Saúde

17/08/2018 09:00

Gaivota cria projeto de orientação multidisciplinar e reeducação alimentar

Questão de Peso


Atualmente, sabe-se que a obesidade é um grande agravante do mundo moderno. A falta de tempo para o preparo das próprias refeições, a oferta de lanches rápidos e de baixo custo, o trabalho sentado à frente do computador e tantos outros fatores, fez com que houvesse um crescente aumento da população com peso acima do normal.
Frente à problemática da obesidade e o impacto desta sobre a saúde pública, Balneário Gaivota, através da secretaria municipal de Saúde criou um projeto com o intuito de contemplar indivíduos que apresentassem obesidade e comorbidades, num processo de orientação multidisciplinar, com o objetivo de desenvolver na população alvo mudanças de hábitos alimentares, aumento da autoestima, visão positiva da imagem corporal e a busca do equilíbrio biológico.
Nesta última semana, mais um grupo completou os 12 encontros propostos no projeto Questão de Peso. Katiana Lentz, nutricionista e coordenadora do projeto ressalta a importância para que o grupo tenha um amplo aprendizado sobre o que norteia a Obesidade, e Reeducação Alimentar. “Trata-se de uma questão de saúde, onde os participantes passam a ter mais qualidade de vida”, falou.
Ronaldo Pereira da Silva, prefeito de Balneário Gaivota, reforça que projetos como o Questão de Peso são partes essenciais do cronograma de atividades propostos pela secretaria de Saúde, ofertando além do atendimento, ações que prevenção e que possam ofertar qualidade de vida. “Com a criação dos grupos, os pacientes passam a ter um atendimento com uma equipe de profissionais muito mais ampla, como neste caso, onde os participantes passam a ter acompanhamento da nutricionista, enfermeiros, psicóloga, profissional de Educação Física, enfim, são projetos destes que estão trazendo ótimos resultados para a saúde dos gaivotenses”, disse.
No último encontro, além da Auriculoterapia realizada pela Terapeuta Luciana Piva, a fisioterapeuta Lilian Maia, abordou sobre as consequências da obesidade na estrutura óssea, além da teoria, as participantes aprenderam alguns exercícios para serem realizados por conta própria.
Para registro, algumas participantes destacaram o quanto de peso perderam praticando os conhecimentos que as profissionais do grupo Questão de Peso transmitiram nos encontros.


17/08/2018 08:00

Mãe precisa de ajuda para comprar cadeira de rodas para o filho

Menino tem leocodistrofia muscular


O Correio do Sul já contou a história desta família, com bons resultados. Volta agora a contar, em busca de ajuda novamente.
Luciana dos Santos Maia, de 38 anos, tem dois irmãos cadeirantes. O mais velho, de 49 anos, não consegue mais falar e se alimenta apenas através de sonda. O outro, de 28, também está bem debilitado, assim como um sobrinho de 24 anos. Mesmo assim, foi somente quando nasceu seu filho Arthur, hoje com 12 anos, que ela teve certeza de que sua família é vítima da leocodistrofia muscular, uma doença hereditária. A descoberta sobre a doença que atinge os homens da família veio através de um exame de sequenciamento de DNA do menino, que foi colhido aqui e enviado para os Estados Unidos. “Não tem cura, só a fisioterapia pode ajudar, e ele faz três vezes por semana”, contou Luciana. A rotina ainda inclui acompanhamento com fonoaudióloga e psicóloga. Esta última profissional auxilia Arthur a lidar com uma situação que não é mesmo fácil. “Ele é muito irritado, porque vê os coleguinhas andando e não consegue”, explicou a mãe.
Arthur ainda caminha, pouco e com ajuda, mas para ir à escola ele utiliza cadeira de rodas. “Aqui dentro de casa ele se vira sozinho, se segurando nos móveis”, disse a mãe.

Pedido de ajuda
Mãe e filho moram sozinhos em uma casa humilde, mas própria e cheia de amor, inclusive pelos animais. Os dois vivem do benefício de um salário mínimo que o menino recebe. “Antes eu fazia faxina, mas agora o Arthur está muito dependente de mim, e deixei de trabalhar fora”, falou Luciana. “Um dia eu tenho que correr atrás de remédio, noutro de outra coisa, dou banho nele, faço tudo por ele”, acrescentou.
Arthur está precisando de uma cadeira de rodas que tenha o pneu inflável, que encha, como o de bicicleta, descreve Luciana, enfatizando que pode ser usada.
Luciana lembra que quando o filho precisou de uma cirurgia no tendão e ela não tinha como pagar, o Correio do Sul fez uma reportagem mostrando o drama do garoto, e o recurso foi alcançado. “Com a reportagem muita gente ajudou, daqui, de Timbé do Sul, Araranguá, foi muito bom”, confirmou.
Pedir ajuda é o de menos para essa mulher, disposta a qualquer coisa pelo filho. “Se me disserem que lá em Portugal tem alguma coisa boa para ele, eu dou um jeito e vou”, garantiu.
Diante da certeza da doença hereditária, que levou quatro homens da família a terem leocodistrofia muscular, Luciana e suas irmãs optaram por fazer laqueadura e não terem mais filhos. As meninas da família nasceram saudáveis, já os garotos têm a doença. Como em uma gestação natural não é possível evitar que o feto seja menino, todas preferiram não arriscar.

Amigos especiais
Devido aos problemas de saúde, Arthur quase não brinca na rua e tem poucos amigos. Foi aí que entraram em cena Preta e Fred, que deixaram a vida do menino mais feliz.
Luciana conta que tinha uma cadelinha na infância, que morreu de velha. Ela sofreu a falta do bichinho e não teve outro, até pensar que um animalzinho poderia ajudar o filho. Então adotou uma cadela de rua chamada Preta. “Hoje ela faz parte da família. Quando o Arthur chega da escola e eu boto ele na cadeira, a Preta corre e abraça ele. Enquanto ele não fizer carinho nela, ela não sai”, disse. Já o Fred foi recolhido depois de ser atropelado e também se tornou um grande amigo. “Ele chegou mancando, bem debilitado, e agora é muito apegado com o Arthur, até videogame eles jogam juntos. Os bichinhos foram uma bênção na vida do meu filho”, descreveu Luciana.


16/08/2018 11:13

Ideas vence edital para gestão do HRA

Vigência do contrato é de 60 meses, podendo ser renovado por igual período


O Governo do Estado de Santa Catarina homologou na terça-feira, dia 14, o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas) como vencedor do edital do concurso de projetos para gerenciamento do Hospital Regional de Araranguá (HRA) Deputado Affonso Guizzo. A portaria foi assinada pelos secretários da Saúde, Acélio Casagrande, e do Planejamento, Francisco Cardoso de Camargo Filho.
O Ideas havia assumido o HRA em contrato emergencial em janeiro deste ano pelo prazo de seis meses, que acabaram prolongados temporariamente em razão de recursos impetrados ao longo do andamento do processo licitatório lançado em fevereiro. “O resultado desta licitação premiou verdadeiramente o melhor projeto. E isso vem sendo mostrado por meio de ações como a abertura da UTI neonatal, que há 20 anos era aguardada pela região; e os mutirões de oftalmologia e os de ortopedia, que foram executados dentro de um contrato emergencial.
Agora, com a possibilidade de cinco anos de trabalho, muito mais poderá ser feito pela saúde da região Sul do Estado, que há muito aguardava por este hospital se transformar verdadeiramente em um grande hospital regional”, comentou o presidente do Ideas, médico cardiologista Julhano Capeletti. A vigência do contrato é de 60 meses, a contar da data de assinatura, podendo ser renovado por igual período, no interesse de ambas as partes.
O Ideas é uma organização social com sede em Florianópolis, no Bairro Estreito, que administra, em parceria com o poderes públicos estadual e municipal, unidades de saúde em Santa Catarina e na Bahia. Além do HRA, o Ideas faz a gestão do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma; do Hospital e Maternidade Municipal Nossa Senhora da Graça, em São Francisco do Sul; o Hospital Municipal Santo Antônio, de Itapema; o Hospital de Caridade, de Jaguaruna; a Policlínica de Forquilhinhas, em São José; a unidade de saúde 24 horas Jetel Mendes, em Balneário Barra do Sul; o Hospital Municipal Doutor Edenivaldo Cardoso da Silva Junior, e, em contrato emergencial, o Hospital Florianópolis.


09/08/2018 08:48

Leitos de UTI Neonatal do HRA passarão a funcionar na próxima semana

Secretário de Saúde de SC esteve ontem em Araranguá e inspecionou os leitos


O secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, esteve na manhã desta quarta-feira, dia 8, no Hospital Regional de Araranguá (HRA) para visitar, junto com os profissionais da Organização Social (OS) que administra a unidade, Instituto Ideas, os cinco leitos de UTI Neonatal que passarão a funcionar na próxima semana. Os leitos eram uma reivindicação da Região Sul do Estado de pelo menos 20 anos.
A visita também foi acompanhada pelo secretário-executivo Regional de Araranguá, Heriberto Schimidt, pela gerente Regional de Saúde, Patrícia Paladini, e pelo ex-vereador Anísio Premoli.
O clima era de comemoração entre os médicos e as enfermeiras que atuarão no novo setor, que teve um investimento de R$ 400 mil do Governo do Estado, entre implantação e custeio.
Para o governador Eduardo Pinho Moreira “é uma conquista histórica, uma reivindicação de décadas, que agora se torna realidade”. “Esses leitos vão proteger a nossa infância, os nossos recém-nascidos e vão reduzir ainda mais os índices de mortalidade infantil”, ressaltou o governador.
O secretário Acélio Casagrande destacou a sensibilidade do governador a todas as reivindicações da área da Saúde levadas até ele, entre elas a UTI Neonatal do HRA. “Sabemos como as mães ficam seguras quando há próximo a elas leitos de UTI Neonatal. Só quem precisou para o seu bebê sabe o quanto é necessário. Viemos com muita alegria e satisfação entregar estes equipamentos de última geração para a comunidade. Em Araranguá foi criado um conselho para acompanhar o hospital e onde se trabalha Poder Público e população, unidos, só tende a melhorar os serviços”, enalteceu Casagrande.

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