Especial

17/04/2017 16:00

“Dama do Turismo” será homenageada


Renato Russo já havia imortalizado em sua canção, que os bons morrem jovens e a frase do cantor nunca soou tão verdadeira, quanto a morte da jovem Cristiane Tonetto Bilessimo, que aos 36 anos de idade se despediu deixando um legado de muitos avanços e conquistas no setor turístico da região.

Atuante e dinâmica, sonhadora e realizadora, competente e esforçada. Cristiane Tonetto Bilessimo faleceu no dia 31 de maio de 2016, vítima de um câncer. Lutou três meses incansavelmente na busca da cura, mas a força de Deus foi maior. Cris deixou grandes exemplos, além da saudade é claro.

No próximo mês de maio, quando completa 1 ano de seu falecimento, a família de Cristiane irá participar de duas homenagens. A primeira será no dia 7 de maio, ás 18 horas, na entrega do troféu oficial ao vencedor na categoria geral da disputa artística do Rodeio no CTG Vale da Amizade. Cris será homenageada pelo seu empenho na concretização do projeto Bugio Roncador, que transformaria a mata ao redor do parque de rodeios em uma trilha ecológica valorizando os aparatos naturais turvenses.

“O turismo no vale e o município de Turvo sempre foram duas grandes paixões da Cris. Ela merece muito esta homenagem e nós só temos a agradecer”, disse a cunhada Cíntia Brigido.

A segunda homenagem será no dia 14 de maio na abertura do Campeonato Municipal de Futebol de Campo. A taça levará seu nome em virtude também de sua grande paixão pelo esporte turvense. Cris adorava uma partida de futebol, e da arquibancada, declarava seu amor pelo irmão, Gustavo Marieto, grande esportista atuante nos campos e nas quadras. “Ver o Gustavo jogar e fazer grandes defesas sempre foi motivo de muito orgulho pra ela. E diante destas palavras, quero demonstrar também meu orgulho de poder viver ao lado dela, além de cunhada é minha irmã de coração”, fala Cíntia emocionada.

Cristiane coordenou por dez anos o setor de turismo da Amesc, onde foi responsável por organizar uma das mais atuantes regiões turísticas do Estado, a Caminho dos Canyons. Incansável defensora do turismo sustentável, ela foi peça principal para a criação do roteiro turístico na região, que só cresceu, se desenvolveu e ganhou destaque nacional, graças ao esforço incomum e as muitas idas e vindas de Cristiane à Florianópolis.

Em janeiro de 2016, pouco antes de descobrir a doença, Cris foi nomeada Gerente Executiva da entidade, função desempenhada por pouco tempo, mas com muito profissionalismo. “Ela é um ser de luz, iluminado, que sempre teve um coração maior do que ela mesma, nada mais justo do que lá de cima, ela ver seu nome estampado por aqui, em agradecimento a tantos anos de dedicação pelo Turvo”, finalizou Cintia, que deixa o convite a todos para participarem das homenagens nos dias 7 e 14 de maio.


27/03/2017 14:33

Homem leva quatro tiros na rua


Um homem levou quatro tiros na manhã desta segunda-feira, na rua, às margens da BR 101, no bairro Polícia Rodoviária,em Araranguá.
O atirador, Agnaldo Santana Soares, de 38 anos, que usou um revólver calibre 38, foi capturado pela Polícia Militar pouco depois.
Ao ser comunicada sobre a tentativa de homicídio, a PM foi para o local, onde testemunhas e a própria vítima, Diogo dos Santos Bortolozzo, 30, informaram o nome do homem que realizou os disparos. O Samu foi chamado e conduziu Diogo para o Hospital Regional.
Agnaldo foi encontrado pelos policiais dentro de um supermercado do bairro, parecendo tranquilo, sem demonstrar que estivesse se escondendo. Ele foi preso e encaminhado a Central de Polícia, sem informar o que o motivou a praticar o crime. Diogo continua internado em estado grave e os dois homens têm passagem policial.

 

Mais informações no decorrer do dia e na edição impressa de amanhã do jornal Correio do Sul.


27/03/2017 14:28

Pais cobram direção por interdição


Teve bate-boca, aplausos, vaias e mais de uma vez a ‘turma do deixa disso’ teve que intervir para evitar briga, durante a manifestação convocada pelos pais de alunos da EEB Protásio Joaquim da Cunha, na tarde de sábado. No fim, houve a compreensão de que somente com união e mais mobilização será possível conseguir as melhorias que a escola precisa para voltar a receber os alunos. O prédio da Protásio, localizado no bairro São José, é um dos sete da rede estadual interditados pela justiça desde o dia 14.

O encontro começou com um pronunciamento da diretora Sandra Regina Borges Pereira, que foi bastante criticada pelos pais, que se queixavam de não serem chamados, durante o ano passado e início deste, para receber informações sobre a situação que levou ao fechamento da escola. Os membros da APP (Associação de Pais e Professores) também foram cobrados, mas alguns deles, foram os primeiros a cobrar. Foi o caso de Pedro Paulo, que disse que raramente são convocadas reuniões da APP e nem é feita a prestação de contas dos gastos efetuados. Outros membros da diretoria reagiram as críticas. “Tu mesmo assinou a prestação de contas comigo”, devolveu um deles, bastante alterado.

A diretora explicou que a Protásio recebe R$ 3.550,00 por semestre, o que não é suficiente para cobrir todas as despesas de manutenção, muito menos para resolver o maior problema do imóvel, o telhado, que precisa urgente ser trocado. Sandra enumerou os ofícios enviados a Gerência de Educação solicitando a reforma, o abaixo-assinado feito na comunidade, o pedido de ajuda feito a Câmara de Vereadores, além de outras providências, tudo em vão. Mesmo assim, os pais acreditam que faltou empenho da direção e da APP, ao não optar por denúncias e mobilização de todos os interessados. “Até este ato aqui nós que tivemos que fazer, porque a escola não fez nada”, disse uma mãe. “A verdade é que a culpa é de todos nós, temos que nos envolver mais”, disse Clodoaldo Patrício, um dos pais a se manifestar ao microfone. Também usaram a palavra os quatro vereadores que estavam no local, todos colocando a câmara e seus esforços a disposição da comunidade escolar. Foram aplaudidos, porém, unanimidade mesmo só tiveram os promotores Daniel Granzotto Nunes. e Paulo Henrique  Lorenzetti da Silva, que pediram a interdição das escolas e ojuiz Pablo Vinícius Araldi, que as concedeu. A certeza de todos é de que se não fosse a proibição de usar o prédio, ele não receberia nenhuma melhoria tão cedo.

 


08/03/2017 16:00

Alegrias e dores de ser Mulher


Ninguém entende melhor a mulher do que ela mesma. Só ela sabe o quanto é difícil dar conta de tudo e ainda sair bonita de qualquer situação. Nesse Dia Internacio nal da Mulher, nada como uma conversa agradável para revelar as dificuldades e as alegrias de ser mãe, esposa, trabalhadora e mulher. Com vários temas relacionados ao sexo feminino, reunimos algumas mulheres para falar sobre simplesmente ser quem são.
O grupo é formado pela professora de história e responsável pelo museu de Turvo, Maria Ivete Favarin, a coordenadora dos Grupos de Mães Marta Ávila, a monitora de projetos Anadir Ronchi Menegon, a monitora de oficinas Wílsia Zanone, uma das responsáveis pelo Cadastro Único na secretaria social de Turvo Adriana Severino Melo e a primeira dama do município, Luci Zilli. Todas mulheres que trabalham o dia
inteiro e ainda levam sempre um sorriso no rosto. É claro que quase uma hora de conversa não caberia em uma matéria, mas nem precisa de muito tempo para captar a essência do que é comemorar esse dia de festa para as mulheres do mundo
inteiro nas palavras dessas campeãs da vida.

Mulher de Hoje

Marta: Eu acho que é mais fácil do que na
época da minha mãe. A facilidade é maior para
ser independente financeiramente. Não se via a
cor do dinheiro porque o marido fazia tudo. Hoje
se tem liberdade para fazer uma viagem, comprar
um calçado. Eu vejo pelo jeito como era na época
em que eu era criança.
Maria Ivete: Concordo. A mulher tem
creche para deixar os filhos, liberdade, seu pró-
prio emprego. Antigamente as mulheres tinham
mais filhos, trabalhavam só na roça. Melhorou
bastante.

Medo

Luci: Eu não tenho medo de nada, acho.
Adoro vento, tormenta e chuva. Sobre morrer, a
gente nem pensa nesse assunto. Cada um tem seu
trajeto na vida.

Filhos

Adriana: Até certo ponto é mais fácil ser
mulher, mas ser mãe está sendo difícil. Pela
necessidade de trabalhar, deixamos a desejar na
criação dos filhos. Antigamente se trabalhava na
roça, mas a mãe estava lá com as crianças. Agora, deixa de manhã e pega à tarde nas creches, e
quando chega em casa, a gente vai fazer outras
coisas e eles vão dormir. Percebe-se isso nos
adolescentes que vemos hoje. A mulher hoje é o
chefe da família e tem essa dificuldade com os
filhos porque ou ela trabalha, ou todos morrem
de fome.
Anadir: Eu acho que não é a quantidade, mas
a qualidade do tempo que passamos com os filhos
que faz a diferença. Eu criei meus filhos sozinha,
pois fiquei viúva cedo, então a qualidade do tempo
eu sempre prezei. Uma hora de qualidade é melhor
que um dia inteiro sem a gente se dedicar. O tempo
é igual para todos, cada um usa como quer.

Feminismo

Marta: Não é ruim, mas eu acho que ser feminina já faz as coisas
fluírem. Não precisa disso para ser feminina.
Anadir: Defender uma bandeira como essa acaba sendo preconceito
com si mesma. Ela quer se igualar ao homem, mas a mulher tem seus
direitos, seu espaço, não precisa querer o espaço do homem. Ela sempre
terá seu lugar.
Marta: É justo desde que ela seja competente para ter o salário igual.
Adriana: Tem mulheres que ganham mais que o homem, mas elas
se qualificam mais.
Anadir: Sim, ela se capacitou para isso. Se ela ganha mais que o
homem é por que se qualificou.

Ser Mulher

Anadir: Ser mulher é muito bom. É uma bênção, uma dádiva de Deus.
Marta: Amo ser mulher, ter meus netos, meus filhos. Menstruação para
e a dor do parto a gente esquece.
Anadir: Ao ter o filho nos braços, a gente esquece a dor. Tenho TPM,
cólicas, dor de cabeça, mas faz parte da minha natureza. A gente pode gerar
vida, produz o alimento para essa vida… Só nós podemos fazer isso.
Luci: Sem contar que a gente pode estar aqui e fazer outro monte de
coisas. Estar no telefone, cuidando de uma panela no fogo,
achar o tênis perdido do filho
e eles ficam só nessa caixinha.
Eles nem levantam a cabeça.
Marta: Resolvemos muita coisa ao mesmo tempo,
estamos em vários lugares ao
mesmo tempo. Temos essa
habilidade.
Wílsia: Ser mulher é tudo.
Somos a responsabilidade

Assédio e Preconceito

Wílsia: Acho que está bem complicado. O seu jeito de
vestir chama a atenção do homem e ele acha que tem liberdade
de chegar em você, criticar seu comportamento.
Anadir: Sobre o preconceito, sempre teve e sempre vai ter.
Hoje se fala muito isso, mas se banalizou o preconceito. Tudo é
tratado assim. Sobre o assédio, por exemplo, parece que a mulher
está se permitindo ser assediada. Fala-se de preconceito, mas
tudo é com tanta liberdade, e fica difícil saber até que ponto algo
é preconceito. Eu acho que a gente deve ponderar mais as coisas.

Carregar mais

Mapa de Editorias