Solidariedade

20/03/2018 10:03

Adear faz pedágio para pagar pessoal


A Associação dos Deficientes Físicos de Araranguá (Adear) realizou neste fim de semana um Pedágio Solidário, com intuito de angariar verbas para manter a instituição. De acordo com o presidente da Adear, Adilson Duarte, que tem o membro inferior direito amputado, a ação é realizada a cada três ou quatro meses. “A gente precisa do pedágio para manter a instituição, pagar água, luz, aluguel, internet, telefone. Nós temos uma ajuda de custo da Prefeitura de Araranguá, mas sem as doações não conseguimos sobreviver”, declarou.

O pedágio aconteceu no sábado, na avenida Sete de Setembro, no Centro de Araranguá, das 9 até às 15 horas. Segundo Dilma Silveira de Freitas, tesoureira da associação, a entidade tem custos com aluguel, profissionais da equipe técnica. “Nós pagamos aluguel, profissionais da equipe técnica, hoje a Adear conta com psicólogo, assistente social, médico, secretária, pedagogo, educador físico e para poder pagar todo este pessoal temos que correr atrás”, revelou.

A associação funciona na rua Governador Irineu Bornhausen, nº 26, nos fundos do Hospital Bom Pastor, no Centro de Araranguá e atende mais de 500 associados, nas quartas e sextas-feiras, das 14 às 17 horas. A Adear oferece vários tipos de serviço, como orientações para documentação, carteiras de Passe Livre, empréstimos de cadeiras de rodas, colchões pneumáticos, muletas, bengalas, camas hospitalares e atendimentos com os técnicos.

O presidente da associação agradeceu aos colaboradores do Pedágio Solidário. “Quero agradecer a população que parou no pedágio, ficamos o dia inteiro no sol e o pessoal aderiu e colaborou com o valor que pôde. Muito obrigado”, disse.


24/01/2018 08:00

Número de pessoas em situação de rua preocupa


É comum o surgimento de pessoas em situação de rua na temporada de verão nos balneários. No entanto, em Balneário Arroio do Silva o número de denúncias tem sido grande. A situação tem preocupado a administração municipal e os trabalhos da Secretaria de Desenvolvimento Social estão sendo redobrados.

A assistência social realiza abordagens diariamente, o que consiste na solicitação de documentos e suporte para que os moradores de rua retornem para junto da família em seu município de origem. “Mesmo com a abordagem e o atendimento oferecido, muitos querem ficar por aqui mesmo e já se consideram ‘veranistas’. Eles têm o direito constitucional de ir e vir, e isso é respeitado, mas eles não podem incomodar as pessoas”, disse a assistente social Kristine De Bem de Souza

Com o grande número de denúncias e abordagens diárias, uma ação conjunta vem sendo realizada entre a assistência social e a Polícia Militar. “A Polícia Militar nos acompanha nas abordagens para checar os documentos, a origem destas pessoas, e para prestar o auxílio necessário. No entanto, muitos se negam a retornar para casa e permanecem no município”, explicou a secretária de desenvolvimento social, Avanei Bitencourt Vieira.

A Secretaria de Desenvolvimento Social recebe em torno de oito denúncias por dia sobre pessoas que estão dormindo na rua e em espaços públicos. Diante do fato e com base nas abordagens realizadas, a equipe orienta a população a não dar esmola e procurar os órgãos competentes quando necessário.

“Pedimos para que as pessoas não deem esmola aos pedintes. Quando alguém ver uma pessoa dormindo na rua ou em condições que precise de ajuda, é só chamar a assistência social que estamos prontos para auxiliar no que é possível”, enfatizou Avanei.

Em caso de baderna ou situações inoportunas, a Polícia Militar também está à disposição e deve ser acionada através do 190.

As abordagens das profissionais da assistência social continuam sendo realizadas todas as manhãs com o objetivo de oferecer ajuda e encaminhar as pessoas em situação de rua para junto de sua família.


23/01/2018 12:00

Projeto é Ponte para o amor e a fé


Imagine que você é uma ponte, ligando pessoas que podem ajudar a outras que precisam de ajuda. Unindo quem tem, não somente bens materiais, mas também força e fé, a quem não tem sequer esperança. Você seria então uma ponte de solidariedade e alegria.

É esta bonita visão que move o Projeto Ponte, da Igreja Amor e Graça de Sombrio. A ideia surgiu durante a campanha do agasalho de 2016, quando os membros da igreja se depararam com muita pobreza espalhada pelo município. “Começamos a anotar o nome de algumas destas pessoas, para tentar doar cesta básica”, conta um dos idealizadores do projeto, Nei Ferreira. Logo eles estavam com 26 famílias cadastradas, que juntas somavam cerca de 60 crianças. Tantos meninos e meninas precisando de alimento, cuidados e orientação, deu início a outro programa, o Toc Toc. Nos encontros realizados com os pequenos, são contadas histórias bíblicas, distribuídos lanches, dadas dicas de higiene pessoal e organização e feitas brincadeiras. Para a voluntária Andrea Coelho, são momentos de muito amor que fazem todas as dificuldades valerem a pena.

A Amor e Graça também mantém o Restaurante Solidário, que ao meio-dia serve refeição de graça a moradores de rua e trabalhadores de baixa renda, como catadores de material reciclável. O restaurante funciona na sede da igreja, no centro de Sombrio, onde antes do almoço acontece uma pregação religiosa e quem quiser pode tomar banho de chuveiro e ganhar roupas. “Pra que eles voltem a ter esperança”, diz Jussara Carine Cunha, membro da igreja. Ela conta que ouvindo as histórias dos mendigos, gente muitas vezes suja e faminta, aprende a amar sem julgar.

O restaurante distribui em média 40 pratos por dia, e recebe críticas de algumas pessoas que acreditam que devido a ele, a cidade está abrigando uma maior quantidade de moradores de rua, que permanecem mais tempo vagando pelas ruas. Jussara Carine garante que isso não acontece. Ela diz que os andarilhos não param, e como o nome já diz, gostam de andar e sempre seguem em frente. “Tivemos dois que graças a ajuda que receberam, voltaram pra casa, e um pediu dependente químico que pediu pra ser internado”, expõe.

A igreja está localizada na rua Padre João Reitz, em frente a Padaria Ferrari, e fica aberta todo dia pela manhã e até as três horas da tarde, sempre precisando de doações da comunidade.


23/01/2018 08:00

Campanha para Dioni termina com sucesso


O final de semana foi o último da grande campanha que desde setembro acontecia em Sombrio, intitulada ‘Uma perna para o Dioni’. O resultado não poderia ser mais satisfatório.

Dioni Coelho, de 37 anos, sofreu um acidente de moto em 2001, e teve a perna direita amputada. Pouco depois, ele colocou uma prótese provisória e agora está usando uma outra, que é velha em idade e ultrapassada em tecnologia. Sentindo dores, pois a perna mecânica machuca sua pele onde faz a ligação com o corpo, e dificuldade para caminhar, depois que o aparelho teve que ser consertado diversas vezes, ele iniciou uma campanha para adquirir uma prótese nova. A busca por recursos começou há cinco meses e inicialmente a meta era atingir R$ 80 mil. Porém, depois de várias pesquisas e conversas com empresas, o valor baixou para R$ 60 mil. Para chegar a esse montante, foram realizados um pedágio, um bingo, e agora uma rifa que foi encerrada neste final de semana. “Praticamente conseguimos o nosso objetivo, e na sexta-feira já vou fazer o molde para a perna”, comemora Dioni. No final de dezembro, ele já tinha dado a entrada exigida pela empresa, de 50% do total, para que a prótese começasse a ser feita. Ela será de fibra de carbono, bem mais leve do que a atual, e terá um joelho que imita com perfeição os movimentos do joelho humano, tornando o ato de andar menos cansativo e mais flexível e natural. A diferença desta perna nova para a antiga é tanta, que depois de colocá-la, Dioni terá que passar uma semana em Florianópolis, na sede da empresa, fazendo fisioterapia e reaprendendo a andar, para conseguir controlar bem o equipamento. “É um sonho realizado, terei mais qualidade de vida e melhora inclusive a minha autoestima”, diz o rapaz.

 

Carregar mais

Mapa de Editorias