Segurança

04/12/2017 14:00

A entrada de um jovem no mundo do crime


Depois de idas e vindas, foi preso pela Polícia Civil de Sombrio na metade deste ano, Alan Honório, de 18 anos, capturado em Balneário Rincão onde estava escondido junto de sua companheira. O rapaz teria sido liberado indevidamente de um abrigo de menores do município de Criciúma, onde estava apreendido pelo envolvimento na morte de Carlos Vieira Valentin, de 45 anos. Ainda pesa sobre Alan as acusações de assassinato, ocultação de cadáver e furto.

Nesta matéria, caro leitor, você verá um resumo das histórias de criminalidade. Quase todas são parecidas, mas em cada uma, há um momento crucial em que o menor de idade fez uma escolha errada, algo que impactará para sempre sua vida e de suas vítimas. Ao observar a quantidade de menores que estão nesse mundo obscuro do crime, a reportagem resolveu contar a história de Alan para ilustrar a de tantos outros.  No dia 16 maio, o jovem completou 18 anos, e já não escapa mais impune de seus atos criminosos.

A família de Alan veio morar no ano 2000 em Balneário Gaivota, onde buscava iniciar uma vida melhor. Ali ganharam um terreno da prefeitura e puderam colocar uma casa de madeira que foi reformada. Nesse tempo, o pai de Alan se envolveu em problemas com a Justiça, abandonando a família e fugindo para o Rio Grande do Sul.

Segundo relatos de pessoas que conviveram com o rapaz, Alan desde muito novo era trabalhador, e chegava a faltar à escola para ajudar nas carroças de Balneário Gaivota, puxando areia e entulho. Desde pequeno conseguia fazer seu próprio dinheiro, e segundo conta seu padrasto,ajudava em casa.

O tempo foi passando e o rapaz foi crescendo. Ali começaram os problemas. Alan começou e se enturmar com más companhias e se envolver em pequenos delitos quando ainda menor de idade, entre eles o furto de um porco, que na época foi morto por ele, então com 12 anos, e seus comparsas.

Segundo professores e funcionários da Escola Darcy Ribeiro, apesar de faltar muito às aulas, e trocar de escola periodicamente indo para o Rio Grande do Sul e voltando, o rapaz nunca levou uma suspensão e nem se envolveu em algo que chamou atenção, sendo considerado pelos profissionais da instituição como muito trabalhador.

Em conversa com policiais que conhecem a história, eles explicaram que quando Alan começou a andar com o outro menor que participou da morte de Carlos, já não morava mais com a mãe. Vivendo na casa de conhecidos, mostrava uma forte inclinação para a criminalidade, realizando pequenos delitos. Tal comportamento chegou ao conhecimento do Poder Judiciário da comarca de Sombrio, que vendo que o adolescente já estava em zona de risco, o encaminhou para o EJA (Educação de Jovens e Adultos). Alan frequentou apenas duas aulas e também foi indicado para o curso profissionalizante de informática oferecido por um programa instituído pelo Judiciário. Segundo relatos, nessa época o jovem surpreendeu, pois estava dedicado ao curso. Após a formatura, conseguiu uma vaga para trabalhar na prefeitura de Balneário Gaivota, onde comparecia todos os dia bem arrumando e parecendo estar tendo uma vida normal.

No entanto, a fase tranquila durou pouco tempo. Em determinado momento, Alan não quis mais ficar no trabalho e a assistência social do município, que conhecia sua trajetória, o monitorava à distância, auxiliando a família.

 

A família

A mãe de Alan preferiu não se manifestar, deixando seu atual esposo, um pintor, relatar a convivência da família. O homem disse que o enteado era tranquilo e trabalhador, e que devido às más companhias, acabou se envolvendo em problemas com a polícia, mas que dentro de casa seria um bom rapaz.  Alan tem seis irmãos, e um deles foi preso no mês de maio no assalto em um despachante no município de Ermo. Seu  pai está foragido. O irmão mais velho mora em Balneário Gaivota e não tem problemas com a lei, trabalha, tem três filhos e muitas vezes era quem ia buscar o irmão, então menor, na delegacia. Alan ainda tem mais três irmãos, sendo que dois moram com sua mãe, e uma vive em sua cidade natal.

 

O criminoso

Alan entrou cada vez mais no mundo do crime, sendo apreendido várias vezes com drogas e por furtos. Após investigação, a Polícia Civil de Sombrio chegou  até ele como um dos autores do assassinato de Carlos Vieira Valentin, de 45 anos, que desapareceu no dia 18 de dezembro de 2016. Segundo as investigações, Alan ainda teria esquartejado e escondido os restos mortais da vítima. O crime teria sido motivado pelo não pagamento do serviço da garota de programa Cheron Oliveira, que pediu na época para Alan e um outro rapaz fazerem a cobrança. Os dois mataram Carlos, esconderam o corpo, roubaram o carro, levando-o para o Rio Grande do Sul onde venderam e dividiram o dinheiro. Alan acabou sendo capturado ainda menor de idade após um assalto com troca de tiros com a polícia em Içara. Acredita-se que devido aos crimes e negociações, Alan já tenha relação com facções criminosas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Os finais de histórias como esta, acabam quase sempre sendo os mesmos. Ainda quase meninos, muitos terminam mortos ou condenados a uma vida atrás das grades, envolvidos com drogas e tendo inimigos perigosos no mundo do crime. Finais que precisam ser mudados, em uma ação conjunta da sociedade, da Justiça e de políticas públicas.


24/11/2017 14:00

Funcionários de escolas recebem de aula de prevenção


Aconteceu entre os dias 21 e 22 de novembro, na Escola Nair Alves Bratti, em Sombrio, um curso do Corpo de Bombeiros Militar de Sombrio para funcionários da rede municipal de ensino. Foram realizadas atividades teóricas e práticas com o intuito de levar ainda mais segurança às escolas do município. Cerca de 500 colaboradores receberam o treinamento, distribuídos em três turmas.

Na oportunidade, os profissionais da área da educação puderam aprender técnicas que podem salvar vidas, e ações simples para evitar acidentes. Durante o curso os funcionários aproveitaram para tirar dúvidas junto aos bombeiros e também relatar experiências.

O Sargento Dionatas Dos Santos Trajano, explicou que esse trabalho já foi realizado com a rede estadual de ensino e está sendo finalizado com a rede municipal. A ação de prevenção vem de encontro a uma exigência do Mistério Público de Sombrio, que já tinha sido pedido no início de 2017 quando ocorreu as interdições das escolas.

O sargento relatou que cada encontro teve quatro horas de duração. A finalidade principal do Corpo de Bombeiros foi apresentar os sistemas de segurança que existem nas escolas, e explicando para que serve cada um e como funciona. Segundo Dionatas, se tem um melhor despenho no caso de emergência se existirem pessoas com algum conhecimento referente e esses equipamentos. O sargento falou também que foi uma troca de experiências muito produtiva com os profissionais de educação, que agora estão preparados tendo mais conhecimento e podendo dar mais segurança a seus alunos.


10/08/2017 12:27

Jovem morre em acidente causado por bebida e fúria


Na noite da última terça-feira, por volta das 23h, um grave acidente tirou a vidado jovem Adelvison da Silva, de 20 anos. Ele era morador de Sombrio, conhecido por trabalhar na cidade como cabeleireiro com seu tio. Segundo um familiar, o jovem tinha saído de um culto da igreja e seguia com a moto Yamaha de cor vermelha,com placas de Santa Rosa do Sul, sentido norte, na Avenida Nereu Ramos, próximo ao Fórum de Sombrio, quando o veículo Fiesta de cor vermelha de placas de Porto Alegre, conduzido por Ricardo Silva da Silva de 47 anos, que seguia sentido sul invadindo a pista contraria duas vezes, ação essa registrada pelas marcas de óleo no asfalto.

O carro, que estava em alta velocidade, colidiu de frente contra a moto de Adelvison, arrastando-a por vários metros. Sem prestar nenhum tipo do socorro o condutor tentou fugir com o carro, mas teve de abandonar o automóvel em uma estrada próxima ao acidente, pois com o forte impacto o veículo ficou danificado. O motorista, então, fugiu a pé do local do acidente, indo para casa.

O jovem Adevilson foi atendido pelo Corpo de Bombeiros de Sombrio, que o conduziu para o Hospital Dom Joaquim. O jovem, depois, foi levado para o Hospital Regional de Araranguá em estado grave.

Ricardo foi preso pela Polícia Militar que o encontrou na Avenida Prefeito Francisco Lummertz Junior, Bairro Nova Brasília, próximo a Escola Jovem. Ao ser abordado recebeu voz de prisão e foi conduzido para delegacia da Policia Civil, onde foi preso por tentativa de homicídio, omissão de socorro e embriaguez ao volante. Ricardo horas antes já tinha sido detido pela PM e conduzido para delegacia por Maria da Penha, mas como sua companheira não quis registrar BO contra ele, Ricardo foi liberado. Segundo relatos, ao retornar para casa, sua esposa teria saído com uma moto durante a noite e Ricardo decidiu também sair, mas com o carro. Ele foi visto em várias ruas de Sombrio em alta velocidade. Testemunhas relataram que ele, minutos antes do acidente, tentou atropelar motoboys na cidade.

Segundo o Delegado André Coutro devido às evidências e testemunhas ouvidas, Ricardo foi preso em flagrante e responderá por tentativa de homicídio.

Luto

A quarta-feira amanheceu triste em Sombrio. Várias mensagens de apoio à família do jovem Adelvison, foram veiculadas, de pessoas indignadas e inconsoláveis pela morte de um jovem conhecido e querido na sociedade sombriense. Enquanto muitos choraram e consolavam a morte do jovem, o homem que provou ao acidente já estava preso, a polícia civil já ouvia testemunhas e o velório emocionante acontecia na Igreja Assembleia de Deus.

O estacionamento da Igreja Assembleia de Deus, em Sombrio, ficou pequeno para as centenas de veículos estacionados. Pessoas de toda a região fizeram questão de prestar uma homenagem ao jovem Adelvison da Silva. Familiares, amigos, clientes, pessoas de todas as idades, religiões. Com um desejo único de justiça.

“Meu sobrinho e funcionário, um guri gente boa, dedicado, que valia ouro. Nós estamos completamente abalados. No momento, estamos com uma revolta muito grande, graças a Deus que temos nossos amigos e familiares que nos apoiam nesse momento. Vamos colocar na mão e Deus e esperar justiça”, comenta o Cabelereiro Mano que falou em nome da família já que os demais estavam muito abalados.

Segundo a Policia Civil, Ricardo, que passou a noite na delegacia e que foi conduzido para o sistema prisional na tarde de quarta-feira, só teve noção do que estava acontecendo na manhã de ontem. Quando foi preso ele estava altamente embriagado. A Policia Civil continua trabalhando no inquérito.

Emoção

Durante a tarde de ontem a esposa de Ricardo Silva da Silva, uma mulher de 39 anos, que pediu para não ser identificada, se apresentou na delegacia da Polícia Civil de Sombrio para prestar depoimento. Após falar com o delegado, ela conversou com a reportagem do Jornal Correio do Sule contou que está sofrendo muito com tudo que aconteceu, pois a mesma tem um filho de 17 anos e se coloca no lugar dos pais de Adelvison, que estão sofrendo uma dor inimaginável pela grande tragédia.

A mulher explicou que era casada com Ricardo há sete anos, e há três meses vieram do Rio Grande do Sul para morar no bairro Januária, em Sombrio. Na noite de quarta-feira, após consumir grande quantidade de bebida alcoólica em casa, Ricardo começou a discutir. Diferentemente de outras brigas que já aconteceram com o casal, desta vez a esposa estava decidida a se separar. Com a briga, foi acionada a Policia Militar que conduziu o casal para delegacia onde a esposa preferiu não registrar BO, acreditando que Ricardo não iria ficar preso.

Segundo a mulher, após sair da delegacia, ela foi até sua casa, pegou a moto e foi para casa do irmão de Ricardo em Balneário Gaivota, afim de proteger a si e ao filho. Segundo ela, Ricardo estava incontrolável. A mulher ainda disse que preferiu fugir para que Ricardo se acalmasse e não fizesse nenhuma ‘besteira’.No entanto, o marido saiu em busca da esposa, querendo pegar a ela ou seu filho.

“Ele saiu me caçando, sem dó nem piedade e, nesse momento, podia ser eu ou meu filho sendo velado”, disse. A mulher também se emocionou ao falar da morte de Adelvison. “Esse jovem que não conheci, mas todo mundo falou muito bem dele, tinha a vida toda pela frente. Não consigo parar de pensar na dor desses familiares”, lamenta.


25/07/2017 16:00

Semana de Segurança começa nesta segunda-feira e alerta para perigos da eletricidade


Atividades rotineiras como soltar pipa, realizar manutenção predial ou podar árvores próximo à rede elétrica podem significar risco de morte se não forem tomados os cuidados necessários. É por isso que de 24 a 28 de julho a Celesc integra a 11ª Semana Nacional de Segurança promovida pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), que tem por objetivo conscientizar a população sobre os riscos da eletricidade. A campanha da Celesc inclui distribuição de material educativo e orientação dos consumidores com ações organizadas nas 16 agências regionais de Santa Catarina.

Em 2016, foram registradas 240 mortes de consumidores decorrentes de acidentes com eletricidade no Brasil. Um terço dos casos ocorreu durante obras de construção ou manutenção predial. O engenheiro de Segurança da Celesc, Fábio Rafaelli, explica que é importante manter a distância normatizada pela empresa e pela ABNT na hora de construir ou fazer serviços como limpeza ou pintura em prédios e residências. “Além de respeitar as distâncias, o cuidado precisa ser redobrado quando se utiliza equipamentos como andaimes, escadas, treliças, trilhos de cortinas ou materiais metálicos próximos da rede elétrica, pois um simples contato com um fio energizado pode ser fatal”, disse.

Outras situações que trazem risco para a população envolvem ligações clandestinas, poda de árvores, operação de equipamentos como guindastes, brincadeiras com pipas, instalações de antenas de TV, batidas de veículos em postes, furto de fios e equipamentos, entre outras.

“A eletricidade não tem cheiro, não tem cor e pode ser fatal, se não for tratada de forma segura e consequente”, alerta o presidente da Celesc, Cleverson Siewert. Em comparação à média nacional, Santa Catarina tem um histórico de poucas ocorrências fatais em decorrência de acidentes elétricos com a população, foram 18 registros nos últimos cinco anos. Os alertas realizados pelas campanhas da Semana de Segurança têm ajudado a reduzir os números de mortes também em outros estados.

Desde que começou a fazer monitoramento dos registros, em 2001, a Abradee registra uma queda gradual de acidentes envolvendo eletricidade, somando 26% de queda nos últimos 16 anos. O percentual de ocorrências fatais reduziu ainda mais: 37% no período, sendo que em 2016 a diminuição foi de 9%, o que significa 23 mortes a menos do que no ano anterior.

Resumo dos casos fatais em SC entre 2013 e 2017:

ANO NUMERO CAUSAS
2013  7 mortes – Instalação de toldo em prédio (4 funcionários de empresa de comunicação visual sofrearam choque elétrico ao tocar acidentalmente um dos condutores da rede trifásica)

– Vítima encontrada sem vida ao lado de uma árvore que havia cortado com um machado (planta caiu sobre a rede elétrica, na tentativa de empurrá-la, o cidadão recebeu descarga elétrica fatal)

– Uma pessoa recebeu descarga elétrica ao segurar em uma cerca de arame farpado que estava energizada.

2014  5 mortes – Derrubada de árvore próximo à rede elétrica (cipó encostou nos fios energizados, o que causou descarga elétrica e óbito).

– Durante instalação de tubulação de gás em prédio, vítima encostou cano de cobre acidentalmente em condutor energizado, sofreu choque e caiu de uma altura de 12 metros, faleceu no hospital.

– Eletricista recebeu choque elétrico ao fazer reparos na iluminação pública.

– Durante coleta de material para análise de solo houve contato do equipamento (torre para perfuração) com a rede elétrica de alta tensão, ocasionando passagem de corrente elétrica e óbito de dois trabalhadores.

2015  4 mortes – Um óbito por choque elétrico

– Uso de aspirador de pó ligado a extensão elétrica com fio desencapado causou choque elétrico.

– Provável descuido com uma cantoneira ao fixa-la em uma placa, (houve contato em rede alta tensão)

– Após colisão em poste, menor de idade (que estava de carona) pisou em cabo de alta tensão ao descer do carro e recebeu descarga elétrica.

2016  Sem registros
2017  2 mortes – Choque elétrico e óbito após manutenção indevida de iluminação pública

– Ao subir em poste de uma fazenda para retirada de luminária, eletricista passou o braço entre as fases e recebeu descarga elétrica. O mesmo estava de chinelos, sem luvas isolantes e utilizou uma escada metálica para acessar o local.

Dicas de segurança e economia da campanha

“Energia elétrica com segurança: Tá seguro, tá controlado”:

– Considere a rede energizada mesmo quando a energia estiver desligada

– Não pendure ou jogue nada na rede elétrica

– Não fixe enfeites ou solte fogos e balões perto da rede elétrica

– Nunca resgate pipa ou outros itens que enroscaram nos fios elétricos

– Não toque em fios partidos ou soltos na rua e avise imediatamente à Celesc pelo telefone de Emergência: 0800 48 0196

– Antes de qualquer conserto na instalação elétrica, desligue a chave geral no quadro de energia

– Apenas especialistas, com equipamento de segurança, devem lidar com a rede elétrica

– Lembre-se de que irregularidades e furtos na rede de energia podem ocasionar choques elétricos, curto circuitos e incêndios

– Ao adquirir equipamentos elétricos, confira a voltagem para saber se a fiação suporta a carga

– Faça sempre a manutenção das instalações e evite fios emendados ou desencapados

– Retire o carregador da tomada assim que o celular estiver carregado

– Desligue o monitor do computador se for demorar mais de 10 minutos para retornar a usá-lo

– Elimine vazamentos. Ao economizar água, você também economiza energia

– Verifique o estado de conservação das borrachas de vedação do refrigerador

– Mantenha o filtro do ar-condicionado sempre limpo e o termostato regulado. Desligue o aparelho quando não houver ninguém no ambiente

– O plantio e a poda de árvores devem ser feitos em distância segura da rede elétrica e por pessoas habilitadas

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