Saúde

10/02/2018 06:00

Como emagrecer comendo besteira


Dieta da proteína, do glúten, da sopa, da batata doce e todas as outras que viram moda podem até funcionar, mas não mais do que um ou dois meses. Especialistas garantem que regimes severos não funcionam a longo prazo, o que quer dizer que as pessoas tendem a voltar a engordar por conta da rigidez alimentar. A verdade, amigo, é que para emagrecer, as pessoas precisam adotar bons hábitos e aprender a comer de forma saudável, uma vez que 30% do resultado depende do treino e 70% do resultado da dieta alimentar.
“Buscar emagrecer sem fazer uma atividade física é um desafio improdutivo. É possível, mas não agrega muita saúde na sua vida. Há pessoas que praticam exercícios, estão um pouco acima do peso e são muito mais saudáveis do que outras que parecem mais magras, mas que são sedentárias”, afirma Diego Paladini, criador do Canal do Youtube Saúde na Rotina, que leva informação ao público (de um jeito bem descontraído) sobre exercícios e alimentação. “É importante também entender que não existe o “melhor exercício”. Todos os exercícios (assim como todas as comidas) têm pontos fortes e fracos. Pra ter resultado, seja de emagrecimento, seja de ganho de massa muscular ou até de manutenção do peso, o fundamental é a regularidade da prática”, completa.
Um estudo feito recentemente pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos revelou que é o consumo de energia, e não a composição de nutrientes, que determina a perda de peso em resposta à dietas de baixa energia em um período de tempo curto. Ou seja: não importa bem o que você come desde que não consuma mais colorias do que o seu corpo gasta diariamente.
De acordo com Paladini, o estudo é válido, mas nem por isso é pra você sair agora para a loja de doces mais próxima. “Dá pra emagrecer comendo seu chocolatinho todo dia. O grande lance é saber controlar a quantidade. Emagrecer vai ser mais difícil comendo coisas cheias de açúcar ou gordura, mas se a sua alimentação for equilibrada, ela permite essas escapadas. Principalmente, se você for uma pessoa ativa fisicamente”, diz o especialista. Ainda segundo ele, tentar emagrecer sem fazer exercício é uma tarefa mais difícil e pouco inteligente, já que exercício físico regular tem várias vantagens além do controle do peso, como melhora na circulação e do fôlego, por exemplo.
Para uma pessoa comum, a dieta deve ter aproximadamente 50% a 60% de carboidratos, 20 a 30% de gorduras e 10 a 20% de proteínas. Mas é importante lembrar que esses números podem mudar de acordo com as atividades que você pratica.
Alguns hábitos ajudam ainda quem quer “emagrecer comendo besteira”. Comer de três em três horas, mastigar lentamente, não exagerar na comida e evitar líquidos durante as refeições, por exemplo, ajudam. No entanto, se você não possui esses costumes, é bom não tentar inseri-los na rotina repentinamente. “Acredito muito em mudanças graduais. Passos de formiguinha e constantes costumam dar muito mais certo do que radicalizar e trocar os hábitos de uma vez. Se você bebe muito líquido durante as refeições, por exemplo, experimente beber um gole a menos. Aos poucos, se desafie a ver quanto do prato você consegue comer antes de tomar o primeiro gole. Aos poucos vai melhorando seus hábitos”, aconselha o profissional.
Entre os desafios pessoais, que o Diego citou acima, por exemplo, existe o famoso “se eu perder x quilos, vou comemorar comendo um docinho gostoso”. Embora essa prática não seja muito aconselhada por especialistas, de acordo com o youtuber, se permitir comer algo que gosta às vezes (quando se tem uma dieta rígida) não fará mal. Só não pode exagerar.
“Eu, por exemplo, me permito comer besteiras em ocasiões especiais, uma vez que aniversários, churrascos, almoços de comemoração entre amigos e família não acontecem com frequência. Não sou de levar marmita pra esses lugares. Acho que pode causar um impacto social bem maior do que você ir já bem alimentado e se contentar em comer suas besteiras em pouca quantidade”, diz Diego.
Por fim, ele lembra que, apesar de ser possível emagrecer comendo besteira, desde que seja numa quantidade pequena, e dando prioridade para alimentos mais completos em todas as refeições, é nossa obrigação colocar pra dentro do corpo nutrientes que a gente precisa pra sobreviver. “Quanto mais variada for a nossa alimentação, quanto mais cores ela tiver, maior é a chance de estarmos ingerindo todas as vitaminas e minerais que precisamos para manter nosso corpo saudável e sentirmos menos fome desse tipo de coisa”, finaliza o profissional.

08/02/2018 16:00

Metas para HRA são debatidas na capital


O secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá, Heriberto Afonso Schmidt, a gerente Regional de Saúde, Patrícia Gomes Jones Paladini e a secretária de Saúde de Araranguá, Evelyn Elias, participaram de uma audiência nesta quarta-feira, na Secretaria de Estado da Saúde, em Florianópolis, com o Secretário Acélio Casagrande e equipe técnica da SES, sobre o Hospital Regional de Araranguá.

Um dos assuntos tratados em mais de 4 horas de reunião foi o plano operativo para o Hospital, com metas de serviços a serem prestados pelo novo gestor, como consultas com especialistas, cirurgias, exames, entre outros. “Estamos alinhando importantes itens que devem constar no novo edital de chamamento que será lançado pela Secretaria de Estado da Saúde para a contratação do novo administrador do Regional e da Policlínica Sul”, disse Schmidt.

O secretário da ADR explica que ficou agendada para sexta-feira, uma reunião em Florianópolis às 10 horas, com o Secretário de Estado da Saúde, e os três representantes das entidades araranguaenses para conversar sobre a inclusão do Conselho Consultivo no edital de chamamento, que já tem parecer favorável pela consultoria jurídica da SES.

O edital de chamamento para o novo gestor, que a partir de junho administrará o Hospital Regional de Araranguá e a Policlínica, será publicado na última semana de fevereiro. “Quero agradecer a atuação da gerente regional Patrícia Paladini e da secretária de Saúde Evelyn Elias, representando as 15 secretarias de Saúde do Extremo-Sul, que não medem esforços, e junto com equipe técnica da Secretaria Estadual, estão analisando todos os itens do edital”, concluiu Schmidt.

 

Foto: Paulo Goeth/SES


07/02/2018 20:00

SC conscientiza sobre IST’s no Carnaval


O cuidado na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) deve ser o ano todo, mas no período de Carnaval a atenção deve ser redobrada. Para ressaltar a importância do uso de preservativos em todas as relações sexuais, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) repassou cerca de 3 milhões de preservativos (femininos e masculinos) para que os municípios distribuam antes e durante todo período do Carnaval.

Também foram enviados 100 mil sachês de gel lubrificante e 85 mil leques informativos. O leque lista as ISTs mais comuns, além de abordar a gravidez indesejada como consequência do sexo inseguro.

Para os que se expuseram ao risco do contato com o HIV, por meio de relação sexual desprotegida, existe a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). Um tratamento com medicação antirretroviral, que deve ser iniciado em até 72 horas após a provável exposição ao vírus e deve ser continuado por 28 dias, sempre sob orientação médica. Esta é uma das medidas de prevenção que se associa à tradicional orientação pelo uso regular de camisinha ou o uso de medicamentos anti-HIV. Para saber os locais que oferecem a PEP e o Teste Rápido para HIV, sífilis, hepatites B e C no estado, basta acessar www.aids.sc.gov.br.


06/02/2018 12:00

Pacientes sofrem incerteza no Rio Maina


Já há seis meses, a Casa de Saúde Rio Maina, em Criciúma, não atende mais pelo Sistema Único de Saúde. Os pacientes internados no local foram realocados e muitos deles receberam alta após uma reavaliação médica. Da cidade de Sombrio, dois internos não puderam ser liberados e agora, tem seus destinos indefinidos. Um deles é parente de Alori Nichele Rabelo. O caminhoneiro é tio de Jerri Adriano Monteiro, internado a cerca de 15 anos no Rio Maina. Quando a notícia chegou à família, o impacto foi grande. “Nos preocupamos, procuramos a assistente social e nos avisaram da reavaliação para saber quem ganharia alta. Estamos aflitos. Foi de surpresa, o lugar estava aberto há muitos anos, e ali é perto para visitar, não temos condições de arcar com despesas particulares”, reclama Alori. A família, inclusive, ajudava o hospital com cestas básicas, roupas de cama e outros objetos. No entanto, a situação, agora, é bem mais complicada. “Já levei colchão, coberta, várias coisas. E duas vezes por mês nós visitávamos ele. Não temos condição nenhuma de pagar a diária, que é bem alta”, conta. Os problemas de Jerri são de nascença, e ele é agressivo, ameaçando a própria vida e a de outras pessoas, por isso, não pode ser reintegrado à sociedade. Ele ainda faz uso de muitos medicamentos e necessita de cuidados especiais. “Às vezes ele nos conhece, às vezes não. Ele não dorme, tira a roupa, acorda todo mundo. É bem difícil”, diz. O problema enfrentado por Alori e a família se assemelha ao que enfrenta Maria Jacinta Rodrigues Godoy. O filho dela, Samuel Godoy Cardoso também tem problemas psiquiátricos, e costuma fugir de casa sem roupas, perturbar vizinhos e quase não articula palavras. A mãe já não sabe mais o que fazer. “Ele esteve internado há um ano no hospital e precisa de internação. O problema dele não tem mais volta e eu estou cansada. Sou eu que lido com ele e não aguento mais, pois já tenho meus próprios problemas de saúde”, argumenta dona Maria, que mora no bairro Boa Esperança, em Sombrio, e esperava conseguir um lugar para o filho do hospital Rio Maina. Porém, a decisão é definitiva e não há mais vagas gratuitas no local, que só atende particular. “Já colocamos os nomes dos pacientes em espera para internação em um hospital em Florianópolis, que é o local mais próximo que tem esse tipo de atendimento”, explica Gislane Cunha, secretária de assistência social de Sombrio. Os pacientes que não receberam alta, permanecem no hospital, mas agora, têm suas despesas custeadas pela prefeitura municipal. “São quase R$9 mil por mês, uma conta alta. A diária é cara, mas não há outra alternativa. Estamos em busca de vagas”, completa Gislane. Por enquanto, não há grandes novidades sobre o caso, e a situação se complica cada vez mais.

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