Especial

15/09/2018 08:00

Setembro Amarelo: duas vidas, duas histórias diferentes, envolvendo a depressão

Mês é para valorizar a vida


Na semana passada, a Rádio 93.3 FM recebeu o telefonema de uma mulher que pedia socorro, chorando muito e dizendo que não queria mais viver. A mulher parecia decidida a tirar a própria vida, mas resolvera pedir ajuda, mesmo a quem não conhecia pessoalmente. Na mesma hora, pessoas da emissora foram à casa dela e a encaminharam, com o seu consentimento, ao hospital Dom Joaquim, onde ela ficou internada.

O fato aconteceu em pleno Setembro Amarelo, o mês dedicado a prevenção ao suicídio. Na mesma noite, a coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Sombrio, Leonete Pereira, foi avisada. A equipe de saúde mental já conhecia a mulher e voltou a acompanhar o caso dela.

Durante este mês, o Caps está fazendo atividades voltadas a valorização da vida e a coordenadora e a psicóloga Eliza Policarpo orientam a população a levar a sério quando alguém diz que não deseja mais viver, ou se encontra em depressão.

Também é importante estar atento mesmo quando a pessoa não busca socorro. “Às vezes ela está extremamente deprimida, vai mudando de comportamento, como não querer sair de casa, mas acha que isso vai passar e não busca ajuda”, disse Eliza.

Segundo as psicólogas, a maioria das tentativas ou dos suicídios envolve vítimas que apresentam algum transtorno mental. “Elas estão doentes e precisam de tratamento”, enfatizaram.

No ano passado, quando o alerta deixou de ser amarelo e passou a ser vermelho, foram registrados dez suicídios no município e 50 tentativas. Segundo a coordenadora, nenhum dos dez mortos era acompanhado pelo Caps. O Centro de Atenção Psicossocial atende das 8 às 17 horas, sem fechar ao meio-dia, próximo ao hospital Dom Joaquim de Sombrio.

 

Crianças em perigo

O Serviço de Saúde Mental e outros órgãos públicos têm constatado com preocupação o crescimento da automutilação entre adolescentes sombrienses. Geralmente são meninas, que utilizam canivetes ou lâminas para se cortar. “É preciso trabalhar educação emocional nas escolas”, disse Leonete. Isso será feito com uma ação pontual de palestras realizadas neste Setembro Amarelo, com pais, alunos e professores e de forma mais intensiva, com a presença de duas estagiárias do curso de psicologia acompanhando as turmas mais de perto.

 

Palavras que curam

Em outubro de 2017, o Correio do Sul contou a história de uma menina de 13 anos que estava vencendo um drama terrível até para um adulto.

Ela tinha tentado o suicídio quatro vezes e no final de setembro, esteve dez dias internada no hospital São Sebastião de Turvo, em tratamento contra a depressão. A conversa foi na presença da mãe, na casa da família, no bairro São Luís de Sombrio.

O motivo de tanto desespero era o abuso sexual sofrido entre os sete e oito anos, vítima de um homem da família. Não foi a única, duas amiguinhas passaram o mesmo drama que ela, nas mãos do mesmo bandido. A mãe somente foi saber o que a filha estava vivendo quando ela começou a se cortar. As marcas nos braços e pernas foram descobertas primeiro por uma professora, que alertou a família. “Quando eu soube da violência sexual, ela tinha 11 anos, e depois disso ela tentou se matar cortando os braços, tomando medicação, mas agora passou né filha”, disse na época a mulher esperançosa.

Com o acompanhamento psicológico que recebe, a garota aprendeu técnicas de controle da respiração que a ajudam a controlar também o corpo e a mente. E descobriu mais uma forma de vencer a tristeza e a dor: a escrita. Seus textos sobre automutilação e suicídio são publicados no Instagram. A medida que escreve, ela aprende a lidar melhor com os próprios sentimentos, e espera poder ajudar outras pessoas. “Eu me sentia culpada pelo que tinha acontecido, por isso me cortava. A dor física ajudava a diminuir a dor emocional”, disse, com maturidade. “Eu não queria mais viver, agora, porém, comecei a pensar diferente, quero seguir em frente “,  falou na época.

Os artigos publicados por ela, com impressionante clareza de pensamento, são assinados como ‘uma pessoa top’ e falam de sofrimento, e principalmente de superação.

 

Texto da menina escritora

Muitas pessoas se cortam, por medo, medo da vida, das dores que ela pode causar, por causas desse medo elas se auto-mutilam, ou por causa da depressão, e quando se auto-mutilam elas escondem os cortes, por medo, medo de serem julgadas pela sociedade. E quando elas se auto-mutilam elas acham que isso pode parar com a dor psicológica, que por um instante aquela dor some, mas ela só some por um tempo e depois volta, e quando volta você se auto-mutila novamente, e isso se torna um ciclo vicioso, você pensa que essa é a solução, pensa se fizer isso muitas vezes, a dor irá sumir, mas não, ela irá aparecer de novo e mais forte. Mas você não sabe o que fazer, só sabe que dói cada vez mais, e como você está perdida sem chão, vai fazer aquilo novamente, e quando faz, parece não se ver sem aquilo, e por isso você alimenta aquele ciclo vicioso todos os dias.

Pessoas que sofrem com isso, só precisam de um amigo, precisam ser ouvidas e aconselhadas, precisam de um abraço para ajudar naquele momento, precisam ser ajudadas. Se você conhece alguém que auto-mutila, ajude ela, pergunte como foi o dia dela, se importe com ela, porque um dia essa pessoa vai cansar e pode fazer algo muito pior. Pessoas com depressão e que sofrem com auto-mutilação, uma hora se cansam, elas aguentam até um certo ponto, pedem ajuda, mas quando nada dá certo, elas tentam algo. Então ajude o próximo, com pequenas atitudes, pergunte como foi o dia de alguém, diga que essa pessoa é importante, pode ser até uma pessoa que não se auto-mutila, você nunca sabe a guerra que as pessoas enfrentam com si mesma, elas podem parecer feliz, mas no fundo só estão escondendo a dor, então diga isso até para um estranho. E você que se corta, tente se ajudar também, quando sentir vontade de se cortar, risque uma folha com todas as suas forças, desconte suas frustações em um travesseiro, mas não faça isso, grite, chore, se descabela, mas não faça isso. E você é importante, seus problemas são importantes, você não é inútil, você não está sozinha, você consegue!

De: uma pessoa top.

Para: o mundo, ou algumas pessoas que ler isso.


10/09/2018 17:44

A vida de quem faz acontecer

Três lindas histórias de vida


Mudar, se formar em uma profissão e passar a exercer outra, enfrentar todas as dificuldades para fazer o que gosta ou largar tudo e tentar coisas novas. São muitas as pessoas que seguem esse caminho, movidas por paixão, curiosidade ou por um sonho.
Com 12 anos de idade, Helen Cândido foi trabalhar em um salão de beleza. Porém, ao ter que escolher um curso superior, optou por Enfermagem, influenciada principalmente pela mãe, que queria ela própria ter sido enfermeira. Mesmo assim, a filha enfrentou com seriedade todo o período da universidade até se formar, acreditando que seria uma enfermeira trabalhando provavelmente no setor de saúde hospitalar. Hoje é uma pequena empresária e deixou a Enfermagem para trás. “Me encontrei aqui, amo o que faço”, diz, enquanto atende clientes no salão Beleza D’Ellas, de sua propriedade, em Sombrio.
Helen aproveitou o conhecimento de Enfermagem para ter ainda mais segurança ao se especializar em técnicas como a micropigmentação de sobrancelha fio a fio.
Se na área da saúde existe a satisfação de ver um paciente se recuperar, na da beleza, Helen ressalta a alegria de ver a autoestima de muitas mulheres reforçada depois de um bom tratamento nos cabelos ou mesmo na sobrancelha. “É gratificante ver como elas saem sorrindo, felizes, se achando mais bonitas depois de alguma falha ser corrigida, desenhando uma nova sobrancelha”, enfatizou.

A palavra é desapego

Ele já teve uma cicloteca (mistura de bicicleta e biblioteca), que doou a outra pessoa na Argentina, e hoje vagueia pelo mundo com um cavaquinho na mão.
Quincas Avelino é formado em Produção Cultural, se chama Lucas, é natural de Atibaia e desde 2016 percorre o Brasil e a América Latina. Na Argentina, diz que “descobriu outras tristezas” e no Uruguai, ficou até sentir muita saudade da comida brasileira. Voltou e passou por Sombrio, depois seguiu para Araranguá, onde já tinha permanecido uma temporada em 2017.
Quincas é completamente desapegado das coisas materiais, escreve – tem pelo menos dez cadernos cheios de contos nunca publicados, e pratica a humildade, necessária para pedir comida quando está na rua, explica.
Ele é um homem em busca de si mesmo, e que se encontra em qualquer lugar.

Movido pela fé

A célebre frase ‘minha vida daria um livro’ é bastante verdadeira para Rafael Borges, que por isso mesmo, pretende um dia escrever sua história, que já tem até título escolhido: Minha História, Minha Vida.
Até os 15 anos de idade, Rafael era um garoto comum. Quer dizer, nem tão comum, pois gostava de ler, de se manter bem informado assistindo e lendo jornais e também sentia o desejo de ser padre. Era um desejo ainda nascente, que surgia enquanto ele, com 12 anos, fazia sucesso como vendedor. Isso mesmo, ainda menino, vendia ovos de codorna em conserva para um vizinho, e ganhava um bom dinheiro. Mais tarde entregou panfletos na rua, também para ter seu próprio dinheiro e trabalhou em supermercados.
Com tanta disposição para o trabalho e espírito empreendedor, parecia ter um futuro promissor no mundo dos negócios, porém, era a vida religiosa que o atraia.
Até que, com 15 anos, Rafael teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral), algo que parece incompreensível e injusto para alguém tão jovem. Passou meses internado, ficou entre a vida e a morte e dependeu durante um bom tempo de uma cadeira de rodas, pois teve o lado esquerdo todo paralisado, e ainda ficou com dificuldade na fala. São problemas capazes de abater qualquer um, mas não o jovem que se dedicou com rigor a se recuperar. Teve que reaprender a caminhar e a falar, e largou a cadeira de rodas quando poucos acreditavam que conseguiria se manter em pé só com muletas. Voltou para a escola e aos 18 anos, entrou para o seminário. “Sempre tive esse forte desejo de servir Deus”, contou.
Rafael está com 27 anos e ainda não realizou o sonho do sacerdócio porque teve que voltar para casa para tratar novamente da saúde. “Digo as pessoas que sou formado em filosofia e em fisioterapia. A filosofia me formei mesmo, e a fisioterapia porque faço há mais de dez anos”, brincou.
As sequelas do AVC ainda são visíveis no lado esquerdo do corpo quase sem sensibilidade e sem mobilidade, porém, desistir ou se desesperar nem passam pela cabeça do jovem cheio de fé. “Eu tento fazer tudo o que os outros fazem, jogar futebol, vôlei, dançar. Busco sempre me superar”, disse. Enquanto não volta para o seminário, Rafael, que mora com a família no bairro São Luiz, em Sombrio, trabalha em uma indústria de confecção. Ao mesmo tempo, alimenta o maior de todos os desejos. “Quero ser padre, ter uma paróquia, sem que me perguntem se dá pra ser padre só com um braço ou com um pouco de dificuldade na fala”.


05/07/2018 11:00

Casa da Memória ficará aberta até domingo

Casa funciona em Santa Rosa do Sul


A casa é simples, modesta e com jeito de casa de vó. Talvez por isso esteja fazendo tanto sucesso, pelas memórias que traz. Por isso ela se chama Casa da Memória, e ficará aberta até domingo na localidade de Peroba, interior de Santa Rosa do Sul. O espaço foi montado com fotos e objetos antigos emprestados pelos moradores, e mostra um pouco da história da comunidade que no último fim de semana comemorou os 100 anos da sua capela.
Antes de mais nada, a casa é uma homenagem aos antigos moradores, e uma lição aos atuais, de que as ‘coisas velhas’ contam histórias reais. Está ali a Sapataria do Remi, porque consertar sapato, ao invés de comprar outro, era a regra. Está em exposição também o vestido usado por Rosalba Borba em sua festa de 15 anos. Com certeza uma menina cheia de sonhos em um dia muito especial.
Entre os muitos objetos, os gêmeos Henrico e Kauã Raupp Trichês, de 11 anos, encontraram dois especiais. Um moedor de café e uma fotografia. O estranho aparelho antigo pertencia a Sigismundo Trichês, um homem com jeito de galã que aparece na foto, e com quem os meninos são muito parecidos. Sigismundo era bisavô deles. Já o professor Ademir Trichês, visitou a casa e se espantou com tantas lembranças de sua família e de sua própria vida. “É emocionante, não imaginei que havia tanta coisa assim”, confessou.

Passado e futuro
A Casa da Memória foi idealizada pela professora Jaqueline Gallina, coordenadora do Museu do IFC campus Santa Rosa do Sul. Ela foi convidada pela comunidade para organizar uma exposição de fotografias, porém, ao começar a trabalhar se deparou com algo muito maior. “As pessoas começaram a nos trazer material, houve um envolvimento da comunidade, e o projeto evoluiu”, diz Jaqueline.
Nesta segunda e terça-feira, alunos da escola local, a EMB Ana Régis Arantes, visitaram a Casa e depois posaram para foto e escreveram recados destinados a Cápsula do Tempo. Sônia Marisete Vefago Guadanhin explica que a caixa transparente de acrílico na forma de cofrinho que faz às vezes de cápsula, será guardada dentro de outra caixa, de madeira de lei, no altar da igreja da Peroba. “Registraremos tudo no livro tombo da igreja e a solenidade será acompanhada pelo padre. Deixaremos determinado que a abertura da caixa aconteça somente em 2040”, afirma Sônia. É um recado do presente para o futuro. Quem uma ajuda para que os moradores, em 2040, também façam uma casa da memória e contem a história dessa bela mobilização que aconteceu em 2018.

Homenagem aos pioneiros
Ana Benta Generoso de Souza se dedicou durante um ano, ao lado de outras pessoas, a preparar o centenário da capela de São Pedro, na Peroba, onde mora. Entre uma reunião e outra para organizar a festa, as ideias foram surgindo, e dentre elas, a de homenagear os pioneiros da localidade e seus descendentes, com uma exposição de fotos. Os moradores pediram ajuda ao Instituto Federal Catarinense (IFC), que possui um museu, e a exposição cresceu até se tornar a Casa da Memória. Enquanto o local ia sendo montado, Ana acompanhava meio desconfiada. “A gente se preocupava, será que o pessoal vai gostar? Foi a primeira vez que fizemos este tipo de festa, e deu tudo certo. Só temos que agradecer a todos que colaboraram e a Deus”, diz.
Coordenando toda a organização do evento realizado nos 29 e 30 de junho e 1º de julho, Ana mal teve tempo de entrar no novo espaço durante o final de semana. Até porque, a casa atraiu tanta gente que estava sempre lotada. Esta semana, ela pode apreciar tudo com calma e se emocionou com o resultado. “A gente lembra dos nossos pais, de como eles trabalhavam e viviam”, explica.
De acordo com o livro Paróquia de Sombrio, do padre Raulino Reitz, a primeira festa, feita em 29 de junho de 1918, marca o início da capela da Peroba. Manoel Generoso Teixeira, Pedro Manoel Generoso Tomaz Teixeira e alguns outros, foram os incentivadores da construção da capela, sendo eles os três membros da primeira comissão. Era então uma pequena construção de madeira, depois substituída por outra maior e mais bela.
O padroeiro da comunidade é São Pedro. Joaquim João Martins adquiriu, em 1919, a imagem do padroeiro, em Caxias do Sul.
O sino foi adquirido em 1927, antes havia um outro, pequeno, com uns cinco quilos de peso, que ao chegar o novo foi emprestado a capela da Sanga da Areia.

Novos frutos
A Casa da Memória pode render novos frutos, que inclusive gerem renda as mulheres locais. Uma das ideias é que sejam realizados encontros mensais, e que neles as senhoras mais velhas contem suas histórias, regadas a um bom café com bolo e outras misturas, como se diz no dia a dia. “Temos que preservar estas histórias, e pra preservar temos que dar valor”, defende Jaqueline.
A intenção é aproximar mais o Museu do IFC da comunidade de Peroba, e projetar um espaço de memória para os moradores. “Mas não algo estático, e sim vivo. Pode inclusive ser usado como ponto turístico”, diz a professora.
A Casa da Memória foi montada em um prédio locado pela prefeitura para funcionamento das oficinas da escola da Peroba, e por isso precisa ser desocupado. Os objetos antigos serão devolvidos aos donos e as fotos, que foram todas digitalizadas, podem agora ter um destino mais acessível do que os álbuns de família. O desejo da professora é de que elas possam ser expostas no site oficial do município, ficando a disposição de quem quiser apreciá-las.


19/06/2018 10:00

Cida Colombo deixa legado de esperança, otimismo e amor pela vida

Ex-vereadora de Balneário Gaivota faleceu ontem


Em 8 de março deste ano, Dia Internacional da Mulher, a Rádio 93.3 FM prestou uma homenagem a todo o sexo feminino através de uma convidada em especial. Maria Aparecida Colombo foi à escolhida por seu envolvimento com política, chegando a ser eleita vereadora em Balneário Gaivota, pelo trabalho comunitário, estava sempre participando das atividades da comunidade, mas, principalmente, pela maneira corajosa e alegre com que enfrentava o grave problema de saúde que tinha.
Cida, como era conhecida, teve câncer de mama em 2009 e sofreu mastectomia radical, ou seja, retirou os dois seios. Não se abateu. Seguiu dando a risada alta e forte que era sua característica e falando de força e fé.
Quatro anos depois, os tumores voltaram e nos últimos três anos e meio ela fez quimioterapia sem pausa. Dessa vez, seria o suficiente para abater qualquer um. Não Cida Colombo, sobrenome adquirido do marido Flávio, com quem foi casada por mais de três décadas e com quem teve quatro filhos.
Cida foi informada pelos médicos que não havia cura para o seu mal, então tratou de aproveitar a vida da melhor forma possível. “Me falaram isso em 2014, e ainda estou aqui. Não tenho medo, saio da químio com um sorriso, pois tenho como lutar e quero lutar”, disse na entrevista de março.
Naquele dia, a filha mais velha de Cida e Flávio, Vanessa, encaminhou uma mensagem à emissora falando sobre a mãe: “Não existem muitas pessoas como você, mãe, uma grande guerreira, sempre otimista”. Vanessa lembrou de um dia em que acompanhou a mãe a uma sessão de quimioterapia e ao chegar elas encontraram a sala de espera tensa e triste. “Ela começou a contar coisas engraçadas, logo todos estavam rindo, e o clima mudou”.
Um dos filhos, Fábio, também falou sobre a mãe: “Estar há oito anos enfrentando uma doença como ela está, sem nunca se queixar de nada, não é para qualquer uma”, ressaltou.
Flávio Colombo, o marido, também falou das muitas qualidades da esposa e da alegria da vida em comum.
Nesta segunda-feira, finalmente Cida deixou de sorrir. Internada no hospital São José de Criciúma, morreu aos 60 anos.

Filosofia de Vida
“Ao ter câncer, a primeira coisa necessária é a aceitação. Não se desespere, enfrente, não tenha medo. Se a doença está em mim, então eu tenho como enfrentá-la. Ao sair da quimioterapia, sorria. As pessoas não precisam saber que você não está bem. E o principal, tenha fé, ponha nas mãos de Deus, acredite, confie e ore”. (Maria Aparecida Colombo – 1/7/1957 – 18/6/2018)

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