nome que não seja esse último. “Na minha época era assim, se trocava. Diziam ‘deixa tudo, até o nome’, mas hoje já é diferente. Fica a dificuldade de quando se vai assinar um papel, no entanto, quando me foi permitido trocar, preferi continuar assim. Até na família, todo mundo me conhece por Fabiana”, relata. Quando menina, aos 13 anos, a irmã deixou São Joaquim, na serra catarinense, rumou para o convento em Nova Veneza, e mesmo contra o que muita gente acreditava, permaneceu lá até se tornar uma religiosa. “Eu era muito companheira do meu avô, e as pessoas achavam que eu não ficaria lá, mas já fazem 52 anos que sou irmã, e hoje vejo que não tenho condições de deixar a vida consagrada. Gosto de ser irmã”, declara. Depois de trabalhar em São Paulo, em favelas, no Paraná, sempre no meio educativo, a religiosa hoje atua em Balneário Gaivota, na coordenação de um centro infantil. É possível perceber no olhar da irmã, um apego vigoroso à cerca da importância familiar na construção de uma fé consistente. “É uma raiz que se obtém da família. Nós tivemos uma criação sempre na oração, rezando o terço em volta da mesa. Foi uma fé que aprendemos a cultivar”, relembra. Só que, mesmo tendo escolhido devotar sua vida a Deus, a irmã defende que cada um tem que fazer suas próprias opções. “Eu não interfiro nas escolhas das pessoas da família. Lá tem vocacionados ao casamento, tenho sobrinho que estuda teologia, mas eu nunca me meto”, diz. Sobre dedicar sua vida à consagração, irmã Fabiana não sabe definir sobre seu dia-a-dia religioso. Para ela, ser freira é só ser. “Não sei como é. É uma vocação que você tem e que vai alimentando dentro de você. Rezamos bastante, fortalecemos nossa fé na oração, no trabalho”, comenta. A religiosa também disserta muito sobre a motivo de nossa conversa: a fé. Fala sem rodeios que a fé não pode ser buscada lá fora, por que já vive no coração de cada um. “A fé é um crescimento, um dom de Deus e que você precisa cuidar, fazer crescer essa plantinha. Não posso esperar que Deus esteja lá, eu tenho que procura-lo. Eu alimento minha fé através das obras”, argumenta. E neste mundo complexo, onde tantas pessoas estão pensando apenas no ter, acabando com as próprias vidas através de vícios e buscando preencher-se de coisas vazias, há uma pergunta que aparece em nossa mente: será que o que falta a elas é mais fé? “Acho que as pessoas precisam cuidar mais do Deus que há dentro delas, é por isso que há tantos problemas na nossa sociedade”, acredita irmã Fabiana.


24/10/2017 14:00

Série traz histórias de quem tem na crença seu alicerce – 2° parte


Na segunda parte da série Fé, o jornal Correio do Sul traz um assunto que às vezes, se torna polêmico: religião. Existe certa ou errada? Escolhemos nossa religião ou ela nos escolhe? O que define uma religião como a ideal para cada uma de nós? Uma história sobre fé acima de tudo revela que o que importa, é se sentir bem consigo mesmo e com Deus.

 

Religião e Consciência

Uma nova organização religiosa surge no país a cada hora. De janeiro de 2010 a fevereiro deste ano, 67.951 entidades se registraram na Receita Federal sob a rubrica de “organizações religiosas ou filosóficas”, uma média de 25 por dia. Ou seja, religiões são o que não faltam, e basta escolher aquela em que o fiel mais se encaixa. Pode parecer uma expressão um tanto humana demais para um assunto considerado sagrado, mas é a realidade. São milhares de fieis migrando de uma igreja para a outra, muitos buscando encontrar sua verdadeira fé. Foi o que aconteceu com Renildo Machado. Morador de Sombrio, ele percebeu que não concordava com muitas diretrizes da religião que seguia, e em alguns momentos, chegou a deixar de frequentar qualquer igreja. “Saber ler e escrever, não quer dizer que você seja mais inteligente. Me deixava enojado ver que algumas pessoas tiram o leite da boca de seus filhos para dar o dinheiro para esses líderes que andam nos melhores carros, com as melhores roupas, iludindo e brincando com a fé delas. Por isso abandonei as religiões”, relata. No entanto, ele argumenta que nunca abandonou sua fé. “Meu compromisso era com Deus. Eu ia à igreja católica, pagava dízimo, mas não praticava. Fui católico, evangélico, mas não aceitava o método que eles trabalhavam. Aquilo foi corrompendo meu entendimento. Eu não era contra eles, mas sim contra o método deles”, declara. No entanto, ele sentia falta de frequentar um templo, um lugar onde pudesse encontrar Deus. Foi quando Renildo e a esposa conheceram os Adventistas do Sétimo Dia. A entidade, com mais de 17 milhões de membros no mundo, é uma igreja cristã protestante organizada em 1863 nos Estados Unidos. Segundo Renildo, foi entre os adventistas que ele encontrou-se mais perto do que realmente acredita. “Escolhi esse caminho, por que Deus te ensina tudo, mas você precisa ter um objetivo. Quem faz os julgamentos, é Ele. Aprendi muito com eles”, revela. Obviamente que há um processo antes que ele efetivamente se tornasse um dos fieis, mas Renildo garante que todo o trajeto até converter-se apenas afervorou suas certezas religiosas. “Tudo fui filtrando, observando o jeito deles, e depois, fizemos um ano de estudo bíblico, para no final, decidir se era aquilo mesmo que queríamos. É como uma criança que começa a caminhar, vai levantando, caindo, e eu querendo saber mais”, relembra. No início do ano, ele e a esposa, Márcia, finalmente se tornaram definitivamente Adventistas, e hoje, Renildo se diz feliz com a escolha que fez. “Percebemos que cuidam muito da saúde, da educação, até sobre comportamento. Para mim mudou muito. Minha crença, meus sacrifícios, aprendi sobre os caminhos que levam a Deus”, comenta. É aquela questão: existe fé para todo o tipo de pessoa, basta encontrar a que mais combina com suas diretrizes.

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