Saúde

29/04/2017 06:00

Conheça os Mitos e Verdades na obesidade de Cães e gatos

Renato Zanetti, especialista em comportamento animal lista o que deve ser levando em consideração em relação a obesidade dos pets


A obesidade em cães e gatos é muito mais comum do que se parece, é um problema intimamente relacionado com os hábitos alimentares e o sedentarismo dos tutores. O sobrepeso e a obesidade causam outros problemas de saúde, reduzindo a longevidade do pet, assim  como nos humanos, a obesidade está relacionada ao alto consumo de alimento e a baixa atividade física (descartando-se problemas endócrinos).

Renato Zanetti  apresenta os mitos e verdade em relação ao que já se ouviu falar sobre obesidade animal

 

  1. Obesidade causa outros problemas de saúde para o animal.

VERDADE. Cães e gatos obesos têm um risco maior de apresentar outros problemas de saúde: diabetes, doenças pulmonares e de coração, problemas na articulação, de pele, problemas reprodutivos, intolerância ao exercício, maior estresse calórico, maior risco em anestesias.

 

  1. A castração engorda o animal.

VERDADE. Animais castrados têm probabilidade 2x maior de se tornarem obesos em função de alterações hormonais e a redução da atividade física. PORÉM, isto não deve ser motivo para não castrar, pois é possível minimizar o problema com o aumento das atividades físicas e o controle da alimentação.

 

  1. A obesidade está relacionada APENAS ao excesso de comida.

MITO. Há duas causas da obesidade: metabólica (menor incidência, cerca de 5%) e comportamental (mais frequente).

Causas metabólicas: problemas endócrinos (disfunção da glândula tireoide, das adrenais, do pâncreas, da hipófise e do hipotálamo.

Causas comportamentais: fornecimento excessivo de comida, espaço físico reduzido, sedentarismo, hábitos alimentares prejudiciais.

 

  1. Atividade física colabora com a redução de peso.

VERDADE. Aumentar o gasto calórico colabora com a redução de peso SE estiver relacionada com uma reeducação alimentar (tal qual para humanos).

 

  1. Cães comem por ‘gula’.

VERDADE. Fome (necessidade fisiológica decorrente do déficit nutricional) é diferente de apetite (disposição em comer sempre). Cães conseguem ingerir uma quantidade de alimento em uma única refeição muito superior ao necessário para sua manutenção. Como não sabem quando será sua próxima refeição, estão sempre dispostos a ingerir alimentos.

 

  1. Existe um peso ideal para cada raça (cães e gatos).

VERDADE. Mesmo havendo uma variação de indivíduo para indivíduo, há um padrão de peso para cada raça que pode ser usada como referência para se definir se o Pet está gordinho.

 

  1. Existem alimentos que são proibidos para cães e gatos.

VERDADE. Alguns alimentos são apenas tóxicos para cães e gatos, outros são proibidos, podendo ser letais se ingerido em grandes quantidades.

 

  1. Posso dar frutas e legumes para cães e gatos.

VERDADE. Sim, frutas e legumes (que não estiverem na lista dos tóxicos ou proibidos) podem ser oferecidos aos cães e gatos.

 


28/04/2017 22:00

Governo do Estado renova frota de ambulâncias do Samu


O Governo do Estado renovou a frota de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com a compra de 11 veículos do tipo Unidade de Suporte Avançado. As ambulâncias irão para os municípios de Araranguá, São Miguel do Oeste, Xanxerê, Blumenau, São José, Palhoça, Joaçaba, Lages, Joinville, Jaraguá do Sul e Canoinhas. Os recursos de R$ 1.515.800,00 são do Pacto por Santa Catarina.

Popularmente conhecidas como UTIs Móveis, as ambulâncias são usadas para atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergências pré-hospitalares e transporte inter-hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos. As ambulâncias transportam equipe composta por médico, enfermeiro e condutor socorrista.

O governador do Estado, Raimundo Colombo reiterou a importância da renovação dos veículos. “Esse é um tipo de equipamento que roda 24 horas por dia. Por isso precisa ser constantemente renovado para garantir a segurança dos pacientes e de toda a equipe de atendimento médico”, reforçiu o governador.

O Samu de Santa Catarina oferece atendimento a todo o Estado por meio de Centrais de Regulação de Urgência 192. Somente nos três primeiros meses de 2017 o Samu recebeu 75.611 ligações, realizando 10.821 atendimentos com envio de ambulância ao local da ocorrência. Desse total de atendimentos, 2.319 foram realizados com Unidade de Suporte Avançado.


28/04/2017 18:00

Núcleo deve auxiliar juízes catarinenses em decisões sobre medicamentos


Os magistrados de todas as regiões de Santa Catarina contarão com o apoio de técnicos especializados em Saúde nas ações judiciais que envolvam o fornecimento de medicamentos por parte do Estado. Para isso, todas as comarcas catarinenses deverão contar, até o final de 2018, com o atendimento do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), da Secretaria Estadual da Saúde.

O Núcleo subsidia os juízes com informações sobre medicamentos padronizados, tratamentos mais adequados para cada caso e, eventualmente, a necessidade de mais dados por parte do paciente para instruir mais adequadamente o pedido feito na Justiça.

A iniciativa foi anunciada pela coordenadora do NAT em Santa Catarina, Patrícia Budni, durante a 1° Oficina de Qualificação para Operadores da Área Judicial da Saúde, que terminou no final da tarde desta terça-feira, 25. O evento, promovido pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), reuniu, na Capital, 30 especialistas da área para discutir estratégias que reduzam os impactos negativos da judicialização da Saúde em Santa Catarina e otimizar a relação de trabalho entre a PGE e a Secretaria de Saúde.

Em 2016, foram gastos cerca de R$ 155 milhões para atender a decisões judiciais que obrigam o Estado de SC a fornecer remédios e tratamentos médicos não padronizados pelo SUS.
“Em muitos casos existem medicamentos similares, com a mesma efetividade, que são distribuídos gratuitamente. Porém, alguns juízes não têm conhecimento disso e acolhem pedidos de remédios que não têm a sua eficiência comprovada ou que são muito mais caros, onerando o já apertado orçamento da Saúde,”, explica o procurador do Estado Daniel Cardoso, consultor jurídico da Secretaria Estadual da Saúde.

Por isso, aumenta a importância do atendimento do NAT nas 111 comarcas catarinenses. Atualmente, o NAT já atua nas comarcas da Grande Florianópolis, onde houve substancial redução no número de ações e liminares envolvendo medicamentos.

Além de representantes da Secretaria de Saúde e da Comissão Multidisciplinar de Apoio Judicial (Comaj), também participaram do encontro, procuradores e servidores da PGE que fazem parte do Núcleo de Ações Repetitivas de Assistência à Saúde (Naras). Desde 2015, a equipe uniformiza teses de defesa, propõe medidas judiciais e administrativas para prevenir litígios e mantém constante interlocução com órgãos dos poderes Executivo e Judiciário.


25/04/2017 20:02

Em SC, 554 bebês foram diagnosticados com sífilis congênita


No ano passado, 554 casos de sífilis congênita foram notificados em Santa Catarina, um crescimento de 13,5% em relação aos 488 novos casos registrados em 2015. Destes, foram notificados 34 óbitos e 18 abortos. Essa realidade poderia ter sido minimizada, já que a criança nasce sem sífilis se houver o tratamento adequado da gestante infectada e do seu parceiro sexual. A maioria dos casos de sífilis congênita foi registrada na região da Grande Florianópolis (156), que também detém o maior número de notificações de sífilis em gestantes (286).

Em Santa Catarina, 1.380 gestantes foram diagnosticadas com sífilis em 2016, 90 casos a mais do que o ano anterior, conforme os dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SC). “O momento atual é de grande preocupação com a situação epidemiológica da sífilis em nosso país, em especial em Santa Catarina. Vivemos uma epidemia da doença, com o aumento expressivo e continuado no número de casos notificados em adultos, gestantes e, por conseguinte, crianças afetadas pela doença ainda em sua vida intrauterina”, alerta o médico infectologista Eduardo Campos, técnico da gerência de DST/ Aids e Hepatites Virais da Dive/SC.

As gestantes requerem maior atenção no diagnóstico e tratamento da sífilis, pois a infecção pode provocar má formação do feto e aborto. Quando nasce, o bebê com sífilis pode se apresentar gravemente doente, e, nesse caso,  com elevado risco de morte, com manifestações clínicas que podem variar entre pneumonia ou sinais de infecção generalizada (sepse), feridas no corpo e nas mucosas nasal e oral. Outras poderão surgir apenas semanas ou meses depois do nascimento, como cegueira, problemas ósseos, surdez, hidrocefalia ou deficiência mental.

“O pré-natal eficiente é fundamental e decisivo para tratar a gestante e salvar a vida desses bebês”, enfatiza Dulce Quevedo, gerente de vigilância das DST/Aids e Hepatites Virais da Dive/SC. O tratamento é realizado com a administração de  doses de penicilina benzatina durante a gestação, segundo o protocolo do Ministério da Saúde.

O número de casos de sífilis adquirida também continua crescendo de forma acelerada  em Santa Catarina. Em 2016, 8.228 pessoas foram diagnosticadas com a doença, um aumento de 40% em relação aos 5.863 casos notificados no ano anterior. A maioria dos casos (5.028) era de pessoas entre 20 e 39 anos. O maior número de notificações foi registrado pela Grande Florianópolis (2.062), seguida pela região Nordeste (1.698) e pela Foz do Rio Itajaí (910).

“A sífilis é uma doença grave que, se não tratada, poderá causar várias complicações, afetando praticamente todo o organismo humano e podendo provocar até a morte, mas que pode ser evitada com o uso de preservativo em todas as relações sexuais – atitude que também protegerá o indivíduo de outras 11 infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, o HPV e as hepatites B e C”, reforça Eduardo Campos.

Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis apresenta em sua evolução lesões de pele ou mucosas, aumento de gânglios (ínguas), queda de pelos, dores articulares, inflamações oculares entre outras, geralmente no primeiro ano de doença. Se não diagnosticada e tratada, o paciente poderá não mais apresentar sintomas por muitos anos ou décadas, mas o seu ressurgimento indicará graves danos ao organismo, como lesões cardíacas, neurológicas ou psiquiátricas e ósseas.

Para mais informações sobre a doença, suas formas de transmissão e de prevenção, onde encontrar o teste rápido de diagnóstico, de forma rápida, gratuita e sigilosa, acesse  www.dive.sc.gov.br/sifilis.

Plano de enfrentamento

A Dive/SC deu início ao Plano de Redução da Sífilis Congênita de Santa Catarina para eliminar a transmissão de sífilis da mãe para o bebê em todo o Estado até 2019. O documento está baseado no protocolo do Ministério da Saúde e requer o envolvimento dos três níveis de governo, por meio da atuação dos gestores e profissionais de saúde. “É fundamental o comprometimento dos gestores e dos profissionais de saúde dos níveis estadual e municipais para garantir a operacionalização do plano nos municípios”, destaca Eduardo Macário, diretor da Dive/SC.

Dentre as metas estão aumentar a cobertura da testagem para sífilis nas gestantes durante o pré-natal, bem como nos casais que estão planejando engravidar; aumentar a cobertura de tratamento adequado nas gestantes com sífilis durante o pré-natal, incluindo o tratamento dos parceiros sexuais; e aumentar a cobertura de tratamento e o seguimento adequado dos recém-nascidos com sífilis congênita.

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