Geral

30/04/2017 00:02

Filhos adotados por casal gay são batizados em igreja católica de Curitiba

Pais procuraram pessoalmente o arcebispo da cidade para pedir que a cerimônia fosse realizada. Foram batizados os filhos de 16, 14 e 12 anos.


Três adolescentes adotados pelo casal Toni Reis e David Harrad, de Curitiba, foram batizados pela Igreja Católica, no domingo (23). A cerimônia foi realizada na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, na região central.

Foram batizados Alyson, de 16 anos, Jéssica, de 14, e Filipe, de 12. Reis, casado há 27 anos com Harrad, conta que procurou pessoalmente o arcebispo da capital paranaense, José Antônio Peruzzo, para uma conversa sobre o batismo dos filhos.

“Eu sou católico, e o meu esposo, anglicano. Depois de conversarmos, resolvemos batizá-los na Igreja Católica. Fui em várias igrejas, mas todas tinham uma burocracia enorme. Então, marquei uma audiência com o arcebispo de Curitiba [Dom José Antônio Peruzzo]. Ele topou. Disse que ia batizar as crianças e, não, o casal. Ele só exigiu que elas fizessem um curso de pré-batismo; e os pais, as madrinhas e o padrinho, um de preparação”, conta.

Padre batiza um dos filhos do casal (Foto: Arquivo pessoal)

Padre batiza um dos filhos do casal (Foto: Arquivo pessoal)

O professor diz que o batismo, além do reconhecimento espiritual, também é um reconhecimento social para a família.

“Foi uma cerimônia extremamente emocionante, logo depois da missa das 10h. Durante a missa, fomos citados três vezes. Eles [os adolescentes] amaram. O Alyson disse que se sente purificado. A Jéssica disse que se sente mais incluída. O Filipe disse que, agora, pode falar que tem uma religião. Para nós, é importante esse reconhecimento social, espiritual. Você participar de uma religião ajuda porque você acaba fazendo parte de uma comunidade”, relata.

Reis ressalta que, para os filhos, é importante ser aceito pela religião. “Com certeza, é uma conquista. Para quem acredita, é importante ser aceito na religião. Você quer ser aceito. Eu me sinto muito feliz, valorizado, tranquilo. Para as crianças, foi um gesto muito bacana. A religião, queira ou não, tem poder, especialmente para quem acredita. Para mim, tem”, acredita.

O padre Luciano Tokarski, coordenador da Comissão de Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Curitiba, afirma que a Igreja aprovou o batismo dos filhos do casal.

“Vimos o batismo com bons olhos. A Igreja tem uma atitude de acolhida, de misercórdia, de compaixão, de proximidade. Nunca as portas estiverem fechadas para ninguém. Não existe nenhum documento oficial da Igreja que proíba isso”, comenta.

Tokarski, no entanto, ressalta que, mesmo respeitando, a Igreja Católica não aprova o casamento gay. “O fato de aceitarmos o batismo dos adolescentes não significa que a Igreja aprova o casamento homossexual. A Igreja está dizendo que os filhos deles podem ser batizados, mas seguimos contrários à união entre dois homens, apesar de acolhermos todas as pessoas”, esclarece.


29/04/2017 00:00

6 Hobbies para ter uma vida melhor no trabalho


Quando pensamos em melhorar o nosso dia a dia no trabalho pensamos em nos organizarmos melhor, dividir o tempo e sugerir melhorias para o RH da empresa. Isso tudo também são dicas valiosas, porém há alguns hobbies que o indivíduo pode adquirir fora do ambiente de trabalho que fazem a diferença na rotina.

Ana Gomes e Lívia Mangini, sócias e amigas que fundaram a Magnólia Comunicação em 2010, implantaram uma gestão horizontal e incentivam seus colaboradores a seguirem os 6 hobbies abaixo, elas já sentem no clima organizacional os frutos desse incentivo:

1. Leia antes de dormir

Esse conselho parece clichê, porém estamos em uma era em que as pessoas estão lendo livros cada vez menos. O mais importante é criar o hábito da leitura. Você pode começar com 20 minutos por dia e ir aumentando conforme passar as semanas. O mais bacana dessa dica é que você não precisa ler necessariamente livros que tenham haver com a sua profissão. Leia o que lhe agrade. Vale consultar as listas na internet de livros para ler antes de morrer, dicas de amigos, enfim uma obra que lhe desperte a atenção na livraria. Ideias nascem da onde menos esperamos e muitas delas são frutos de leituras despretensiosas, porém para quem tem a rotina da leitura. Inclua este hábito na sua lista diária.

2. Cozinhe

Daí você deve estar pensando: O que tem haver a cozinha com o meu dia a dia no trabalho? Muita coisa! Cozinhar desperta habilidades que você pode incluir na sua rotina profissional: estratégia, escolhas de itens em conta e com qualidade, e cumprimento de tempo. Essa iniciativa pode refletir em seus hábitos no dia a dia.

3. Tenha contato com crianças

Pessoas felizes no trabalho geralmente são as mais criativas e criatividade nasce de inspirações. Crianças são os seres mais livres no que tange a expor ideias. Logo, o contato com elas rende descontração dos nossos músculos e das nossas ideias enraizadas. Gerando dessa forma: inspirações. Converse, brinque e dialogue com os pequenos.

4. Ouça música

Caso o seu trabalho não permita essa ação, ouça música no trajeto ao trabalho, ao tomar banho, enfim sempre que puder. A música influencia na forma como percebemos o passar do tempo. Assim, ela te faz ser mais produtivo e desperta cognições. Com mais produtividade você consegue ter mais foco e trabalhar melhor e mais feliz.

5. Pratique um esporte

Pode ser desde artes marciais a natação. O que importa é manter o corpo em movimento por pelo menos 30 minutos por dia. O esporte diminui a ansiedade e alivia as tensões do dia a dia. A liberação de endorfina nos faz se sentir mais “leves” diante das dificuldades da vida e nos faz enxergar possibilidades que outrora não enxergávamos.

6. Dê risada

Com os amigos, com uma série/filme de sua preferência, com colegas trabalho, enfim o que vale é descontrair. As melhores ideias acontecem quando estamos relaxados e já foi comprovado que rir libera endorfina, inibe os hormônios do stress e combate infecções.

 


28/04/2017 13:04

Manifestantes fecham a BR-101 em Araranguá

Protesto pacífico durou uma hora na rodovia federal e a manhã inteira dentro da cidade


Manifestações contra as reformas trabalhista e previdenciária aconteceram neste dia 28 de abril em todo o país e em Araranguá não foi diferente, às 8h30min manifestantes começavam a chegar à frente do Instituto Federal de Santa Catarina (Ifsc), no bairro Mato Alto. Por volta das 9 horas o protesto seguiu para as ruas do Centro de Araranguá, com cerca de 2 mil pessoas, líderes sindicais e religiosos se manifestaram em frente à Igreja Matriz e após as manifestação uma votação foi aberta para saber se o protesto seguia até a rodovia BR-101 ou se parava no Centro de Araranguá.
Cerca de metade dos presentes no protesto resolveram seguir até a BR-101, sentido Maracajá, que foi trancada na subida do elevado, na comunidade de Lauro Carneiro. A rodovia foi fechada nos dois sentidos (Sul e Norte) às 11h27min e liberada às 12h30min e os manifestantes voltaram para Araranguá, de forma pacífica. Dentro da cidade todo o trajeto do protesto foi acompanhado pela Polícia Militar, na rodovia BR-101 a Polícia Rodoviária Federal garantiu a segurança dos manifestantes, o helicóptero da Polícia Civil realizou rondas aéreas e foi saudado pelos manifestantes.
A reportagem completa estará na edição impressa do Jornal Correio do Sul de segunda-feira.


28/04/2017 08:24

Greve no HRA é suspensa

Funcionários não iriam trabalhar no Dia da Paralisação Nacional, porém população foi atendida normalmente


Em todo o país, centrais sindicais convocaram uma greve geral de trabalhadores para esta sexta-feira, dia 28, em um protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária, que tramitam na Câmara dos Deputados. Em Araranguá, os funcionários do Hospital Regional de Araranguá (HRA) haviam decidido em assembleia por paralisarem os serviços a partir da zero hora desta sexta-feira, segundo o presidente eleito do Sindisaúde, João Batista Martins Estevam.
Uma estrutura foi montada em frente ao HRA pelos membros do sindicato, cartazes e placas foram espalhados por portas e pátio do hospital, porém os funcionários não aderiram à greve. Conforme João Batista, os trabalhadores foram coagidos pela administração, que afirmou que quem aderisse à paralisação não receberia o dia não trabalhado, o final de semana remunerado, o feriado e ainda teria mais uma suspensão, popularmente conhecida como gancho.

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