Emprego

22/09/2017 05:57

Santa Catarina é o segundo estado no ranking da geração de emprego em agosto


Com um saldo de 6,1 mil vagas criadas com carteira assinada, Santa Catarina ficou em segundo lugar no ranking da geração de emprego em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados na tarde desta quinta-feira, 21.

“São números que mostram a retomada da economia. Santa Catarina foi o último Estado a entrar na crise e está sendo o primeiro a sair. São mais de 6 mil catarinenses que passaram a ter carteira assinada, conquistando a independência pelo trabalho. Está valendo a pena lutar”, comemorou o governador Raimundo Colombo.

O saldo catarinense ficou atrás apenas do resultado de São Paulo, que registrou 17,3 mil novas vagas. Em todo o país, o saldo foi de 35,5 mil postos de trabalho gerados com carteira assinada. Os números não consideram ajustes sazonais.

O saldo líquido catarinense de 6.130 vagas em agosto é resultado do registro de 80.420 admitidos contra 74.290 desligamentos. Entre os resultados por setores, destacaram-se a indústria de transformação (2.718 vagas), serviços (1.525), comércio (1.062) e construção civil (845). Entre os municípios, os melhores desempenhos do mês foram de Joinville (1.483), Blumenau (531) e Chapecó (466).

Os resultados de agosto demonstram também uma significativa melhora em relação aos anos anteriores. Em agosto de 2016 a geração foi de 3.014 vagas, menos da metade do resultado de agora, e em agosto de 2015 o desempenhou foi negativo, com saldo de -6.925 vagas.

No acumulado deste ano, considerando o resultado de agosto, o saldo catarinense foi de 27.441 vagas nos oito meses, também confirmando uma evolução expressiva em relação ao ano anterior. Nos primeiros oito meses de 2016, o saldo era de -10.481.

Considerando os últimos 12 meses (entre setembro de 2016 a agosto de 2017), o resultado catarinense continua positivo, com um saldo de 4,9 mil postos com carteira assinada.


13/08/2017 18:00

Pais buscam trabalhos mais flexíveis para ficar com família

Workana aponta que atividade freelance cresceu mais de 181% em 2016 e cerca de 47% dos usuários têm filhos


Trabalhar de casa costuma ser uma opção vantajosa para pais profissionais que, no Brasil, têm apenas 5 dias de licença paternidade – em sua maioria – e buscam uma boa alternativa para ficar mais tempo com a família, sendo uma delas iniciar uma atividade como freelancer. De acordo com a Workana, plataforma de trabalho freelance com atuação em toda a América Latina, a atividade cresceu mais de 181% em 2016 e 47% dos freelancers cadastrados no Brasil têm filhos.

Um deles é Raul Galvão, publicitário que atua como freelance há dois anos. Ele conta que a atividade é uma boa aliada, já que comemora em 2017 seu primeiro Dia dos Pais. “Meu filho nasceu há três meses e, com o dia a dia corrido do trabalho, ser freelancer me ajuda ter flexibilidade de horários. Assim, consigo trabalhar e ter mais tempo com a minha família”, conta Raul.

Segundo o levantamento realizado pela Workana, 34% dos pais contam com ajuda externa para cuidar dos filhos. Guillermo Bracciaforte, cofundador da Workana, aponta que o perfil dos pais vem mudando e refletindo essa transformação no mercado de trabalho. “Cada vez mais temos pais que sentem a necessidade de cuidar dos filhos e dividir igualmente as tarefas com a mulher. Isso se alia à busca dos profissionais pela harmonia entre vida profissional e pessoal e tem um efeito muito positivo, já que um pai que participa mais em casa proporciona mais liberdade para que a mãe também siga com sua carreira profissional”, explica Bracciaforte.

O cofundador da plataforma aponta que essa busca por um trabalho mais flexível colabora para o crescimento da atividade freelance e proporciona aos profissionais novas oportunidades. Dentre os usuários da Workana, cerca de 60% trabalham como freelancer em tempo integral, sem conciliar com outro emprego.

A Workana tem à disposição profissionais de toda a América Latina para desenvolver projetos das mais variadas categorias, além de oferecer oportunidades para profissionais freelancers. Para encontrar, basta acessar o site www.workana.com.

Sobre a Workana

Fundada em 2012, a Workana é um marketplace que conecta freelancers a empresas e possui atuação em toda a América Latina. A plataforma oferece flexibilidade e agilidade na contratação de profissionais para os projetos cadastrados. Com quatro anos de atuação, a empresa já atingiu a marca de 250 mil projetos postados na plataforma e possui, atualmente, mais de 500 mil freelancers cadastrados.


04/07/2017 08:00

Sine Fácil encaminha mais de 11 mil trabalhadores a vagas de emprego

Aplicativo mobile, que pode ser baixado em celulares e tablets, já ultrapassou a marca de 168 mil downloads em seu primeiro mês de funcionamento


O Sine Fácil já encaminhou 11.050 pessoas a vagas de emprego até esta quinta (22). Lançado no dia 23 de maio pelo Ministério do Trabalho, o aplicativo mobile já alcançou a marca de 168.146 downloads no primeiro mês de funcionamento.

“Os números apresentados no balanço do primeiro mês de funcionamento mostram que os trabalhadores estão se interessando pelas oportunidades oferecidas pelas empresas por meio do aplicativo Sine Fácil. Estamos otimistas que esses resultados devem melhorar e teremos ainda mais candidatos encaminhados às vagas de emprego”, disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O estado de São Paulo é campeão no número de encaminhamentos (3.352), seguido de Paraná (1.544) e Bahia (963).

 

Os 10 estados que mais encaminharam para vagas no Sine Fácil
Estados Encaminhamentos
São Paulo 3.352
Paraná 1.544
Bahia 963
Ceará 902
Goiás 746
Minas Gerais 625
Pernambuco 604
Mato Grosso do Sul 410
Rio Grande do Sul 317
Rio de Janeiro 294

 

O Sine Fácil pode ser instalado em celulares e tablets (primeiramente Android e futuramente para iOS), permitindo que as pessoas acessem vagas de emprego, busquem informações sobre Abono Salarial, acompanhem os pagamentos de parcelas do Seguro-Desemprego e visualizem os vínculos empregatícios.

Para utilizar o aplicativo pela primeira vez, o trabalhador precisa de um código de acesso (QR Code), que é fornecido em qualquer unidade do Sine, nas agências próprias do Ministério do Trabalho ou então pelo site Emprega Brasil (empregabrasil.mte.gov.br) – caso o trabalhador tenha sido atendido no Sine em algum momento e já tenha cadastro na rede.

Com o acesso liberado, o trabalhador pode consultar as cerca de 50 mil vagas diárias, de todo o país, que o Sine disponibiliza no aplicativo. A inserção das vagas pode ser acompanhada em tempo real. Com o uso do aplicativo pelos trabalhadores, as filas dos postos do Sine serão reduzidas, desafogando o atendimento, já que os cadastrados no sistema são alcançados via internet, com a possibilidade de acesso em qualquer hora e em qualquer lugar.
SINE FÁCIL – APLICATIVO MOBILE

O QUE É?

O “Sine Fácil” é um aplicativo mobile, disponível para dispositivos Android e futuramente será disponibilizado para dispositivos iOS.

VANTAGENS

– O trabalhador tem acesso às vagas de emprego de acordo com o seu perfil profissional, sem precisar ir até um posto de atendimento do Sine;

– O trabalhador pode agendar entrevistas diretamente com o empregador;

– É possível receber pelo aplicativo as notificações sobre Seguro-Desemprego e demais comunicados do Ministério do Trabalho;

– Acesso às informações do Abono Salarial;

– Acesso ao histórico de vínculos empregatícios que podem auxiliar nas informações para o saque do FGTS.

 

PORTAL EMPREGA BRASIL

O Emprega Brasil é um portal com o conceito de autosserviços, que aproxima os cidadãos dos serviços do Sistema Nacional de Emprego (Sine). É uma nova versão do Portal Mais Emprego.

Endereço: https://empregabrasil.mte.gov.br/

 


03/06/2017 00:00

Dez carreiras têm quase metade de todos os formados no Brasil desde 2001

Total de universitários mais que dobrou em 15 anos, mas 10 carreiras mais procuradas conquistam metade dos estudantes. Guia do G1 vai detalhar os cursos.


Escolher uma carreira no fim do ensino médio é um dos desafios que cada vez mais adolescentes têm enfrentado: em 2015, 2,2 milhões de estudantes tiveram que optar por uma das 324 carreiras atualmente oferecidas no Brasil.

O número de universitários mais que dobrou nos últimos 15 anos, mas a tendência na escolha dos cursos mantém um traço marcante. Um conjunto formado por 10 carreiras conquista praticamente metade de todos os universitários brasileiros.

Nos últimos 15 anos, quase 11 milhões de estudantes brasileiros conseguiram se formar na faculdade e receber um diploma. Desses, 5.341.147 decidiram seguir uma das seguintes carreiras:

  • administração
  • ciências biológicas
  • ciências contábeis
  • direito
  • educação física
  • enfermagem
  • engenharia civil
  • medicina
  • pedagogia
  • psicologia

Juntas, elas respondem por 48,7% do total de formandos desde 2001, e 48,3% de todos os estudantes matriculados em um curso de graduação presencial em 2015. Os dados são os mais recentes do Censo da Educação Superior, divulgado todos os anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Essas dez carreiras, que em 2015 eram cursadas por 3.206.137 pessoas, também foram as mais procuradas entre os candidatos da edição do primeiro semestre de 2016 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

As dez carreiras mais procuradas do Sisu em 2016 representam, juntas, 48,7% do total de formandos desde 2001 (Foto: Arte/G1)As dez carreiras mais procuradas do Sisu em 2016 representam, juntas, 48,7% do total de formandos desde 2001 (Foto: Arte/G1)

As dez carreiras mais procuradas do Sisu em 2016 representam, juntas, 48,7% do total de formandos desde 2001 (Foto: Arte/G1)

Expansão do ensino superior

Nos últimos 15 anos, o Brasil viu o número de calouros em cursos de graduação presenciais quase dobrar. Em 2001, 1.206.273 pessoas se matricularam no primeiro ano de um deles. Em 2015, esse número cresceu 84,5%, para 2.225.663, segundo os dados do Censo.

Nesse mesmo período, o número de cursos saltou de 12.155, em 1.391 instituições de ensino superior públicas e privadas, para 32.028 cursos em 2.364 instituições.

Mesmo durante essa expansão, a preferência dos estudantes por carreiras específicas manteve a mesma tendência: em 2001, 50% dos formados em graduação no Brasil cursaram uma das dez carreiras mencionadas acima. Em 2015, esse número foi de 49,1%.

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1)Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1)

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1)

Ensino público x ensino privado

Nesse meio tempo, o aumento de vagas foi maior entre as instituições privadas do que nas universidades públicas: enquanto a expansão do ensino superior foi de 48% nas universidades públicas, nas particulares o crescimento chegou a 66% nos últimos 15 anos.

Isso fez com que, atualmente, a razão de vagas públicas e privadas caísse de um para três para um a cada quatro. No início do século, 33,1% dos estudantes de graduação estavam matriculados em uma instituição pública. Já em 2015, essa concentração caiu para 24,5%.

É nas instituições privadas onde também é maior, historicamente, a concentração das carreiras mais procuradas. Em média, das 2.818.533 pessoas que se formaram em universidades públicas entre 2001 e 2015, 38,1% delas (1.072.872) buscaram uma dessas dez carreiras. Já nas privadas, essa porcentagem salta para 52,5%: no total, 8.147.747 conquistaram um diploma de graduação em uma instituição particular nesse período, e 4.274.978 o fizeram neste grupo de profissões.

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

Tendências

As dez carreiras são variadas e exigem diferentes perfis de profissionais. Elas também seguiram tendências diferentes: nem todas tiveram um crescimento constante nos últimos anos. A cada semana, o Guia de Carreiras do G1 vai explorar os motivos por trás das estatísticas históricas do Censo da Educação Superior. Veja as principais características de cada uma abaixo:

  • ADMINISTRAÇÃO: É a segunda carreira com o maior número de matrículas (em 2015, mais de 585 mil pessoas estudavam administração). Nos últimos 15 anos, o número de formados por ano cresceu de 35.149 para 99.216, um aumento de 182%.
  • PEDAGOGIA: Entre 2001 e 2015, 861.420 pessoas se formaram em pedagogia no Brasil, diploma atualmente obrigatório para quem quer atuar no ensino infantil e nos primeiros anos do fundamental.
  • DIREITO: É a carreira com o maior número de estudantes matriculados no Brasil: em 2015, eles eram 852.703. No mesmo ano, a carreira ultrapassou pela primeira vez a marca de 100 mil concluintes: 105.317 pegaram o diploma na área.
  • MEDICINA: É a carreira com a maior concorrência no Sisu. Nos últimos 15 anos, o número de vagas aumentou e o número de médicos formados ano a ano foi de 8.004, em 2001, para 17.042 em 2015, um crescimento de 87,2%.
  • EDUCAÇÃO FÍSICA: A carreira aparece no Censo dividida em licenciatura e bacharelado. Os dois cursos têm boa parte da grade curricular semelhante, mas o mercado de trabalho é diferente. Entre 2001 e 2015, 396.204 se formaram em um deles. A maior parte fez a licenciatura, mas a carreira de bacharelado tem crescido mais rapidamente.
  • ENFERMAGEM: Até 2009, era possível cursar duas carreiras na área: enfermagem ou enfermagem e obstetrícia. Desde 2010, elas foram unificadas. Em 2015, 259.986 estudavam para atuarem como enfermeiros e enfermeiras, e 34.640 pegaram um diploma na área. O número cresceu 460,7% na comparação entre 2001 e 2015. Porém, o ano em que houve o maior número de concluintes foi em 2001, quando 47.090 novos enfermeiros chegaram ao mercado.
  • CIÊNCIAS BIOLÓGICAS: Essa foi a sétima carreira mais procurada no Sisu do primeiro semestre de 2016: 140.922 candidatos concorreram às 8.099 vagas oferecidas. Entre o top 10, foi a carreira com menor concorrência (17,4 candidatos por vaga).
  • ENGENHARIA CIVIL: Impulsionada pelos grandes eventos esportivos, a engenharia civil tinha, em 2015, 349.347 alunos de graduação matriculados. Naquele ano, 25.217 novos engenheiros civis receberam o diploma, um aumento de 404% nos últimos 15 anos.
  • PSICOLOGIA: Na Fuvest 2017, a concorrência da carreira de psicologia só ficou atrás dos cursos de medicina. Segundo o Censo do Inep, em 2017 ela era a sétima carreira com mais matrículas de graduação (223.490). Nos últimos 15 anos, a média de novos profissionais formados na área foi de mais de 16 mil por ano. Em 2015, 23.285 pegaram diploma em psicologia.
  • CIÊNCIAS CONTÁBEIS: O décimo curso mais procurado do Sisu 2016 era o quinto com o maior número de matrículas de graduação presencial em 2015. No total, 266.095 faziam o curso, e 42.483 conseguiram o diploma no fim do ano. O número é 141% maior do que a quantidade de concluintes na área em 2001.
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