Geral     22 de maio de 2018 11:08
Araranguá

Feirão do Imposto é marcado por filas e manifestações

Ação realizada na manhã do último sábado, dia 19 pelo Núcleo do jovem Empreendedor da Aciva, comercializou gasolina e produtos voltados para a construção civil com redução de impostos


Gasolina a R$ 2,49? Pagar este preço, hoje, parece conto de fadas para os brasileiros, que testemunham todos os dias um aumento surreal no preço do combustível. No Vale do Araranguá, por exemplo, a gasolina já ultrapassou a barreira dos R$ 4,00 e o que poucos sabem, é que mais de 61% deste valor é de impostos.
Afim de conscientizar sobre o quanto de impostos são pagos, em detrimento do que retorna à população, o Núcleo do Jovem Empreendedor da Associação Empresarial de Araranguá e Extremo Sul Catarinense (Aciva), realizou neste sábado, dia 19, o 6º Feirão do Imposto.
O ato de protesto, que é organizado a nível nacional pela Confederação dos Jovens Empresários (Conaje), teve como principal ação a comercialização de gasolina com redução de impostos, a R$ 2,499 o litro. Ao todo, foram vendidos 1500L de gasolina comum em três postos da rede Rizzotto. A medida movimentou os moradores da Cidade das Avenidas, que acordaram cedo e formaram uma grande fila no Calçadão, para garantir o voucher da campanha.
O presidente da Aciva, Beto Rizzotto, celebrou o sucesso do Feirão. “O objetivo foi alcançado. O público participou da ação e o que nos deixou mais felizes é que conseguimos conscientizar a população sobre os impostos”, ressaltou.
Já o coordenador do Núcleo Jovem, Gustavo Leme, ficou feliz com o interesse da população pela campanha. “Agradeço em nome de todos os voluntários que trabalharam no dia, e daqueles que indiretamente contribuíram com a aplicação do Feirão do imposto. Estamos muito satisfeitos com o interesse de alguns dos participantes em saber o porquê da ação”, disse.
“Muitos, além do interesse em pagar pouco, concordavam e estavam cientes que aquilo era uma conscientização e não um dia de descontos. A população de Araranguá compareceu, o dia contribuiu e eu só tenho a agradecer a ação. Que ela traga frutos positivos no futuro”, completou Leme.
Além da gasolina, a loja de materiais e ferramentas Sasso e a F3M materiais de construção, também participaram do Feirão.

Feirão marcado pela manifestação
O 6º Feirão do Imposto ficou marcado pelas filas, que se formaram na tenda de distribuição dos vouchers no Calçadão e nos postos de gasolina da rede Rizzotto. Mas o que também chamou a atenção foram as manifestações do público sobre o tema abordado pela campanha.
A servidora pública, Jaqueline Steffens da Rocha, desabafou nas redes sociais. Na fila do voucher, ela gravou um vídeo e comentou, utilizando o tema “O Brasil que eu Quero”, sobre o preço da gasolina. “O Brasil que eu quero é um Brasil que eu não precise ficar numa fila do Feirão do Imposto para pegar um voucher de R$ 2,49 para abastecer 10L de gasolina, porque aqui na minha cidade o custo do combustível já está quase R$ 5,00. Isso é absurdo. Chega de impostos e altas taxas que temos que pagar e não temos nada: saúde, segurança e educação. Esse é o Brasil que eu quero”, declarou.
Já o vendedor, Jânio Costa, de 63 anos, cobrou mais seriedade dos políticos na hora de administrar o país. “Eles ainda não conseguiram quebrar (o país) porque o Brasil é muito rico. Precisamos de mais gestão e menos impostos abusivos, que sempre acaba com a população tendo que pagar a conta”, lamentou.

Impostos abusivos
O Feirão do Impostos foi concluído no hall de entrada do Center Shopping Araranguá. Em parceria com as concessionárias Dimasa e Kolina, foram colocados em exposição um Volkswagen Polo e um Chevrolet Onix. Em cada veículo, cartazes detalhavam o valor repassado ao consumidor e o valor de um carro sem impostos.
Um dos organizadores da ação, Matheus Balthazar, comentou sobre a importância do Feirão do Imposto. “Sabemos que a mudança estrutural que queremos para o Brasil, em um país de dimensões continentais, pode levar muitos anos. Mas são ações, como o Feirão do Imposto, que mantêm a chama da mudança acesa, plantando ano, após ano, a semente na população de um Brasil com menos impostos e mais qualidade na prestação dos serviços públicos e investimento em infraestrutura”, analisou.

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