Emprego

03/06/2017 00:00

Dez carreiras têm quase metade de todos os formados no Brasil desde 2001

Total de universitários mais que dobrou em 15 anos, mas 10 carreiras mais procuradas conquistam metade dos estudantes. Guia do G1 vai detalhar os cursos.


Escolher uma carreira no fim do ensino médio é um dos desafios que cada vez mais adolescentes têm enfrentado: em 2015, 2,2 milhões de estudantes tiveram que optar por uma das 324 carreiras atualmente oferecidas no Brasil.

O número de universitários mais que dobrou nos últimos 15 anos, mas a tendência na escolha dos cursos mantém um traço marcante. Um conjunto formado por 10 carreiras conquista praticamente metade de todos os universitários brasileiros.

Nos últimos 15 anos, quase 11 milhões de estudantes brasileiros conseguiram se formar na faculdade e receber um diploma. Desses, 5.341.147 decidiram seguir uma das seguintes carreiras:

  • administração
  • ciências biológicas
  • ciências contábeis
  • direito
  • educação física
  • enfermagem
  • engenharia civil
  • medicina
  • pedagogia
  • psicologia

Juntas, elas respondem por 48,7% do total de formandos desde 2001, e 48,3% de todos os estudantes matriculados em um curso de graduação presencial em 2015. Os dados são os mais recentes do Censo da Educação Superior, divulgado todos os anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Essas dez carreiras, que em 2015 eram cursadas por 3.206.137 pessoas, também foram as mais procuradas entre os candidatos da edição do primeiro semestre de 2016 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

As dez carreiras mais procuradas do Sisu em 2016 representam, juntas, 48,7% do total de formandos desde 2001 (Foto: Arte/G1)As dez carreiras mais procuradas do Sisu em 2016 representam, juntas, 48,7% do total de formandos desde 2001 (Foto: Arte/G1)

As dez carreiras mais procuradas do Sisu em 2016 representam, juntas, 48,7% do total de formandos desde 2001 (Foto: Arte/G1)

Expansão do ensino superior

Nos últimos 15 anos, o Brasil viu o número de calouros em cursos de graduação presenciais quase dobrar. Em 2001, 1.206.273 pessoas se matricularam no primeiro ano de um deles. Em 2015, esse número cresceu 84,5%, para 2.225.663, segundo os dados do Censo.

Nesse mesmo período, o número de cursos saltou de 12.155, em 1.391 instituições de ensino superior públicas e privadas, para 32.028 cursos em 2.364 instituições.

Mesmo durante essa expansão, a preferência dos estudantes por carreiras específicas manteve a mesma tendência: em 2001, 50% dos formados em graduação no Brasil cursaram uma das dez carreiras mencionadas acima. Em 2015, esse número foi de 49,1%.

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1)Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1)

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1)

Ensino público x ensino privado

Nesse meio tempo, o aumento de vagas foi maior entre as instituições privadas do que nas universidades públicas: enquanto a expansão do ensino superior foi de 48% nas universidades públicas, nas particulares o crescimento chegou a 66% nos últimos 15 anos.

Isso fez com que, atualmente, a razão de vagas públicas e privadas caísse de um para três para um a cada quatro. No início do século, 33,1% dos estudantes de graduação estavam matriculados em uma instituição pública. Já em 2015, essa concentração caiu para 24,5%.

É nas instituições privadas onde também é maior, historicamente, a concentração das carreiras mais procuradas. Em média, das 2.818.533 pessoas que se formaram em universidades públicas entre 2001 e 2015, 38,1% delas (1.072.872) buscaram uma dessas dez carreiras. Já nas privadas, essa porcentagem salta para 52,5%: no total, 8.147.747 conquistaram um diploma de graduação em uma instituição particular nesse período, e 4.274.978 o fizeram neste grupo de profissões.

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

Tendências

As dez carreiras são variadas e exigem diferentes perfis de profissionais. Elas também seguiram tendências diferentes: nem todas tiveram um crescimento constante nos últimos anos. A cada semana, o Guia de Carreiras do G1 vai explorar os motivos por trás das estatísticas históricas do Censo da Educação Superior. Veja as principais características de cada uma abaixo:

  • ADMINISTRAÇÃO: É a segunda carreira com o maior número de matrículas (em 2015, mais de 585 mil pessoas estudavam administração). Nos últimos 15 anos, o número de formados por ano cresceu de 35.149 para 99.216, um aumento de 182%.
  • PEDAGOGIA: Entre 2001 e 2015, 861.420 pessoas se formaram em pedagogia no Brasil, diploma atualmente obrigatório para quem quer atuar no ensino infantil e nos primeiros anos do fundamental.
  • DIREITO: É a carreira com o maior número de estudantes matriculados no Brasil: em 2015, eles eram 852.703. No mesmo ano, a carreira ultrapassou pela primeira vez a marca de 100 mil concluintes: 105.317 pegaram o diploma na área.
  • MEDICINA: É a carreira com a maior concorrência no Sisu. Nos últimos 15 anos, o número de vagas aumentou e o número de médicos formados ano a ano foi de 8.004, em 2001, para 17.042 em 2015, um crescimento de 87,2%.
  • EDUCAÇÃO FÍSICA: A carreira aparece no Censo dividida em licenciatura e bacharelado. Os dois cursos têm boa parte da grade curricular semelhante, mas o mercado de trabalho é diferente. Entre 2001 e 2015, 396.204 se formaram em um deles. A maior parte fez a licenciatura, mas a carreira de bacharelado tem crescido mais rapidamente.
  • ENFERMAGEM: Até 2009, era possível cursar duas carreiras na área: enfermagem ou enfermagem e obstetrícia. Desde 2010, elas foram unificadas. Em 2015, 259.986 estudavam para atuarem como enfermeiros e enfermeiras, e 34.640 pegaram um diploma na área. O número cresceu 460,7% na comparação entre 2001 e 2015. Porém, o ano em que houve o maior número de concluintes foi em 2001, quando 47.090 novos enfermeiros chegaram ao mercado.
  • CIÊNCIAS BIOLÓGICAS: Essa foi a sétima carreira mais procurada no Sisu do primeiro semestre de 2016: 140.922 candidatos concorreram às 8.099 vagas oferecidas. Entre o top 10, foi a carreira com menor concorrência (17,4 candidatos por vaga).
  • ENGENHARIA CIVIL: Impulsionada pelos grandes eventos esportivos, a engenharia civil tinha, em 2015, 349.347 alunos de graduação matriculados. Naquele ano, 25.217 novos engenheiros civis receberam o diploma, um aumento de 404% nos últimos 15 anos.
  • PSICOLOGIA: Na Fuvest 2017, a concorrência da carreira de psicologia só ficou atrás dos cursos de medicina. Segundo o Censo do Inep, em 2017 ela era a sétima carreira com mais matrículas de graduação (223.490). Nos últimos 15 anos, a média de novos profissionais formados na área foi de mais de 16 mil por ano. Em 2015, 23.285 pegaram diploma em psicologia.
  • CIÊNCIAS CONTÁBEIS: O décimo curso mais procurado do Sisu 2016 era o quinto com o maior número de matrículas de graduação presencial em 2015. No total, 266.095 faziam o curso, e 42.483 conseguiram o diploma no fim do ano. O número é 141% maior do que a quantidade de concluintes na área em 2001.

27/05/2017 06:00

Ministério do Trabalho lança aplicativo que facilita busca por emprego


Com o Sine Fácil, trabalhadores poderão consultar oportunidades em diferentes áreas, acompanhar seguro-desemprego e acessar informações sobre abono salarial

O Ministério do Trabalho lança nesta terça (23), às 11 horas, um aplicativo móvel que permite ao trabalhador encontrar, de forma prática e rápida, vagas de emprego adequadas ao seu perfil. Desenvolvida pela Dataprev, a ferramenta leva ao cidadão os serviços do Sistema Nacional de Emprego (Sine) a partir de dispositivos conectados à internet, como celulares e tablets. A solenidade contará com a presença do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Serviço: Lançamento do Sine Fácil

Data: 23 de maio (terça-feira)

Horário: 11h

Local: Ministério do Trabalho (auditório)

 


23/05/2017 10:58

Vagas de emprego


O posto de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine) do município de Balneário Arroio do Silva anuncia vagas de emprego disponíveis nas seguintes áreas:

Almoxarife (1 vaga); Auxiliar de Lavanderia (1 vaga); Modelista de roupas (1 vaga); Operador de máquina do empacotador (1 vaga); Pintor de Veículos (1 vaga); Vendedor externo (1 vaga); Cozinheira Restaurante (1 vaga); e Consultor de Vendas (1 vaga). É preciso ter experiência.

Os interessados devem comparecer no Sine com documento de identidade, CPF e carteira de trabalho. Lembrando que as vagas ficam disponíveis até o preenchimento das mesmas. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (48) 3526 1535 – Larissa Morales.

O Sine de Balneário Arroio do Silva fica localizado na Avenida Santa Catarina, nº 1.122, Centro do Arroio do Silva – anexo a prefeitura. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira das 12h às 18h.

Maiores informações também no Sine de Araranguá através dos telefones: (48) 3529 0159 / 3529 0160.


20/05/2017 00:00

SC apresenta saldo positivo de mais de 1,8 mil novos empregos formais gerados em abril


O mês de abril fechou com um saldo positivo de 1.839 novos empregos no mercado formal de trabalho em Santa Catarina, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira, 16. Foram registradas 68.039 admissões contra 66.200 demissões no mês, fazendo com que o estado catarinense acompanhe o Brasil no desempenho geral onde foram abertos 59.856 postos de trabalho.

Entre os segmentos econômicos, os destaques do mês em Santa Catarina foram o setor de serviços (saldo de 1.226 vagas) e o de indústria da transformação (819 vagas). Na indústria da transformação, o bom resultado foi reflexo principalmente do desempenho dos subsetores têxtil do vestuário e artefatos de tecidos, com a abertura de 400 vagas, e do subsetor da indústria da borracha, do fumo, do couro, peles e similares, com 261 vagas.

No ranking das cidades com mais de 30 mil habitantes, lideram a tabela de maiores saldos de emprego os municípios de São José (748 vagas), Joinville (664) e Lages (503). Em São José e Lages, foi registrado no setor de serviços o maior número de vagas. Em Joinville o setor de indústria de transformação foi o que mais abriu postos de trabalho.

O secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, Valmir Comin, destaca que o resultado no saldo acumulado do ano teve uma variação positiva de 313% quando comparado com o mesmo período do ano anterior. O saldo foi de 23.343 vagas geradas no primeiro quadrimestre de 2017, contra o resultado de 5.657 novas contratações no primeiro quadrimestre de 2016.

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