Especial

24/04/2018 08:00

Paróquia Mãe dos Homens inaugura Centro Pastoral

Inauguração do espaço aconteceu após a abertura da Campanha das Talhas de Caná e contou com a presença maciça dos fiéis


Faltando apenas 12 dias para a Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens ser elevada a Santuário Diocesano, mais de duas mil pessoas participaram da missa de abertura da Campanha das Talhas de Caná, presidida pelo padre Sérgio Jeremias de Souza. Após a celebração eucarística, aconteceu à inauguração do Centro Pastoral.
O ato de inauguração, acompanhado da presença maciça dos paroquianos, foi conduzido pelo bispo da Diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inácio Flach, que realizou a benção e descerramento da faixa inaugural. Além da presença do pastor da Diocese, o evento contou com a presença de lideranças políticas e de pessoas importantes para a concretização da obra, como os padres Antônio Madeira e Vilcionei Baggio.
Em sua fala, o bispo Dom Jacinto destacou a importância do empreendimento para a Diocese. “Esta é mais uma graça alcançada pelo povo no ano em que a paróquia é elevada a santuário e completa seus 170 anos. Com certeza o Centro Pastoral será muito utilizado para a evangelização de toda a Diocese, bem como, da sociedade civil”, ponderou.
O pároco, padre Alírio Leandro, emocionado, falou do esforço da comunidade para a concretização da obra. “Quem construiu o Centro Pastoral foram às mãos caridosas dos fiéis. Além de todo o empenho dos devotos de Nossa Senhora, contamos com a dedicação de uma comissão de obras que não mediu esforços para que pudéssemos inaugurar no prazo esperado”, disse.
Djool Maçaneiro, coordenador da comissão de obras, destacou a dedicação de todos os envolvidos. “É uma alegria poder entregar o espaço com um ano e doze dias de antecedência. Só conseguimos fazer isto com a parceria da construtora, dos arquitetos, do mestre de obras e dos casais da comissão, que muitas noites perderam o sono, pensando na responsabilidade confiada”, confidenciou.
Intitulado como um ‘visionário’, o padre Antônio Madeira, esteve presente e relatou a concretização do sonho. “Antes nós tínhamos um espaço antigo e que não supria mais as nossas necessidades, agora temos uma realidade totalmente diferente, mas isso só se tornou realidade com o empenho de pessoas importantes, que se empenharam e principalmente colocaram este sonho nas mãos de Deus”, analisou.

Estrutura
De Florianópolis até Passo de toda nenhuma instituição religiosa, administra um ambiente, como o Centro Pastoral Nossa Senhora Mãe dos Homens. “Em nosso espaço, que conta com mais de 2 mil m², foram investidos mais de R$ 3,3 milhões. Temos três auditórios, uma ampla cozinha, salas de catequese e diversos ambientes que servirão para o fortalecimento da fé”, concluiu o padre Alírio.


22/04/2018 15:17

Visita no quartel

Corpo de Bombeiros de Turvo recebeu a visita de alunos do Cras de Timbé do Sul


Na última sexta-feira, dia 20, alunos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), de Timbé do Sul, visitaram o 3º Grupo de Bombeiros Militar de Turvo. Cerca de 40 alunos e orientadores realizaram atividades voltadas ao trabalho de Salvamento em Altura, Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e Combate a Incêndio. Após as atividades e conhecimentos de materiais de uso da corporação, os visitantes tomaram café da tarde junto com a guarnição operacional e do expediente.


06/04/2018 12:00

Dia Mundial de Combate ao Câncer: Cirurgião oncológico fala sobre a doença


No dia 8 de abril é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que organizações ao redor do planeta se reúnam em prol da prevenção dos vários tipos de câncer, além de dar força aos pacientes que lutam contra esta doença e servir para conscientizar a população mundial sobre os cuidados de prevenção da doença.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que só este ano, 600 mil casos novos irão surgir no Brasil. De acordo com o Instituto, com exceção do câncer de pele não-melanoma, os tipos de câncer mais frequentes serão os cânceres de próstata (68.220 casos novos) em homens e mama (59.700 mil) em mulheres. Além dos citados, completam a lista dos dez tipos de câncer mais incidentes: cólon e reto (intestino – 36.360), pulmão (31.270), estômago (21.290), colo do útero (16.370), cavidade oral (14.700), sistema nervoso central (11.320), leucemias (10.800) e esôfago (10.970).

O cirurgião oncológico e responsável pelo ambulatório do diagnóstico de câncer de mama do município de Araranguá, Elmerson Pitrowsky, explicou que a segunda maior causa de morte no país é o câncer. O médico também alertou para o câncer de pele, o mais comum, segundo o Inca. De acordo com doutor Elmerson, deve-se ter bastante cuidado com ele, pois na região a incidência de pessoas com a pele clara é muito grande e quanto mais clara a pele, mais chance a pessoa tem de ser vítima deste tipo de carcinoma. Para cada tipo de câncer existe uma abordagem específica. “Alguns são mais nítidos, outros nem tão fáceis de prever e interagir”, declarou o cirurgião oncológico.

Dentro os métodos de prevenção, o uso de protetor solar é recomendado pelo cirurgião oncologista, além de consultas médicas regulares, exames de rotina, cuidados com alimentação, atividades físicas regulares, uso de preservativo nas relações sexuais e não fumar. Conforme doutor Elmerson, a mulher que amamenta por mais de um ano, tem menos chance de ser atingida pelo câncer de mama. “Quando a gente fala de prevenção, têm muitos casos de tumores que você pode prevenir, outros não, o câncer de pulmão, por exemplo, está bem relacionado com o tabagismo; já o de cólon e o de reto com a alimentação rica em gordura e pobre em fibras”, alertou.

O câncer de colo uterino, o segundo de maior incidência nas mulheres brasileiras, pode ser prevenido com o papanicolau, que é um exame, que deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexualmente ativa, pelo menos uma vez ao ano e consiste na coleta de material do colo uterino para exame em laboratório. “Hoje em dia é evidente a relação do câncer de colo de útero com o HPV, o Papiloma Vírus. Com o preventivo (papanicolau) é possível avaliar a presença dos fatores de risco, se tiver HPV e se este HPV já tiver causado uma lesão que possa ser tratada, você evita o tumor lá na frente, por exemplo”, explicou o doutor Elmerson. O HPV também pode causar câncer no pênis, porém com uma incidência bem menor do que no útero.

O tema da campanha do Inca deste ano está relacionado ao carinho e cuidado dos familiares e amigos com uma pessoa que recebeu o diagnóstico de câncer. O doutor Elmerson acredita que o apoio ao paciente é fundamental para a melhor recuperação dele. “O apoio da família é fundamental, é uma fase muito crítica, o diagnóstico é muito impactante, porque a palavra câncer está muito relacionada com a sombra da morte e o paciente precisa de muito suporte de toda a família”, ponderou.

O impacto psicológico continua muitas vezes após o diagnóstico, com cirurgias bastante agressivas e com a radioterapia e quimioterapia. Em alguns casos o paciente também pode perder parte do corpo, que afeta fortemente a vivência dele, necessitando mais ainda de apoio psicológico de profissionais, de amigos e de familiares. “Não existem regras fixas, cada caso tem que ser avaliado, mas o apoio da família e o apoio multidisciplinar, com uma equipe de profissionais preparados para tratar o paciente, é o ideal”, avaliou o médico.

Em mais de 30 anos trabalhando com cirurgia oncológica, doutor Elmerson já atendeu vários tipos de casos e os que mais o impactaram emocionalmente ocorreram logo no início de sua carreira, quando na residência trabalhou na pediatria. “Todas as vezes que eu fiquei mais impactado emocionalmente foram na pediatria, com relação a adulto já não, porém eu nunca consigo me manter muito afastado, eu sempre me envolvo, mas de uma forma que não prejudique meu julgamento. Acabo ficando sempre disponível e muitos dos meus pacientes se tornam meus amigos, exatamente por causa da proximidade que tenho com eles e isto soma, é muito gratificante saber que você pôde ajudar uma pessoa, às vezes, você não consegue dentro desta área, mas se você não consegue prolongar a vida, você alivia o sofrimento”, avaliou.

Para quem não vive a rotina, pode parecer que, com mais de 30 anos de profissão, um médico já não se abale mais ao dar o diagnóstico de câncer para um paciente, no entanto, doutor Elmerson revela que é uma situação difícil. “Alguns pacientes você já sabe que vão receber melhor a notícia, outros você não tem como prever. Já tive uma história muito antiga de um paciente idoso que parecia muito dependente da família e quando fui dar o diagnóstico, preferi dar a um familiar, que eu achei que estava mais equilibrado para receber a notícia e ele foi o que mais se abalou. O paciente estava internado e o familiar saiu na disparada, entrou na enfermaria e contou para ele. No fim, foi o paciente que consolou o familiar e disse que ia ficar tudo bem”, revelou.

O médico adquiriu uma técnica para dar o diagnóstico ao paciente, primeiro ele prepara o psicológico, fala do amparo da medicina, das possibilidades de tratamento e dos diversos profissionais. “Quando ele fica consciente de que existe o tratamento, que existe apoio, o impacto fica menor, claro que impacta, mas ele já foi embasado, ele já tem um substrato para reagir melhor, ele já está mais confiante e é uma melhor forma de garantir a adesão do paciente ao tratamento”, explicou.


05/04/2018 16:03

Apae reúne mães de pessoas com autismo


Uma pinta o rosto com tinta guache, outra carrega panfletos feitos em casa na bolsa, uma terceira recorta e plastifica desenhos. Todas são mães de crianças com autismo. A tinta é para atrair a atenção do filho para o rosto, pois ele tem dificuldade em encarar as pessoas. Os panfletos contêm uma explicação resumida sobre o transtorno e a mãe os espalha aonde vai e precisa explicar o comportamento às vezes estranho do filho. Os desenhos são uma forma de comunicação com quem não fala.  Reunidas na tarde desta quarta-feira na Apae de Sombrio, cerca de 15 mulheres trocaram informações, experiências, alegrias e receios.

“Com que idade os filhos de vocês começaram a falar? Esta é a minha maior angústia”, disse emocionada Carina Goulart da Silva, mãe de uma menina de quase quatro anos. Ela e a cunhada Junara Jordão vieram de Araranguá para o encontro. Junara é mãe de um casal de gêmeos, porém, somente o menino tem o transtorno do espectro autista. Ela apresentou várias ideias de como trabalhar com a criança em casa para estimular o desenvolvimento.

A maioria das participantes da discussão tem filho pequeno, mas mesmo entre quem tem filho adulto, as preocupações são semelhantes. A filha de Adriana Frizzo tem 26 anos, mesmo assim, a vida da mãe gira em torno da moça. “Tudo é primeiro pra ela, mesmo não havendo reconhecimento”, depôs Adriana.

O encontro foi organizado pela Apae para marcar a passagem do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 abril, e coordenado pela coordenadora pedagógica da escola especial Marli Ivonete Lummertz. Ela incentivou as mães a buscarem sempre o direito dos filhos, e criticou a inclusão das crianças no ensino regular. “As escolas lidam com as pessoas com autismo como se elas fossem todas iguais. E não são, cada uma tem suas particularidades, como qualquer outra pessoa”, disse.

Se depender das mulheres do grupo, a inclusão vai continuar acontecendo, de forma cada vez mais ampla e geral, simplesmente porque elas não desistem nunca.  

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