Segurança

08/06/2017 22:00

Polícia Militar de Araranguá realiza operações constantes nos bairros


Desde a metade do mês de maio a Polícia Militar de Araranguá conta com uma equipe específica para a realização de operações policiais nos bairros da cidade, lideradas pelo 3º sargento Gilson Cândido David.

As operações acontecem de forma itinerante e em lugares diversos, principalmente naqueles que a população costumeiramente solicita a presença da Polícia Militar.

As operações têm como objetivo intensificar a fiscalização de trânsito, retirando veículos irregulares, bem como coibir a prática de ilícitos, sendo realizadas buscas veiculares, na procura de armas e drogas e revista pessoal.

 

Até o momento, cerca de mil veículos já foram abordados, sendo que aqueles que circulavam em desacordo com a legislação foram devidamente autuados e medidas administrativas foram tomadas.

 

Sobre esse trabalho, o comandante da 1ª Companhia de Polícia Militar de Araranguá, capitão Diego Schwartz, afirma: “Há muito tempo eu pretendia ter uma equipe especial para a realização de operações de trânsito nos bairros da cidade. Enquanto essa equipe realiza as operações, as demais viaturas de serviço ficam liberadas para fazer as rondas preventivas e atender a população que aciona a Polícia Militar através do 190. Eu morei em bairros afastados do centro de Araranguá por 30 anos, e sei o quanto a população precisa de atenção. Quando retiramos veículos irregulares de circulação, diminuímos a perturbação ao sossego dos trabalhadores, causada muitas vezes por pessoas que conduzem suas motos com descargas abertas causando grande barulho, empinam e fazem manobras perigosas em vias públicas. Além disso,também removemos vários veículos que poderiam ser utilizados para a prática de furtos e roubos, tornando assim, a cidade mais segura. Como todos sabem, o crime anda sobre rodas. E uma fiscalização de trânsito eficaz tem a redução da criminalidade como um de seus resultados.”


23/05/2017 14:00

Produtores de leite mostram indignação com furto de gado


Cerca de 30 produtores de leite da região compareceram em uma reunião na sede da
Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá para discutir com autoridades policiais e políticas do município sobre o crime de abigeato
(furto de gado), que vem dando prejuízo ao setor. Conforme Jairson Réus Soares, presidente da Associação de Produtores de Leite e Agricultores de Araranguá (Aplaa), somente este ano, 50 cabeças de gado foram furtadas na região. “A gente
vinha trabalhando, vendo um futuro, e de um tempo para cá, estamos desanimados, só este ano já foram 50 cabeças de gado furtadas. O que se pode fazer?”, questionou. O secretário executivo da ADR Heriberto Schmidt, reforçou que muitos agricultores têm dez cabeças de gado, se duas forem furtadas, o desfalque é grande.
O produtor Anacleto Nazário de Souza Neto contou que na madrugada deste sábado foram furtados animais de sua propriedade, um deles foi carneado e a perda chega aos R$ 15 mil. Ele declarou estar exausto, pois desde o dia 2 de fevereiro fica
de tocaia em sua propriedade, para tentar evitar que aconteça o que não conseguiu evitar no sábado. “Acionei a Polícia Militar e eles encontraram uma vaca
abatida, próxima a minha terra, isto aconteceu no sábado, hoje fiquei sabendo que em menos de 24 horas os homens, que foram presos por furtarem meu gado,
já estão soltos. Onde nós vamos parar? Eu tenho medo, por mim e pela minha família. Os ladrões sabem onde eu moro. Eu não vivo mais, o cachorro late, eu saio na rua para olhar, uma moto passa e eu estou na janela. Não dá para viver assim. Eu gosto
de lidar com a criação, mas se a situação continuar do jeito que está, eu vou ter que parar”, protestou. Daniel, criador da região de Ilhas, disse que teve gado furtado duas vezes seguida no final do ano passado. Na época ele solicitou que a PM realizasse
rondas na região, para espantar os bandidos, e questionou ao capitão Diego Schuwartz, comandante da PM de Araranguá, Maracajá e Arroio do Silva, se as rondas continuam sendo feitas. Conforme o capitão, após ter sido procurada, a Polícia Militar fez um mês de operações na região e em seguida veio a Operação Veraneio, que disponibilizou duas viaturas, uma para Morro dos Conventos e outra para Ilhas. Diego Schuwartz,
ainda salientou que nos últimos 15 dias a PM realizou rondas noturnas constantes nos bairro do Sul de Araranguá e que voltará a fazer operações em Ilhas e Morro dos Conventos. A falta de efetivo policial também foi citada pelo capitão. “Nosso
efetivo é pequeno, precisamos de no mínimo mais 30 policiais militares em Araranguá, no entanto, o pessoal que tem nos procurado, nós temos atendido, vamos continuar nosso trabalho, procurando coibir este tipo de crime”, declarou. O engenheiro agrônomo Zaqueu Cristiano, questionou ao delegado Vandilson Moreira da Silva, coordenador da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Araranguá, sobre os requisitos
da decretação de fiança para os ladrões presos em flagrante por abigeato. A autoridade policial explicou que até 2016 a pena da fiança, neste crime, era arbitrada
pelo delegado e podia variar de um a cem salários mínimos. No entanto, atualmente a fiança fica a cargo do juiz. “O delegado, quando recebe o preso, analisa
se tem os elementos do flagrante, se tiver, ele encaminha para o Judiciário”, esclareceu.
Giancarlo Soares de Souza, secretário de Governo de Araranguá, falou aos presentes
que a segurança pública não é obrigação do município, porém não exime a prefeitura
de se solidarizar com os criadores de gado. Os produtores questionaram a ausência do
prefeito Mariano Mazzuco no encontro e afirmaram que ele ainda não compareceu em
nenhuma reunião do setor, em que foi convidado. Giancarlo se propôs a recolher sugestões para defender em favor dos produtores. Ele também alertou para a importância de registrar boletim de ocorrência nos casos de furto de gado.
Inconformado, o produtor Joel Costa Caetano, protestou. “Estamos aqui até agora e só
ouvimos vocês dizerem que não podem fazer nada. Então quem pode? Nós não viemos para dar resposta, a resposta tem que vir de vocês. Eu já perdi gado, meu irmão também e vendeu tudo, nós viemos atrás de uma resposta”, cobrou. Anacleto
também bradou. “Os ladrões estão brincando de roubar, na minha propriedade tiraram 23 vacas, para carnear no vizinho”, asseverou. Giancarlo disse entender a indignação do grupo e pediu que fossem convidados representantes do Judiciário e do Ministério Público para participar de um próximo encontro. Conforme Heriberto,
uma reunião já foi marcada para a próxima terça-feira, no Fórum de Araranguá, com o promotor, juiz e representantes das associações dos criadores de gado, o secretário estendeu o convite ao secretário de Governo de Araranguá e aos policiais civis e
militares presentes. Novamente Anacleto protestou, pedindo para que juiz e promotor sentem com todos os produtores e escutem o que eles têm para falar. Heriberto disse que irá levar o pedido às autoridades. Também compareceram ao encontro a gerente de Políticas Socioeconômicas Rurais e Urbanas da ADR, Jane Aparecida Soares de Souza e o presidente da Cooperativa de Produtores de Leite do Sul de Santa Catarina (Coopervale).


04/05/2017 22:00

Polícia Militar de SC dá início à formação de 950 novos soldados


Os 950 novos soldados que serão incorporados ainda neste ano à Polícia Militar de Santa Catarina já estão em formação. São 866 homens e 84 mulheres, que se apresentaram para a chamada do último concurso público e começaram oficialmente nesta terça-feira, 2, em cerimônia em Florianópolis, a formação militar.

O ato de abertura do curso contou a presença do governador Raimundo Colombo, do vice Eduardo Pinho Moreira, do secretário de Estado da Segurança Pública, César Augusto Grubba, e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Henrique Hemm. A cerimônia integra também a programação de aniversário da corporação, que completa 182 anos na próxima sexta-feira, dia 5.

Foto: James Tavares  / Secom

Em discurso aos novos policiais, o governador Raimundo Colombo ressaltou a importância da profissão. “Essa não é só uma carreira profissional, é também uma missão de vida, uma entrega pessoal para proteção da sociedade, onde os profissionais colocam a própria vida em risco para proteger quem não conhece, colocam toda sua força para defender quem não tem mais forças. Hoje, a Segurança Pública de Santa Catarina fica mais forte com o trabalho de cada um desses novos soldados, que receberão um completo treinamento a partir de agora”, afirmou Colombo.

“Cada um destes 950 jovens inicia uma caminhada árdua, duradoura, mas acima de tudo muito nobre”, acrescentou o vice Pinho Moreira, lembrando que a decisão pela convocação é uma demonstração de que a segurança pública é uma área prioritária para o atual governo. O salário inicial do policial militar em Santa Catarina é de R$ 4.845,82. O impacto dos novos convocados será de cerca de R$ 5,2 milhões por mês na folha de pagamento, o que representa um total de R$ 70 milhões por ano, considerando 13º salário e férias.


Foto: Jaqueline Noceti / Secom

Além do reforço no efetivo, Colombo lembrou que Santa Catarina está investindo fortemente em melhorias na infraestrutura do setor, na renovação de frota e de equipamentos e no aprimoramento de tecnologia, para enfrentamento à violência. “Somos testemunhas de quanto o atual governo investiu em qualificação e valorização dos nossos policiais militares, resgatando compromissos, realizando promoções e oferecendo mais e melhores condições de trabalho, potencializando as atividades da corporação”, agradeceu o comandante-geral da PM, coronel Paulo Henrique Hemm,

O comandante explicou que a partir desta terça-feira, os 950 alunos têm o ingresso como policiais militares e participarão de cerca de oito meses de curso, com conclusão prevista para dezembro. Durante o treinamento, eles serão distribuídos entre Florianópolis e quartéis de outras 15 cidades. Após a formação concluída, os novos profissionais serão efetivamente distribuídos de acordo com critérios técnicos, como aumento populacional de cada cidade, número de ocorrências locais e demandas reprimidas.

O secretário César Augusto Grubba destacou que, sem contar os novos policiais que estão em formação a partir de agora, Santa Catarina já recebeu, desde 2011, cerca de 7 mil novos servidores na área da segurança pública, entre policiais militares, civis, bombeiros, peritos e auxiliares criminalísticos.


04/05/2017 12:03

‘Nós entendemos a sua dor’ diz campanha


A Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol/SC) lançou
esta semana, uma campanha em defesa da mulher, vítima de violência doméstica. É
um incentivo para que ela denuncie seu agressor e uma foma de valorização do atendimento nas delegacias de mulheres, que são 30 no Estado. A campanha leva o nome ‘Nós entendemos a sua dor’ e está sendo veiculada em toda Santa Catarina. “As mulheres precisam ter coragem para denunciar o agressor. É necessária a confecção do boletim de ocorrência para se iniciar o inquérito e, consequentemente, o
processo”, explicou o presidente da Adepol, delegado Ulisses Gabriel. Em Araranguá, a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami), ganhou em 2015, o prêmio de melhor do Estado, que foi entregue em Brasília ao
delegado Jair Pereira Duarte. Atualmente o delegado Jair está licenciado e a Dpcami
ficou no mês passado sob a coordenação de seu colega Vandilson Moreira da Silva e
neste mês está sob o comando do delegado Marlon Bosse. A Dpcami atende casos
de violência contra a criança, adolescente, idoso e mulher, no entanto, a grande maioria dos casos registrados na delegacia especializada de Araranguá é de violência doméstica conjugal, contra mulheres. Vandilson salientou que a Dpcami tem uma equipe especializada para receber estes casos, com atendimento de dois psicólogos, entre outros profissionais. “É importante que a mulher denuncie e procure os órgãos públicos especializados, principalmente a Polícia Civil, por meio da Dpcami, que tem uma estrutura diferenciada, com uma equipe de profissionais qualificados”, salientou. De acordo com Marlon Bosse, as mulheres precisam entender que não são
objetos nas mãos dos agressores e devem lutar contra todo tipode violência, que não
se resume apenas a violência física, mas também psicológica, moral, patrimonial e sexual.

Medida Protetiva

As denúncias podem ser realizadas presencialmente na Dpcami, de segunda à
sexta-feira, do meio-dia às 19 horas e na Central de Plantão Policial, em qualquer horário ou pelos telefones do Disque Denúncia da Polícia Civil –181, Disk 100 da Secretaria de Direitos Humanos ou pelo telefone de Emergência – 190,
da Polícia Militar. O delegado Marlon lembrou que a mulher tem a seu
favor a Lei 11.340/06 – Lei Maria da Penha, que prevê o deferimento de medida protetiva de urgência para a vítima de violência doméstica. Estas medidas podem ser entre outras, o afastamento do agressor da residência e a proibição de qualquer espécie de contato. A medida protetiva sendo desobedecida, o delegado pode pedir a prisão preventiva do agressor, que normalmente fica preso até o agendamento
da audiência preliminar, que pode levar três meses ou mais, dependendo do caso.

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