Saúde

23/08/2017 20:00

Apae atenta para consciência


Na Semana da Pessoa com Deficiência, o foco não é apenas comemorar, mas chamar a atenção para as lutas que essas pessoas travam diariamente. Com o tema ‘Pessoas com Deficiência: direitos, necessidades e realizações’, todas as Apaes estão com atividades para movimentar quem possui alguma deficiência. Em Sombrio, para trazer algo diferente para dentro da entidade, uma ação social foi promovida com várias parcerias. O Instituto Mix, por exemplo, contribuiu mais uma vez embelezando os alunos. “Participamos há 3 anos, trazendo atividades diferentes para os alunos. Para nós é gratificante”, conta Vanusa Gomes, coordenadora geral do Instituto. A equipe fez cortes de cabelo e maquiagem artística. Na sala ao lado, o Lions Mulher, de Belas Furnas fazia exames de visão com os alunos da Apae, como já é costume do grupo. “Gostamos de ajudar quem precisa, de participar. E como o Lions trabalha muito essa questão da visão, viemos fazer o teste com os alunos”, comenta Arlete Scheffer, que foi professora e diretora da Apae por muitos anos. Para ela, a ação é mais do que marcar uma data especial. “É para conscientizar, fazer um trabalho com eles. Eu sou apaixonada por eles, e é muito bom estar aqui”, diz. Os alunos da Apae também receberam instrução sobre saúde bucal e foram avaliados por uma equipe da secretaria de saúde do município. “Viemos para avaliar, falar sobre saúde bucal, instruir sobre os dentinhos. A enfermagem também está atuando e vamos analisar e trabalhar para a prevenção”, explica Carine Cardoso, que junto com a dentista Raquel Tiscoski, pretende planejar algo mais continuado. “Acho que é bem interessante fazer um trabalho continuado, entregando kit bucal, conversando com colegas, e estender isso para as unidades de saúde, onde poderemos avalia-los na cadeira do dentista mesmo”, comenta. A coordenadora pedagógica da Apae de Sombrio, Marli Ivonete Lummertz, se disse feliz com a ação, mas frisa que o objetivo da Semana da Pessoa com Deficiência não é apenas celebrar. “Nosso foco é trabalhar o tema, nos três pontos principais de discussão e reflexão. Além de comemorar, há muito o que se refletir. Queremos quebrar tabus, vencer as desigualdades”, explica. Marli ainda lembra que a busca de inclusão e melhor qualidade de vida para que tem deficiência deve acontecer sempre. “A história de enfrentamento dessas pessoas é diário, e nessa semana, acabamos fazendo um trabalho mais efetivo, mas a luta é contínua”, completa. Cada Apae tem sua programação e em alguns dias, as atividades serão realizadas com as escolas em conjunto.


19/08/2017 12:00

Estado tem primeiro caso de leishmaniose visceral humana


Florianópolis registra o primeiro caso do Estado de leishmaniose visceral em humanos. O paciente, um homem de 53 anos, é morador do bairro Saco dos Limões e está internado desde o dia 9 de agosto, no Hospital Universitário. Seu estado, segundo a secretaria de Saúde da Capital, é considerado estável. A doença, que já tinha casos registrados em cães, hospedeiros do parasita, é grave e pode levar à morte.

O professor e pesquisador Mário Steindel, que atua no Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) acompanha o caso e reforça a gravidade da patologia. O diagnóstico inicial da doença foi feito pelo laboratório do HU e MIP e depois confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

— Essa doença é grave, se não tratada tem risco enorme de óbito. Ele vai ter que ficar internado por algum tempo — diz Steindel.

 Também conhecida como calazar, a leishmaniose visceral humana é transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário leishmania. O cachorro não transmite a doença para outros cães nem para humanos, mas uma vez contaminado se torna portador – caso seja picado, infecta o mosquito-palha com a doença, tornando o inseto transmissor. Por ser um animal doméstico, estando intimamente próximo ao ser humano, o cão doente funciona como reservatório da doença. Por isso, os casos nos animais costumam preceder os em humanos, funcionando como um evento sentinela. 

O parasita se instala na medula óssea do infectado, o que diminui a produção de plaquetas. Ele também se desenvolve no fígado e baço e na fase mais avançada se espalha para outras partes do corpo, como linfonodos e intestino. Esse tipo de parasita também pode causar a leishmaniose cutânea, que se caracteriza por feridas na pele, porém com menor possibilidade de levar à morte. 

O secretário de Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva, explica que estão seguindo todas as orientações para esses casos. Já começaram a fazer os testes em todos os animais a dois quilômetros do caso registrado, além de conscientizar a população sobre a doença com panfletos. Os cães que estiverem infectados, os donos podem optar pela eutanásia assistida, que pode ser feita pelo Centro de Zoonoses de Florianópolis . Mas caso não queiram tomar uma medida drástica, devem comprar uma coleira repelente para os animais e também manter os cães em locais protegidos de insetos. Além disso, devem buscar um veterinário para fazer o tratamento adequado. 

— Nós estamos dando opção, nós precisamos orientar que existem outros métodos. É uma discussão muito séria, daqui a pouco vão fazer eutanásia em todos os cães e isso é uma preocupação. Não pode ser a única opção de fazer a eutanásia, mas também não pode não fazer nada — resume. 

Outra preocupação é que pessoas fiquem com medo de sacrificar o animal e também não queiram ficam com o cão, e por isso acabem abandonando, como aconteceu em outras cidades, diz o secretário. Silva acrescenta que devem, a partir desse primeiro caso, promover debates junto com universidade e outros envolvidos para discutir ações. Mas, para ele, a solução do problema passa pelo combate ao mosquito:

— Precisa ter cuidados ao jogar resíduos, não invadir áreas de mata, nós estamos tendo baixa eficiência em reduzir os mosquitos em geral, que preocupam não só pela leishmaniose, mas pela dengue, zika. 

Porém, em nota, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) em Santa Catarina diz que conforme  resolução nº 1.000, de 11 de maio de 2012, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), em atenção à Portaria Interministerial nº 1.426, de 11 de julho de 2008, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde, todos os cães que receberem diagnóstico positivo de leishmaniose visceral canina deverão ser eutanasiados por representarem ameaça à saúde pública. 

 Steindel lembra que a leishmaniose visceral canina foi registrada pela primeira vez no Estado em 2010, com casos principalmente no bairro Lagoa da Conceição, em Florianópolis, mas que agora a doença está espalhada pela cidade. Segundo o levantamento da Secretaria de Saúde de Florianópolis, a leishmaniose visceral canina está distribuída em 34 bairros da Capital. Atualmente todos os Estados do Sul já registraram casos em humanos. Recentemente, em Porto Alegre (RS), três pessoas morreram em decorrência da doença. Quando detectada cedo, a leishmaniose visceral tem alto índice de cura em humanos.  

A orientação do Ministério da Saúde é que os animais sejam sacrificados, pois eles funcionam como fonte de infecção. O professor da UFSC lembra, no entanto, que o Ministério da Agricultura aprovou um tratamento para os animais, mas que este só melhora os sintomas, não cura. Por isso, segundo o especialista, não é uma solução. 

— As pessoas que têm animais doentes acabam não entregando [o cão para sacrifício], então a doença vai se espalhando e sai do controle. A possibilidade de ter caso humano era só uma questão realmente de tempo. É provável que tenha outras pessoas infectadas e que não foram diagnosticadas ainda. E não é uma questão só desse bairro, está espalhada pela Ilha — destaca Steindel.

Uma das principais formas de prevenção à doença em cães é a utilização de coleiras com ação repelente. Mas Steindel lembra que têm um custo e precisam ser trocadas depois de algum tempo de uso. Por isso é necessário adotar outras atitudes, como limpeza de áreas ao redor do quintal, pois o mosquito-palha gosta de lugares úmidos, escuros e com acúmulo de matéria orgânica. 

Também existe no mercado uma vacina para os cães, porém, a proteção informada pelo fabricante é de 96,41%, segundo a Dive-SC. Por isso é essencial adotar outras formas de prevenção.

Ações futuras em Florianópolis

Segundo a Secretaria de Saúde de Florianópolis, nas próximas semanas, serão feitas ações de sensibilização junto aos médicos veterinários para que notifiquem os casos suspeitos e confirmados da doença em animais. 

O trabalho também será realizado junto aos médicos da rede de saúde, que receberão o alerta epidemiológico para ficarem atentos aos sintomas em humanos. Pessoas oriundas de regiões de transmissão que apresentam a sintomatologia da doença devem ser submetidas a exame laboratorial e, se confirmado o diagnóstico, o tratamento, que é gratuito, é iniciado. O processo deve ser feito em ambiente hospitalar.

Casos em pessoas no Estado foram “importados”

Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC), somente no município de Florianópolis há registro de transmissão ativa (autóctone) de leishmaniose visceral canina. No último levantamento realizado, foram detectados 292 casos da doença em cães, a maioria na Lagoa da Conceição, no Canto da Lagoa e na Costa da Lagoa; mas bairros como Rio Tavares, Pantanal, Córrego Grande e Itacorubi também estão na lista. Nos demais municípios, SC totalizou 17 casos suspeitos em cães em 2016. Seis deles receberam diagnóstico positivo, todos casos com transmissão fora do Estado (importados). Desses, três foram sacrificados. 

Já em relação à doença em humanos, é o primeiro caso de transmissão dentro de Santa Catarina. Em 2016, houve registro de dois casos importados de leishmaniose visceral humana, de pessoas que contraíram a doença em outros Estados – uma em Minas Gerais e outra no Maranhão. Em 2015, não houve registro de casos importados da doença. No Brasil, a maioria dos casos registrados de leishmaniose visceral humana está concentrada na região Nordeste. 

Sintomas em animais:

– emagrecimento;
– enfraquecimento dos pelos;
– apatia;
– descamação ao redor dos olhos, focinho e ponta das orelhas;
– crescimento exagerado das unhas;
– conjuntivite ou outros distúrbios oculares;
– aumento de volume na região abdominal;
– diarreia, hemorragia intestinal e inanição.

Sintomas em humanos:
– febre intermitente com semanas de duração;
– fraqueza;
– perda de apetite;
– emagrecimento;
– anemia;
– palidez;
– aumento do baço e do fígado;
– comprometimento da medula óssea;
– problemas respiratórios;
– diarreia;
– sangramentos na boca e nos intestinos. 

Prevenção

Locais com fezes de animais, cascas ou restos de vegetais e folhas podem ser favoráveis para a ocorrência do inseto transmissor da doença. Isto porque o `mosquito-palha¿, transmissor da leishmaniose, se reproduz em locais sombreados e com acúmulo de matéria orgânica em decomposição.

A melhor forma de prevenção é a limpeza dos terrenos e casas, realizar a poda periódica das árvores, além de evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Florianópolis oferece serviço de coleta e realização de exame laboratorial para o diagnóstico da leishmaniose visceral canina.

Outra recomendação importante é o uso de roupas adequadas, como boné, camisa de manga comprida, calças e botas, quando permanecer em área de mata ou no entorno, especialmente a partir das 17h, horário de maior atividade do `mosquito-palha¿. Indica-se, também, a utilização de coleiras repelentes de insetos nos cães.

Fonte: Secretaria de Saúde de Florianópolis


14/08/2017 16:00

Hospital leva prevenção à rua


Acreditando no velho ditado de que prevenir é melhor do que remediar, funcionários do Hospital Dom Joaquim/Isev de Sombrio, fizeram uma ação social na manhã de sábado, no calçadão da avenida Getúlio Vargas.

Das 9 h ao meio-dia, foram atendidas mais de 120 pessoas que pararam para medir a pressão arterial e fazer exame de glicose. Além disso, a farmacêutica Fernanda Goulart passou orientações sobre os riscos da automedicação e a nutricionista Eduarda Nichele deu dicas para uma alimentação saudável. As duas distribuíram panfletos educativos à população.

Prevenido, Orildo Correia de Freitas de 58 anos, costuma fazer exames a cada seis meses, e ainda aproveitou a presença da equipe do hospital na rua para verificar a glicose. Ficou satisfeito com o resultado sem alteração. “É bom ter essa oportunidade de se cuidar assim de forma rápida e sem ter que ir no posto de saúde”, elogiou.

De acordo com a enfermeira Mariele Felipe Dassoler, a iniciativa deve ser repetida a cada ‘Sábado Mais’, o segundo sábado do mês em que o comércio permanece aberto até às 17 h.


11/08/2017 20:00

HDJ tem grande aumento de internação


O Hospital Dom Joaquim/Isev de Sombrio voltou a contar com um médico internista, depois de aumentar em mais de 100 por cento a quantidade de internações. Em maio foram 31, 68 em junho e mais de 100 pessoas foram internadas no Dom Joaquim em julho. Na emergência, onde também há um médico continuamente a disposição, a média é de dois mil atendimentos mensais. Todos estes procedimentos, assim como as internações, são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

As informações são repassadas pelo administrador Valmiro Charão, que de forma gradual vem conseguindo resgatar a confiança da população no hospital, que já enfrentou diversas crises, algumas delas tão graves que ameaçaram o seu funcionamento.

A enfermeira responsável técnica Marieli Dassoler, afirma que as parcerias também estão aumentando, já foram fechadas com o Consórcio Cis/Amesc e outras estão a caminho. O HDJ está fazendo uma campanha de doação através da conta de luz. Quem quiser colaborar, pode autorizar o repasse na fatura de energia elétrica da Celesc.

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