Polícia     8 de agosto de 2017 08:42
Autor: Gislaine Fontoura
Arroio do Silva

Familiares e amigos se despedem de Tânia Regina

Jovem brutalmente assassinada teve seu corpo encontrado na orla marítima de Arroio do Silva


Tânia Regina era uma jovem mulher de 31 anos, que foi brutalmente assassinada, teve seu corpo jogado no mar e encontrado por populares nas primeiras horas da manhã de domingo, dia 6, na Praia da Meta, em Arroio do Silva. Moradora da Zona Nova Sul, do balneário, a mulher era crente desde os cinco anos de idade e cantora gospel, ela frequentava a Igreja Cristã Primitiva do bairro, onde foi velada e foi lá que a reportagem conversou com a irmã de Tânia, Taís Teixeira Machado, de 25 anos.
Taís contou que sua irmã deixou três filhos, um menino de 11 anos, fruto do primeiro casamento e uma menina de três e um menino de quatro anos, filhos de Tânia e de seu segundo marido, com quem foi casada até o dia de sua morte. Segundo a irmã, todos os filhos são muito apegados a mãe, principalmente a menina e Tânia fará muita falta para os filhos e para toda a família. O pai da cantora gospel, o pedreiro Ariosvaldo Machado, de 58 anos e a mãe, a doméstica Sirlei Maria Teixeira Machado, de 58 anos, também são evangélicos, assim como a irmã e dois irmãos, que estão presos e não puderam amparar os pais nesta hora difícil. “Nós nos criamos dentro da igreja”, disse Taís.
Tânia trabalhava como faxineira e gravou seu primeiro CD gospel em Goiânia, no estado de Goiás, ano passado. Para juntar dinheiro e realizar o sonho, ela fazia faxinas e vendia cocadas. “Foi muito trabalhoso, mas era o sonho dela, de gravar e ela gravou. Ela cantou com Daniel e Samuel no verão e o CD que ela gravou foi com o mesmo produtor deles, o sonho dela era de sair pelo mundo e cantar”, revelou a irmã. Dona Sirlei foi quem reconheceu o corpo da filha e seu Ariosvaldo soube da morte de Tânia por Taís. “Minha mãe está chocada com o que aconteceu e meu pai também, ele está muito revoltado”, revelou a filha, que junto com amigos e familiares, amparou a mãe e o pai durante o velório.
Para a família toda está sendo difícil superar a morte precoce de Tânia, principalmente pela forma brutal que ela aconteceu. “Que a justiça seja feita e que seja descoberto quem fez isto, até para a gente não ficar acusando quem, talvez, não tenha culpa”, ponderou a irmã.
O pastor da igreja que a cantora gospel frequentava, Elias de Oliveira, contou que Tânia era muito querida pelos irmãos de fé. “Ela era uma moça extrovertida que, enquanto esteve conosco, serviu a Deus com alegria, ela não tinha inimigos. Estamos sentidos, por conta de que foi uma morte inesperada, de uma forma que a gente jamais imaginou e para a gente fica a lembrança do exemplo dela, sempre com a mãe ajudando e participando de muitos cultos aqui e também fora da cidade e do Estado. Para a gente fica a lembrança de uma moça querida, simples, humilde e que fazia a obra de Deus”, ponderou o pastor.
Sobre o que espera que aconteça com o caso de Tânia o pastor disse que acredita na justiça. “A gente sabe que a justiça pode demorar, mas a gente confia que ela vai ser feita, para que os familiares e amigos dela possam ter um pouco de paz no coração”, desejou Elias.
O produtor e maestro do CD de Tânia, Waltinho Arruda, de Goiânia, via a cantora gospel como uma mulher muito focada em seus objetivos e com chances de uma carreira de sucesso no segmento gospel. “Tânia era trabalhadora, fez das tripas coração para conseguir concretizar o sonho de gravar o CD e, mesmo com muita dificuldade em casa, porque não tinha o apoio total do marido, conseguiu realizar o sonho, devido a sua determinação”, asseverou Waltinho.

Relembre o caso
As polícias Civil e Militar foram acionadas por volta das 8 horas da manhã deste domingo, por populares que encontraram o corpo de uma mulher, seminu e amarrado com uma corda de pescador, na faixa de areia, na Praia da Meta, em Balneário Arroio do Silva. O corpo estava com vestígios de violência, evidenciando se tratar de um crime de homicídio. A vítima foi identificada no período da tarde como sendo a Tânia. A investigação policial foi iniciada ainda na manhã de domingo e os policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá, junto com os policiais da Delegacia de Polícia de Arroio do Silva estão trabalhando incansavelmente do caso. De acordo com o delegado Marlon Bosse, coordenador da investigação, novidades sobre o caso devem ser apresentadas em breve.

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