Especial

18/02/2018 12:00

Ele continua ilustrando seu relacionamento e não tem como não se identificar em algum momento


As ilustrações do israelense Yehuda Adi Devirsobre os pequenos grandes momentos da vida a dois rodam a internet, e é fácil entender o motivo: com um senso de humor fino, ele é capaz de retratar momentos particulares de cada casal, mas ao mesmo tempo comuns a muitos relacionamentos, fáceis de se identificar.

(Se você não conhece a primeira leva da série de Yehuda, confira aqui no Hypeness)

Ele e a esposa, Maya, que também é ilustradora, seguem trabalhando na série “One of Those Days” (algo como “Um Dia Desses”). De acordo com Yehuda, o processo criativo começa com ideias surgidas a partir do dia a dia do casal. Os dois pensam no conceito juntos e fazem alguns esboços.

Depois, ele se senta para desenhar e faz com que tudo ganhe corpo. Ao final, Maya faz sugestões de melhorias, como mudanças de cores e tipografia. Geralmente cada ilustração leva um dia para ficar pronta, da ideia à finalização.

-“A gente não devia tomar banho?”

– “Vamos só trocar os lençóis amanhã”

 

– “Você só tomou um gole!”

– “E foi um dos bons!”

 

– “Sim! Sim! Bem aí! Sim!”

 

– “Isso tá lindo, meu bem!”

– “Precisa de uma mãozinha, amor?”

-“Eu preciso muito ir! Você tá aí há quase uma hora!”

– “Só um minuto…”

– “Não é o que você tá pensando!”

– “Cinco episódios sem mim? Como você pôde?”

 

– “Amor, você precisa parar de roer as unhas!”

– “Nunca…”

– “Minha vez!”

– “Me põe no chão! Eu posso trabalhar!”

– “Faz isso parar”

Se identificou, né? Você pode acompanhar o trabalho de Yehuda Adi Devir em seu siteFacebookou Instagram!


07/02/2018 18:00

Eles chegam aos 60 com pique de 30


De cada 100 brasileiros que viviam na década de 1920, apenas três ultrapassavam a barreira dos 60 anos. Para os que estão nascendo hoje, a probabilidade de romper esta marca é três vezes maior. E mesmo quem nasceu a partir dos anos 50, tem uma boa vantagem sobre os antepassados. Hoje se vive mais e melhor.

O Correio do Sul conversou com três pessoas que representam bem esta mudança. Maria Bernadete Farias tem 61 anos, Lurdes de Lucca está com 68 e Everaldo Alves de Melo, o Dentinho, tem 55 anos. O que não falta a eles, é disposição para viver. Outra coisa em comum é que nenhum sente ter a idade que tem. “Eu acho que não tenho essa idade, não me sinto com 68 anos”, diz dona Lurdes. “Quando penso que tenho neto de 20 anos já, me espanto”, completa Bernadete, e Dentinho fecha a rodada afirmando que de jeito algum se sente velho.

Dona Lurdes e Everaldo têm seis filhos cada um, e Bernadete três. Ela e Everaldo moram em Balneário Gaivota e dona Lurdes, em Sombrio. As duas mulheres são católicas, ele evangélico, e todos atribuem grande importância a Deus e a religiosidade em suas vidas.

Conheça melhor estes três exemplos de que viver é bom e vale a pena em qualquer época da vida.

 

Lurdes, a bem resolvida

Sou voluntária em duas igrejas católicas, e dançar também é comigo mesmo. Claro que tenho problemas, porém, tristeza não. Gosto muito de viajar, ainda mais de avião, adoro voar. Estou fazendo o visto pra ir passear nos Estados Unidos.

Tenho amigos que vivem reclamando de dor aqui, dor ali, eu acho isso coisa de gente mal amada. Digo a estas pessoas ‘o que tá doente é a tua mente, não o teu corpo’.

Quanto a fé, Deus é tudo pra mim. Tanto rezo como converso muito com Ele.

 

Bernadete, sempre animada

Eu sempre estou disposta a sair de casa e passear, fazer alguma coisa diferente. Mesmo quando tinha meus filhos pequenos, nas férias pegava eles e ia viajar com o meu marido, que era caminhoneiro, ia acampar, não deixava de fazer nada.

Agora que os filhos estão criados, tenho tempo pra fazer trabalho voluntário e participo do grupo Mãos que Acolhem, na Gaivota. Também faço caminhada todo dia, e ginástica. E o mais importante de tudo, sempre agradeço a Deus. Não frequento muito a igreja, em compensação rezo bastante e converso com Deus.

Tive muitos problemas na vida, e nunca fui de ficar me clamando.

 

Everaldo, parar jamais

Me aposentei na Polícia Militar, mas logo voltei para o quartel. Sempre fui batalhador, desde novo, e agora que tenho mais tempo gosto muito de visitar as pessoas e levar uma palavra de conforto. Os mais jovens veem a gente tão ativo e pode servir pra que se animem. Ainda tem muitas coisas que quero fazer, como formar um grupo de escoteiros. Tenho saúde boa, talvez porque não bebo e não fumo, sempre me cuidei pra manter o corpo e a mente sadios.

A questão espiritual é o que nos sustenta. Ao acordar penso que é um novo dia que me abençoa, e que nosso pior inimigo somos nós mesmos.

 


05/02/2018 16:00

Jovem artesão inova e fabrica facas


O artesanato é o dom de transformar algo bruto, rígido, seco, em uma obra bela, funcional, cativante. Pode envolver tinta, tecido, natureza, mas no caso do jovem Luiz Henrique Alexandre, envolve metal. Ele tem só dezoito anos, mas possui um hobby difícil de encontrar. Na garagem onde o pai mexe com peças de madeira, atrás da casa onde vive no interior de São João do Sul, o rapaz fabrica facas. Não são lâminas normais, são peças de artesanato cheias de detalhe. “Surgiu de uma besteira. Comecei a olhar na internet e queria fazer uma para pescar, algo mais tático. Fiz uma e me interessei, fabriquei uma maior. Depois fiz uma pra mãe, meu avô também se interessou”, conta ele. E assim a produção foi aumentando. Um vizinho soube, um amigo contou a um parente, e logo as encomendas começaram.

Claro que as ideias do rapaz também foram amadurecendo, e ele começou então a fabricar as lâminas com discos de arado, equipamento para preparar a terra para o plantio. “Essas comecei em 2017, já tinha alguma noção. Passei a buscar novas ideias e estou nessas. A intenção é continuar e aumentar”, diz.

Faz uns quatro anos que Luiz Henrique começou a produzir as facas, e o dom de criar belas obras já vem de família. Os avós de Luiz Henrique já eram artesãos, o pai também trabalha com madeira e através de pesquisa, o rapaz se tornou um artista das lâminas. “Os pedidos quase sempre são para cozinha e churrasco. No geral são desses estilos. Algumas são para colecionar também, se as pessoas pedirem”, explica. Os preços variam de acordo com o pedido da pessoa, da quantidade, do tamanho, e são das mais variadas formas. Tem faca com lima de afiar, mola de fusca, serra-fita. Durante o dia, Luiz consegue fazer umas duas facas, e com madeira antiga, o trabalho fica ainda mais lindo. Material para trabalhar, ele diz que nunca falta. “Algum material as pessoas me dão, como resto de serraria, já que eles me conhecem e sabem que eu faço. Às vezes as pessoas vêm fazer encomenda e já trazem metal”, conta. Mas a pergunta que não quer calar é: como um rapaz tão jovem se interessou por uma arte tão diferente? “Na verdade, as facas são um hobby. Meus amigos acham interessante, acham que é algo bruto e quando veem, percebem a qualidade. Para mim é normal, gosto de outras coisas, bicho, moto… Eu gosto de tudo”, diz ele, sempre tranquilo, de fala mansa. Porém, o artista não esconde o apreço pelas suas obras. “Cada uma que eu termino, fico um tempo namorando, apreciando a beleza delas”, declara. Mesmo sendo jovem, Luiz faz exatamente o que um grande artesão faz. Pega um produto bruto, e transforma em obra de arte.

 


02/02/2018 13:08

Com lágrimas e homenagens, família pede justiça


Nesta quarta-feira, por volta das 19 horas, aconteceu na igreja Nossa Senhora Aparecida, na comunidade Rosa do Mar, em Passo de Torres, a missa de sétimo dia da morte do jovem Maurício Supp Machado, que morreu após ser atacado com golpes de um cano de moto, dados por Marcos Fernando Rocha Marques, de 39 anos. A agressão aconteceu depois de um acidente de trânsito na comunidade de Anita Garibaldi, interior de Balneário Gaivota, que também vitimou Robson Porto da Cunha, de 26 anos. Na missa aproximadamente 300 pessoas acompanharam momentos de muita emoção, homenagens, abraços, lágrimas e pedido por justiça.

Amigos do jovem usaram camisetas com a foto de Mauricio com a hashtag #Miniprasempre. No final da celebração, os amigos motoqueiros continuaram as homenagens onde saíram em comitiva pelas comunidades de Rosa do Mar e Bellatorres, estourando fogos e acelerando as motos para lembrar o amigo que adorava fazer isso. Quando retornaram à igreja de Nossa Senhora Aparecida, os amigos do jovem aceleraram os motores e foram aplaudidos pelos presentes, que em lágrimas, lembraram-se do menino que foi assinado com apenas 18 anos de idade.

Em uma despedida com várias cerimônias simbólicas, a namorada de Maurício foi chamada ao centro dos motoqueiros pra acelerar uma moto, momento em que foi impossível os presentes conterem o choro sem lembrar-se do rapaz cheio de vida que amava velocidade.

Carta de despedida

Liliana Machado prima de Mauricio leu uma linda homenagem durante a celebração. Veja a carta na íntegra:

Hoje venho aqui através desta mensagem lhe fazer uma singela homenagem, faz 7 dias hoje que você partiu para junto de Deus e de nossa amada vózinha Julieta!

Maurício, você partiu, mas nos deixou apenas coisas maravilhosas e muitas lembranças lindas de você, pois enquanto esteve aqui junto de nós, nos mostrou que sorrir é o melhor remédio para tudo, mas sorrir, sorrir bastante, espalhar sorrisos por onde for, abraçar, beijar, ajudar as pessoas a nossa volta e aproveitar tudo aquilo que Deus nos deu!

Hoje a saudade nos faz mais uma visita, e continuará visitando para sempre, as vezes mais forte e dolorosa, outras mais serena e alegre, mas com toda certeza todos que aqui ficaram e tiveram a oportunidade de te conhecer sentirão muitas saudades de ti. Eu talvez não deveria lhe pedir nada, porém, vou lhe fazer um último pedido, cuida de todos nós aí de cima, que eu lhe prometo ajudar os teus irmãos a cuidar da tua nega véia aqui, com todo amor e carinho que você sempre teve. Para mim é muito difícil lhe escrever sabendo que você não poderá ler, mas confiando em Deus sei que neste momento estás a me ouvir, e sei que aquela sua visita para mim não foi em vão, eu consegui te sentir e saber que você está bem aí. A prima aqui senti muito termos te perdido desta forma, sei que ultimamente não estávamos nos vendo tão frequentemente como fazíamos na nossa infância, mas sempre que nos víamos era uma festa, matávamos a saudade e você sempre me fazia sorrir, mesmo se o meu dia não estava dos melhores, eu tenho ótimas lembranças de você, pensar em infância é pensar em ti, algumas festas que fomos juntos, o grupo de jovens que nós participava, tu está em todas as lembranças.

Ainda dói sentir a tua ausência, mas sinto que Deus nos dará forças para seguir em frente e te manter vivo entre nós, sei também que agora você deve estar impressionando os anjos com sua risada, espalhando sorrisos pelo céu e matando a saudade da nossa vózinha! Fica bem aí, que nós ficaremos aqui! A prima te ama para sempre!”

Por fim, familiares e amigos relataram que confiam em Deus e buscam por justiça, pois não foi justo um menino com toda a vida pela frente ser assassinado de forma tão cruel.

Entenda o caso

O acidente em que Maurício foi assassinado também vitimou Robson Porto da Cunha, e aconteceu quarta-feira 25 de janeiro, por volta das 22h10min na estrada geral da comunidade de Anita Garibaldi, interior de Balneário Gaivota. De acordo com a Polícia, Maurício, morador da localidade, estava conduzindo a moto Honda de cor preta, na estrada geral de Anita Garibaldi, que liga Balneário Gaivota a Passo de Torres. Em determinado momento, o condutor da moto, acabou colidindo com uma bicicleta, vitimando no acidente Robson, que morreu na hora. Marcos ao constatar a morte do amigo, arrancou o cano de descarga da motocicleta e atacou violentamente Maurício, que também veio a óbito no local.

Andamento do Caso

Marcos Fernando Rocha Marques, de 39 anos, foi preso em flagrante no dia do crime. Em conversa com o delegado da comarca de Sombrio, Luís Otávio Pohlmann, ele explicou que o inquérito relacionado ao caso Mauricio já está em fase final. Marcos deve responder por homicídio, e continuará preso já que o Judiciário converteu sua a prisão em flagrante para prisão preventiva.

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