Segurança

21/02/2018 12:00

Vereadora e advogada é presa após sessão no Legislativo de Meleiro


A advogada e vereadora do município de Meleiro, Maria Ondina Espíndola Caldas Pelegrini (PP), foi presa na noite desta segunda-feira, dia 19, logo após a primeira sessão da Câmara de Vereadores deste ano na cidade. A prisão foi realizada pela Polícia Civil e de acordo com o delegado Leandro Loretto, tem relação com um Inquérito Policial (IP), onde a advogada é investigada por indícios de apropriação de valor indevido de pelo menos 12 clientes de seu escritório de advocacia e estaria obstruindo o trabalho policial, escondendo informações e documentos, dificultando a apreensão de provas e coagindo testemunhas.

Segundo o delegado, contra Maria Ondina havia um mandado de prisão preventiva e ele e sua equipe estavam desde o dia 8 deste mês tentando localizar a vereadora para dar cumprimento ao mandado, mas ela se esquivava e os policiais só conseguiram cumprir a ordem judicial na noite desta segunda-feira. “Na verdade ela estava desde o final do ano evitando contato com a polícia, não recebia notificações pessoalmente e quando era chamada para comparecer na delegacia, mandava justificativa e não ia”, ponderou o delegado.

De acordo com Loretto, a Polícia Civil não tinha certeza de onde Maria Ondina estava, apenas suposições e a primeira certeza que os policiais tiveram do local onde a advogada estava ocorreu na noite de segunda-feira, na sessão da Câmara de Vereadores de Meleiro, que é transmitida ao vivo, via internet. “Eu não poderia deixar de cumprir o mandado naquele momento, sob pena de prevaricação”, declarou a autoridade policial, que acrescentou que a ordem judicial ainda foi cumprida ao final dos trabalhos legislativos, para não atrapalhar a sessão. “Não a prendi antes, não foi porque eu não quis, foi porque eu não a localizei”, afirmou Loretto.

No dia 20 de setembro do ano passado, policiais civis se dirigiram ao escritório de Maria Ondina, localizado no Centro de Meleiro, para analisar documentos, mas a busca e apreensão foi cancelada por Habeas Corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

O advogado criminalista Jefferson Monteiro, defensor de Maria Ondina, revelou que sua cliente tinha depoimento marcado na delegacia para a manhã desta terça-feira e questionou o porquê dela não ter sido presa durante o depoimento, na delegacia de Polícia Civil de Meleiro. Ele desconhece que sua cliente tenha deixado de comparecer à delegacia, quando solicitado, em ocasiões anteriores. “Respeito a decisão do delegado, mas esta prisão na Câmara de Vereadores prejudicou muito a imagem de minha cliente e acredito que ela poderia ter sido realizada de outra forma. Maria Ondina não deu nenhum indicativo de fugir da Comarca, tanto que ela compareceu na sessão da Câmara de Vereadores e a residência dela é em Meleiro”, analisou o advogado.

Monteiro revelou que nesta terça-feira entrou com um pedido de Habeas Corpus no TJSC e que também protocolou um requerimento ao juiz de Meleiro, com o objetivo de a autoridade judiciária liberar sua cliente. O advogado também alegou ilegalidade na prisão de Maria Ondina, que segundo ele, deveria ter sido levada ao 9º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Criciúma, conforme determinação judicial, mas que foi encaminhada ao presídio de Tubarão. “Minha cliente é advogada e tem direito a permanecer presa no Estado Maior”, afirmou.


19/02/2018 16:00

Polícia Civil de Maracajá divulga balanço das ações de 2017


A Delegacia de Polícia Municipal (Dpmu) de Maracajá, sob o comando do delegado Jair Pereira Duarte, no ano de 2017, registrou 893 Boletins de Ocorrência (BOs), além de ter recebido cerca de 120 BOs da Polícia Militar, Delegacia Virtual e outras Delegacias de Polícia, contabilizando ao todo mais de mil BOs.

No período de janeiro a dezembro do ano passado foram expedidos 170 Ofícios e 177 Comunicações Internas, totalizando 347 documentos encaminhados. O controle e fluxo dessas ações são realizados pelo delegado titular, o agente responsável pela Dpmu, Pedro Cristiano e dois colaboradores, sendo eles, um estagiário e um atendente. “Este serviço ocupa um espaço muito expressivo das atividades diárias de cada policial. Incluindo-se ainda a confecção de Ordens de Serviço, Certidões de Distribuição, inclusão de dados no Mapa”, destacou o delegado Jair.

Ao longo de 2017, foram autuados na Dpmu de Maracajá, 102 Inquéritos Policiais (IPs), 16 Apurações de Ato Infracional (AAIs), 63 Termos Circunstanciados (TCs) e 42 Medidas Protetivas (MPs), o que representa uma quantidade aproximada de 500 depoimentos tomados. Destaca-se ainda a realização de cinco Mandados de Prisão, um Mandado de Busca e Apreensão, dois Mandados de Busca e Apreensão de Adolescente e a realização de um Auto de Prisão em Flagrante.

Delegado Jair Pereira Duarte responde pela Dpmu de Maracajá e pela Dpcami de Araranguá


06/02/2018 18:00

Bombeiros falam sobre incêndios em residências


Setenta e sete. Este é o número de incêndios em residências registrados nos últimos seis meses na região. Foram 77 casas total ou parcialmente destruídas pela ação do fogo que foram causadas, de acordo com o Sargento Jonatas do Santos Trajano, sub-comandante do Corpo de Bombeiros de Sombrio, e o Tenente Eric Gomes Vamerlati, comandante da mesma unidade, uma única coisa. “Ação humana”, sentencia o comandante. “Direta ou indiretamente. Quando se deixa o ferro ligado, ou instalação irregular do gás de cozinha, equipamentos elétricos antigos, fiação elétrica inadequada que não passa por uma revisão e se sobrecarrega no verão, essas são ações indiretas. As diretas são incêndios criminosos”, explica o sargento. E mesmo que os donos da casa sejam bastante cuidadosos, as chances de uma chama se acender ainda existe. Uma grande causadora de incêndios está dentro da maioria das casas. “Máquina de lavar automática. A pessoa sai de casa e deixa a máquina trabalhando sozinha. Há uma sobrecarga e ela aquece. Isso pode causar um incêndio”, completa o Sargento Jonatas. Apesar de haverem tantos casos, os bombeiros dizem que os incêndios acontecem o ano inteiro, aumentando um pouco mais no verão. “Temos que levar em consideração o aumento populacional, aumento de consumo de energia elétrica e de gás, além de mais pessoas na região. Isso faz diferença nas estatísticas”, continua o sub-comandante.  Sobre os incêndios criminosos, o tenente Vamerlati diz que os bombeiros não possuem índices sobre o assunto. “Na nossa inspeção nós apenas alegamos a causa. A investigação fica por conta do Instituto Geral de Perícias. Mas em casa abandonadas, muitas pessoas se reúnem para usar drogas, e isso pode gerar incêndios também”, alerta. As causas que podem levar a pequenas faíscas e depois à destruição, são inúmeras, mas há apenas um modo de evitar não só as perdas materiais, mas a possibilidade de uma tragédia. “É preciso passar a responsabilidade para quem de fato compete, chamando eletricistas, por exemplo para resolver as situações de forma correta. A informação está mais à mostra, mais acessível, e por isso as pessoas conseguem ver mais o que é certo e errado. Nós trabalhamos muito a prevenção, damos cursos, palestras. A gente faz tudo o que pode, com o que tem, mas o que é preciso é mais responsabilidade”, conclui.

 

Superando

Márcia Silveira Martins foi uma das vítimas dos incêndios em residências. Ela, o marido e dois filhos moram perto da casa dos sogros, em Santa Fé, interior de Sombrio, onde é agricultora. Em vinte minutos, a casa de madeira dos sonhos de Márcia virou cinzas. Fotos, documentos, os ursos do filho, o material escolar da filha, absolutamente tudo o que a família tinha foi consumido pelas chamas, causadas, de acordo com um perito, pela explosão da geladeira. Ela diz que não se abateu muito, por que perdeu um sobrinho com câncer em 2017 e a família ainda sente o luto. “A gente aprende a valorizar o que tem valor”, diz. A aflição de Márcia também ocorreu ao lembrar que, durante toda a tarde daquela quarta-feira, os filhos brincaram na cozinha, bem ao lado da geladeira. Acompanhe o depoimento dela sobre o incêndio.

22 de novembro

“Foi um dia normal, meu marido saiu de manhã, almoçou em casa, entreguei amora à tarde, desbrotei maracujá. À noite íamos jantar na minha sogra na praia e acabamos nos atrasando. Por pouco nós não saímos naquele dia. Mas como já estavam com a janta pronta nos esperando, acabamos indo. Chegamos às 9h40min da noite na minha sogra e jantamos. Quando eram 22h10min, minha cunhada me ligou, pedindo que eu fosse para casa. O meu pai tinha vindo atender a uma vaca em trabalho de parto aqui em casa, e eu pensei que talvez ela estivesse assustada com luzes acesas ali. Depois de muito insistir, ela me disse ‘A casa de vocês está pegando fogo’. A gente vinha vindo na aflição, pensando o que eu tinha deixado na tomada. Era a jarra elétrica, geladeira, ar condicionado e roteador. Coisas poucas, na verdade. Eu tinha feito almoço no fogão a lenha na varanda, imaginei que pudesse ser isso. Eu não me desesperei, acho que Deus me deu um consolo muito grande. Pensei na minha sogra, nas crianças, e no que aconteceu com o nosso sobrinho. Eu dizia que a gente trabalhava e reconquistava todas as coisas. Acho que nem assimila as coisas direito. Ao chegar ali, não tinha nada. Nem meio metro de parede, nada. Eu não tinha nada nem para ficar no paiol. Tinha que pensar onde ficar. Como a minha sogra estava na praia, ficamos na casa dela aqui. A gente nem sabe o que fazer no início. No outro dia começaram a ajudar, a vir as coisas. Me surpreendeu muito a quantidade de ajuda que recebemos, o carinho das pessoas. Eu não canso de agradecer por tudo e a todos. Foi incrível a quantidade de ajuda que recebemos. E logo vamos começar a construir a casa nova. Não sobra nada, mas a gente não abaixa a cabeça”.

Fogo em Números

77 ocorrências de 01/08/2017 a 31/01/2018

Araranguá – 23 ocorrências

Baln. Arroio do Silva – 9 ocorrências

Baln. Gaivota – 8 ocorrências

Ermo – 3 ocorrências

Maracajá – 3 ocorrências

Passo de Torres – 4 ocorrências

Praia Grande – 6 ocorrências

Santa Rosa do Sul – 4 ocorrências

São João do Sul – 2 ocorrências

Sombrio – 11 ocorrências

Timbé do Sul – 3 ocorrências

Turvo – 1 ocorrências


19/01/2018 16:00

Estado diminui o repasse de combustível para Polícia Civil


No início de 2018 a Polícia Civil foi informada pelo Estado de Santa Catarina que teria cortes de gastos no fornecimento de combustível para as viaturas, com cortes em média de 25%, situação que acontecerá em todo estado.

Em conversa com o delegado Luiz Otávio Pohlmann, ele relatou à reportagem do Jornal Correio do Sul, no caso da DP de Sombrio foi cortado 25% de combustível e Balneário Gaivota o corte foi maior, atingindo em torno de 60%.  A DP de Balneário Gaivota tinha 250 litros disponíveis por mês para fazer a atividade policial e foi cortado para 100 litros de combustível.

“Esse corte vem dificultar o trabalho da Policia Civil, já que mesmo sem os cortes no ano de 2017 foi necessário solicitar aditivos para conseguir realizar os trabalhos policiais. Logo esse corte vem tornar o trabalho da Polícia Civil mais difícil devido as diligências que tem de ser realizadas para fazer as investigações, onde muitas vezes é necessário ir para outras cidades e até estados para investigar crimes que acontecem em nosso munícipio, mas cometidos por pessoas de fora”, reclama o delegado.

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