Especial

05/07/2018 11:00

Casa da Memória ficará aberta até domingo

Casa funciona em Santa Rosa do Sul


A casa é simples, modesta e com jeito de casa de vó. Talvez por isso esteja fazendo tanto sucesso, pelas memórias que traz. Por isso ela se chama Casa da Memória, e ficará aberta até domingo na localidade de Peroba, interior de Santa Rosa do Sul. O espaço foi montado com fotos e objetos antigos emprestados pelos moradores, e mostra um pouco da história da comunidade que no último fim de semana comemorou os 100 anos da sua capela.
Antes de mais nada, a casa é uma homenagem aos antigos moradores, e uma lição aos atuais, de que as ‘coisas velhas’ contam histórias reais. Está ali a Sapataria do Remi, porque consertar sapato, ao invés de comprar outro, era a regra. Está em exposição também o vestido usado por Rosalba Borba em sua festa de 15 anos. Com certeza uma menina cheia de sonhos em um dia muito especial.
Entre os muitos objetos, os gêmeos Henrico e Kauã Raupp Trichês, de 11 anos, encontraram dois especiais. Um moedor de café e uma fotografia. O estranho aparelho antigo pertencia a Sigismundo Trichês, um homem com jeito de galã que aparece na foto, e com quem os meninos são muito parecidos. Sigismundo era bisavô deles. Já o professor Ademir Trichês, visitou a casa e se espantou com tantas lembranças de sua família e de sua própria vida. “É emocionante, não imaginei que havia tanta coisa assim”, confessou.

Passado e futuro
A Casa da Memória foi idealizada pela professora Jaqueline Gallina, coordenadora do Museu do IFC campus Santa Rosa do Sul. Ela foi convidada pela comunidade para organizar uma exposição de fotografias, porém, ao começar a trabalhar se deparou com algo muito maior. “As pessoas começaram a nos trazer material, houve um envolvimento da comunidade, e o projeto evoluiu”, diz Jaqueline.
Nesta segunda e terça-feira, alunos da escola local, a EMB Ana Régis Arantes, visitaram a Casa e depois posaram para foto e escreveram recados destinados a Cápsula do Tempo. Sônia Marisete Vefago Guadanhin explica que a caixa transparente de acrílico na forma de cofrinho que faz às vezes de cápsula, será guardada dentro de outra caixa, de madeira de lei, no altar da igreja da Peroba. “Registraremos tudo no livro tombo da igreja e a solenidade será acompanhada pelo padre. Deixaremos determinado que a abertura da caixa aconteça somente em 2040”, afirma Sônia. É um recado do presente para o futuro. Quem uma ajuda para que os moradores, em 2040, também façam uma casa da memória e contem a história dessa bela mobilização que aconteceu em 2018.

Homenagem aos pioneiros
Ana Benta Generoso de Souza se dedicou durante um ano, ao lado de outras pessoas, a preparar o centenário da capela de São Pedro, na Peroba, onde mora. Entre uma reunião e outra para organizar a festa, as ideias foram surgindo, e dentre elas, a de homenagear os pioneiros da localidade e seus descendentes, com uma exposição de fotos. Os moradores pediram ajuda ao Instituto Federal Catarinense (IFC), que possui um museu, e a exposição cresceu até se tornar a Casa da Memória. Enquanto o local ia sendo montado, Ana acompanhava meio desconfiada. “A gente se preocupava, será que o pessoal vai gostar? Foi a primeira vez que fizemos este tipo de festa, e deu tudo certo. Só temos que agradecer a todos que colaboraram e a Deus”, diz.
Coordenando toda a organização do evento realizado nos 29 e 30 de junho e 1º de julho, Ana mal teve tempo de entrar no novo espaço durante o final de semana. Até porque, a casa atraiu tanta gente que estava sempre lotada. Esta semana, ela pode apreciar tudo com calma e se emocionou com o resultado. “A gente lembra dos nossos pais, de como eles trabalhavam e viviam”, explica.
De acordo com o livro Paróquia de Sombrio, do padre Raulino Reitz, a primeira festa, feita em 29 de junho de 1918, marca o início da capela da Peroba. Manoel Generoso Teixeira, Pedro Manoel Generoso Tomaz Teixeira e alguns outros, foram os incentivadores da construção da capela, sendo eles os três membros da primeira comissão. Era então uma pequena construção de madeira, depois substituída por outra maior e mais bela.
O padroeiro da comunidade é São Pedro. Joaquim João Martins adquiriu, em 1919, a imagem do padroeiro, em Caxias do Sul.
O sino foi adquirido em 1927, antes havia um outro, pequeno, com uns cinco quilos de peso, que ao chegar o novo foi emprestado a capela da Sanga da Areia.

Novos frutos
A Casa da Memória pode render novos frutos, que inclusive gerem renda as mulheres locais. Uma das ideias é que sejam realizados encontros mensais, e que neles as senhoras mais velhas contem suas histórias, regadas a um bom café com bolo e outras misturas, como se diz no dia a dia. “Temos que preservar estas histórias, e pra preservar temos que dar valor”, defende Jaqueline.
A intenção é aproximar mais o Museu do IFC da comunidade de Peroba, e projetar um espaço de memória para os moradores. “Mas não algo estático, e sim vivo. Pode inclusive ser usado como ponto turístico”, diz a professora.
A Casa da Memória foi montada em um prédio locado pela prefeitura para funcionamento das oficinas da escola da Peroba, e por isso precisa ser desocupado. Os objetos antigos serão devolvidos aos donos e as fotos, que foram todas digitalizadas, podem agora ter um destino mais acessível do que os álbuns de família. O desejo da professora é de que elas possam ser expostas no site oficial do município, ficando a disposição de quem quiser apreciá-las.


19/06/2018 10:00

Cida Colombo deixa legado de esperança, otimismo e amor pela vida

Ex-vereadora de Balneário Gaivota faleceu ontem


Em 8 de março deste ano, Dia Internacional da Mulher, a Rádio 93.3 FM prestou uma homenagem a todo o sexo feminino através de uma convidada em especial. Maria Aparecida Colombo foi à escolhida por seu envolvimento com política, chegando a ser eleita vereadora em Balneário Gaivota, pelo trabalho comunitário, estava sempre participando das atividades da comunidade, mas, principalmente, pela maneira corajosa e alegre com que enfrentava o grave problema de saúde que tinha.
Cida, como era conhecida, teve câncer de mama em 2009 e sofreu mastectomia radical, ou seja, retirou os dois seios. Não se abateu. Seguiu dando a risada alta e forte que era sua característica e falando de força e fé.
Quatro anos depois, os tumores voltaram e nos últimos três anos e meio ela fez quimioterapia sem pausa. Dessa vez, seria o suficiente para abater qualquer um. Não Cida Colombo, sobrenome adquirido do marido Flávio, com quem foi casada por mais de três décadas e com quem teve quatro filhos.
Cida foi informada pelos médicos que não havia cura para o seu mal, então tratou de aproveitar a vida da melhor forma possível. “Me falaram isso em 2014, e ainda estou aqui. Não tenho medo, saio da químio com um sorriso, pois tenho como lutar e quero lutar”, disse na entrevista de março.
Naquele dia, a filha mais velha de Cida e Flávio, Vanessa, encaminhou uma mensagem à emissora falando sobre a mãe: “Não existem muitas pessoas como você, mãe, uma grande guerreira, sempre otimista”. Vanessa lembrou de um dia em que acompanhou a mãe a uma sessão de quimioterapia e ao chegar elas encontraram a sala de espera tensa e triste. “Ela começou a contar coisas engraçadas, logo todos estavam rindo, e o clima mudou”.
Um dos filhos, Fábio, também falou sobre a mãe: “Estar há oito anos enfrentando uma doença como ela está, sem nunca se queixar de nada, não é para qualquer uma”, ressaltou.
Flávio Colombo, o marido, também falou das muitas qualidades da esposa e da alegria da vida em comum.
Nesta segunda-feira, finalmente Cida deixou de sorrir. Internada no hospital São José de Criciúma, morreu aos 60 anos.

Filosofia de Vida
“Ao ter câncer, a primeira coisa necessária é a aceitação. Não se desespere, enfrente, não tenha medo. Se a doença está em mim, então eu tenho como enfrentá-la. Ao sair da quimioterapia, sorria. As pessoas não precisam saber que você não está bem. E o principal, tenha fé, ponha nas mãos de Deus, acredite, confie e ore”. (Maria Aparecida Colombo – 1/7/1957 – 18/6/2018)


24/04/2018 08:00

Paróquia Mãe dos Homens inaugura Centro Pastoral

Inauguração do espaço aconteceu após a abertura da Campanha das Talhas de Caná e contou com a presença maciça dos fiéis


Faltando apenas 12 dias para a Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens ser elevada a Santuário Diocesano, mais de duas mil pessoas participaram da missa de abertura da Campanha das Talhas de Caná, presidida pelo padre Sérgio Jeremias de Souza. Após a celebração eucarística, aconteceu à inauguração do Centro Pastoral.
O ato de inauguração, acompanhado da presença maciça dos paroquianos, foi conduzido pelo bispo da Diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inácio Flach, que realizou a benção e descerramento da faixa inaugural. Além da presença do pastor da Diocese, o evento contou com a presença de lideranças políticas e de pessoas importantes para a concretização da obra, como os padres Antônio Madeira e Vilcionei Baggio.
Em sua fala, o bispo Dom Jacinto destacou a importância do empreendimento para a Diocese. “Esta é mais uma graça alcançada pelo povo no ano em que a paróquia é elevada a santuário e completa seus 170 anos. Com certeza o Centro Pastoral será muito utilizado para a evangelização de toda a Diocese, bem como, da sociedade civil”, ponderou.
O pároco, padre Alírio Leandro, emocionado, falou do esforço da comunidade para a concretização da obra. “Quem construiu o Centro Pastoral foram às mãos caridosas dos fiéis. Além de todo o empenho dos devotos de Nossa Senhora, contamos com a dedicação de uma comissão de obras que não mediu esforços para que pudéssemos inaugurar no prazo esperado”, disse.
Djool Maçaneiro, coordenador da comissão de obras, destacou a dedicação de todos os envolvidos. “É uma alegria poder entregar o espaço com um ano e doze dias de antecedência. Só conseguimos fazer isto com a parceria da construtora, dos arquitetos, do mestre de obras e dos casais da comissão, que muitas noites perderam o sono, pensando na responsabilidade confiada”, confidenciou.
Intitulado como um ‘visionário’, o padre Antônio Madeira, esteve presente e relatou a concretização do sonho. “Antes nós tínhamos um espaço antigo e que não supria mais as nossas necessidades, agora temos uma realidade totalmente diferente, mas isso só se tornou realidade com o empenho de pessoas importantes, que se empenharam e principalmente colocaram este sonho nas mãos de Deus”, analisou.

Estrutura
De Florianópolis até Passo de toda nenhuma instituição religiosa, administra um ambiente, como o Centro Pastoral Nossa Senhora Mãe dos Homens. “Em nosso espaço, que conta com mais de 2 mil m², foram investidos mais de R$ 3,3 milhões. Temos três auditórios, uma ampla cozinha, salas de catequese e diversos ambientes que servirão para o fortalecimento da fé”, concluiu o padre Alírio.


22/04/2018 15:17

Visita no quartel

Corpo de Bombeiros de Turvo recebeu a visita de alunos do Cras de Timbé do Sul


Na última sexta-feira, dia 20, alunos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), de Timbé do Sul, visitaram o 3º Grupo de Bombeiros Militar de Turvo. Cerca de 40 alunos e orientadores realizaram atividades voltadas ao trabalho de Salvamento em Altura, Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e Combate a Incêndio. Após as atividades e conhecimentos de materiais de uso da corporação, os visitantes tomaram café da tarde junto com a guarnição operacional e do expediente.

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