Saúde

14/06/2017 13:00

Junho Vermelho busca conscientização sobre doação regular de sangue


Nesta quarta-feira (14) é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue. No entanto, todo o mês de junho em Santa Catarina é destinado à conscientização da população sobre a importância desse gesto, através da Lei n. 16.694, regulamentada pelo Governo do Estado em 2015, que institui o Junho Vermelho.

A campanha busca estimular e captar doadores de sangue no inverno, época em que os estoques de sangue costumam reduzir, mas principalmente conscientizar a população sobre a importância de ser um doador regular.

A diretora-geral do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), doutora Denise Linhares Gerent, explica que a doação regular visa manter os estoques de sangue com volume ideal durante o ano todo, e que é o sangue estocado de doadores regulares que efetivamente contribui para salvar vidas. “O que salva a vida das pessoas não é o sangue de 300 pessoas que doam ao mesmo tempo quando alguém sofre um acidente. É lógico que é um sangue que é doado e pode ser aproveitado, mas ele leva 8 horas para ser liberado, então não foi esse sangue que salvou a vida da pessoa acidentada, mas sim aquele que já estava estocado”.

A importância da doação regular também se dá tendo em vista que os hemocomponentes doados possuem prazo de validade. No Hemosc, o material doado é conservado em soluções anticoagulantes e preservantes, o que permite uma validade entre 21 a 42 dias para hemácias, e 5 dias para plaquetas.

Junho Vermelho no TRE-SC

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina aderiu ao Junho Vermelho através de material gráfico impresso divulgado na Sede do TRE-SC e posts da campanha nas redes sociais do Tribunal.

Fernanda Gonçalves, servidora do TRE-SC, é doadora regular há 20 anos e conta que o sentimento ao doar sangue ainda é o mesmo. “É um sentimento de amor e solidariedade. É como se eu estivesse partilhando da saúde que eu tenho com outras pessoas que precisam. É, na verdade, uma forma de gratidão”.

O servidor do TRE-SC, Aleto Silva, também é um doador regular e aconselha quem nunca doou sangue a passar pela experiência. “É algo indolor, que não causa nenhum dano à saúde, nenhum prejuízo, e tem um propósito muito nobre que é ajudar a salvar vidas. Para quem não teve ainda essa iniciativa, sugiro que faça como um gesto de solidariedade e apoio para outras pessoas que necessitam”.

O que precisa para ser doador?

Para doar sangue é necessário portar documento com foto, estar bem alimentando, em boas condições de saúde e repouso, pesar mais de 50 kg e ter idade entre 16 a 69 anos. Jovens de 16 e 17 anos devem estar acompanhados de um responsável legal. O procedimento leva em torno de 40 minutos, contando desde o cadastro e triagem até o lanche após a doação. O próprio processo de doação leva em torno de 7 a 10 minutos.

Para garantir a segurança do doador, existe um intervalo mínimo entre as doações. Homens podem doar a cada 2 meses e mulheres a cada 3 (devido a reposição dos estoques de ferro perdido nos ciclos menstruais). No entanto, são recomendadas no máximo 4 doações anuais para homens e 3 para mulheres. Outros impedimentos e dúvidas podem ser consultados diretamente no site do Hemosc.

A doutora Denise destaca os bons índices de Santa Catarina e agradece aos doadores. “Santa Catarina é um estado onde a população é muito solidaria. Nós temos bons índices de doação. Em torno de 50% dos nossos doadores são de repetição, é um índice muito bom nacionalmente. O Hemosc agradece e deseja que as pessoas continuem sendo doadoras e que outras se incorporem a essa causa”.


14/06/2017 08:58

Treze pacientes sem ter para onde ir


O hospital psiqui átrico do Rio Maina, que atende 61 pacientes no total, entre
eles, 13 da região, sendo 33 internados há mais de um ano e considerados moradores,
não prestará mais serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na última sexta-feira, aconteceu uma reunião entre os secretários de Saúde dos
municípios do Sul do Estado, incluindo as regiões de Araranguá, Criciúma e Tubarão, para tratar da ordem judicial que determinou o prazo de cinco dias, contados de sexta-
-feira, para que as prefeituras realoquem pacientes atendidos pelo SUS em outras clínicas adequadas ao tratamento. Dois encaminhamentos foram tomados durante o encontro: o primeiro é que cada município enviará até o hospital um psiquiatra para avaliar a situação do seu paciente, quando será tomada a decisão, se ele pode voltar ao convívio social com acompanhamento dos Caps (Centro de Atenção Psicossocial) ou necessita de internação em outro hospital; o segundo é um ofício endereçado ao secretário de Saúde do Estado, Vicente Caropreso, pedindo transferência destes
pacientes para uma das duas unidades (Florianópolis e São José) de saúde psiquiátricas mantidas pelo Estado que são referências para as outras regiões. Os secretários ainda solicitaram apoio técnico do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems). Na tarde desta terça-feira, Patrícia Paladini, gerente regional de Saúde, foi até Florianópolis conversar com a superintendente de regulação do Estado, Karin Ghellere, e com a coordenadora estadual de saúde mental, Maria Cecília Heckrath. Junto com Patrícia foi uma comitiva de profissionais das regiões de
Criciúma e Tubarão. A conversa sobre a realocação dos pacientes em outro hospital
não foi exitosa para a região, pois o Instituto de Psiquiatria não tem possibilidade de
absorver uma quantidade tão grande de pessoas em um período tão pequeno.
Segundo Patrícia, os 13 pacientes internados da região passarão por avaliação feita
por um médico do município de Araranguá. Entre eles, existem os transitórios e nestes casos o médico irá avaliar se o paciente recebe alta e volta para casa ou não, os pacientes que não receberem alta, serão encaminhados para a regulação, que irá solicitar leitos em algum hospital habilitado em saúde mental. Já o caso dos pacientes  considerados moradores é mais complexo, pois eles precisam ser acolhidos em um serviço residencial terapêutico que a região não dispõe. Estes pacientes ficarão sob responsabilidade do município, que irá interná-los em clínica ou realizar um trabalho em conjunto com a família e os órgãos de saúde do município. De acordo com Patrí-
cia, os novos pacientes, que necessitarem de internação psiquiátrica, serão encaminhados a outro hospital do estado que tenha vaga, pois o Rio Maina não atende mais pelo SUS.


09/06/2017 10:00

Secretaria de Saúde e Rotary promovem campanha Hepatite Zero


No próximo sábado, 10, das 9h às 11h30min, na Rua Coberta, em Jacinto Machado, haverá uma mobilização para a campanha de conscientização sobre a prevenção das hepatites. A Secretaria Municipal de Saúde vai participar da ação realizando, também os testes de glicose, aferindo pressão e divulgando as campanhas de saúde.

Segundo o secretário de Saúde Francisco de Assis Aguiar, a Secretaria se propôs a contribuir com a campanha diante da necessidade da prevenção. “Somos parceiros de ações como esta e estamos juntos na luta para a erradicação das Hepatites”, completa.

A hepatite é uma doença preocupante porque pode não apresentar sintomas, sendo bastante conhecida como “assassina silenciosa”. E causada por vírus que atacam o fígado. São classificadas por letras A, B, C, D e E, sendo os tipos B e C os mais perigosos. No Brasil, estima-se que 15% da população já tenha sido contaminada, sendo 1% portadora crônica da doença, sem considerar nesse percentual as complicações extra-hepáticas.

 

Procura por vacina contra a gripe é intensa

Nesta semana os postos de saúde de Jacinto Machado ficaram bastante movimentados após o anúncio do Ministério da Saúde, que decidiu disponibilizar a vacina contra a gripe a toda a população. “Ainda temos vacina e convidamos a população para se procurar as unidades, já que ainda temos vacinas disponíveis”, salienta o secretário Francisco.

 



08/06/2017 16:00

Nova greve no HRA


Os servidores do Hospital Regional de Araranguá (HRA) deflagraram greve
por tempo indeterminado na manhã desta quarta-feira. A paralisação acontece por falta de pagamento de salários e iniciou às 7 horas. Conforme decidido em assembleia anterior, sempre que houver atraso no pagamento os trabalhadores
irão cruzar os braços. Segundo Cleber da Silva Cândido, tesoureiro do Sindicato dos Servidores da Saúde de Criciúma e Região (Sindisáude), a Sociedade Paulista
para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que administra o HRA, alega não
pagar os salários por conta do atraso do repasse do Governo do Estado.
Segundo Cleber, estão sendo mantidos os serviços exigidos em lei, que é de
100% para urgência e UTI e 30% para o restante do atendimento.
A greve foi deflagrada por tempo indeterminado e continuará até que a SPDM
efetue o pagamento de maio. O Sindisaúde está com uma equipe junto dos trabalhadores no pátio do HRA, com tenda montada, faixas e piquete. “A adesão ao movimento é boa, o pessoal está firme, continuaremos aqui até que o pagamento do salário seja feito pela SPDM”, asseverou Cleber.

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